Tic Tac Passa o Tempo
Jardim secreto...
Neste jardim secreto
alguém sonha e espera
com o olhar no tempo
O amor que virá...
.
Trará nos olhos encanto
E delicadeza nas palavras
Será seu mundo
Será suas asas...
O seu amor profundo
Peça ao vento boas novas
Enquanto em seus campos
Semeie flores brancas...
Que o sol seja suave
E a lua luminosa,
pelo amanhecer
Seja apaixonada...
Espalhe seus versos
como poeira de estrelas
A blindar com prata
A pele de sua amada
Que seja todo o mel
a adocicar seu ser
Ao seu amor pousar...
Enfim Renascer ...
E do tamanho do infinito essa saudade
Esse frio na alma e o tempo tentando me convencer que só respiro se for por nós dois
As noites intermináveis com meus pensamentos tropeçando nas estrelas
Que um dia contemplei em seu olhar
Tento viver onde meus sonhos terminam
Uma imensidão de juras sem esperança
Só eu sei o tempo em que passo sonhando
Onde sem brilho o sol insiste em me fazer
Querer o impossível ...Voltas e voltas...
E novamente aqui zelando da minha saudade
Meus únicos momentos nossos.
(Z.M)
Quando as coisas se embaraçam, não mentir para si mesmo
é o ponto para estarmos vigilantes.
Tempo e lealdade se conectam em nossa consciência
nos protegendo dos enganos indesejáveis.
A frágil felicidade caminha entre nós pelas entranhas
da emoção.
E o vento favorável chega inesperadamente com ritos e encantamentos.
Então:
Mantenha a mente alerta.
Saúde física, emocional, espiritual, dependerá do tempo dedicado, ao conhecimento praticado.
Amelia Mari Passos
Maturidade, tolerância, paciência
são presentes do tempo
para a alma que se aplica, aos ensinos
da vida.
O tempo escorrendo entre nossos dedos,
Enquanto nos afogamos em deveres e medos.
A vida é uma dança, mas de passos exaustivos,
Um compasso cansado, um esforço compulsivo.
Trabalhamos horas a fio, em que não descansamos,
Em busca de um futuro incerto, que nunca alcançamos.
Enquanto o sol se põe, deixando marcas no rosto,
Aposentadoria à vista, um horizonte desgosto.
Trabalhamos para sobreviver, não para viver,
Enquanto o tempo nos escapa, sem perceber.
O capitalismo nos consome e nos sufoca,
Em uma sociedade onde a alma a cada dia se enforca.
O sistema nos engole, nos suga a essência,
Enquanto a felicidade se esvai da nossa vivência.
Em um ciclo cansativo, a vida se desfaz,
Um fardo pesado, que nunca se satisfaz.
Um sistema que nos enjaula e, que nos mata,
Nos rouba a liberdade e, nos despedaça.
Trabalhamos por necessidade, por sobrevivência,
Enquanto nossos sonhos se perdem na displicência.
A vida não se resume a um ciclo cansativo,
Há espaço para sonhar, para sermos cativos.
Vamos lutar por um mundo em que seja mais humano,
Onde o trabalho não seja, meramente um engano.
Encontremos a essência além desse sistema,
Reinventemos as regras, quebremos a algema.
Pois, a vida é mais, do que trabalho e dor,
E, merecemos viver, plenamente, com amor.
Há esperanças...
Para alguns o tempo deveria ser a arte da maturidade, porém,
É triste observar que para muitos ao invés de evoluírem apenas regridem,
Deixe o orgulho de lado,
Deixe a vaidade e o autoritarismo,
Deixe de se achar melhor que os outros,
Deixe de pensar que é um ser superior,
Deixe de ser egoísta, invejoso, ambicioso, mal educado,
Deixe de se amar tanto ao ponto de excluir o próximo,
Deixe de pensar no próprio umbigo,
Deixe... Mais deixe mesmo...
Somente assim, poderás usufruir de boas coisas ao seu redor.
Somente assim, muitas coisas boas irão fluir.
Somente assim muitas coisas que estão dando errado na vida irão melhorar.
Quanto mais nessa vida se doa, mais bênçãos são recebidas.
É lei do retorno.
“Reflexos, reflexos…
Chegadas e partidas
Não quero pensar que seja o tempo, Gostaria de pensar nas reinvenções dos despropósitos .
Nas despretensões do ser
Do fazer chover! Às vezes gostaria de não ser impensáveis momentos de fantasias chorosas como poças, poças, histórias nossas… .
Um voo invertido para a imaginação, Onde sonhos possam ser o reinvento,
A imprevisão do existir!
As histórias imprevistas do tempo! .
Os ciclos intrusos de novos lugares, Invenções nossas… Desapegos e viagens,
Nas sombras de guarda-chuvas, A transparente lembrança profusa .
Versos, versos, Inversos… Pretextos, Discursos imagéticos, De previsões imprevisíveis do tempo…”
Oh, tempo de união, querido Natal
que chegas como rajada do tempo,
envolvendo a vida em embrulhos:
ora presente, ora passado.
Passado que não retorna,
como o brilho perdido do papel rasgado,
pois a vida, em suas rajadas, transforma-se
no bem que o presente entrega ao futuro.
Oh, querido Natal, que límpido traz alegria,
mas também a eventualidade que o mundo enfeita,
apagando os traços para os novos seres que presenteia.
Oh, querido Natal, que anseio por teu passado,
pelos ecos do que foste e que guardo na alma.
O mundo é feito de escolhas,
compreendê-las nem sempre alivia o peso.
Mas o tempo, com paciência,
ensina a suavizá-las.
E no fim, até as mais duras
encontram seu lugar no entendimento.
Escolhas, mesmo compreendidas,
nem sempre serão aceitas.
Seguir em frente é o curso da vida,
rever o caminho nem sempre é a solução.
Contemplar, sim,
é o combustível do que ainda virá.
Siga, meu caro aventureiro,
e, na dúvida, confie:
a paisagem é linda do topo.
No início dos tempos, sem haver o tempo, existia o vazio, o nada...
Uma escuridão sem limites, sem claridade, existia o silêncio, o vácuo...
Um universo ainda não nascido, um infinito sem área e inconspícuo.
Surgindo do vazio, Deus grita por luz, explode a vida numa jornada.
Quem dera o tempo não existisse, fosse apenas uma ilusão
E que a vida fosse somente um simples passar das horas.
O medo da noite eterna me persegue na aurora,
Os vaga-lumes brilham como estrelas na minha noite.
No quarto o monstro da madrugada flutua perfumado,
Sinto o aroma da fronha nos meus sonhos verdejantes,
Nunca disseste que a vida era dura com quem vive,
Nunca sorriste para mim com a ternura de um olhar infantil.
Tempo! Tempo cruel e ingrato,
Por favor, não pare, volte atrás...
Devolva o sonho e a esperança,
Torna-me novamente criança,
Depois eu morro e nada mais...
Devolva as brancas asas foragidas
Ao meu coração sofredor.
Leve para longe esta negra tristeza,
Devolva a infantil e pura realeza
Que era viver num tempo sem dor.
Será que essa saudade vai passar logo ? Eu sei que quem cura a Dna Saudade é o Sr. Tempo. Mas será que demora ?
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