Textos sobre Deus

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⁠Namoro ?
⁠O namoro cristão é um relacionamento de respeito, porque isso agrada a Deus.
Quando se falamos de um namoro cristão, deve se entender que é um relacionamento que busca agradar a Deus, andando na contramão do mundo e tendo a presença do Senhor, porque Ele estará no centro.
O namoro que agrada a Deus é aquele que em primeiro lugar tem oração, pois o diálogo com Deus trará benefícios para o relacionamento, tirando todo o agir do inimigo.
O namoro cristão não é o mesmo que um casamento, porém é a onde você vai conhecer a pessoa melhor e descobrir se quer passar a vida toda com essa pessoa por meio da oração.
Para que o namoro cristão possa acontecer, deve se atentar a alguns princípios como esses mencionados acima para que você desfrute daquilo que Deus tem para sua vida.
Infelizmente quando se pula o primeiro passo que é a oração, você abre mão das bençãos do Senhor e não coloca Ele como convidado para entrar e cuidar do seu relacionamento.

Deus é a própria morte.

Metaforicamente, Deus é, na verdade, a própria morte...

Por que Deus é a morte?

A morte é onipresente, onipotente, onisciente; ou seja, está em todo lugar, é invisível, imortal, presente, eterna, é o nada — e, por ser o nada, conhece tudo; é o fim — e, por ser o fim, conhece todo o início.

A morte é justiça e, por ser justa, não tem pobre nem rico, nem inferior nem superior; tanto humano como inseto, sem exceção, cedo ou tarde, todos são condenados, todos morrem.

A morte é a reflexão mais profunda; é o que nos faz pensar, agir, mudar; é o que nos incentiva a viver, a fazer, a compartilhar e a deixar.

A morte é encontro; é para onde todos caminham, independentemente dos infinitos caminhos — o destino é o mesmo para todos; é onde todas as almas se encontram, na morte.

A morte é amor; é onde nos sacrificamos pelo próximo; é onde deixamos o legado, a ideia, o propósito; é o que fazemos pela nossa família, amigos, sociedade, natureza; é o que servimos e deixamos para o mundo antes de morrer.

A morte é o pai, é a mãe de todas as coisas; é o que veio antes de tudo existir; é o que veio antes do “bem e do mal”, do “paraíso e do inferno”, da “luz e da escuridão”; é o que veio antes do “nascimento”, da “vida”, do “Big Bang”, do “universo”; é o que veio antes de tudo existir, porque já existia e estava lá; é o que chamam de “vácuo”, “nada”, “inexistência” — é a morte, o próprio Deus.

Obrigada meu Deus, por mais um dia,
e por sua luz em meu caminho;
Peço vossa bênção e perdão aos meus pecados;
Conduza-me sempre no caminho do bem;
Conceda-me humildade, tranquilidade, sabedoria e discernimento;
E que eu consiga estender a mão a quem necessita.
Amém.
Nara Nubia Alencar Queiroz

Obrigada meu Deus, por mais um dia,
e por sua luz em meu caminho;
Peço vossa bênção e perdão aos meus pecados, e que eu compreenda que erros e acertos são para o meu melhor crescimento.
Conduza-me sempre no caminho do bem;
Conceda-me humildade, paz, amor, tranquilidade, sabedoria e discernimento;
E que eu consiga estender a mão a quem necessita, mesmo sem reconhecimento e gratidão.
Que minha fé em ti seja incessante, e nunca eu desista de acreditar em mim.
Amém.
Nara Nubia Alencar Queiroz

SENHOR, conceda-me sabedoria
Abre o coração da humanidade
para que sintam o amor de Deus
Dê claridade aos nossos olhos para que possamos enxergar o valor exato de tudo e também permita-nos sentir o peso das nossas atitudes.
Com a tua força ergue mais um batimento no meu coração para que diante do Senhor eu me erga digno, ensina-me a suportar as tribulações que sinto no meu coração, sou digno diante do Senhor, por ti me apresento, e se diante do Senhor sou digno, diante de absolutamente ninguém além de ti pudera ser menos que digno.
Amém.

Eu já sabia dessa hipocrisia na Assembleia de Deus há muito tempo. É revoltante ver como exploram os fiéis com a cobrança rigorosa do dízimo, mas, na hora em que o membro está desempregado ou passando necessidade, a igreja não estende a mão; dizem que 'é preciso ter fé' enquanto o prato do trabalhador está vazio. Pelo contrário: escravizam as irmãs para limpar o templo e arrumar cadeiras sob o pretexto de ser 'obra de Deus', enquanto o pastor ostenta um salário de, no mínimo, 10 mil reais, carro do ano e vida de luxo. Nessa hora, o discurso muda e dizem que 'o obreiro é digno do seu salário' e que 'ninguém trabalha de graça'. Engraçado que isso só vale para a cúpula, nunca para quem limpa o chão.
A hipocrisia é sem limites. Usam o nome de Deus para impor medo e exercer um controle psicológico que invade a liberdade individual, vigiando a roupa que a mulher veste e o que o fiel faz em casa, chegando ao ponto de ditarem em quem as pessoas devem votar. Transformaram o altar em palanque político e o dízimo em faturamento empresarial.
Para completar o descaso, muitos templos se recusam a deixar que o corpo de um membro seja velado na igreja, alegando normas internas ou falta de tempo. É um sistema que lucra com o suor dos humildes enquanto eles têm saúde para trabalhar e dinheiro para ofertar, mas nega até o último gesto de dignidade e acolhimento no momento do luto. É uma 'família' que te acolhe pelo que você tem no bolso, mas te descarta assim que você não serve mais para os interesses deles. Pregam o céu, mas vivem um império de ganância aqui na terra. Afinal, para esses líderes, a fé é apenas um meio de vida, e o fiel é apenas um meio de lucro.

Dê graças a Deus que você não faz mais parte desse sistema! É libertador deixar de ser apenas mais um "Maria vai com as outras" em um meio onde a opinião própria é vista como rebeldia. O cenário atual mostra um exército de pessoas que abdicaram da própria inteligência para viver apenas do que o pastor dita no altar, transformando a fé em uma coleira invisível.
Essa ausência de pensamento crítico transborda para a vida pública. É nítido como muitos entregam sua consciência política nas mãos de lideranças, votando cegamente em quem o pastor manda, como se a urna fosse uma extensão do dízimo. Além disso, chega um ponto em que a lógica grita mais alto: é difícil levar a sério, em pleno século XXI, um livro que narra serpentes falantes enquanto se ignora a realidade científica e social à nossa volta.
A hipocrisia nesse meio não é apenas um detalhe, é a base da estrutura, e ela se manifesta de formas cruéis:
O "Amor" Condicional: Pregam um amor ao próximo que tem prazo de validade. Na prática, destilam ódio e intolerância contra qualquer um que fuja dos seus padrões rígidos, seja por orientação sexual, escolhas de vida ou por professar uma fé diferente.
O Jejum de Coerência: Possuem olhos de águia para condenar os pecados alheios, mas tornam-se cegos e "passam o pano" quando seus pastores são flagrados em esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro ou escândalos morais.
A Exploração da Fé: Através da Teologia da Prosperidade, vendem Deus como se fosse um corretor de investimentos. Tiram o pouco de quem nada tem para sustentar o luxo faraônico de líderes que vivem como reis, sob o pretexto de uma "bênção" que nunca chega para o fiel.
A Bíblia como Conveniência: Usam o livro sagrado como um cardápio. Escolhem leis levíticas arcaicas para julgar e excluir o próximo, mas ignoram solenemente os pilares da humildade, da partilha e do "não julgueis" que deveriam, em teoria, ser a base de sua crença.
Sair desse ciclo não é perder a fé, é ganhar a própria liberdade de pensar.

Eu me pergunto: que Deus é este que parece apreciar a guerra e se deleitar com o espetáculo da morte? Questiono a existência de um Deus que se mantém inerte, sem exercer justiça contra nações que lucram com o sangue alheio e transformam o campo de batalha em um altar de sacrifícios humanos.
O que vejo não é o peso da mão divina punindo os tiranos, mas sim o silêncio ensurdecedor dos céus. Enquanto isso, na terra, vejo pastores e líderes religiosos — que deveriam ser porta-vozes da paz — transformando-se em mercadores da guerra, usando o nome do Sagrado para validar atrocidades e abençoar armas. Se a religião serve para aplaudir o massacre de inocentes, então ela não serve à vida, mas sim aos interesses mais sombrios do poder humano.

Da bondade de Deus.

Confiar em Deus, não é sinônimo de: nada irá me acontecer de ruim, porque eu confio. Mas, mormente, continuar crendo em sua bondade quando o mal nos atinge.
Pois a própria bíblia e a história ( Roma - coliseu e suas arenas), estão repletos de exemplos da natureza de que se pode passar por problemas indescritíveis por exatamente se confiar. Confiar, é crer que ainda que me aconteça algo de ruim, este ruim ainda assim, está sob a sua supervisão.
E aí é que está: como entender a sua bondade entre os homens, já que Deus sempre permite o mal nos acometer? E se Deus é bom, logo, jamais poderia permitir o mal.
Aqui, é o estímulo que muitos têm, para dizer que Deus não é bom, pois; já que permite o mal nos assolar.
Mas o que nós não conseguimos entender, é que a finalidade de Deus permitir o mal - por pior que ele seja em suas variadas formas -, está em que sempre desse mal, se resultará no bem estar divino e universal, como finalidade última.
Pois somente o seu sábio e misterioso desígnio, sabe SEMPRE como atingir o bem, com as atitudes oriundas do mal.
Pois, é por isso que ele o permite e o supervisiona.
Deus é onisciente - sabe de todas as coisas. Isto implica em dizer que toda a ação divina - quer seja em permitir algo, ou não permitir, direta ou indiretamente -, resulta de uma já pensada decisão numa visão plena e indivisível ( chamo de indivisível, o fato de não se poder pensar em nada melhor do que esta decisão divina). E se como onisciente, portanto, um ser que toma todas as decisões com base no pensar em TUDO, pensou em TODAS as possibilidades e chegou a conclusão de que do mal permitido, pode se extrair um bem maior e universal, logo, esse bem não seria maior se o mal ele não permitisse.

18 de março de 2014 às 12:13 h

Do Universo Militar espiritual




Pedi bençãos grandiosas para Deus. Mas ao invés de prontamente me concede-las, por acreditar de forma quase que inabalável, Ele me mostrou o caminho do Inferno e, no final dessa trilha, o Trono de Satã, com ele, nele, assentado. Pegou todas as valiosas bençãos de que desejam minha Alma, pós no colo do Demônio, olhou firme para mim e em seguida me disse: "agora, você irá lá, buscá-las!!!




Às 16:46 in 11.09.2025

​"Esquecer a presença de Deus é perder o norte da própria vida. É trocar a segurança do Infinito pela fragilidade do nosso braço. Sem confiança no agir do Criador, a vida perde sua cor primordial, e o que era para ser caminhada de fé vira apenas o peso do esforço humano.".



Alexandre Pacello

Hoje, Eu sou mal, serei mal até o dia que Deus me resgatar de mim mesmo. Então Deus, livre-me de mim, estou cansado de falhar perante a missão que me deste e o lugar que me colocou, puts cara, porque é dificil assim, seguir a ti, eu queria perder a minha vida inteira e tudo que tenho por amor e ti e aos meus amigos, mas eu não consigo, corro numa esteira esperando chegar em algum lugar.

A verdade é que eu em mim mesmo não tenho provisão de esperança, nem mesmo que eu posso sair desta situação, o meu Eu me assombra dia e noite, me ameçando de aparecer cada vez mais forte. Não Deus, eu não quero ser como a mim, porque em mim não há nada de bom, deixa-me te amar mais uma vez, Deixa-me te honrar mais uma vez, Deixa-me chorar mais uma vez.

Deus, me livre de mim. Por favor...

Olá, querido Deus, saudades! Eu sei que estou distante e não tenho cumprido meus propósitos. Nunca mais te escrevi, mas algo me afasta do meu caminho. Às vezes penso que não faz tanto sentido estar aqui, mas sei que tudo tem um motivo. Às vezes sinto saudades de mim e às vezes sinto saudades de você.




25/10/2025

​"A árvore foi o instrumento da nossa queda, e do madeiro Deus fez o instrumento da Cruz. O espinho, que brotou da terra como fruto da maldição, Jesus tomou para Si e transformou em coroa. Ele usou a matéria-prima da nossa desobediência para selar a nossa redenção."




​— Leonardo Campos

Bom dia!
Senhor nosso Deus Javé, as vezes pecamos por não pedirmos concelhos ao Senhor, erramos muito nisso e sofremos pelas escolhas erradas. Mas sei que o Senhor nunca nos desampara, quando procuramos de ❤️ puro. Perdoa nos Senhor, por tudo, venho em nome do seu filho amado Jesus Cristo. Amém.

Título: Presente do Céu


Deus me deu um lar
e dentro dele colocou eternidade.


Chamou de família.


Diana,
meu abrigo nos dias difíceis,
minha paz quando o mundo pesa,
presença que transforma rotina
em milagre diário.


Em teus olhos eu aprendi
que amar é decisão
e também cuidado.


Isaque, meu primogênito,
força que cresce diante dos meus olhos,
promessa viva de futuro,
eco do meu nome
caminhando mais longe que eu.


Ismael, meu pequeno raio de luz,
riso que quebra qualquer cansaço,
mãos pequenas que seguram meu dedo
como se segurassem o mundo.


Vocês três
são a resposta de muitas orações
que eu fiz em silêncio.


Família não é acaso,
é presente de Deus
embrulhado em responsabilidade,
amor
e eternidade.


Se eu tiver vocês,
tenho riqueza que não se conta,
tenho herança que não se perde,
tenho céu começando aqui.

Deus não deseja nada de você além daquilo que já está no seu coração.
Ele espera que você aprenda a amar.
Porque quem ama, tem respeita.
E quem tem respeita, aprende a respeitar o próximo.
O amor próprio não é orgulho
é reconhecer que você é morada do criador.
Quando você aprende valoriza,
e torna-se um instrumento de paz.
Quando você acolhe,
aprende a acolher o outro.
Deus não quer sacrifícios vazios,
quer consciência.
Quer que você descubra
que o amor começa
e se espalha como luz. Bom dia com Jesus.

INVOLUÇÃO HUMANA

Creio na involução do homem,
de um deus a um verme,
e não na evolução progressiva
do macaco ao homem,
do instinto à razão
o macaco é muito bom
para dar origem ao homem atual.

no início era a semelhança de Deus,
depois, anjos caídos,
para habitar corpos de nefilins
coabitaram com mulheres mortais
geraram filhos híbridos,
filhos que espalharam a violência
e a miséria humana sobre a terra.

regredindo ainda estamos, da luz eterna
para a escuridão perpétua.
logo seremos verme, e depois pó,
ao fim da involução
para o cerne do nada,
da inutilidade...

Clamor do Século XXI

Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?
Os céus ainda se enchem de gritos,
as fronteiras queimam, as cidades se despedaçam,
e homens em nome da pátria ou da fé
rasgam irmãos com lâminas digitais e bombas celestes.

O espectro do passado ronda outra vez —
uniformes marcham, discursos de ódio crescem,
bandeiras negras e vermelhas se erguem,
e o século, que prometera ser livre,
se curva a velhos ídolos de ferro.

Navios já não negreiros, mas de refugiados,
singram mares de silêncio e de fome;
crianças caem nas praias do Mediterrâneo
como flores sem nome,
sem canto, sem pátria, sem deus.

E nós, que aprendemos com Auschwitz, com Hiroshima,
com as valas comuns da Bósnia,
vemos a História repetir-se como praga.
O homem não aprende — repete.
E cada vez mais fundo cava o abismo onde habita.

Deus! ó Deus!
se calas, que voz nos resta senão a humana?
Se teu silêncio é eterno,
que a nossa garganta seja trovão,
que a poesia seja espada,
que o desespero seja fogo
até que a vida, uma vez, se levante
contra a morte que a governa.

Deus existe. Essa poderia ser a sentença ideal para iniciar um livro. Ou talvez: Deus não existe.
Qual delas prenderia mais a atenção do leitor?
Nada é simples assim. Nem uma, nem outra. Ambas são complexas, teses de difícil comprovação. No campo da fé, a primeira frase pode convencer com facilidade, sobretudo pessoas crédulas. Já a segunda talvez encontre terreno ainda mais fértil se o leitor for cético, agnóstico ou mesmo religioso sem convicção profunda. Em ambos os casos, não se trata de verdade ou mentira imediata, mas do lugar íntimo de onde o leitor parte. A frase inicial não prova nada; apenas revela quem lê.
Seguindo por esse caminho, este será o meu livro mais inquietante. Não porque eu nunca tenha tratado desse tema. Ao contrário, como filósofo, escrevi muitos livros que, de uma maneira ou de outra, trabalharam com essas duas possibilidades. Mas este é diferente. Ele nasce do lugar em que me encontro agora.
Para um leitor curioso, este livro será uma janela aberta para dois abismos. Duas escolhas, duas teses, duas possibilidades. Ainda assim, creio que será um trabalho penoso. Habitar o espaço entre esses dois polos, descer ao mais tenebroso caos para investigar, sob uma perspectiva dialética, questões que há milênios retiram a paz de homens e mulheres de alma profunda, exige coragem.
Se Deus não existe, estamos perdidos. Revoltados, em desespero total, sem nenhuma base para a esperança. Com essa afirmação, Deus não existe, enterramos a metafísica e já não necessitaremos buscar sentido nessa ciência frágil. Então, comamos e bebamos, surtemos e executemos todos os desejos carnais, certos de que não haverá julgamento nem punição moral após a morte, apenas o retorno ao pó.
Contudo, antes de concluir qualquer uma dessas afirmações, é preciso investigar a história de ambos os lados. As pessoas que acreditaram em cada uma dessas posições, o que as levou a sustentar tais teses e quais foram os resultados morais, sociais e históricos dessas escolhas.
Mas de onde partiremos, na corrente do tempo? Em que lugar cultural fixaremos nosso ponto de partida? Que história ou mito serviu para determinar o princípio de tudo? Seria ideal partir de uma crença específica, de uma tradição particular, ou isso seria um argumento frágil, sem credibilidade universal?
Se eu escolher o óbvio, o mito de Adão, não lograrei êxito com aqueles que não creem na tradição oral ou escrita dos judeus. Talvez, se optar por outro cerne, como a cultura africana, ainda assim enfrentarei sérios problemas para resolver essa questão inicial. O impasse persiste.
Contudo, é preciso definir um ponto de partida e seguir adiante. O atraso excessivo também é uma forma de recusa. O que me ocorre agora é outra possibilidade. Sugerir várias origens, vários mitos, várias tradições, e deixar a critério do leitor qual delas melhor lhe servirá.
Talvez não caiba a este livro impor uma origem, nem eleger uma tradição soberana, mas oferecer caminhos. Permitir que cada leitor escolha de onde olhar para o abismo. Afinal, a pergunta sobre Deus talvez diga menos respeito à resposta correta e mais à coragem de sustentar a pergunta.
Então, antes de fixarmos a mente no homem como ser racional ou como criação divina, levantemos os olhos. Olhemos para as estrelas.
Comecemos com um pouco de ciência. Observemos o universo não como metáfora, mas como fato. Sabemos hoje que ele não é estático. Expande-se. Galáxias afastam-se umas das outras, o espaço se dilata, o tempo carrega consigo a memória de um início violento e incompreensível. Houve um momento inaugural, que a ciência chama de Big Bang, no qual matéria, energia, espaço e tempo surgiram juntos, sem testemunhas, sem linguagem e sem propósito declarado.
A ciência descreve o como com rigor crescente. Fala de inflação cósmica, de forças fundamentais, de partículas elementares, de um universo que lentamente se organiza a partir do caos primordial. Mas permanece silenciosa quanto ao porquê. Ela mede, calcula, observa, mas não confere sentido. Talvez não seja essa a sua função.
É nesse ponto que a pergunta por Deus reaparece, não como afirmação, mas como hipótese extrema. Onde Deus caberia nesse projeto? Antes do início, como causa primeira? Como princípio organizador? Ou como invenção tardia de uma consciência assustada diante da vastidão e do silêncio?
Olhar para cima é um gesto filosófico. Diante da imensidão indiferente do cosmos, o homem percebe sua fragilidade e, ao mesmo tempo, sua singularidade. Somos poeira que pensa, matéria que pergunta, universo tentando compreender a si mesmo. Se Deus existe, talvez não esteja nos detalhes morais imediatos, mas nesse espanto original diante do infinito. Se não existe, o espanto permanece, talvez ainda mais cruel.
Todo evento, afirma a ciência, necessita de um observador, pois acontece em um ambiente, no espaço e no tempo. Essas condições são frágeis, mas reais. É dentro delas que algo pode ser reconhecido como acontecimento. Essa probabilidade científica, instável e limitada, talvez seja tudo o que temos para buscar algum sentido no estado das coisas físicas, materializadas. Fora disso, restam apenas hipóteses, silêncio e a vertigem de tentar compreender um universo que existe independentemente de nos perceber.