Textos sobre Tempo

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Tempo de saudades, de minha saudosa e mui querida Dra. Nise da Silveira, e o seu grande legado para com a arte brut e a psiquiatria brasileira e internacional, pelo viés dos magníficos artistas, sem as amarras chatas e previsíveis da sociedade no Museu de Imagens do Inconsciente no Engenho de Dentro, no RJ.

“Existem vínculos que nascem mesmo de longe e se fortalecem na distância. Mas dar tempo não é solução… o tempo não cura, o tempo adia, o tempo não soma, ele abstrai. É traiçoeiro: rouba tanto a intimidade, até você não se sentir mais à vontade, até tudo ficar sem graça, eu, você e tudo ao redor, o tempo cria silêncios e pode transformar tudo em apenas lembranças. Se algo vale a pena, é preciso cuidar agora... Porque amanhã pode ser tarde demais."

O ano terminou, mas não levou embora a esperança e a fé. O novo ano que se inicia é tempo plantar esperança. É tempo de regar a fé. É tempo de colher os frutos do ano passado. É tempo de viver conscientes de que somos nós os construtores de nossa história. É tempo de viver ávida e alegremente!

Maria Luísa meu amor, falta pouco para deixar o ventre e nos emocionar com a sua pureza, em tempo irá enxergar os raios de sol entre as belas nuvens na imensidão do céu, e verás as cores: azul, amarelo e branco, contudo filha, sentirá a magia de Deus que és puro e verdadeiro como nosso amor por ti.

Não faltou amor. Faltou empatia. Em um curtíssimo período de tempo, você fez o maior estrago emocional da minha vida. Toda vez que algo doía, você escolhia se sentir viva longe de mim, em lugares onde eu nunca coube. Isso não foi confusão, foi traição emocional consciente. Algo que eu acreditava ser intenso e verdadeiro virou dúvida, desconfiança e medo de amar. A cada fuga, você levou um pedaço de mim. Hoje não restou o suficiente pra continuar, só a certeza de que eu fui deixado pra trás no momento que mais precisei de ti.

Acredite... O tempo passa, mas a vida é sua. Arrisque-se para vencer a rotina. Não busque entender tudo; a surpresa é mais bela que o planejado. A lógica não explica tudo. Valorize as pequenas experiências – os momentos simples são os que mais trazem felicidade. Você é sua história. Escreva-a em si e em quem ama. Mude, mas sem perder sua essência. Sonhe, mas aceite a realidade. Não fuja das dificuldades nem repita erros. Alguém espera por você; não a faça esperar muito. Exija menos dos outros. Utopias são peso desnecessário. Entregue-se e surpreenda-se. Os sentimentos não têm limites.

O tempo é um paradoxo quântico, para mim, não faz sentido, pois nossa existência é moldada por instantes que já se foram e por futuros que ainda não nasceram. Vivemos no fio tênue do agora, mas carregamos em nós as marcas de tudo que foi e a ansiedade de tudo que poderá vir. O presente é apenas um fragmento entre duas eternidades invisíveis.

Somos tolos em nossa própria ilusão, atribuindo valor ao que se desfaz com o tempo, dinheiro, status, títulos. Olhamos com arrogância para aqueles que sustentam silenciosamente a vida em sociedade, os que limpam, os que recolhem, os que tornam possível o nosso cotidiano, como se a dignidade fosse privilégio e não essência. No fundo, seguimos apenas rótulos impostos por uma sociedade adoecida, sem perceber que a verdadeira grandeza não está no que se ostenta, mas no que se é.

O passado é um cadáver intocado pelo tempo; regressar a ele é deitar-se na podridão, aspirar a decomposição de ossos que jamais voltarão à vida. Ainda assim, minha mente enferma cava covas dentro de mim, arrancando memórias que nem sempre são minhas, mas que me invadem como larvas famintas. Eu as vivo em carne exposta, como se fossem chagas abertas, sangrando uma dor que não me pertence, mas que me consome como se fosse a única verdade que restou.

No breve tempo que me ausentei, ao regressar, percebi que já não era o mesmo. Os sentimentos haviam se esvaído como água entre as mãos, e em meu peito apenas o silêncio se aninhava. Aquele eu que um dia partira, morreu no exílio do tempo e jamais retornaria. Em seu lugar, restou apenas uma sombra errante, um eco de mim mesmo, condenado a habitar a casa, mas nunca mais a pertencer a ela.

Fui moldado pela dor e lapidado pela paciência. Cada sofrimento foi um cinzel nas mãos do tempo, esculpindo em mim a consciência de que nada é em vão. A dor me rasgou, mas também me abriu para o divino que habita no silêncio. A paciência, essa artesã invisível, me ensinou que o amadurecimento não é pressa, é entrega. Hoje entendo que fui forjado não para ser perfeito, mas para compreender a beleza do processo, o sagrado que existe em suportar e florescer, mesmo em meio ao fogo.

Houve um tempo em que pensei que a dificuldade era o fim, que o peso da separação era uma prova irrefutável de que havíamos falhado irremediavelmente. Porém, a resiliência me ensinou que o que parecia ser uma pena é apenas uma pausa dramática. Com a humildade de quem reconhece o erro, eu me permito o recomeço, um retorno corajoso ao primeiro passo.

O tempo não possui o poder mágico de curar, ele é apenas o cronista impiedoso das nossas batalhas perdidas, registrando as feridas que insistimos em maquiar com o falso sorriso da resignação forçada, e a ilusão de que a passagem dos anos apaga a dor é o autoengano mais perigoso. O verdadeiro antídoto contra o veneno do passado não está na espera, mas na ação de mudar as escolhas, de traçar um caminho onde a sua atitude não seja um reflexo do que foi, mas um farol do que será, porque a vida só se transforma quando paramos de ser meros espectadores dos nossos próprios erros.

A alma encontra o próprio porto na vertigem do teu afeto, onde o tempo, que para todos corre, por nós se curva e multiplica a graça. Meu coração, antes inquieto, desarma e se rende ao teu cheiro, pois o que quase ninguém vê é o segredo que o teu toque descasca, e no teu beijo, o corpo vai sem medo, entregando-se inteiro à certeza de ter amado te ver.

A espera é o lugar de treino onde a paciência cresce e se aprimora. Não é tempo perdido e parado, mas um momento especial onde Deus trabalha em coisas que não podemos ver. Se quisermos colher antes da hora, teremos frutos amargos, é essencial respeitar o tempo da semente, honrando o silêncio da terra onde a promessa ganha força.

"É verdade que o tempo é mestre em mostrar equívocos, acabar com a vaidade, fazer justiça, desmistificar" realidades", mudar opiniões, mostrar a verdade, contudo o tempo não pode evitar que tudo comece novamente, vivemos num "loop" temporal e tudo começa de novo, na verdade o tempo é uma coisa, o que o homem faz com ele é outra."

Ah, que saudade do tempo que você me olhava com aquele jeitinho que só você sabe. Ah, que saudades do tempo que você não perdia tempo e no vento e sopro no meu pescoço, eu sentia lento. Ah, que saudade da gente que se perdia no tempo. Ah, que saudade do tempo que eu sentia teus cuidado em teu olhar sem me expressar e eu toda devagar e você dizia se "achegue pra cá" sem pedir nada em troca. Ah, que saudade dessas portas que com tempo e descuido nos deixamos a fechar.

Com o passar do tempo, vou entendendo as minhas colheitas e as mudanças que a gente deveria ter feito lá atrás. Carrego comigo a culpa por não ter feito diferente quando podia, mas também o aprendizado que a vida traz com o tempo. Continuo seguindo nessa caminhada, buscando bons resultados e esperando colher frutos melhores na próxima estação. Que venha o novo tempo, com novas colheitas e novos começos.

Na Bíblia, vemos que o Senhor não age com pressa humana. “Para tudo há um tempo determinado”. O tempo revela intenções, expõe frutos e prova corações. Aquilo que hoje está encoberto, amanhã vem à luz. O que foi construído sobre dor, orgulho e injustiça não se sustenta quando o tempo passa, porque só permanece o que foi edificado na verdade. miriamleal

É preciso fazer escolhas. Porque o tempo passa rápido. Não dá para fazer tudo. Não vou conseguir ouvir todas as músicas que quero, não vou conseguir ler todos os livros que quero, não vou conseguir abraçar todas as pessoas que quero. É importante aprender a deixar algumas coisas de lado — para focar no que é realmente importante.