Textos sobre o que o meu Pai Ensinou me
Meu pai cantava essa música quando eu era criança. Me sentia tão amada e orgulhosa de ouvir ele cantando para mim:
"Quero uma mulher
Que saiba lavar e cozinhar
Que de manhã cedo
Me acorde na hora de trabalhar
Só existe uma
E sem ela eu não vivo em paz
Emília, Emília, Emília
Não posso mais
Ninguém sabe igual a ela
Preparar o meu café
Não desfazendo das outras
Emília é mulher
Papai do Céu é quem sabe
A falta que ela me faz
Emília, Emília, Emília
Não posso mais." (canção de Vassourinha)
10:34 11 de setembro de 2024
"Sonhei que estava na antiga casa onde eu morava com meus pais, quando adolescente. Na verdade, a antiga casa com meus pais, era um lugar de muitas torturas e violência, por parte do meu pai, aos 16 anos, tive que fugir de casa, porque não aguentava mais tantas torturas
Eles não estavam mais lá, porém estava eu e meu esposo.
Eu sentia uma sensação muito estranha, de medo!
Quando olhei para a cerca que rodeava o terreno, enxerguei pelo lado de fora dela, 4 pessoas vestidas de branco, muito assustadoras, elas usavam capuz, seus olhares eram sinistros e ameaçadores, nos observavam, como se á qualquer momento fossem invadir o nosso espaço e nos fazer maldades.
Eu não esperei para ver, pedi para o meu esposo, para que saíssemos escondidos deles e fugíssemos. Pois, eles iriam entrar á qualquer momento, eram como guardiões do mal, á espreita!
Nós saímos por trás da casa e corremos muito! O caminho era bem diferente da realidade e a gente passava por baixo de uma construção que mais parecia um túnel, mas na verdade era uma casa, que tomava a rua inteira por onde passávamos.
Enquanto eu corria embaixo dela, eu olhava o teto, era uma laje pintada de verde e havia uma lâmpada que iluminava o caminho, porque havia escuridão.
Entramos pela rua lateral, correndo o tempo todo, com muito medo deles já terem percebido a nossa fuga.
Porém, quando entramos por essa rua, não havia casas, somente pequenos Lagos, em cada terreno baldio. Eram muito bonitos, passei observando, mesmo correndo muito rápido, pelo primeiro lago, com água cristalina, com dois peixes lindos nadando, o segundo laguinho também já havia mais peixes nadando e a água era bem cristalina, no terceiro lago, eu fiquei horrorizada, observei que não havia lago, somente um monte de peixes mortos, já em estado de decomposição, era como se o lago desse terreno tivesse secado e havia tantos peixes, que todos morreram sufocados, enquanto se abrigavam um . cima do outro, era uma pequena montanha de peixes o formato de como estavam.
Senti uma imensa tristeza, por ver aquela cena, o sorriso mesmo amedrontado, por medo daquelas pessoas, quando eu passei pelos 2 primeiros lagos, senti imensa alegria. Mas, a tristeza veio logo em seguida!
Ao observar tantos peixes mortos.
No quarto lago, não lembro ao certo mais havia peixes nadando e a água já não era tão cristalina, como as duas primeiras..."
O PRÓXIMO ATO DO PAI
(Silenciando o barulho do mundo para enxergar os planos divinos.)
Quando a cena se torna repetitiva, é preciso sair de trás das cortinas do palco da vida e assumir o papel de espectador. Apague os holofotes da ribalta e deixe que sua luz interna se acenda; só assim os olhos da sua alma poderão enxergar o próximo ato que o Pai reserva para você.
Lu Lena / 2026
A identidade espiritual cristã:
🕊️ Eleição segundo a presciência de Deus Pai.
🔥 Vida em santificação do Espírito Santo.
✝️ Obediência e fé na aspersão do sangue de Jesus Cristo.
💧 Batismo nas águas, como testemunho público da fé.
🙏 Vida de oração diária, em comunhão constante com Deus.
📖 Referências: 1Pe 1:2; Mt 28:19; Rm 6:3–4; At 2:42
Meu Pai do Céu, eu nunca me esqueci.
(Cresci)
Teu amor velou por mim.
(Protegendo)
Que seja feito assim.
Conforme a tua vontade!
Juntos em oração.
Não nos deixeis sozinhos.
Nesse mundo de maldades.
Cuida das nossas crianças.
Livrai-nos de todo o mal.
Livrai-nos da omissão.
Onde houver trevas, que o amor prevaleça.
Começa mais um dia comum.
Terminem, como crianças.
Que elas cresçam na Fé .
Com a paz de Jesus Cristo.
Onde não houver saída.
Dei-lhes uma solução.
Faça-se voltar à infância.
(Á)
Esses pobres pagãos...
1 de fevereiro
"Pai, em Ti encontro ânimo para cada novo amanhecer, pois Tua luz dissipa toda sombra de desânimo. És minha força quando as batalhas parecem pesadas, meu refúgio seguro nos tempos de aflição.
Minha esperança e meu exemplo
Com fé inabalável, sigo firme em Teus caminhos, sabendo que Tua mão me guia sem cessar. Sou mais que vencedora, pois Tu és o meu sustento.
Que assim seja!"
Amém!
ORAÇÃO GLÓRIA AO PAI
Rezamos a Oração Glória ao Pai, mas muitas vezes, não sabemos o seu significado. Sabemos que é uma prece que fazemos à Santíssima Trindade, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO. Procurando informações de fácil compreensão sobre ela, encontrei na página do Portal Oração o seguinte:
“Se você costuma rezar o terço, sabe que na conta grande reza-se a oração Glória ao Pai. Mas você sabe qual é o significado e poder dessa oração? Além da Ave-Maria e do Pai Nosso, a oração Glória ao Pai é uma das mais conhecidas. Nas contas do rosário, ela vem como uma espécie de fechamento de um ciclo de orações.
Você pode também começar o seu contato com Deus, iniciando a sua prece com essa poderosa oração. “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio, agora e sempre, pelos séculos dos séculos, amém.”
“Assim como era no princípio” - No princípio, havia a vontade de um Deus uno e generoso de criar um mundo justo e fiel à sua imagem e semelhança.
Glória poderá ser entendida como uma bem-aventurança divina, algo de muito bom que vem dos céus. Ela também é usada para identificar a auréola (aquele círculo luminoso) que aparece nas imagens dos santos. Portanto, é um símbolo de santidade. Algo muito elevado espiritualmente. Palavra muito bonita e poderosa que foi usada quando Jesus Cristo nasceu para exultar os pastores que o acolheram e foram contemplados com a glória de presenciar o seu nascimento.
Agora que já falamos sobre o significado da palavra glória e do poder da oração do Glória ao Pai, é importante conversar um pouco sobre a importância da oração e da espiritualidade em nossas vidas. Uma das frases mais conhecidas de Jesus Cristo é “Orai e vigiai”, nela há dois conselhos do filho de Deus: você precisa rezar (sempre) e deve vigiar os seus pensamentos e atitudes.”
Com a oração, saudamos a Santíssima Trindade que está presente em nossas vidas. Finalizando, vamos lembrar o que Santo Agostinho nos ensinou.
Santo Agostinho, pensando muito sobre o mistério da Trindade, resolveu passear pela orla da praia enquanto refletia sobre Deus e todas as Suas maravilhas. Pensava que como seria possível três pessoas serem chamadas de um Deus. Questionava se ambas as pessoas eram realmente Deus, e se possuíam o mesmo poder iguais umas às outras. Eis que então, no meio de todos esses pensamentos, se distraiu deparando-se com um menino que cavou um buraco na areia e carregava em suas mãozinhas a água do mar. Agostinho parou e perguntou o que ele estava fazendo, a criança disse que colocaria toda a água do mar dentro daquele buraco, logo Agostinho, com pena de tanta ingenuidade, disse-lhe que seria impossível. A surpresa veio com a resposta da criança:
“Da mesma maneira que é impossível encher este pequeno buraco com a água do mar, assim também é impossível que consigas compreender em tua pequenez, tão grande mistério que é a Trindade Santa.”
Diante da grandiosidade, poder e beleza da Santíssima Trindade, somos convidados a rezar sempre a oração do Glória.
Que Deus abençoe sempre sua vida 🌷 💟
Feliz família.
"O tempo passou...
E, agora procuro...
Cadê meu pai? - partiu!
Cadê minha mãe? - partiu!
Cadê meus irmãos? não sei!
Cadê os gozos de família?
- se foram...
-Oportunidades tidas e agora as percebo perdidas...
Fui! - cuidado você, prá não ser...
-Feliz família à todos!"
☆Haredita Angel
"Senhor, foi esse mais um dia de benção, de alegria e de luz em sua companhia.
Obrigado Pai, por estar sempre comigo, me conduzindo a cada passo e me abrigando em seu abraço.
Obrigada pela água, pelo pão, pela paz que me dás e pela festa que fazes em meu coração!"
Amém!
Haredita Angel
04.11.22
Boa noite!
Por que?
Oh pai, por quê? Por que, entre tantas almas,
submeter a minha pobre carne a isto?
Talvez eu não seja um bom soldado
para a guerra que o senhor planeja, não aqui, não assim
Eu não entendo, temo o mais tremendo, mas
ainda assim não entendo. Por quê?
Este monte de carne imundo já não se sustenta,
desgasta-se em silêncio
Da calda de ferro em vermelho vinho
que mina sob a fina camada
de gordura que encobre o rádio,
aos silenciosos pingos de pH 7,0
E o fim? Quando chega?
Virá pelas mãos mansas do tempo,
ou serei eu a fechar as cortinas?
O homem que um dia foi muralha, hoje treme.
Meu pai, que já foi tempestade, agora é sombra do trovão.
Antes, sua voz era lei, sua presença, temor.
Erguia-se como torre inabalável, inquestionável.
Confrontava os frágeis, dominava os que dele dependiam.
Era força bruta, autoridade sem pausa,
um império de si mesmo.
Mas o tempo, esse escultor silencioso,
foi desgastando as pedras da sua rigidez.
Hoje o vejo com medo.
Não mais o medo que impunha,
mas o medo que sente.
Medo do fim, do esquecimento, da fragilidade que ele tanto desprezou.
E mesmo assim, a arrogância permanece.
Como armadura velha que ele se recusa a tirar,
como se admitir fraqueza fosse morrer antes da hora.
A prepotência não o deixou ou talvez ele nunca quis deixá-la.
Porque abrir mão do orgulho seria admitir que o tempo venceu.
E ele, que nunca soube perder,
prefere se agarrar ao que resta da sua antiga coroa.
Mas eu vejo.
Vejo o homem por trás do mito.
E, apesar de tudo, ainda é meu pai.
Mesmo que hoje ele não seja mais o gigante que um dia foi.
By Evans Araújo
O Pequeno Pai
Por Mônica Barreto Alves
Jonathan, meu primeiro, o fruto da minha imaturidade,
Crescemos juntos na luta, na dor e na saudade.
Nossa relação foi divina, o início de tudo,
O menino dos meus olhos, o meu porto seguro.
Mas o JOKAANA precisava de um pilar, de um cais,
E tu, tão pequeno, assumiste o papel de pai.
Enquanto eu trabalhava, o asfalto sob o pé,
Cuidavas e alimentavas os teus irmãos, com toda a tua fé.
Essa carga pesou, o cansaço te roubou a infância,
A adolescência chegou com a dor da distância.
O ódio veio à tona, os traumas foram jogados,
Decidiste partir, deixar os teus laços quebrados.
Foste morar com o pai, buscar o que parecia lindo,
Mas a realidade doía, o sonho ia sumindo.
Um ano depois, o destino nos uniu na rodoviária,
Eu e a Ana, chorando, numa prece extraordinária.
Recebemos-te de braços abertos, o perdão selado ali,
Pois o amor de mãe nunca morre, eu sempre soube de ti.
Hoje és o meu mais velho, o orgulho que me invade,
Mesmo com as marcas de uma vida com tanta dificuldade.
Sigo orando por ti, por cada sonho realizado,
Terreno e carro aos 25, o teu sucesso é sagrado.
Conseguiste o que eu ainda não alcancei, meu filho amado,
E a minha felicidade é ver o teu futuro abençoado.
O JOKAANA está de pé, e tu és a sua primeira pedra,
O pequeno pai que cresceu, e que o amor agora regra.
Amo-te além das falhas, além do tempo e da dor,
Pois tu és o início de tudo, o meu primeiro amor.
Carla, eu te mostrei os segredos mais ocultos desse plano. Te banhei com o amor do Pai e te levei a lugares onde nenhum outro ser humano jamais pisou. Juntos, desvendamos os mistérios das estrelas e a imensidão do universo eu te dei o infinito, mas, no caminho, eu me perdi de mim.
A ironia da nossa queda é que, enquanto eu te ensinava a voar entre as galáxias, eu esquecia como caminhar no chão. Me perdi em tudo o que te dei. E hoje, o homem que te mostrou o cosmos é o mesmo que não lembra onde deixou a chave do carro, a carteira ou o crachá.
A mente que guardava os segredos de Deus agora tropeça nas miudezas do dia a dia. É o preço de ter entregado a alma: a matéria se torna estranha. Lembre disso, Carla. Não esqueça os teus pertences, porque eu já não sei mais o que é meu. O invasor silencioso não levou apenas a paz; ele levou a minha bússola.
Fique com o universo que te mostrei. Eu só estou tentando encontrar o caminho de volta para casa.
DeBrunoParaCarla
O que esperar dessas Almas Sebosas que arregimentaram as almas “inocentes” para salvar o país e, desde então, nunca mais pararam de tentar vendê-lo para se salvarem?
Talvez nada além do que já entregam: a velha arte de travestir interesses pessoais em projetos de nação, a habilidade de manipular esperanças alheias enquanto negociam, sob o apagão das luzes, o próprio futuro.
Porque quem sempre se salvou à custa dos outros — da boa-fé, da ingenuidade, da fome por esperança — não aprende a sustentar o peso da verdade.
Passa a vida em mercados de ocasião, onde cada crise vira moeda, cada medo vira mercadoria, cada voto vira barganha.
E é justamente nesse teatro de sombras medonhas que se revela a nossa parte: perceber que país nenhum é salvo por quem está disposto a vendê-lo.
Talvez a verdadeira inocência não esteja em quem foi enganado, mas em quem ainda insiste em acreditar que o destino de uma nação pode caber no bolso de uns poucos iluminados por suas próprias ambições.
O resto, no fim, é só ruído — só guerra palavrosa — de almas sebosas riscando fósforos perto demais do futuro que prometem proteger.
Meu Pai só permitiu à Tristeza me abraçar até a minha alma aprender a chorar, porque Ele já havia tecido Lenços de Misericórdia.
Há dores que não chegam para nos destruir, mas para nos ensinar a linguagem que antes não sabíamos falar.
A Tristeza, quando autorizada pelo Pai, não vem como castigo, vem como professora silenciosa.
Ela nos abraça não para nos aprisionar, mas para que a alma — ainda rígida, ainda orgulhosa de resistir — aprenda a chorar.
Embora haja choros de remorsos e infortúnios, chorar é um verbo sagrado.
Ainda que muitos infalivelmente fortes considerem fraqueza.
Mas admitir isso seria também admitir que o Filho do Homem fraquejou.
É quando o coração finalmente admite que não é de ferro, que precisa ser cuidado, que não foi criado para atravessar desertos sozinho, longe do Pai.
E Ele sabe disso.
Por isso, Ele não impede o abraço da Tristeza de imediato.
Ele permite o tempo exato: nem um minuto além do necessário, nem um segundo aquém do aprendizado.
Enquanto a alma aprende a chorar, o céu trabalha em silêncio.
Cada lágrima encontra um destino, cada soluço é ouvido, cada queda é contada.
Antes mesmo que o pranto escorra pelo rosto, Lenços de Misericórdia já estavam sendo tecidos — fio por fio, com paciência eterna, do tamanho exato da dor.
Esses lenços não apagam a história, mas secam o excesso de peso.
Não negam a ferida, mas impedem que ela infeccione.
São gestos suaves de um Pai que nunca esteve ausente, apenas respeitou o processo.
Quando a Tristeza se retira, não leva consigo a fé; deixa uma alma mais humana no lugar, mais inteira, mais capaz de consolar.
Porque quem foi enxugado pela Misericórdia aprende, um dia, até a ser lenço nas mãos de Deus.
Independentemente da prova que o Pai nos permitiu, aonde quer que estivermos, celebremos com júbilo o nascimento do Filho d'Ele.
Para muito além da prova que o Pai nos permitiu, há um convite que atravessa todas elas: celebrar.
Não porque a dor se ausentou, nem floresceu de repente, mas porque Deus decidiu nascer dentro da nossa história — inclusive nas suas frestas.
O Filho não veio quando tudo estava em ordem, veio quando o mundo estava cansado e carente.
Tudo era caos!
Ele não escolheu palácios, escolheu manjedouras.
Não aguardou aplausos, aceitou o silêncio interrompido apenas pelo choro de um recém-nascido e pela respiração dos que também não tinham muito a oferecer.
Por isso, aonde quer que estejamos — no vale ou no monte, na sala cheia ou no quarto solitário — há espaço para o júbilo.
Um júbilo que não nega a prova, mas a atravessa.
Um júbilo que não faz barulho para disfarçar a dor, mas canta baixo, com a alma ajoelhada.
Celebrar o nascimento do Filho do Homem é confessar que nem a noite, nem o medo ou a dúvida nos venceram.
É afirmar que, mesmo quando não entendemos o “porquê” da prova, confiamos no “para quê” do Amor.
É reconhecer que Deus não ficou distante do sofrimento humano — Ele entrou nele.
Que o nosso coração, onde quer que esteja, se faça manjedoura para o nascimento e renascimento do Filho do Homem.
Que o júbilo não seja euforia, mas esperança viva.
E que, mesmo em meio às provas permitidas pelo Pai, a Luz continue encontrando lugar para nascer em nós.
Feliz e Abençoado Natal para todos os que creem no Aniversariante de hoje.
Pai, se não puderes passar de mim esse cálice, poupe-me ao menos dos amantes da espetacularização.
Não temo os tropeços, as tempestades ou a morte — nem minha, nem dos meus — pois nenhum destes barulhos consegue ser mais ensurdecedor que o espetáculo feito deles.
Há cálices que não doem pelo amargor do conteúdo, mas pelo coro que se forma ao redor deles.
O tropeço ensina, a tempestade depura, a morte silencia — todas cumprem um papel sagrado no trato da alma.
O que fere é o aplauso, o holofote aceso sobre a dor alheia, a pressa em transformar cruz em palco e lágrima em argumento.
Quem caminha com fé não pede a ausência da noite, mas a dignidade do escuro.
Não implora pela fuga da provação, mas pelo recolhimento necessário para atravessá-la.
Há dores que só frutificam no segredo, há processos que se perdem quando exibidos.
O espetáculo rouba o sentido; o silêncio, ao contrário, devolve profundidade.
Por isso, minha súplica parece-me justa: se o cálice não puder ser afastado, que ao menos não venha acompanhado da plateia.
Que a dor seja escola, não vitrine.
E que o barulho venha do céu, não dos que confundem compaixão com curiosidade e fé com entretenimento.
Amém!
Um pai imprestável é igual ou até pior que um c0rn0: o último a saber dos feitos dos próprios filhos.
Há ausências que gritam mais alto do que qualquer traição.
O pai imprestável não é apenas o que erra — é o que se ausenta do palco onde a vida do filho acontece.
Enquanto aprende tarde demais, não porque foi enganado, mas, porque nunca quis olhar.
Ser o último a saber não é azar, é consequência.
Não da falta de informação, mas da falta de presença.
Porque quem caminha junto percebe os passos antes do tombo, os sonhos antes da fuga, os feitos antes do aplauso alheio.
A ignorância, nesse caso, não é inocência: é abandono disfarçado.
E o preço disso não se paga em humilhação pública, mas em vínculos que não se formaram — e em histórias que o tempo já contou sem ele.
Enquanto uns precisam de um tropeção para cair nos braços do Pai, outros para tentar quitar o aluguel das cabeças dos asseclas.
Há os que só descobrem a própria fragilidade quando o chão falta sob os pés.
O tropeço, para esses, não é punição: é convite.
Na queda, cessam as ilusões de autossuficiência, e o abraço do Pai deixa de ser discurso para se tornar refúgio.
A adversidade, então, cumpre seu papel mais nobre — revelar limites, ensinar silêncios e reordenar as prioridades.
Mas há os que fazem do tropeço um espetáculo, arrastando para o centro do palco um dos mais nojentos dos comportamentos — o vitimismo.
Não caem para aprender, caem para acusar e se vitimizar.
Transformam a adversidade em vitrine e o sofrimento em moeda, tentando pagar o aluguel das cabeças dos asseclas com versões convenientes da própria dor.
O vitimismo vira estratégia, não confissão; ruído e não arrependimento.
Em vez de atravessar a noite, preferem manter acesa a fogueira da queixa.
A diferença não está na queda, mas no destino dado a ela.
Uns permitem que a dor os humanize; outros a instrumentalizam.
Uns se levantam esvaziados de si e cheios de fé; outros se erguem inflados de razão e pobres de verdade.
No fim, a adversidade sempre cobra seu preço: ou nos reconcilia com o essencial, ou nos aprisiona na necessidade de plateia.
E talvez aí resida o discernimento que nos falta: nem toda lágrima nos cobra empatia, nem toda queda é lição.
Há tropeços que salvam, e há tropeços que apenas alugam consciências.
Pai, se não puderes passar de mim esse cálice, permita-me ao menos cuidar dos meus antes de sucumbir-me ao cansaço da alma.
Há momentos em que a fé não implora o milagre da retirada do cálice, mas a misericórdia de adiá-lo por amor.
Não é a negação do sofrimento, mas o reconhecimento de que há responsabilidades que ainda pesam mais do que a própria dor.
Quando a alma se vê exausta, não é rebeldia suplicar por tempo; é humanidade.
É dizer: Pai, eu aceito o peso, mas deixa que minhas mãos ainda sirvam, que meu olhar ainda proteja, que minha presença ainda seja abrigo.
Pois, há dores que não escolhem hora, mas há amores que não aceitam partir sem antes cumprir o cuidado.
Cuidar dos seus, mesmo à beira do esgotamento, também é uma forma silenciosa de oração.
É fé traduzida em gesto, em permanência e renúncia…
Não se trata de heroísmo, mas de fidelidade: a fidelidade de quem sabe que o fim pode esperar alguns instantes quando o amor ainda precisa ficar.
E talvez seja nesse intervalo — entre o cálice e a rendição — que Deus mais se revele.
Não como quem afasta a dor, mas como quem sustenta o coração para que ele não se torne empedernido.
Porque às vezes, a maior graça não é ser poupado do sofrimento, mas não deixar de amar enquanto se sofre.
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