Textos sobre Nascimento

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Vastidão


Seria insignificante
apenas dizer: te amo.
Seria negligente
com a vastidão inexplicável
do meu sentimento.


Assim como a imensidão
do universo desconhecido,
faltam-me palavras para
descrever o que sinto.


Teria você
que se ver pelos meus olhos,
conhecer meus pensamentos,
sentir através do meu coração
e ouvir, quando a cito,
na minha oração.


E assim, somente assim, talvez
ter uma ínfima noção.

Se você parar para refletir sobre os maiores erros da sua vida!?


Você irá perceber que nenhum deles começou grande;


Porque, na verdade, a maioria dos grandes erros começam nas pequenas falhas;
Sejam elas no seu comportamento ou nas suas escolhas.


Leva essa lição para sua vida;
Erre o menos possível porque nem todo erro vira aprendizado, alguns se transformam nos maiores arrependimentos da sua vida.

Num relacionamento, tem coisas que não precisamos falar;
Mas a outra parte precisa saber!...

Na falta de um comportamento que transmita segurança;
Transforma espaços vazios em solo fértil, para dúvidas e incertezas.

Muitos relacionamentos terminam não pela falta de amor, mas pela falta de entrega.

Estações da alma

O fim não existe
enquanto há vida.


Encaramos muitos finais,
mas em cada um deles
nasce a oportunidade
de recomeçar.


Assim como as estações
mudamos ao longo da vida.


E por mais que existam
outonos e invernos,
verões e primaveras
sempre retornam.


Enquanto há vida, recomece.
Enquanto há vida, viva.
Enquanto há vida, aproveite.


Pois enquanto houver vida,
as primaveras sempre voltam

Um dia, fui o riso que tirava a dor dela, o ombro, o abrigo, o caos, o carinho, mas o tempo trocou meu nome por silêncio, e o que era amor virou lembrança.
Eu fiquei, ela seguiu.
E mesmo com o rosto pintado de alegria, ninguém nunca viu o quanto eu chorei por dentro. ♥
Hoje, sou só um detalhe esquecido num capítulo que ela já encerrou, mas pra mim, ela ainda é o livro inteiro. ★

O lugar em mim

Preciso viajar,
não para conhecer um lugar novo,
mas para reencontrar
o lugar que, em mim, outrora se perdeu.


Um lugar onde eu possa
reencontrar sonhos de infância,
momentos simples
cheios de significado.


Um lugar onde, no mesmo dia,
eu poderia ser Superman ou Batman,
ou apenas uma criança da Terra do Nunca,
onde tudo era pura diversão.


Preciso reencontrar esse lugar
e voltar a acreditar que a vida
é como uma festa de aniversário,
o Dia das Crianças
ou o encanto de se apaixonar
pela professora Helena, da novela Carrossel.


Uma vida feita
de sentimentos simples
e de uma infância feliz.

Doce Prisão


Me sinto como uma peneira com blocos de gelo,
tentando não deixar escapar o que sinto
para que você não perceba, porém,
isto é mais fervoroso que o sol de meio-dia.


Tento não alimentar o sentimento que me aprisiona
e, ainda assim,
não resisto ao feitiço que me envolve.


Vivo nesta doce prisão
de esperar que aconteça
aquilo cujas chances são ínfimas.
Tenho medo, tenho medo, tenho medo.


Tenho medo de virar a maçaneta
e, nessa nova vida,
você não fazer parte dela como eu gostaria.
Assusta-me que meus olhos não brilhem
como brilharam por você naquele dia.


Tenho medo que a felicidade da espera não passe
e você nunca venha.


Tenho medo, tenho medo, tenho medo.


Tenho medo que esse sentimento nunca suma
e eu me aprisione às lembranças
do que nunca aconteceu.


Tenho medo, tenho medo, tenho medo.


Tenho medo de partilhar minha vida
Com esse sentimento constante de fuga
correndo desse bicho-papão que me persegue.


Tenho medo, tenho medo, tenho medo.


Tenho medo das gérberas, pois só queria
te dar três destas flores,
no sentido mais puro de cada uma:
eu amo você.


Tenho medo que você saiba desse sentimento
e nos apartemos de vez.
Tenho medo de você virar apenas uma lembrança
daquilo que aconteceu
e do que poderia ter acontecido.


Tenho medo, tenho medo, tenho medo.


Tenho medo de nunca retornar
a ter a liberdade da qual gozava
a liberdade de não sentir isso,
de não imaginar nós,
de não desejar que fique,
de não ser você,
o meu primeiro e
o meu último pensamento do dia


Tenho medo, tenho medo, tenho medo


Tenho medo de conseguir
a liberdade que anseio,
e não saber com o que ela fazer,
de remover o pedaço de mim
que é você
e não ser mais completo


tenho medo, tenho medo, tenho medo.


Você me desarma,
você faz me sentir indefeso
você, você, apenas você


Mas...
mesmo com todo esse medo,
ainda há você em cada canto do meu peito,
e, de algum modo,
não consigo — e talvez não queira — deixar de te querer.

Todos os dias as palavras parecem certas, mas os sentimentos são tão contrários. O que foi que eu fiz de errado, minha querida?
Todos os dias são a mesma mentira, e você repete várias e várias vezes no seu dia, tentando me iludir e enganar a si mesma, mas você não me ama.
E cada atitude sua é uma mentira que me faz sangrar.
Um dia eu já acreditei em suas mentiras de amor, palavras que pareciam surtir algum efeito em mim, e eu acreditei em cada uma delas, mas a realidade dos fatos é tão cruel que eu me pego em lágrimas.
O que foi que eu fiz, querida, para merecer o desprezo do seu coração, que suas palavras doces são apenas mentiras para iludir meu coração.

A vida que derrete nas mãos

A vida é como um pequeno e frágil cubo de gelo, segurado ao sol, que brevemente se desfaz em nossas mãos...
Tão transparente quanto nossos desejos, tão fria quanto os medos que evitamos sentir.


Tentamos moldá-la, contê-la, preservá-la, mas ela insiste em derreter; escorrer; partir.
E no fim, o que resta?
Uma lembrança úmida, uma gota, um brilho fugaz.

Onde vocês caíram


Onde vocês caíram,
eu aprendi a sangrar em silêncio.
Onde me faltaram mãos,
eu virei abrigo.
Vocês me deixaram com o vazio,
com promessas quebradas no peito,
com noites longas demais
pra um coração tão pequeno suportar.
Mas foi nesse chão frio
que eu criei raiz.
Porque quando tudo em mim pedia pra desistir,
eu ouvi vozes pequenas me chamando de lar.
E foi ali — no olhar dos meus filhos —
que eu reaprendi a ficar de pé.
Eu fui até o fim.
Mesmo cansado, mesmo ferido, mesmo só.
Fui além do que fizeram por mim,
além do que disseram que eu seria.
Vocês falharam comigo.
Mas eu não falhei com eles.
E se hoje ainda carrego cicatrizes,
é porque escolhi lutar
quando ninguém mais escolheu por mim.

Como deletar o que está gravado em minha alma, como apagar as palavras que acalentaram e preencheram por tanto tempo o vazio que havia em mim? ...


Viver é uma viagem que fazemos solitários, temos a felicidade de compartilharmos com as pessoas a quem amamos e que conosco trilham os nossos caminhos, e àqueles que no percurso cruzam os nossos passos...


Estas são as marcas que nos ajudam na nossa viagem, e por fim ao chegarmos ao nosso porto, final de estrada, dali admiramos as várias estações da vida.

Deixar-se invadir




Quando buscar... o ponto certo.
Onde encontrar toda sabedoria.
O caminho de flores e calmaria.


Absorver o ar puro, sentir força!
Deixar-se invadir de compaixão,
dos bons anseios, e de alegria...


Tranquilidade


É deixar-se invadir... Sã e louco!
Estando presente em si mesmo,
não fugir, aceitar a sua intuição.
Para ser feliz, custa muito pouco.

Ontem


Eu sei que o ontem foi um sonho.
Sei que o amanhã é tão incerto...
Como parar de criar as fantasias?


O hoje? Está lindo e maravilhoso,
Ainda assim tenho medo, assusta
saber que lá fora está perigoso.


Para minha sorte... ou até destino,
tenho intensa em minha alma tola,
a fiel poesia, evitando o desatino.

Deserta




Era madrugada, não tão tarde, o galo já anunciava o clarão de um novo dia...
Era na verdade já alta a alvorada, falando
sozinha, como é o meu costume, amando
o deserto que havia na estrada deserta.
Eu empolgada, fugi desbravando lugares,
a minha alma inquieta, querendo chegar
sem saber aonde, antes de mim. Enquanto
ela se agoniava, eu sorria dizendo - Calma
que hoje você não vai me trazer nostalgia.

Engano


Um dia eu já fui tão triste, e fui mesmo infeliz, por acreditar no amor verdadeiro, hoje sei que foi um grande erro, total engano. Em minhas ilusões ainda romantizo o amor, ainda acredito em algumas fantasias, mas já me dói a realidade triste de saber, que amor, amor mesmo, só de mãe... e nem todas são dedicadas.

Recordar não é viver




As folhas secas se vão sem olhar para trás, cumprem o seu papel, deixam espaço para outras folhas inspirarem à esperança...
A minha alma não, vive parando no tempo,
vive sonhando que o passado vai voltar!?
Não, não é exatamente assim que ela sonha,
minha alma adora afogar-se em lembranças.

A alma contra o tempo


Quando as pétalas ⁠das flores caem pelo chão, misturando-se com as folhas que já estão sem vida; vejo uma beleza naquela simplicidade, comparo a paisagem com a vida...


O frescor, a vitalidade, tudo que o tempo vai aos poucos transformando, quanto a nós, para alguns a alma sempre mais aprimorando-se, enquanto vamos gradualmente definhando.

FORTALEZA - 300 ANOS - Homenagem


Fortaleza completa agora, trezentos anos, e como é bom ser uma parte de sua história, as paredes do nosso tempo, atravessamos… o seu teto infinito e estrelado, assistiu o meu primeiro choro quando nasci, testemunhou dos meus primeiros passos às quedas que algumas vezes vida à fora, sofri… Depois, toda minha trajetória nesta cidade que com amor, cada filho meu recebeu, eles cresceram e bateram as suas asas, no meu canto permaneci, aplaudindo suas vitórias! E sempre percebendo o quanto Fortaleza, também cresceu.


Conheci tantos lugares! Tantas outras cidades do meu Brasil, tantos voos e paisagens que não me pertenciam, alguns dos sonhos que alimentei bem ousados, carregados de loucas fantasias, irreais, sonhos desenraizados! Nada seria em definitivo, foram pousos e estadias com um tempo mentalmente determinado… os nossos destinos, hoje sei; Totalmente predestinados.


Em alguns dos voos, na maioria fui feliz, outros voos com algum propósito, ou muitas desilusões, por este mundo à dentro, tropecei nos íngremes caminhos em busca de uma fúlgida felicidade, porque algumas certezas, só alcançamos (alcancei) com o passar dos anos, mas sempre, sempre, por onde fui, o meu amor pela minha terra, os meus pensamentos, sempre do tamanho da minha saudade na mesma dimensão de Fortaleza, a minha querida cidade!


Fortaleza de mar imenso, esplêndido! Feito a poesia viva com suas ondas jogadas pelas areias quantas vezes testemunhando as minhas loucuras, e também realizações e inesquecíveis alegrias… Fortaleza banhada de sol à iluminar o brilho nos olhares dos sonhadores, dos poetas, dos seus ilustres filhos, e dos bravos pescadores.


Fortaleza, à acalorar a vontade de vencer, de viver, e dentro de mim, nunca morreu essa profunda conexão, das coisas que construí e de alguns sonhos que eu mesma por inexperiência destruí, e assim fui construindo as minhas memórias, traçando os meus caminhos, no seu chão… e por onde eu andei, foi sempre para ti que quis voltar, e aqui quero enquanto viva ficar… e aqui morrer. Guardo de ti minha Fortaleza esplêndida, as melhores coisas que já vivi, as tuas ruas, os teus recantos, conheço e caminharia de olhos fechados, o que foi antigo e o que foi modernizado.


Aqui todo meu sentimento de gratidão e amor, quando te vejo em fotografias e te penso de longe, é sempre para você minha cidade amada, que eu quero voltar, aqui onde a lua cheia tem mais brilho, onde o mar é mais azul, e a linha do horizonte aponta lugares, eu até quero conhecer, porém sei que aqui é o meu melhor lugar, prometo à minha alma, Fortaleza, que nunca nunca irei te deixar.

Mergulho


Algumas palavras intentam e no caminho esmaecem, mas saltam dos dedos sem preencher, a alma e os seus desencontros, desencantos, que ousa voar e salteando o impensado, traça alguns pousos, e hesita.






Um calar sentido, também cura, o silêncio, esse aliado fiel, que sem profundidade enche-se de fantasias que não preenche um vazio. É necessário seguir sem nada indagar ao indiferente tempo, e com ele à revelia… Seguir.






Assim acalentando sonhos que não desapontam… dar ênfase às decepções, ou compreender? Não importa a trajetória, mas mergulhar sem interpretações… Fugir, e fugir do seu poço profundo, busca a simplicidade que acalma, emergir.

Como descobrimos se o que sentimos é amizade ou amor, é difícil desvincular uma da outra, pois amor é amizade e vice e versa, mas como saber que o carinho mais especial que o normal, a admiração é amor?
Como saber que aquele olhar já não é mais o mesmo que antes, que quando as peles se tocam, é como se um frio gelado percorresse todo o seu corpo.
Como saber se é amor mesmo, ou uma empolgação momentânea, devido a carência, solidão.Como saber se em alguns dias o que sentimos continuará igual, e se estamos sendo correspondidos na mesma proporção.Como não deixar que um sentimento, mate o outro? Como sair de tudo isso sem ressentimentos, lágrimas e rancor? Como deixar as coisas acontecerem sem medo de estar perdendo algo. Como dominar os sentimentos para que realmente possamos fazer as coisas certas.Muitas vezes nos deparamos com o inivitável, pois muitas vezes de uma amizade nasce um amor mas em outras do amor nasce uma grande e profunda amizade.

Inserida por Henriquenascimento