Textos Reflexivos sobre Casamento
Semente do Amor
Nos teus braços, encontro o universo inteiro,
como a terra que recebe a semente,
teu ventre, jardim que floresce silencioso,
onde o tempo se curva em paciência e ternura.
Teu olhar é farol que guia almas pequenas,
rios de cuidado que correm sem cessar,
e cada suspiro teu é vento suave
que embala sonhos ainda por nascer.
Ser mãe é tecer estrelas no escuro,
é transformar lágrimas em rios de esperança,
é dar vida ao infinito em cada gesto,
e carregar o mundo inteiro dentro de um abraço.
Amor que rejeitaste
Carrego comigo este amor que rejeitaste,
Desde o instante em que partiste,
Deixando um vazio profundo
E o silêncio onde antes éramos nós.
Preservei cada sentimento sincero e puro,
Amei-te sem medidas, sem reservas,
Enquanto tu, impassível, deixaste escapar tudo.
E ainda assim, mesmo quebrado e sozinho,
Meu coração insiste em te buscar
Entre memórias sussurrantes
E sonhos que o tempo quase apagou.
Lareira
Teu amor é lareira acesa
no centro do meu inverno,
chama que conversa com
a noite e não pede permissão,
me aquece por dentro enquanto
o mundo neva por fora,
e até minhas cicatrizes aprendem
a descansar no teu calor.
Quando te aproximo,
o tempo vira lenha estalando lento,
os silêncios ganham cor,
os medos derretem sem pressa,
teus olhos são brasas que
sabem meu nome,
e meu coração, casa antiga,
volta a ter fogo no chão.
Se um dia tudo esfriar,
sei onde voltar as mãos:
no abrigo do teu peito,
feito lareira eterna,
onde o amor não ilumina
só o quarto
— ilumina o que em mim
quase virou cinza.
Cantarei o teu amor
Cantarei o teu amor
como quem descobre
o sol depois da mais longa noite,
como quem encontra no deserto
uma fonte escondida sob
a areia do medo.
Teu nome é primavera em minha boca, é brisa que desperta jardins adormecidos no peito que
já se dizia inverno.
Cantarei o teu amor
como o mar insiste em beijar a areia,
mesmo sabendo que a maré o afastará outra vez.
Teu olhar é farol em minhas tempestades,
é bússola apontando para casa
quando me perco em mim mesmo.
Em teus braços, até o silêncio floresce.
Cantarei o teu amor
enquanto houver céu
para sustentar estrelas
e vento para carregar promessas.
Se a vida for estrada de pedras,
farei de cada passo um verso teu.
Porque amar-te é transformar cicatrizes em asas
e aprender a voar
dentro do impossível.
Lembrança de um amor antigo
Guardo teu nome como
quem guarda uma carta
dobrada no bolso do tempo,
amarelada, mas intacta,
com cheiro de ontem e
promessas não ditas.
Teu riso ainda atravessa minhas noites, feito luz que insiste em janelas fechadas; foi pouco tempo, eu sei, mas alguns instantes
nascem eternos.
Aprendi teu corpo como quem aprende um caminho
sem mapa, só intuição e medo;
erramos muito, amamos torto,
e mesmo assim foi amor
— do mais verdadeiro.
Hoje sigo em frente, mas levo contigo uma saudade que não pede volta nem perdão; é só memória serena, lembrança viva de um amor antigo.
Beija-me com teus beijos de amor,
como quem ensina o coração a respirar,
demora teus lábios no meu silêncio
até que toda ausência aprenda a ficar.
Beija-me com teus beijos de amor,
e que o mundo pause no meio do gesto,
que nossas dores se esqueçam do nome
e virem abrigo no calor do teu peito.
Beija-me com teus beijos de amor,
não como promessa, mas como verdade,
pois quando tua boca encontra a minha
até o tempo se rende à eternidade.
Patinando no Amor
A gente entra no amor sem saber o equilíbrio,
escorrega nas expectativas, cai nos excessos,
ri de nervoso tentando fingir controle.
Amar também é perder o eixo.
Entre quedas e giros tortos, aprendemos juntos
que não existe coreografia perfeita.
Só passos improvisados, mãos dadas,
e coragem pra tentar mais uma vez.
E se cairmos de novo, tudo bem:
patinar no amor é isso mesmo.
O importante não é não cair,
é levantar com alguém disposto a continuar.
O Amor Pode Ser Traduzido?
O amor fala línguas que a boca não alcança,
vive nos silêncios, nos olhares demorados,
nas mãos que se procuram sem pedir permissão.
Como traduzir o que só o sentir entende?
Talvez seja verbo quando insiste,
talvez seja substantivo quando fica.
Amor é erro perdoado,
é escolha repetida mesmo cansado.
Se há tradução, ela não cabe em palavras:
é gesto, é presença, é ficar.
É quando dois corações se entendem
sem jamais precisar explicar.
3 amores
O primeiro amor foi lâmina:
entrou sorrindo e saiu deixando dor.
Ali aprendi que o coração sangra em silêncio e que amar, às vezes,
é aceitar a ferida.
O segundo amor foi neblina:
parecia abrigo, mas escondia o chão.
Me ensinou que confiança não nasce de promessas, e que mãos vazias também sabem enganar.
O terceiro amor foi espelho quebrado:
não matou o sentimento,
mas rachou a crença.
Porque há quem diga
“eu te amor” como isca,
e parta satisfeito por ter
iludido quem só queria verdade.
Mas há uma promessa:
o amor vence.
Mesmo quando nos quebraram em mil pedaços, a fé no sentimento é real, e um dia ele curará cada ferida.
E tudo que sonhamos será cena de filme:
juntos, para sempre, com a pessoa certa.
O amor,
a gente escolhe viver.
O respeito,
a gente mantém mesmo
quando dói.
A bondade,
a gente reparte sem
calcular retorno.
O perdão,
a gente pratica
para não virar prisão.
Nem todos vão retribuir
do jeito que esperamos,
nem todos sabem vestir
a roupa da reciprocidade.
Mas seguir certo nunca
foi sobre aplausos,
é sobre dormir em paz
com a própria consciência.
Porque quando ninguém vê,
Deus vê.
E quando ninguém reconhece,
Ele reconhece.
A recompensa não nasce
da mão dos homens,
vem do céu
— no tempo certo, do jeito certo.
Os dois lados do amor
O amor começa simples,
quase distraído,
uma mensagem,
um toque sem intenção.
Depois vira costume,
vira abrigo querido,
vira medo de perder,
vira tensão.
Tem dias de riso fácil e café dividido,
e outros de silêncio pesado no ar.
O mesmo “fica” dito no ouvido
é o “vai” engasgado que ninguém quer falar.
Amar é errar tentando acertar,
é prometer hoje e falhar amanhã.
É machucar sem querer machucar,
e ainda assim pedir pra ficar.
O amor não é só filme,
nem poesia bonita,
é cansaço, escolha, repetição.
E mesmo quebrado,
às vezes insiste,
porque partir também
dói no coração.
Oásis onde encontro
Meu coração, antes deserto,
agora floresce,
Teu amor é o oásis
onde encontro repouso,
E em teus olhos,
rios tranquilos correm sem fim,
Saciam minha sede,
me fazem renascer
a cada instante.
Em teus braços,
descubro a fonte infinita,
Que borbulha dentro de mim
como uma canção secreta,
Cada toque teu é água
que me embriaga de vida,
Cada palavra tua é pão
que nutre minha alma faminta.
E aqui quero permanecer,
meu abrigo eterno,
Onde o tempo se dissolve
e só resta a plenitude,
Teu amor é meu refúgio,
minha casa, meu tudo,
E nele habito para sempre,
bebendo da tua essência sem fim.
-
Às vezes o amor não
pergunta se vale a pena,
ele simplesmente fica.
Fica no silêncio que aperta o peito,
no nome que ainda mora na boca
mesmo quando o coração tenta desaprender.
Esperei como quem acende
velas no vento,
acreditando que o frio
era só passagem,
que o gelo nos teus gestos
um dia viraria abrigo
e não essa distância
que corta sem faca.
Perdi horas,
pessoas e versões de mim
tentando proteger algo
que só eu segurava.
Te vi ir, passo por passo,
enquanto eu ficava parada
aprendendo a sangrar sem fazer barulho.
E hoje,
se me perguntam se valeu a pena,
respondo com a verdade que doeu aprender:
valeu para me ensinar
que amor não é espera infinita,
é encontro — ou não é.
Como morreu o Amor?
O amor não morreu de repente,
não foi queda, nem faca, nem veneno.
Morreu sentado ao nosso lado,
esperando uma palavra que não veio.
Morreu quando o silêncio virou resposta, quando o toque virou hábito sem calor.
Cada “depois a gente conversa”
foi um passo a mais no seu cansaço.
Morreu de pequenas ausências repetidas, de promessas deixadas em rascunho.
Não foi falta de sentimento —
foi excesso de descuido.
E no fim, o amor morreu de amor:
amou sozinho, amou demais.
Até entender, tarde demais,
que amar também precisa ser amado.
Os abrigos da alma
Teu amor é o abrigo que minha alma procurava quando o mundo parecia vento frio em rua vazia.
Em teus braços encontro silêncio que cura, e no teu olhar, uma casa acesa mesmo em noite tardia.
Há tempestades que não assustam mais, porque tua voz é teto firme sobre meus medos.
Teu riso cobre minhas cicatrizes como cobertor antigo,
e teu carinho faz primavera nascer nos meus invernos.
Se um dia o mundo desabar lá fora,
que desabe
— aqui dentro há morada.
Pois teu coração é refúgio eterno no meu, e minha alma escolheu em ti fazer morada.
Teu amor me deu asas
Teu amor me deu asas
como as de um gavião
que aprende o céu sem medo.
Quando teu olhar encontra o meu,
o mundo fica pequeno lá embaixo
e meu coração voa alto,
só para te alcançar
no horizonte do sentimento.
Há algo em ti que chama o vento,
algo forte e livre como asas
abertas ao sol.
E eu, que antes caminhava
no chão das incertezas,
aprendi contigo a voar no silêncio
do amor, onde cada batida do peito
é como o bater das tuas asas perto de mim.
Se um dia o céu
escurecer e o mundo pesar,
deixa que meu amor seja teu vento.
Pois não quero te prender à terra,
quero voar contigo
— lado a lado
— como duas asas do mesmo destino cortando o infinito do amor.
Um amor para recordar
é aquele que não passa com o tempo —
ele aprende a morar na memória.
Como o pôr do sol que insiste em voltar todo dia,
teu nome ficou gravado no silêncio do meu peito,
como se o destino tivesse escrito nossa história
com tinta de eternidade.
Ligados pelo amor,
como duas estrelas que o céu aproximou sem pressa.
Mesmo quando o mundo gira depressa demais,
há um fio invisível que nos puxa de volta,
um laço feito de carinho, saudade e promessa.
E nele meu coração encontra abrigo
toda vez que pensa em você.
Se um dia o tempo tentar apagar os passos,
a lembrança ainda saberá o caminho.
Porque alguns amores não terminam —
eles apenas viram luz dentro da gente.
E no meu coração você permanece assim:
um amor que o tempo não leva,
um amor… para sempre recordar.
Oração do Amor
Senhor, se o amor for mesmo um sussurro da alma, deixa que o meu coração aprenda a falar teu nome através dela. Que cada batida seja um verso silencioso pedindo cuidado, ternura e presença. Porque quando penso nela, o mundo inteiro parece dobrar os joelhos dentro de mim.
Que os olhos dela sejam minha paz nos dias cansados, e que o sorriso dela seja como luz acesa no meio da noite. Se o amor for caminho, me ensina a caminhar devagar, segurando a mão dela como quem guarda um milagre.
E se algum dia a vida trouxer silêncio ou distância, guarda nosso sentimento como se guarda uma chama dentro do peito. Porque amar ela, Senhor… é a forma mais bonita que meu coração encontrou de falar de amor.
Amor Improvável
Entre caminhos tortos e
encontros sem explicação,
o destino desenhou teu nome
no silêncio da minha direção.
Era improvável,
quase impossível de imaginar,
mas até o acaso parece aprender
a amar.
Você surgiu quando eu já não esperava mais nada,
como chuva serena em uma
alma cansada.
Chegou sem promessas,
sem avisar o coração,
e fez morada onde existia
apenas solidão.
Diziam que certas histórias não foram feitas pra acontecer,
que alguns sonhos nascem apenas para se perder.
Mas o amor desconhece limites, razão ou previsão,
ele atravessa impossíveis
e escolhe sua própria direção.
Se somos improváveis,
que seja assim até o fim,
porque os encontros mais bonitos nunca começam com "sim".
Eles nascem no inesperado,
no que ninguém previu,
como você e eu
— algo que o destino sorriu.
Código: Replay
Meu amor,
São 2:47 da manhã,
e a cidade inteira parece dormir,
menos essa parte de mim
que insiste em voltar pra você.
Abri nossa última mensagem,
como quem revisita uma rua antiga,
tentando descobrir se entre palavras simples ainda existe algum pedaço nosso escondido.
Guardo cartas que nunca enviei,
dobradas entre silêncios e medos,
porque existem sentimentos tão grandes que a coragem demora
a alcançar.
E é engraçado…
nossas histórias que viraram
música ainda tocam dentro do peito,
mesmo quando o mundo muda
de estação.
Escrevi teu nome em versos,
porque em prosa você nunca coube.
Algumas pessoas passam,
outras viram poesia.
Talvez nosso problema tenha sido
esse amor em frequência baixa,
dois corações tentando se encontrar
num rádio cheio de interferências.
Mas entre rimas e saudades,
aprendi que amar também é permanecer,
mesmo quando a ausência resolve ficar.
Porque amar você sempre foi isso:
se entregar por inteiro,
sem botão de volta,
sem plano de fuga.
E por mais que o tempo siga,
meu coração ainda guarda
a mesma falha:
Código: Replay.
Porque em algum lugar dentro de mim,
eu ainda apertaria "repetir"
só pra viver você outra vez.
