Textos que Falam de Pessoas
A inteligência individual chega primeiro, à frente da massa, que segue sem questionar. Por isso, buscar a verdade é se aventurar a ousar. Digo isso com razão, a massa segue, em sua marcha, na contramão.
Quem anseia pela aceitação da multidão, nesse caminho, encontrará desilusão, pois a verdade vem com seu próprio ritmo nesse compasso, e a massa a entenderá com atraso.
A solidão não brota da ausência de rostos, mas das opiniões que são como desgostos, da posse de ideias inadmissíveis e raras. Não existe a falta de companhia, mas sim de ouvidos que aceitam ideais que desafiam a norma vazia, ideias que detém àqueles que ousam de normas discordar, e na busca do saber, ousam se arriscar. Aqueles que ousam pensar de forma inaudível, encontram-se sozinhos. Buscar a verdade é aceitar ser sozinho. O conhecimento eleva o homem, é verdade, mas também o isola, sem dó nem piedade.
Eu mergulho, sozinho, é o meu caminho. Aceitar a solidão, o preço, eu escolho sem remorsos.
A aceitação da massa, a popularidade efêmera, para mim, não tem valor, nem atrativo algum, pois aquele que busca o conhecimento sincero, sabe que a verdade é rara, exige dedicação.
Quem olha lá fora, sonha e se perde, mas quem olha pra dentro, a alma se aquece. Numa jornada onde o conhecimento se oferece, aos que têm a coragem de ser quem merece.
Mergulho na minha mente, no silêncio do pensamento, encontro o que realmente é urgente, sinto-me verdadeiramente vivo, sinto que é minha maior herança. A luz da compreensão tem sua liberdade, a verdadeira redenção.
O Direito é uma ciência que nos rege, mas quem são seus donos, quem decide o que ele protege?
Direito e poder, um jogo sutil, onde a lei é o véu que encobre a realidade, e as classes dominantes, em seu controle habilidoso, usam o sistema jurídico para manter sua supremacia.
O Direito é um instrumento de dominação. As classes dominantes o utilizam como escudo para manter o status quo, o poder, o escuro.
Fruto de um embate histórico e social, o direito é o campo onde isso se esconde. É um espelho da sociedade, onde as ideologias se manifestam. A história do direito é a história da luta, das classes em disputa pelo poder e pela definição do que é justo. Portanto, não há como negar, que o direito é um reflexo, de quem domina e quem vai lutar. Não é uma entidade neutra, é claro, mas sim um instrumento de controle, onde os dominantes estabelecem a norma, e definem quem pode, quando e onde; em última instância, pelo direito impõem sua vontade, enquanto os oprimidos lutam pelo seu espaço e sua liberdade. É na dialética do conflito que o direito se transforma, e a justiça surge como um ideal a ser alcançado.
A história do direito uma vez entendida como tal, também pode ser vista como uma história de resistência, como uma luta que continua, sempre renovada e atual, para que a justiça seja o horizonte da nossa emancipação.
A justiça parece cega, mas enxerga muito bem quem tem o poder, quem tem a força, quem tem o bem. E assim, as desigualdades se perpetuam enquanto o direito é usado para que elas fluam.
O Direito pode ser esse instrumento de dominação, mas também pode ser um caminho para a transformação. Cabe a nós delimitar qual será o seu destino.
A justiça, que deveria ser imparcial, na prática é influenciada pelos mais poderosos, que moldam as leis e regulamentos para favorecerem seus próprios interesses.
A estrutura legal é como um muro, que separa os que têm e os que não têm, onde os ricos e poderosos se protegem, e os pobres e desfavorecidos são condenados. Contudo, a resistência não está morta, há aqueles que lutam por mudanças, que buscam uma sociedade justa e igualitária.
Por isso, devemos olhar para além das leis, e questionar a natureza do poder para construir uma sociedade onde a justiça seja real, e o direito seja um instrumento para o bem comum.
É nesse embate que o direito transforma-se, de instrumento de dominação, a arma da libertação, para aqueles que ousam lutar, que se revoltam, e fazem da justiça uma questão de afirmação, um meio para a emancipação. Uma afirmação do direito, em essência, como um bem social, e não um braço de uma sociedade desigual, que antes usado para manter a desigualdade e os privilégios preservados.
O que é preciso? Despir o direito de toda a sua ideologia, e enxergá-lo como uma prática histórica e social que pode promover a autonomia. Deve-se voltar para a análise crítica, sem despeito, e entender como as leis se originam e se aplicam, e como os interesses das classes dominantes as influenciam. Enxergando o direito como ele é, uma construção que reflete as relações de poder e as lutas políticas de cada época, que moldam a sociedade e o seu viver. Nãocomo um conjunto de regras abstratas e universais, como um dado da natureza, mas sim um produto social que define o que é justo ou desigual.
Diz a 'filosofia do espírito'
ser mais aconselhável permitir que
os homens sejam como são e vivem - e por
própria conta e risco possam
livremente caminhar; do que forçá-los
a serem aquiloquebem pouco compreendem
e possam viver; esob a ameaça
de um provável tropeço
e dolorosassequelas!
Não existe uma única estrada capaz
de nos conduzir ao real sentido da vida...
"Todos os caminhos nos levam a Roma",
já diziam os antigos!
De modo igual, existirão caminhos
suficientes
e capazes de nos conduzir
à verdade que tanto buscamos:
os caminhos escolhidos
por cada um!
A mais expressiva liderança
nasce do exemplo -daquele exemplo,
primeiro, de nós para nós mesmos - sobressaindo das certezas que alcançadas reforçamnossos melhores propósitos,
ações e argumentos!
Assim como Jesus, o Cristo:
o mais notável e perfeito exemplo
a caminhar por essa
terra!
Formadores de opinião, na verdade,
são ardilosos condutoresde rebanhos.
Rebanhos, aos quais, por vexatória sandice,
igualmente pertencem...
Embora temporariamente iludidospor
uma confortávelgraduação de porta-vozes
de algo onde esgotada sua devotada serventia, semelhantemente irá
destruí-los!
... o que por agora
mais satisfatoriamente
sensibiliza meu espírito -e, acredito
que tantasoutras pessoas - não são
ascertezas já ordeiramente consolidadas;
mas, esses estágios ainda primários,
carregados de elementos e fatoscapazes
de me surpreender e não poucas
vezes desacomodar minhas
próprias convicções...
O que sempre me obriga a mais
um passoinstigado pela
incerteza!
... tanto eu quanto você
já superamos fracassos, imposturas,
traumas,alguns hematomas;
e não poucas vezes, levados a
reconhecer esse lado bom da saudade,
que muito mais do que superar
qualquer ausência, ela existe
para nos livrar do esquecimento!
Logo, tanto eu quanto você,
não temos mais motivos para duvidar
que somos capazes - cada um a sua
maneira -de lidar com qualquer
coisa!
Somos ainda
meros consumidores de efeitos
sempre carregados
de evidências boas ou más...
Embora pouco ou nada debruçando
sobre suas causas e razões
que - sobretudo pouco digeridas - nos
escancaram, incomodam, amiúdam.
Assim como, em tempos
de melhor compreensão e certezas,
nos conduzem a melhores escolhas
e princípios!
Como pode um ateu saber
que Deus não existe,senão instigado por
sua inequívoca presença - ora causadora
de suas abismadas dúvidas e ilações,
argumenta Fiódor Dostoievski!
Perceba que tanto a crença cega
quanto uma intempestiva descrença,
são apenas pálidos desfechos
de nossa inda sofrível
cognição!
É a falta de conhecimento
que torna uma ideia, um conceito,
numa grande novidade;
quando na verdade um mínimo de curiosidade
ou interesse, perceberíamos que ela
sempre esteve ali - no aguardo de nosso
mesmo que mínimo
interesse!
Quando se diz, por exemplo, que estamos
rodeados de uma peculiar nuvem de testemunhas
é porque a vida é fator participativo
povoado por grandes ideias!
Devemos sempre reverenciar
o homem, elucidou Jesus, o Cristo:
mais justos, cordiais, melhor percebermos
esse Serque nos encarna,como
expressãomáxima da Criação;
sua extraordinária cognição,
a notória capacidade em adaptar-se
às circunstâncias...
Embora, não poucas vezes,
ele se perca, acometido
por suas próprias
escolhas!
Nos últimos dias
os asseclas da ideologia 'canhota',
estranhamente tem feito uso de versículos
bíblicos para justificar suas
'segundas intenções'...
O que nos faz lembrar Shakespeare
em sua obra mais cômica:
'O Mercador de Veneza', onde consta
uma frasebastante peculiar:
"Mesmo o diabo pode citar as escrituras
para seu propósito!"
A coragem
é uma virtude moralmente neutra,
diz a escritora Susan Sontag.
Nunca uma afronta aos valores oraestabelecidos;
ou mesmo um deboche,
uma frieza enganosa que se farta
por ignorá-los...
Mas uma mistura de ímpeto e convicção
de quesempre existirãooutros e mais sofisticados argumentos e razões por serem alcançados,
se com sensatez e coragem
nos dedicarmos!
Crítico de arte,
a meu ver, não seriam esses
que comodamente tentam diminuir
ou apossar-se do meu trabalho...
Verdadeiro crítico - e isso garanto a vocês - é quem
manuseia meus pincéis; habilidoso mistura
minhas tintas; por vezes me premia
com variados e surpreendentesesboços e cores...
E, este, acreditem, não sou eu!
E sim, aquele que generoso
me inspira!
Pablo Picasso.
E nesses tempos
de pálidos resquíciosde bom senso,
fica cada vez mais evidenteque
a grande tragédia dos jovens deixou
de sersua natural rebeldia, a teimosa contestação à ordem vigente;
mas a assustadora ausência daqueles
sobretudo capazesde lembrá-los
de que exista uma
ordem!
Pensar
é um engenhoso e necessário hábito;
um método mormente eficaz e predicados
essencialmente imunológicos!
Nos concluirmos, por conseguinte, uma dádiva
que nos resguarda, assegura - e não somente
diante de recorrentes contrariedades - mas
sobretudofrenteàs soturnas facilidades
que tramam nos ludibriar
e corromper!
Não existe
nenhuma outra razão
que justifique o sentido da vida
que não seja o aperfeiçoamento
do espírito!
E não apenas pela possibilidade
de acessoe reconhecimento de toda
relevânciado viver, mas
de percebê-losendo pouco a pouco
despertoe desdobrado
em si mesmo!
Aos que insistem
em tratar a Verdade como passiva
mediadora entre o ético e o grotesco,
sinto dizer que na 'cadeia alimentar'
nutrindo mundos e vidas, ela desfruta
de um único e inalienável lado; distante
de vírgulas, pontos, dos previsíveis questionamentos; dosenganosos
e aduladores
poréns!
... procure saber de você,
muito antes de procurar saber
sobre os outros; busques respostas aos
teus justos porquês, mesmo inda
sujeitoaos porquês do mundo!
Não te esqueças que o pleno viver,
como sabiamente manifesto
pelo 'Messias Cristão',
unicamente se realiza através do
autoconhecimento!
