Textos Picantes de Amor
Às vezes, a gente se pega olhando para as paredes e tentando entender como o amor se perdeu nos labirintos de uma teimosia boba, de uma palavra dita sem pensar na hora da raiva. É devastador perceber que o que levou dias, meses ou anos para ser construído com tanto carinho ruiu por causa de um detalhe insignificante, uma brisa que virou tempestade só porque nenhum dos dois quis baixar a guarda e dar aquele abraço capaz de desarmar qualquer orgulho.
Mas, antes de deixar que a culpa consuma o seu peito e transforme os dias em um eterno inverno de arrependimentos, por favor, respire fundo e se dê o direito ao acolhimento. A fragilidade humana é complexa; nós erramos justamente quando mais queremos acertar e, na tentativa de nos protegermos de feridas imaginárias, acabamos afastando quem representava o nosso porto seguro, o nosso lugar favorito no mundo inteiro.
Se o laço se desfez por uma tolice, isso não anula a beleza do que foi vivido, nem apaga a cumplicidade das madrugadas divididas, dos sorrisos cúmplices e daquele cafuné que curava qualquer dia ruim. Olhe para a sua história com doçura e perceba que sentir essa dor bonita é a maior prova de que o seu coração continua pulsando cheio de vida, pronto para transbordar afeto, cicatrizar os arranhões e, quem sabe, aprender a perdoar a si mesmo e ao outro por não sermos perfeitos, mas apenas duas almas tentando acertar o passo na mesma dança.
Fica aqui a grande lição: o amor nunca falha por falta de sentimento, mas sim pela ilusão de que o orgulho protege a alma. Proteger a razão quase sempre significa perder o outro, e o preço de vencer uma discussão boba é caro demais quando o prêmio é a solidão. Descobrimos, da forma mais dura, que feridas pequenas exigem curativos rápidos e que estender a mão primeiro nunca será um sinal de fraqueza, mas o maior ato de coragem de quem escolhe cuidar do vínculo em vez de alimentar o próprio ego.
Nenhuma mulher carrega a obrigação de permanecer onde o coração já não faz morada. O amor não aceita correntes, e a liberdade de ir embora é um direito sagrado de cada alma. Ficar por conveniência é desonrar o próprio sentimento. No entanto, precisamos ter a coragem de olhar para o espelho da vida e encarar uma verdade dolorosa: muitas vezes, a pressa, o orgulho ou o apego a ilusões superficiais fazem pessoas abandonarem conexões raras por motivos banais.
Perder um parceiro ideal por caprichos momentâneos é uma ferida que o tempo custa a fechar. O homem ideal não é o herói perfeito dos contos infantis, mas aquele que escolhe ser porto seguro em dias de tempestade. É o ser humano que aceita os seus dias difíceis, que limpa as suas lágrimas e que investe os dias dele para ver o seu sorriso florescer. Encontrar alguém disposto a construir uma história real, com respeito mútuo e lealdade inabalável, é um privilégio escasso no mundo moderno.
A maior lição que a vida nos oferece é entender o valor do afeto enquanto ele está presente. Quando um homem bom decide recolher o carinho que foi rejeitado, ele não volta atrás: ele simplesmente vai embora. A vida é um sopro e não dá garantias. Não permita que o ego estrague o que a alma levou anos para atrair. Olhe para quem caminha ao seu lado hoje, valorize a pureza dos gestos cotidianos e lembre-se: o amor verdadeiro é um diamante bruto, difícil de encontrar, mas tragicamente fácil de perder.
É uma das ironias mais devastadoras da vida: passamos os dias pedindo ao universo por um amor calmo, por alguém que cure nossos abismos, e, quando essa alma finalmente chega, nós a tratamos como se fosse um móvel na sala. A ingratidão não nasce da falta de amor; ela nasce da arrogância de achar que o outro estará lá para sempre. O ser humano tem uma urgência doentia pelo que é difícil e um desprezo pelo que é seguro. O carinho diário vira rotina; o cuidado constante vira obrigação. E, aos poucos, cegos pelo brilho falso de novidades baratas, deixamos de ver quem segura a nossa mão no escuro.
Dói perceber que você entregou o seu melhor para alguém que só sabia ler os seus defeitos. É uma dor que rasga o peito, que faz o travesseiro parecer pesado e o amanhecer parecer um castigo. Você se doa por inteiro, ajusta sua vida para caber nos dias do outro, engole o orgulho para salvar o relacionamento, e o troco é a indiferença. A pessoa ingrata consome a sua luz e depois reclama que você está apagado. Mas a grande lição de vida não está na ferida que nos abriu, e sim na nossa capacidade de recolher os próprios pedaços no chão, colá-los com a dignidade que nos resta e aprender a caminhar de novo.
A superação não acontece quando a dor some, mas quando você percebe que o seu amor era grande demais para ser desperdiçado com quem só queria migalhas. Quem não valoriza o sol que tem ao lado acaba implorando por calor na tempestade. Quando um coração generoso cansa de ser ferido, ele não briga, não grita e não cobra. Ele apenas recolhe o afeto que foi jogado fora e fecha a porta, sabendo que cumpriu o seu papel. Se você tem alguém que escolhe você todos os dias, que cuida dos seus medos e honra a sua presença, abra os olhos antes que o tempo transforme essa bênção em uma saudade incurável. Porque o amor sabe perdoar muitas coisas, mas a ausência de valor o mata um pouco mais a cada dia.
Ninguém morre por amor. As mulheres estão morrendo pelo peso de um "não". Morrem porque decidiram que o seu próprio sorriso valia mais do que a vontade de um homem. Morrem dentro de casas que deveriam ser refúgios, transformadas em prisões psicológicas onde o carcereiro dita a roupa, a maquiagem e as amizades. Elas morrem muito antes do último suspiro, quando são proibidas de sonhar, de trabalhar, de rir e de serem donas de suas próprias vidas.
Essa realidade cruel não escolhe classe social, cor ou religião. Ela se esconde, muitas vezes, atrás dos bancos das igrejas evangélicas e dos discursos de santidade. Homens usam a palavra de Deus como escudo para a tirania doméstica. Distorcem conceitos sagrados como a submissão e o perdão para manter esposas encurraladas no medo.
O agressor religioso ora em público, mas amaldiçoa em particular. Ele usa o nome de Deus para dizer que a mulher deve aguentar o soco, o grito e a humilhação para "salvar o casamento". Nenhuma doutrina legítima apoia a tortura psicológica. Deus não habita no lar onde o medo substitui a paz. O altar da igreja jamais deve ser usado para santificar o abuso ou para silenciar o clamor de uma mulher que pede socorro.
Cada agressão verbal, cada ameaça sussurrada entre dentes e cada crise de ciúme disfarçada de cuidado espiritual é um passo em direção ao abismo. Quem agride não está amando; está tentando calar a própria incapacidade de lidar com a liberdade do outro.
Se você sente a raiva subir ao peito diante da rejeição, se o impulso de posse nublar sua mente, pare. Olhe para as suas mãos. Elas foram feitas para construir, para apoiar, para viver em paz — não para carregar o peso eterno do arrependimento e da destruição de uma vida inocente. Um homem de verdade aceita a partida, respeita a escolha alheia e entende que o fim de um ciclo não é o fim do mundo. Dobrar os joelhos para orar perde o sentido se, ao levantar, você usa sua força para esmagar quem jurou proteger.
Destruir uma mulher é destruir mães, filhas, irmãs e o próprio futuro. Atrás de cada tragédia, há crianças que ficam órfãs, pais que enterram seus pedaços e uma comunidade inteira que sangra junto. A violência nunca será prova de força; ela é a assinatura digital da fraqueza humana. É o colapso de quem não aprendeu a ouvir um "basta" e prefere o pecado da destruição ao ato de coragem de deixar ir.
Antes de cometer um erro sem volta, feche os olhos por um segundo. Pense no silêncio ensurdecedor que fica depois. Pense no barulho das algemas, no peso da cela fria e nas lágrimas desesperadas de quem fica. Pense na certeza de que a dor que você causar nunca sumirá do espelho da sua própria consciência. O julgamento dos homens pode demorar, mas a justiça divina e a ruína da sua própria mente serão imediatas. Não destrua a vida dela, e não jogue a sua própria vida no lixo. A raiva dura minutos, mas a culpa e o inferno da consciência duram a eternidade. Escolha se afastar. Escolha a paz.
Novembro de Pombeiro em flor,
encantamento com a chuva
molhando a terra com amor,
Não é preciso buscar nenhum
tipo de validação externa,
Quem ama esta terra
não a trata como opção
e nem pensa em substituição,
Falta aprender a olhar
com compromisso e coração.
(É sobre a nossa percepção).
Bunga Seribu Bintang
toda em flor,
O nome do amor
já guardei de cor.
...
Bunga Kelawar Putih
em plena floração,
É a minha poesia
no seu coração.
...
Bunga Bangkai Gergasi
misteriosa no jardim,
É para dizer que existe
algo maior para mim.
...
Bunga Tasbih acariciada
pelo vento d'alma,
Não há nada que pare
a caminhada pela estrada,
Não vou mentir o quanto
eu estou apaixonada.
Não mentir para si mesmo
que nutre a expectativa
cinematográfica de viver
um amor com dedicação,
é um excelente começo:
Confesso que exatamente
como você também desejo.
Ocupar a sua mente mais
do que dizem ser só aventura,
e sim ser toda a tua aventura,
a possuidora e garantidora
absoluta da tua plena ventura
em todos os tempos e estações.
Nos teus lábios jamais deixar
faltar a Serikaya que adoce,
quando a rotina não for doce,
Colocar o teu coração batendo
para dançar ritmos de folclore.
Sem pensar duas vezes jogar tudo
para o alto sempre for imperativo,
para que o fogo da paixão não falte,
e nada nem ninguém o amor devore.
A amizade esconde
o amor em segurança,
sob a Lua Crescente
em Rodeio por aqui
no Médio Vale do Itajaí
para que nada atrapalhe
o paraíso que será um
refúgio para a temperança,
e quando esse momento
chegar tudo será uma celebração
com um único sentimento.
Eu te amo muito mais
do que você pode imaginar,
e além das segundas
intenções sedutoras,
espero que, em vez de amizade,
seus olhos leiam amor
todas as vezes que eu chamar
a sua atenção para que você
me ame e não mais demore.
Tenho envolvido os seus sentidos
pouco a pouco por dentro,
Porque sou o amor crescendo
e entregue de aurora em aurora.
Não estou em guerra com você
e nem você está em guerra comigo,
Para Deus só peço neste caminho
é que nós permaneçamos vivos.
Teto de espelhos não foram feitos
para nós e sim o teto de estrelas
em noite de céu aberto refletido
no salar de chão perfeito e cristalino.
O mais doce e que me pertence são
os teus lábios de Achachairu feitos
para desfrutar enquanto a canção
do vento do Hemisfério Sul a embalar.
Poesia precisa de chão
para nascer e crescer;
assim como o amor,
para a gente viver,
precisa da coragem
contida no seu peito.
Sim, eu vi a florada
do manacá entrelaçada
com o Ipê-amarelo,
que tem a sua florada
por mim esperada.
Ciente disso, percebi
que o inverno rigoroso,
aqui em Rodeio,
no Médio Vale do Itajaí,
que seja deste jeito,
não detém a beleza
por causa do tempo.
Se for para florescer,
sobre nós que seja
o florescer dos manacás.
Que seja do jeito que estás,
com leitura prazerosa,
e doçura sem nenhuma aspas.
Permitir que o amor tome
conta de cada escolha,
Trazer a beleza consigo
da Juçara-da-amazônia
recebendo o pouso bonito
do tucanuçu no destino,
E deixar que tudo tenha
igual o curso de um rio.
Sob a aurora matutina
manter o pacto silente
fortalecido com a vida,
com amazona convicção,
Mesmo que tenham
destruído uma ponte
de diálogo no caminho,
nasceste com asas
e a tua pacífica direção.
Não é preciso validação
de ninguém para ser
quem és e quem deseja
ser onde você quiser,
Até para escrever
os versos intimistas:
Para dar-se o luxo
de percorrer novas rotas,
permitir viver todas
as sonhadas escolhas.
Feitas sob medida
para o seu bem-querer
como as pestanas
são os parabrisas do ver,
Do jeito que o sol
está para o amanhecer,
De um jeito novo
todos os dias renasça
quantas vezes for
preciso para manter
o seu melhor para viver.
Sem falar de amor coloquei
a mesa do nosso café da manhã
de acordo com o seu gosto,
assim muito amor te demonstro.
E em silêncio nos celebro
como o mais refinado gesto,
para que desfrute pleno
da paz no teu porto seguro.
Abri todas as janelas ao redor
com jeito para que o sol entre
junto com a palavra de amor.
Separei um colar de tucum
com carinho para cada um,
e os lábios com beijos selei com mel.
Voo imparável e com intenção.
Minha doce e divina unção,
tenho você com amor e paixão.
Cai a chuva sobre a terra
e os sentidos que a envolve,
não há quem nos derrote.
Com o Hemisfério Celestial Sul
ambos temos intimidade,
No céu do coração voamos
com toda a maior liberdade.
Somos aves prodigiosas
deste glorioso continente,
Que por anos a fio abrigamos
um silencioso romance,
que nos pede uma chance.
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o que irá acontecer
para a gente nunca mais se perder.
Entrega o que o peito e o tempo
têm silenciado porque não há
motivo para manter segredado,
Embora não saiba quem é você,
de longe te sinto apaixonado.
Confia, não tens o que temer,
da minha parte só espero
o seu sinal para começar a viver.
Quero ver o seu rosto,
sentir a sua presença corpo,
e deste pertencer ter orgulho.
Não há o que ser consertado,
nada em nós foi quebrado,
apenas seguimos o curso
dos ventos, no Mataralcito,
e dançamos os ritmos bolivianos.
Não buscamos fazer planos,
nos entretemos com o tempo
e com o som da palma zunkha;
Os corações seguem intactos
não querendo viver mais
de compromissos adiados.
O relógio e o tempo são invenções humanas,
criadas para o amor desafiar e subverter.
Amar de verdade é só para quem tem
coragem de sair de si para no outro viver.
Não existe erro e nem acerto na rota,
e sim alinhamento em uma só trajetória;
É só prestar um pouco mais de atenção:
estão abertas a porta e as janelas do coração.
O Ipê-amarelo-da-mata em floração agostina
em Santa Catarina dirá muito dessa confissão
que no embalo romântico têm sido escrita.
Somos livres. Não haverá nada que nos impeça
seja na água, no ar ou mesmo aqui na terra,
porque com pressa ou sem, só amar nos interessa.
Encontrar no Araguaney em flor,
como prova de amor e lirismo
latino-americano no coração,
nas tuas mãos se entregar
no embalo emotivo do Joropo,
como o curso do Rio Orinoco.
Deixar que a urgência de amar
domine absoluta os sentidos,
e que se cruzem os destinos
no mesmo passo e ritmo,
para que não se conheça
mais os anteriores caminhos.
Entender que o amor é mistério
que não precisa ser explicado,
mas que precisa ser vivido
intensamente acompanhado
com desejo, entrega e calor,
contigo gamado aqui do meu lado.
A ventania toca Calypso
no frondoso Greenheart.
Perceber o amor no caminho,
e desejar você não é tarde.
Pedir que o tempo pare
sob o céu austral aberto,
para que a gente desfrute
do amor com imensidade.
Não será pedir você demais
ao tempo de espera,
com querer que não desfaz.
Para que o amor conosco fique,
que não se limite e sem se deter
com o que os outros irão dizer.
Pétalas do Maquilishuat,
com magia e esplendor,
caindo sobre o amor.
Inevitável envolvimento
e doce encantamento,
inelutáveis do coração.
Tua ginga de Rio Lempa
rompe qualquer dilema.
És o meu bonito par,
sob medida para dançar
o Xuc até o sol raiar,
com a delícia de amar.
Somos as linhas previstas
por Roque Dalton:
a continuação, a celebração
e a inelutável sedução.
Crescemos almas ardentes
no crisol da rebelião.
O charme da minha saia
capturou a tua atração.
Diante de tal rendição,
entreguei-me à perdição.
A tua existência tem sido
motivo da minha devoção.
Não me interessa o que
acontece ao meu redor,
quero ser todo o seu amor,
Você é a festa inteira
que desejo intensamente viver.
O meu coração latino
já a celebra o doce sentir
enquanto minh'alma
espera com a sua se fundir,
sob a Tinguaba a florir.
Pelo seu poder de diversão,
deixo-me entreter,
porque pelo meu
tu haverá de se de derreter,
e inteiro se render.
Um mora na mente
e no coração do outro
sem um minuto sequer
da gente se perder,
O amor é o prêmio
que a vida irá nos conceder.
Vim pelos seus beijos de romã,
abandonei a rota vazia
E decidi estar sob o domínio
do seu amor,
Só uma vez na vida
Senti algo que ia além da poesia.
Para guardar os lábios caso eu volte? Não.
Não há necessidade de guardá-los,
pois ainda não cheguei na realidade
— prevejo anossa proximidade.
Quando vier, não voltarei,
e se eu tentar sair, você não vai me deixar.
Porque juntos caminharemos
em todas as estradas:
Nelas ensolaradas ou enluaradas,
descansaremos, desejaremos,
intensamente nos amaremos:
avassaladoramente.
