Textos para os meus Amigos Loucos
Queria que você estivesse dentro de mim para ver com meus olhos a forma como te vejo...
Como gostaria que pudesse vestir a minha pele para sentir com o meu corpo a intensidade do seu toque...
E, então , se tivesse meu paladar delibaria com o mesmo prazer tudo que fluir de seu corpo e me dá êxtase...
Cheirar com te cheiro, para perscrutar algum odor que não seja nosso em tua pele e quando não encontrar, expirar aliviada por saber a verdade que somos apenas um do outro ...
Escuta com minha audição, ou sem ela, a tua voz , meio de fada quase bruxa , me enfeitiçado quando fala que me ama em línguas ancestrais...
O melhor ...
Seja a minha alma para saber a origem e o tamanho de tudo que sinto por você e escondo, por ser tolo , pois não tem como esconder o quê você lê nós reflexos de meus olhos quando te observo no escuro de olhos bem fechados
Olhar para dentro
Enquanto faço companhia para meus demônios, percebo o quão duro é encarar a si mesmo, sem rodeios, sem desculpas, apenas seus pensamentos confusos e ambíguos. Dúvidas e inseguranças que me rodeiam e eu odeio admitir que estão lá e não importa o quanto eu os ignore, elas continuam a me cercar. Tantos erros cometidos, mentiras soltas no ar, traumas vividos, elas continuam a me rodear. Olhar a si mesmo e não se reconhecer é difícil. A falta de orgulho por algum grande feito, as ideias que não passaram de ideias...
Parece que quando se deixa de sonhar, a vida se esvai, e eu... Bom, eu já parei de sonhar há muito tempo.
Estou chegando redimido.
Não dos aplausos, nem das promessas fáceis, mas dos meus próprios sonhos — aqueles que caíram antes de pousar. Eles aterrissaram tortos, feridos, desfigurados pela espera e pela realidade que não pede licença.
Não há vitimismo aqui. Há consciência.
Perdi o mapa, sim. Os caminhos se confundem, o certo e o incerto caminham lado a lado, e fugir já não é opção. Fugir é para quem ainda acredita que escapar resolve. Eu não.
Carrego dúvidas, mas não carrego medo.
O que restou em mim foi a lucidez dura de quem caiu e levantou sem plateia. Se o rumo não é claro, eu faço do passo a direção. Se o chão é instável, eu piso mesmo assim.
Não sigo promessas, sigo responsabilidade.
O caminho certo não se revela — se constrói. E o incerto não assusta quem já perdeu tudo que podia perder. Estou chegando não para pedir passagem, mas para ocupar o espaço que é meu por decisão, não por acaso.
[...]Gosto meio amargo das coisas, vinha de novo uma duvida; causando confuçao e desprezo dos meus dias bem vividos.A duvida é da pergunta que nao quer
calar , oque preciso para ser mais feliz... a confusao estava feita, porque nao se sabe , eu nao soube ainda, mas adoçar sempre faz bem,melhora o gosto
da vida. me policio e me ensino como se eu fosse um criança, sendo filho e pai , imersamente na minha mente para por fora mesmo que com uma madrugada amarga,
possa saber me satisfazer ao acordar.
por mim : o desconhecido
LIVRO PARA VOAR
É nas asas dos livros que os meus sonhos embarcam. Na fluência das letras conquisto mares e me transformo em monarcas de mundos melhores. Nesses reinos posso construir castelos de magias; esperanças; miragens que me deixam de bem com a vida.
Quando leio, desbravo planos fantásticos. Tenho vidas para lá deste planeta finito e sou adulto; criança; duende; super herói. Tudo que me convém, quando quero que os mitos se tornem fatos... Ganhem contornos de realidade na minha mente.
Vivo histórias guardadas. Que parecem feitas para mim, por quem nunca me viu; nem sabe que vivo. Dentro dessas histórias vou ao fim desse azul que não tem que ser céu... Pode ser qualquer coisa para o poder que a leitura proporciona.
Fantasias, temas reais, isso não depende. Ao ler bons livros; bons, de fato, não existe limite para minhas viagens. Aventura, informação, romance, pouco importa, se a leitura me completa, me acultura e torna capaz de ler também o mundo; a sociedade.
Muita coisa limita; encarcera; oprime... Mas o livro salva... Livro livra.
EU E MEUS INHOS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Apesar das palestras motivacionais que me recomendam a troca de cada "inho" por um "ão" do tamanho do infinito, confesso que sou do tipo que adora um "inho", tanto na vida profissional quanto na pessoal. Se isto, por si só, é um sinal de acomodação, devo confessar que sou irremediavelmente acomodado. Também pudera: moro na roça, tenho vida lenta, trabalho três dias por semana e quase sempre recuso trabalhos extras (como dar palestras motivacionais) que me renderiam em poucas horas mais do que a minha remuneração mensal.
Escolhi me aquietar com um salariozinho de educador, morar numa casinha nos fundos de um quintal cheio de plantinhas, cuidar de minhas filhinhas até que sejam filhonas e não me matar para viver. No meu cantinho, tenho tudo que mais quero: tempo para compor versinhos, bater um papinho com os vizinhos acomodados como eu, criar uma cachorrinha, ler um romancezinho, escrever meus livrinhos e ouvir uma musiquinha de quando em vez. Às vezes, até fazer um amorzinho com quem não despreze um sujeito anti-competitivo; com ambições distorcidas; sem carrão, mansão, "contona" bancária, comendas, fama, influência, status, nominatas.
Agora com licença; preciso tirar uma sonequinha, pois não sou de ferro e meu planinho de saúde não cobre terapias para corrigir problemas que um bom soninho corrige. Ademais, preciso mesmo cuidar bem do corpo e da psique, uma vez que decidi não adoecer física e mentalmente numa peleja insana para pagar, entre outros itens, um grande plano de saúde que não poderá juntar os cacos de quem terá se matado ou simplesmente não vivido exatamente para viver, dentro desse conceito massificado que se tem de vidão.
Cá com os meus botões, e para ninguém ouvir: vidão, mesmo, é a vidinha que levo neste mundinho particular onde vejo o nascer e o pôr do sol, tenho as rédeas do tempo e sei exatamente quem sou. Até mesmo porque não me confundo com toda essa gente que disputa entre si esse campeonato interminável de quem é mais. Mas isso é uma escolha minha... e não me torna especial... inclusive para minhas filhas, que certamente optarão por não serem acomodadas igual ao pai... e às quais desejo todo o sucesso.
Se tem uma coisa que eu, com meus gloriosos 19 anos, tenho de sobra são problemas pessoais e medos completamente desnecessários. Alguns até fazem sentido, outros claramente nasceram às três da manhã, quando a mente decide trabalhar contra você.
Eu tenho medo do futuro, por exemplo. Não do futuro distante, tipo velhinho alimentando pombos. Tenho medo do futuro próximo mesmo, daquele “e agora?”. Medo de não dar certo, de escolher errado, de olhar pra trás e pensar “era pra eu ter feito diferente”. Ao mesmo tempo, morro de medo de ficar parado. Ou seja, tenho medo de ir e medo de não ir. Coerência passou longe.
Também tenho o incrível talento de transformar pequenos problemas em grandes dramas internos. Uma mensagem sem resposta vira um filme de suspense. Um “a gente conversa depois” vira uma série de 12 temporadas na minha cabeça. E o pior é que, na maioria das vezes, não acontece absolutamente nada. Mas tenta explicar isso pro meu cérebro.
Tenho medo de não ser suficiente. Suficiente pra mim, pros outros, pra quem eu gosto. Medo de decepcionar, de falhar, de parecer perdido demais. O detalhe engraçado é que eu já estou perdido, então talvez esse medo seja só medo de confirmar o óbvio.
Financeiramente, finjo que sou tranquilo, mas qualquer conversa sobre dinheiro me dá vontade de rir de nervoso. Faço piada, brinco, digo “uma hora dá certo”, enquanto mentalmente calculo quantos anos vou levar pra ser minimamente estável. Spoiler: muitos.
Também tenho problemas com o famoso “pensar demais”. Penso tanto que canso. Penso no que falei, no que não falei, no que poderia ter falado melhor. Às vezes penso tanto que esqueço de viver. Outras vezes penso tanto que acabo rindo da situação, porque se não rir, dá vontade de deitar no chão e fingir que virei um tapete.
Mas nem tudo é drama. Eu rio dos meus próprios medos. Faço piada com minhas inseguranças. Brinco com o caos interno como se fosse um amigo inconveniente que aparece sem avisar. Afinal, se eu não rir de mim, quem vai?
No fim, meus problemas e medos andam comigo, mas não mandam em mim o tempo todo. Sou um jovem de 19 anos tentando entender a vida, errando bastante, acertando às vezes, e rindo sempre que dá. Porque se tem algo que eu aprendi cedo é que crescer é assustador, confuso… e absurdamente engraçado, se você olhar do jeito certo.
— Cyrox
Lembra-te…
Que eu te amei, mesmo quando eras apenas sombra nos meus pensamentos.
Amei-te na ausência, no silêncio que gritava teu nome,
na distância que não apagava tua essência.
Ainda assim, eu te amei.
Amei-te como quem guarda fogo no peito,
como quem se perde e se encontra na mesma lembrança.
E mesmo quando o tempo tentou roubar tua imagem,
eu te mantive vivo em cada suspiro,
em cada palavra não dita,
em cada madrugada que se vestia de saudade.
Lembra, porque eu não esqueço:
o amor que te dei não foi pequeno,
foi tempestade e calmaria,
foi ferida e cura,
foi eternidade em instantes.
Ainda assim… eu te amei.
De agora em diante
De agora em diante
Pelo meus sonhos vou lutar
Da minha vida vou cuidar
Mesmo que o desatino for distante
Se o fardo for pesado
Da opinião não vou largar
Se acrescenta irei priorizar
Saberei que nada foi achado
Agradar ao Grande Arquiteto
Que o amor não seja secreto
Andar com pés no chão
Que a vontade não desapareça
Fazer tudo antes que esqueça
Inda que for contra meu coração.
Ademir Missias
Promessa para os meus inimigos e para ou outros.
Até ao meu último sopro de vida irei lutar;
Irei utar para não quebrar alguém, para que alguém não sofra tanto;
Entendo o que é viver com o coração partido, jamais seria alarve para o fazer;
Irei sempre tentar preencher o meu coração vazio com o brilho dos olhos dos outros;
Talvez por mim, talvez por todos, quero ver os olhos tristes tornarem a sorrir; Por tudo isso irei lutar;
Sei que por mais que tente preencher o meu coração com o bem de outros será uma luta eterna pois terei momentos de alegria mas jamais serei outra vez feliz.
De qualquer forma lutarei até ao fim.
E neste ano...
Qual fera ferida irei arrancar do peito toda a força que há em mim;
E com ela irei esmagar meus inimigos.
Aqueles que já comigo se cruzaram,
Aqueles que olharam meus olhos doces,
Aqueles que ousaram pensar e agir...
Não sabendo quem sou mas como se nada fosse,
Os mesmos que por vezes me leem aqui,
Para verem se sucumbi ou se resisto,
E que entre medo, terror e pânico mostram as garras...os dentes,
Mas me dizem...olhe que eu sei escrever bem!...hum já dizem tudo!
Mas que bestas Deus colocou na terra!
E eu besta me defendo,
Escrevam, escrevamos todos,
Veremos quem ganha a guerra!
Agora que nos conhecemos todos.
Célia Carracha.
Amo meus contrastes...falo com firmeza,mas amo com ternura;
sou moderna,mas tenho valores tradicionais e inegociáveis.
Sinto ciúmes,mas respeito a liberdade;
sou protetora,mas amo ser cuidada.
Sou tempestade que não destrói -apenas lava;
Sou calmaria que não adormece,
apenas acolhe;
Carrego uma coragem antiga
e uma sensibilidade recém-nascida.
Não sou metade de nada —
sou inteira nas minhas dúvidas
e gigante nos meus afetos;
E quem me alcança,descobre que meus contrastes não são contradições,
são apenas o jeito mais sincero
que encontrei de existir.
Marydiana
Pode acreditar em mim, eu te amei — mesmo quando só havia teu rastro
no silêncio dos meus pensamentos,
mesmo quando a tua voz era um eco distante
e a tua presença, um mapa que eu desenhava à noite.
Amei-te como quem guarda um fogo em segredo,
sem pedir abrigo, sem cobrar retorno;
amei-te com a fome de quem conhece a própria sede,
com a coragem de quem planta flores no inverno.
Havia em mim um mar que te chamava pelo nome,
ondas que batiam nas pedras da saudade,
e cada lembrança tua era uma estrela acesa
no céu que eu tecia para não me perder.
Sei que te amei com a força dos rios que não se explicam,
com a paciência das raízes que sustentam árvores inteiras;
amei-te sem medida, sem trégua, sem testemunhas —
um amor que foi inteiro, mesmo quando só existia em mim.
Guardo esse amor como quem guarda um segredo sagrado:
não para esconder, mas para lembrar que fui capaz
de amar com toda a pele, com toda a voz, com todo o tempo.
Lembra — eu te amei, e esse amor ainda me habita.
A sombra do meu pecado me trai — um vulto que conhece meus passos antes de eu os dar.
Atrai-me para o submundo onde a escuridão tem voz e os nomes se desfazem,
um convite sem luz, uma promessa que cheira a ferro e a lama.
Somos dois náufragos: eu e essa sombra que me habita,
invisíveis aos olhos que ainda acreditam em salvação.
Envolvidos como raízes emaranhadas, presos no pântano do desejo,
onde o tempo apodrece e as horas se tornam moscas.
Caímos sem alarde, amordaçados pela própria culpa,
a boca cheia de terra, o grito reduzido a um eco de ossos.
A decomposição não é só do corpo — é do nome que eu dava às coisas,
do mapa que traçava para me encontrar, agora rasgado e úmido.
Há um frio que não passa, uma sede que não se sacia;
cada passo afunda mais, cada lembrança vira lodo.
E, no entanto, há uma clareira de silêncio dentro desse breu,
um lugar onde a traição aprende a dizer o seu próprio nome.
Não peço perdão — não ainda — porque o perdão exige luz que não trago.
Quero apenas ver, por um instante, a sombra desvelada:
que se revele inteira, sem disfarces, para que eu saiba com quem divido o corpo.
Se a escuridão é casa, que seja ao menos honesta;
se o pântano é prisão, que me mostre a porta que não consigo ver.
E se a decomposição é destino, que me ensine a colher do próprio fim
a semente que, talvez, um dia, resista e floresça na lama.
"E de repente sou surpreendido com uma mensagem que mudou o rumo de meus dias, aquela notificação preferida, aquela pessoa que você não consegue mais parar de pensar um só segundo, sabe aquela alma gêmea que você deixou em outra vida e agora se reencontraram? Poies, foi assim, num instante onde eu não queria mais nada, aquele olhar penetrante, aquela troca de carinho virtual, tomou de conta de mim, apaixonado? Não, amando mesmo casa detalhe cada segundo, de uma mulher incrivelmente linda, aquela que você não saberia descrever com palavras, aquela que não se encontra nem em livros de contos de fadas, hamram ela existe e agora me chama de amor" 💞
Nanda ❤️
"A doce madrugada.
As vezes fria e gelada.
A madrugada.
Amiga incansável, ouve meus pesares, atenta e calada.
É doce a madrugada.
Por quantas vezes o teu perfume não me lembrou o da mulher amada?
Ah madrugada.
Quantas vezes deixou gelada e secou-me do rosto cada lágrima?
Solitária é a madrugada.
Mas ainda sim acolhe a quem nela busca um refúgio pra alma.
Madrugada, traz calma à minha mente perturbada.
Madrugada, faço de ti minha companheira amarga.
Peço-lhe madrugada, me leve o frio e traga-me a o calor da alvorada..."
"Como eu queria, o descampado e o pôr do sol ao fundo.
Um beijo, um abraço e, em meus braços, o meu mundo.
Como eu queria, o fim de tarde, enfrentar a noite sem preocupações, as velas, o jantar e, sobre mim, sua pele, o veludo.
Eu queria tanto, mas meu querer é tão pouco e, para tê-la, eu daria tudo.
O negro dos seus olhos, o castanho do cabelo, o rosa da boca, o olhar taciturno.
A madrugada me invade, lembro de ti, meu peito acelera, eu sei que deveria, mas não te repugno.
Imagino nós dois, tolice minha, velejo nas lembranças e, uma vez e outra mais, me afundo.
Você é a única mulher que amei, a única mulher que amo e, mais uma vez, me puno.
Me puno, por não esquecer o que deveria ter sido esquecido, não matar o que jamais deveria ter nascido, ter temido, o do nosso amor, o luto.
Me pego reflexivo: não é amor, nunca foi, não pode ser, é algo absurdo.
Talvez seja uma doença, uma insanidade, uma psicose, um surto.
Ao vê-la, eu deveria ter sido cego; ao ouvi-la, sido surdo.
Olho para a árvore do nosso sentimento, não a reconheço, seca, esquálida, morta, com galhos tortuosos e, nem mesmo, quando fora vívida, dera algum fruto.
Talvez, o nosso fim, tenha sido culpa minha, confesso, que, por vezes, sou deveras obtuso.
Nunca almejei riquezas, sou um homem simples, o pouco pra mim é luxo.
Tudo que eu queria, era somente aquele descampado, você em meus braços e o pôr do sol ao fundo..."
Pedi ao Papai Noel:
-que me lembre de usar mais os meus ouvidos do que a minha boca
pois ouvindo os meus amigos posso fazer algo. Falando serão apenas palavras!
-que me dê firmeza no meu andar
pois sei que se exercitar os meus passos estarei mais forte e não me deixarei cair, mas se cair terei forças suficientes pra levantar!
-que me dê uma saúde impecável
para que eu possa trabalhar dia-a-dia e vencer pelo meu próprio esforço!
-que a minha casa seja firme
pois sei que se provações vierem, lá será a minha fortaleza e o meu refúgio!!!
Por fim pedi muito paz, beleza, dinheiro, amor e talento pro meus inimigos, pois assim talvez quem sabe eles sosseguem e vivam a vida deles felizes como eu sou!!!
Onde quer que eu esteja, e para onde quer que o meu Deus decida conduzir meus passos, carregarei comigo a lembrança viva de que tudo nasceu aqui.
Neste lugar — banhado pelo luar e vigiado pelos astros silenciosos — ergui minha voz em uma oração singela, porém infinita:
“Conduze-me, Jesus… que minha vida seja o eco da Tua vontade plena.”
Finalmente meus 40 anos...
Já não é mais a fase dos 20, nem tão pouco dos 30 é a fase tão esperada dos 40 anos...
Acumulei de maneira perfeita, a experiência e a juventude o que me fez dominar a arte, gestão da minha essência, somando vida aos anos que desfrutei e ainda os que tenho neste novo ciclo a desfrutar.
Finalmente o tão esperado momento dos meus 40 anos, onde deixo pegadas por onde caminho, fazendo-se dona dos meus passos.
E com maturidade sinto que piso mais forte, transmitindo segurança para si mesma e conseguindo me conectar com minha estabilidade emocional e pessoal que hipnotiza.
São muitas marcas do passado, é necessário muito amor para curar as feridas e as decepções.
Porém é necessário ser estratégica, tomadas de decisões sábias para lidar com cada momento.
Minhas prioridades não são as mesmas de dez anos atrás, e provavelmente vão mudar daqui a um tempo. A vida é uma constante mudança, e eu demorei para entender isso. Antes eu queria manter minha coerência, sustentar tudo em que eu acreditava. Mas aos 40 anos, compreendi que crenças mudam, que o que parece certo num dia, pode não ser no outro. Está tudo bem mudar de opinião, porque, conforme adquirimos mais conhecimento, essa é a tendência. Minha única prioridade imutável é ser feliz.
Aos meus 40 anos, sejam muito bem-vindos.
Confesso que tinha medo dessa idade e dos efeitos colaterais que ela pudesse trazer, mas decidi que não são números que vão decidir a trajetória dos meus anos. Neste aniversário, resolvi refletir sobre a vida e em como é maravilhosa vivê-la. Não irei me preocupar, apenas viverei um dia de cada vez, como deve ser feito.
Agradeço a mim pela mulher que me tornei, felicidades neste meu novo ciclo.
Meus 40 anos...
Que os anos que chegam sejam meus,
não apenas contados, mas vividos.
Com a alma aberta ao vento,
e o coração repousando tranquilo.
Cada erro que me feriu,
cada acerto que me ergueu,
são degraus que me trouxeram
até este instante verdadeiro.
Quero o tempo como companheiro,
não como dono ou carcereiro.
Quero a vida inteira em versos,
mesmo nos dias mais dispersos.
E se o futuro me chamar,
que seja para dançar com ele,
com paz nos olhos,
e esperança nas mãos.
