Textos Lindo de Amor
AMOR:A MAIOR FORÇA DO MUNDO
O mundo é realmente lindo, habitável e fraterno quando for visto pelos olhos do amoir.
Há uma década, os homens inventaram uma nave maravilhosa que os transportou até a lua. Fabricaram depois outras naves que continuam percorrendo os espaços siderais e seguirão além da nossa galáxia. Os homens inventaram milhões de coisas mirabolantes, como por exemplo, os sofisticados computadores, os satélites artificiais, assim por diante.
Mas, a invenção mais estupeda foi o amor.
O amor é a razão de ser da existência humana e da existência do mundo.
Você foi imaginado por amor, nasceu por amor e vive por amor e no amor.O amor é a substância vital da sua existência.
A sua vida, cada passo, cada respiração, cada gesto tem maior ou menor sentido de acordo com a densidade de amor existente em você.
Quando você tem o coração iluminado, aquecido e colorido pelo amor, o mundo é lindo, é um milagre maravilhoso que se renova em cada coisa a cada momento.
Quem ama, sente a poesia do entardecer, a nostalgia profunda de uma garça pousada à beira de um lago; sente a emoção misteriosa de uma noite de luar a estender résteas de prata pelos telhados, pelas árvores e pelos rios; sente a grandeza majestosa das montanhas erguidas para o céu em silenciosa oração; quem ama, enfim, sente a vida e vive-a em toda a sua plenitude.
Creio no amor...
(Nilo Ribeiro)
Vi que o amor é lindo,
ele não tem interesse,
o coração está sorrindo,
queria que você cresse
o pretérito é imperfeito,
a frase é sem sujeito,
mas o amor está no peito,
por isso estou satisfeito
a palavra não dá conta,
ela não consegue expressar,
o sentimento que em mim se encontra,
não há como dimensionar
não é exorbitante,
nem mesmo exagero,
meu amor é gigante,
maior que o mundo inteiro
eu te amo,
já está declarado,
meu amor eu te chamo,
para o meu mundo encantado...
O lindo do amor é quando encontramos em alguém a capacidade de nos transformar em tudo de melhor que podemos ser.
Encarando a outra de maneira real e sincera, aceitando suas qualidades sabendo também dos seus defeitos.
O lindo do amor não é se envolver com a pessoa perfeita, e sim com quem nos completa e nos transforma sempre naquilo que há de melhor eternamente.
Seu Amor
Teu lindo sorriso, me deixa louca.
Seu abraço quente e confortável es o meu abrigo.
Tu eres meu raio de sol, es a minha única estrela brilhante.
Tua melodiosa voz, soa suave, como uma doce e bela canção.
Tua maravilhosa companhia, es a calmaria onde meu coração se purifica._
Vejo em ti, um espledor magnífico. Um brilho somente seu.
Minha admiração por ti, es grande, e percorre o caminho mais florido.
Uma grande luz de felicidade iluminou minha alma padecida.
Sinto-me liberta dos cáceres que minha mente aprisionava-me.
Sinto a paz que faltava em mim.
Fostes tu, quem me soltaste de minha prisão.
Teu amor me libertou! Meu anjo, meu grande amor; serei eternamente grata a ti.
LUZES D`ALMA
(Ademir Ladislau)
Quando o amor nasce da alma;
Trás em seu esboço, um sonho lindo;
Que num foco de luz, vai construindo;
Uma fonte de prazer, que nos acalma!
Acelera o coração e nos embala;
Numa viagem de paz, doce e divina;
Onde o aprendizado, nos ensina;
Que o amor... é a voz que não se cala!
E só produz amor, quem sente amor;
Com toda intensidade e fulgor;
Na concepção mais ampla da verdade!
Não há um sentimento mais profundo;
Capaz de encantar e elevar o mundo;
Gerando em cada ser... felicidade!
O Amor é lindo faz a gente sofrer
faz a gente chorrar faz até a gente se orgulhar mas tem uma coisa no amor que é feia se separar por isso você se tem um amor e não falou nada a ele procure falar por que se não vem as tristezas dele ele ficar com outro(a)
Então fale logo a ele o que você sente por que depois ele se depede e vai embora
Um lindo verso é sinal de progresso,
O amor e a dor são companheiros,
Mistérios que vêm desde da criação do universo,
Tristes lembranças que nos fazem prisioneiro.
Prisioneiro de antigas recordações,
Que insistem em ativar aquele velho medo,
São labirintos da solidão,
Caixa secreta de tantos segredos.
Segredos e histórias,
Mistérios e enigmas,
Derrotas e vitórias,
Vertigens e estigmas.
O céu é o paraíso,
O inferno local de prantos,
A lucidez do meu juízo,
Se perde na magia de teus encantos.
Eu me perco em teus segredos,
Me reencontro em teus carinhos,
Da solidão eu tenho medo,
Busco abrigo em teu ninho.
Eu seria apenas um intervalo,
Sem você nesse mundo triste,
Não me canso e não me calo,
Sou apenas um guerreiro que resiste.
Que resiste a dor da sua ausência,
Do silêncio da sua voz linda,
Dos caprichos de uma inocência,
Desse mundo esquálido sem tinta.
Amor,
Você é lindo, minha alegria.
Luz que ilumina, sorriso que contagia.
Seu amor é a minha maior riqueza. Sou muito feliz ao seu lado. Você é sensível, sincero, gentil, inteligente, divertido. Um pouco autoritário, mas mesmo assim, perfeito pra mim.
Meu maior desejo é você, quero tudo de você.
Quero ver você chato, cansado, nervoso, irritado, quero você todos os dias, com sorrisos ou com lágrimas, sempre de mãos dadas. Quero você por inteiro, sendo você. Que por sua transparência consegue me surpreender a cada momento. Seu amor é o meu amor, seu sentimento é o meu. Nosso amor só cresce e fortalece, confiar na gente, confiar em Deus. Tudo tem seu tempo e o seu momento. Ontem não consegui te agradecer, então mesmo com atraso hoje te agradeço por tudo que você é. Te agradeço por cuidar de mim. Te agradeço por me amar, te agradeço por me acolher por inteiro com todos as minhas imperfeições. Te agradeço por ser um anjo de luz na minha vida. Te agradeço por me fazer sorrir. Te agradeço por me fazer arrepiar e suspirar ao te ouvir. Te agradeço por ter paciência comigo. Te agradeço por ser meu amor. E acredite vou te fazer cada dia mais feliz, pra sempre te cuidar e te amar.
Eu te amo cada dia mais.
Mil beijos e abraços sem fim. ❤️
Esse poeminha fofo é do meu amor lindo.
A universidade e um adeus
Finalmente chegou o leão artroz!
Acabou os mares floridos e a juventude eterna;
acabou o sonho doce;
não se tem mais noticia do pé de moleque.
Amadurecerás como nunca, ou morrerás tentando.
Estou sendo dramático? Claro que estou...
Jujuba virou limão;
reza virou consolo;
não engulhe, engula!
Estou sendo irônico? Claro que estou...
Na poesia não poeta;
de cor preta e branca;
de doce salgado;
aqui deixo o meu chão...
Duro e caspento;
mas parece cimento...
No cultivo deste chão a safra ficou magra;
não chovia, não perdurava;
damos valores a perdas, ignoramos os ganhos.
em fim chegou e já era hora.
Amiga o problema não é meu;
o que era pra acontecer aconteceu;
foi assim que escolheu.
Sem um abraço, nem um beijo;
apenas minhas palavras de pouco gracejo;
deixo meu adeus...
O Amor é o sentimento mais lindo que o ser humano pode ter, é ele que muda os corações, aproxima as pessoas, nos da alegria...
Mas o que me chama mais atenção no amor é quando amamos alguém! Você pode olhar nos olhos da pessoa amada(o) e conseguimos através de um simples olhar, sorriso...tudo que estamos sentindo, como eu sempre falo : Tudo no Olhar.
O difícil entao é quando não somos notados, quando você passa sem ser percebido, dá vontade de revelar tudo oq estamos sentindo, mais fica aquele medo : '' Para garantir que sempre teremos aqueles sorrisos, olhares sinceros'' . Parace que é isso que nos conforta, nao é ?
Um dia mais que lindo
que sempre será lembrado
O início de um AMOR
que jamais será explicado.
Esse AMOR é diferente,
muito raro de se ver
É algo tão intenso
que me prende a você.
AMOR tão incomum
que invadiu meu CORAÇÃO
Me fez muito FELIZ
e me tirou da solidão.
Solidão angustiante
que feria o meu "EU"
Mas desse dia em diante
meu CORAÇÃO lhe pertenceu.
Mas só quero lhe pedir
pra dele, bem cuidar
Pois daquele dia em diante
ele só soube TE AMAR!
Ei! Você aceita fugir, para bem longe?
Aonde só haverá apenas nós...
Aonde nosso lindo amor não será pecado
Sem julgamentos, sem medos, sem dor
Não aguento mais não poder toca-lo sem temer algo
Então pegue minha, e vamos ver o por do sol bem longe de tudo
Quero sentir seu coração batendo juntamente ao meu em uma sintonia perfeita.
No inverno meu braços vão te aquecer
No verão vão de deixar mais quente
No outono ira te confortar
Eu te prometo, meu príncipe.
Reflexão
O amor é realmente lindo, o toque é lindo a conexão, o beijo, o abraço, as palavras ditas, todos os momentos são bons quando amamos a pessoa certa, mas dá mesma forma que o amor te leva ao céus, ele te leva ao inferno, é forte mais precisa ser dito, quando o amor é depositado na pessoa errada, ele te trás noites mal dormidas, insônia, noites e noites viradas, ansiedade, tristeza, falta de apetite, autoestima baixa, sentimento de insuficiência, e afins, a frase: " ninguém morre de amor", na minha opinião é irônica, quem já sentiu a dor de decepção, do desgosto, da crise de ansiedade as 3:30 da madrugada por conta de alguém sabe do que eu tô falando, o amor pode matar sim, do mesmo jeito que ele pode te dar vontade de viver ele pode tirar também... Então dou um concelho pra vcs , sejam loucos de amor por vcs mesmos, sejam doentes de amor por vocês mesmos, por que o próximo às vezes pode te causar tudo que vc não merece, então faça com que se um dia vc se entregar por completo e sair machucada (o) o seu amor próprio possa te curar, de todos os amores, o próprio foi o mais lindo que eu conheci, não deixem que uma decepção amorosa tirem a vontade de viver de vcs , não deixem que ela tire a vontade de conhecer pessoas novas, nem todo mundo é igual, ninguém está ileso ao erro.
Meu Deus como é lindo...
A pureza de um grande amor..
Que cativa sem pretensão de enganar
ou enganar-se...
Que conquista com a gentileza nas atitudes...
Com a doçura no olhar e carinho no falar...
Com a simplicidade na alma que se encanta
Com a outra alma...
Apenas com o único interesse de viver juntos
Para sempre,de cuidar e de amar...
Porque aonde existir a pureza do amor...
Há a presença da luz divina para abençoar..
E por toda a vida saber cativar o amor até se eternizar.
Ivânia D.Farias
O Amor de Dudu nas Águas
Estou virando uma menina
tornada mulherinha
com tanta coleirinha
de maturidade
ainda assim me sinto parida agora
tenra, maçã nova
nova Eva novo pecado.
Tudo gira e eu renasço menina
vestido curto na alma de dentro...
Deixo no mar os velhos adereços
a velha cristaleira, os velhos vícios
as caducas mágoas.
Nasce a mulher-menina de se amar
com água no ventre e no olhar.
Nasce a Doudou das Águas.
Virtudes Ociosas e Bolorentas
Mais que amor, dinheiro e fama, dai-me a verdade. Sentei-me a uma mesa onde a comida era fina, os vinhos abundantes e o serviço impecável, mas onde faltavam sinceridade e verdade, e com fome me fui embora do inóspito recinto. A hospitalidade era fria como os sorvetes. Pensei que nem havia necessidade de gelo para conservá-los. Gabaram-me a idade do vinho e a fama da safra, mas eu pensava num vinho muito mais velho, mais novo e mais puro, de uma safra mais gloriosa, que eles não tinham e nem sequer podiam comprar.
O estilo, a casa com o terreno em volta e o «entretenimento» não representam nada para mim. Visitei o rei, mas ele deixou-me à espera no vestíbulo, comportando-se como um homem incapaz de hospitalidade. Na minha vizinhança havia um homem que morava no oco de uma árvore e cujas maneiras eram régias. Teria feito bem melhor visitando-o a ele.
Até quando nos sentaremos nós nos nossos alpendres a praticar virtudes ociosas e bolorentas, que qualquer trabalho tornaria descabidas? É como se alguém começasse o dia com paciência, contratasse alguém para lhe sachar as batatas, e de tarde saísse para praticar a mansidão e a caridade cristãs com bondade premeditada!
A Falência do Prazer e do Amor
Terceiro Tema
I
Beber a vida num trago, e nesse trago
Todas as sensações que a vida dá
Em todas as suas formas [...]
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Dantes eu queria
Embeber-me nas árvores, nas flores,
Sonhar nas rochas, mares, solidões.
Hoje não, fujo dessa idéia louca:
Tudo o que me aproxima do mistério
Confrange-me de horror. Quero hoje apenas
Sensações, muitas, muitas sensações,
De tudo, de todos neste mundo — humanas,
Não outras de delírios panteístas
Mas sim perpétuos choques de prazer
Mudando sempre,
Guardando forte a personalidade
Para sintetizá-las num sentir.
Quero
Afogar em bulício, em luz, em vozes,
— Tumultuárias [cousas] usuais —
o sentimento da desolação
Que me enche e me avassala.
Folgaria
De encher num dia, [...] num trago,
A medida dos vícios, inda mesmo
Que fosse condenado eternamente —
Loucura! — ao tal inferno,
A um inferno real.
II
Alegres camponeses, raparigas alegres e ditosas,
Como me amarga n'alma essa alegria!
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Nem em criança, ser predestinado,
Alegre eu era assim; no meu brincar,
Nas minhas ilusões da infância, eu punha
O mal da minha predestinação.
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Acabemos com esta vida assim!
Acabemos! o modo pouco importa!
Sofrer mais já não posso. Pois verei —
Eu, Fausto — aqueles que não sentem bem
Toda a extensão da felicidade,
Gozá-la?
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Ferve a revolta em mim
Contra a causa da vida que me fez
Qual sou. E morrerei e deixarei
Neste inundo isto apenas: uma vida
Só prazer e só gozo, só amor,
Só inconsciência em estéril pensamento
E desprezo [...]
Mas eu como entrarei naquela vida?
Eu não nasci para ela.
III
Melodia vaga
Para ti se eleva
E, chorando, leva
O teu coração,
Já de dor exausto,
E sonhando o afaga.
Os teus olhos, Fausto,
Não mais chorarão.
IV
Já não tenho alma. Dei-a à luz e ao ruído,
Só sinto um vácuo imenso onde alma tive...
Sou qualquer cousa de exterior apenas,
Consciente apenas de já nada ser...
Pertenço à estúrdia e à crápula da noite
Sou só delas, encontro-me disperso
Por cada grito bêbedo, por cada
Tom da luz no amplo bojo das botelhas.
Participo da névoa luminosa
Da orgia e da mentira do prazer.
E uma febre e um vácuo que há em mim
Confessa-me já morto... Palpo, em torno
Da minha alma, os fragmentos do meu ser
Com o hábito imortal de perscrutar-me.
V
Perdido
No labirinto de mim mesmo, já
Não sei qual o caminho que me leva
Dele à realidade humana e clara
Cheia de luz [...] alegremente
Mas com profunda pesadez em mim
Esta alegria, esta felicidade,
Que odeio e que me fere [...]
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Sinto como um insulto esta alegria
— Toda a alegria. Quase que sinto
Que rir, é rir — não de mim, mas, talvez,
Do meu ser.
VI
Toda a alegria me gela, me faz ódio.
Toda a tristeza alheia me aborrece,
Absorto eu na minha, maior muito Que outras
[...]
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Sinto em mim que a minha alma não tolera
Que seja alguém do que ela mais feliz;
O riso insulta-me, por existir;
Que eu sinto que não quero que alguém ria
Enquanto eu não puder. Se acaso tento
Sentir, querer, só quero incoerências
De indefinida aspiração imensa,
Que mesmo no seu sonho é desmedida ...
VII
tua inconsciência alegre é uma ofensa
para mim. O seu riso esbofeteia-me!
Tua alegria cospe-me na cara!
Oh, com que ódio carnal e espiritual
escarro sobre o que na alma humana
Fria festas e danças e cantigas...
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Com que alegria minha, cairia
Um raio entre eles! Com que pronto
Criaria torturas para eles
Só por rirem a vida em minha cara
E atirarem à minha face pálida
O seu gozo em viver, a poeira — que arda
Em meus olhos — dos seus momentos ocos
De infância adulta e tudo na alegria!
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Ó ódio, alegra-me tu sequer!
Faze-me ver a Morte. roendo a todos,
Põe-me ria vista os vermes trabalhando
Aqueles corpos! [...]
VIII
Triste horror d'alma, não evoco já
Com grata saudade, tristemente,
Estas recordações da juventude!
Já não sinto saudades, como há pouco
Inda as sentia. Vai-se-me embotando,
Co'a força de pensar, contínuo e árido,
Toda a verdura e flor do pensamento.
Ao recordar agora, apenas sinto,
Como um cansaço só de ter vivido,
Desconsolado e mudo sentimento
De ter deixado atrás parte de mim,
E saudade de não ter saudade,
Saudades dos tempos em que as tinha.
Se a minha infância agora evoco, vejo
— Estranho! — como uma outra criatura
Que me era amiga, numa vaga
Objetivada subjetividade.
Ora a infância me lembra, como um sonho,
Ora a uma distância sem medida
No tempo, desfazendo-me em espanto;
E a sensação que sinto, ao perceber
Que vou passando, já tem mais de horror
Que tristeza [...]
E nada evoca, a não ser o mistério
Que o tempo tem fechado em sua mão.
Mas a dor é maior!
IX
Ó vestidas razões! Dor que é vergonha
E por vergonha de si-própria cala
A si-mesma o seu nexo! Ó vil e baixa
Porca animalidade do animal,
Que se diz metafísica por medo
A saber-se só baixa ...
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Ó horror metafísico de ti!
Sentido pelo instinto, não na mente!
Vil metafísica do horror da carne,
Medo do amor...
Entre o teu corpo e o meu desejo dele
'Stá o abismo de seres consciente;
Pudesse-te eu amar sem que existisses
E possuir-te sem que ali estivesses!
Ah, que hábito recluso de pensar
Tão desterra o animal que ousar não ouso
O que a [besta mais vil] do mundo vil
Obra por maquinismo.
Tanto fechei à chave, aos olhos de outros,
Quanto em mim é instinto, que não sei
Com que gestos ou modos revelar
Um só instinto meu a olhos que olhem ...
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Deus pessoal, deus gente, dos que crêem,
Existe, para que eu te possa odiar!
Quero alguém a quem possa a maldição
Lançar da minha vida que morri,
E não o vácuo só da noite muda
Que me não ouve.
X
O horror metafísico de Outrem!
O pavor de uma consciência alheia
Como um deus a espreitar-me!
Quem me dera
Ser a única [cousa ou] animal
Para não ter olhares sobre mim!
XI
Um corpo humano!
Às vezes eu, olhando o próprio corpo,
Estremecia de terror ao vê-lo
Assim na realidade, tão carnal.
XII
................................................. Sinto horror
À significação que olhos humanos
Contém...
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Sinto preciso
Ocultar o meu íntimo aos olhares
E aos perscrutamentos que olhares mostram;
Não quero que ninguém saiba o que sinto,
Além de que o não posso a alguém dizer...
XIII
Com que gesto de alma
Dou o passo de mim até à posse
Do corpo de outros, horrorosamente
Vivo, consciente, atento a mim, tão ele
Como eu sou eu.
XIV
Não me concebo amando, nem dizendo
A alguém "eu te amo" — sem que me conceba
Com uma outra alma que não é a minha
Toda a expansão e transfusão de vida
Me horroriza, como a avaro a idéia
De gastar e gastar inutilmente —
Inda que no gastar se [extraia] gozo.
XV
Quando se adoram, vividos,
Dois seres juvenis e naturais
Parece que harmonias se derramam
Como perfumes pela terra em flor.
Mas eu, ao conceber-me amando, sinto
Como que um gargalhar hórrido e fundo
Da existência em mim, como ridículo
E desusado no que é natural.
Nunca, senão pensando no amor,
Me sinto tão longínquo e deslocado,
Tão cheio de ódios contra o meu destino. —
De raivas contra a essência do viver.
XVI
Vendo passar amantes
Nem propriamente inveja ou ódio sinto,
Mas um rancor e uma aversão imensos
Ao universo inteiro, por cobri-los.
XVII
O amor causa-me horror; é abandono,
Intimidade...
... Não sei ser inconsciente
E tenho para tudo [...]
A consciência, o pensamento aberto
Tornando-o impossível.
E eu tenho do alto orgulho a timidez
E sinto horror a abrir o ser a alguém,
A confiar n’alguém. Horror eu sinto
A que perscrute alguém, ou levemente
Ou não, quaisquer recantos do meu ser.
Abandonar-me em braços nus e belos
(Inda que deles o amor viesse)
No conceber do todo me horroriza;
Seria violar meu ser profundo,
Aproximar-me muito de outros homens.
Uma nudez qualquer — espírito ou corpo —
Horroriza-me: acostumei-me cedo
Nos despimentos do meu ser
A fixar olhos pudicos, conscientes.
Do mais. Pensar em dizer "amo-te"
E "amo-te" só — só isto, me angustia...
XVIII
[...] eu mesmo
Sinto esse frio coração em mim
Admirado de ser um coração
Tão frio está.
XIX
Seria doce amar, cingir a mim
Um corpo de mulher, mais frio e grave
e feito em tudo, transcendentalmente
O pensamento agrada-me, e confrange-me
Do terror de perto, e [junto]
Em sensação ao meu, um outro corpo.
Gelada mão misteriosa cai
Sobre a imaginação [...]
XX
É isto o amor? Só isto? [...]
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Sinto ânsias, desejos,
Mas não com meu ser todo. Alguma cousa
No íntimo meu, alguma cousa ali
— Fria, pesada, muda — permanece.
[P'ra] isto deixei eu a vida antiga
Que já bem não concebo, parecendo
Vaga já.
Já não sinto a agonia muda e funda
Mas uma, menos funda e dolorosa,
[Bem] mais terrível raiva [...]
De movimentos íntimos, desejos
Que são como rancores.
Um cansaço violento e desmedido
De existir e sentir-me aqui, e um ódio
Nascido disto, vago e horroroso,
A tudo e todos...
XXI
— Amo como o amor ama.
Não sei razão pra amar-te mais que amar-te.
Que queres que te diga mais que te amo,
Se o que quero dizer-te é que te amo?
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Quando te falo, dói-me que respondas
Ao que te digo e não ao meu amor.
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Ah! não perguntes nada; antes me fala
De tal maneira, que, se eu fora surda,
Te ouvisse todo com o coração.
Se te vejo não sei quem sou: eu amo.
Se me faltas [...]
... Mas tu fazes, amor, por me faltares
Mesmo estando comigo, pois perguntas —
Quando é amar que deves. Se não amas,
Mostra-te indiferente, ou não me queiras,
Mas tu és como nunca ninguém foi,
Pois procuras o amor pra não amar,
E, se me buscas, é como se eu só fosse
Alguém pra te falar de quem tu amas.
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Quando te vi amei-te já muito antes:
Tornei a achar-te quando te encontrei.
Nasci pra ti antes de haver o mundo.
Não há cousa feliz ou hora alegre
Que eu tenha tido pela vida fora,
Que o não fosse porque te previa,
Porque dormias nela tu futuro.
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E eu soube-o só depois, quando te vi,
E tive para mim melhor sentido,
E o meu passado foi como uma 'strada
Iluminada pela frente, quando
O carro com lanternas vira a curva
Do caminho e já a noite é toda humana.
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Quando eu era pequena, sinto que eu
Amava-te já longe, mas de longe...
.....................................................................
Amor, diz qualquer cousa que eu te sinta!
— Compreendo-te tanto que não sinto,
Oh coração exterior ao meu!
Fatalidade, filha do destino
E das leis que há no fundo deste mundo!
Que és tu a mim que eu compreenda ao ponto
De o sentir...?
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XXII
Pra que te falar? Ninguém me irmana
Os pensamentos na compreensão.
Sou só por ser supremo, e tudo em mim
É maior.
XXIII
Reza por mim! A mais não me enterneço.
Só por mim mesmo sei enternecer-me,
Soba a ilusão de amar e de sentir em que forçadamente me detive.
Reza por mim, por mim! Eis a que chega
A minha tentativa [em] querer amar.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
A Fome e o Amor
A um monstro
Fome! E, na ânsia voraz que, ávida, aumenta,
Receando outras mandíbulas a esbangem,
Os dentes antropófagos que rangem,
Antes da refeição sanguinolenta!
Amor! E a satiríasis sedenta,
Rugindo, enquanto as almas se confrangem,
Todas as danações sexuais que abrangem
A apolínica besta famulenta!
Ambos assim, tragando a ambiência vasta,
No desembestamento que os arrasta,
Superexcitadíssimos, os dois
Representam, no ardor dos seus assomos
A alegoria do que outrora fomos
E a imagem bronca do que inda hoje sois!
Amor é um brado afeito
Que Deus no Mundo pôs e a Natureza
Para aumentar as coisas que criou.
De amor está sujeito
Tudo quanto possui a redondeza;
Nada sem este efeito se gerou.
Por ele conservou
A causa principal o Mundo amado
Donde o pai famulento foi deitado.
As coisas ele as ata e as conforma
Com O Mundo,e reforma
A matéria. Quem há que não o veja?
Quanto meu mal deseja, sempre forma.
