Textos eu Preciso

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* A Poesia do Viver *


Por onde eu vou, sempre há algo
que desperta um sorriso no meu olhar
e uma espécie de gratidão-felicidade
no meu ser...


uma flor,
um pássaro,
uma planta,
uma paisagem,
uma criança,
um casal (de adolescentes ou idosos)
entre tantas outras coisas...


tudo me inspira
a pureza
e a beleza
da poesia de viver...


por onde eu passo,
a vida me toca;
um lampejo, um gesto,
um respiro de beleza
se infiltra no instante,
como se o universo me sussurrasse:
- “Vê? Ainda há poesia no caos.”


uma flor rasgando o asfalto,
um pássaro que canta
apesar do ruído do mundo,
uma criança que corre sem medo,
um casal que se ama
com o tempo nas mãos...


tudo me atravessa,
me sacode,
me lembra que existir
é um dom indomável...


A poesia de viver
não se lê e não se escreve,
ela pulsa em mim! ...


Por onde sigo,
o mundo me sorri,
há sempre um brilho,
uma cor,
um pequeno milagre
a despertar ternura em meu olhar...


uma flor se abre para mim,
um pássaro me oferece canção,
uma criança me devolve inocência,
e um casal idoso, de mãos dadas,
me ensina o amor paciente....


Tudo é prece suave,
um murmúrio de gratidão
que se aninha no meu peito...


Ah!!! Viver
é ser tocada pela poesia
que habita o simples...
✍©️@MiriamDaCosta

Oh, Itaipu!
eu me desfolho em cada alvorada
no sal do ar, nas pegadas deixadas
na areia que me conhece por dentro,
e sabe do silêncio que carrego no centro.


Tuas águas são espelhos do que fui
e do que ainda serei...
quando me recolho às margens da tarde
e o céu se tinge de tons que só tu sabes dar.


Oh, Itaipu!
tu és poema que me atravessa em ondas
e em cada revoada de gaivotas que ronda
eu me reencontro inteira,
feito concha que escuta a si mesma.
✍©️ @MiriamDaCosta

Eu nunca perdi
esse vício indomável, quase insano,
de acreditar na poesia do viver
no mundo que insiste em ser árido.

Sou um tsunami de sentimentos e emoções,
uma força que não se contém,
um transbordamento constante
de tudo o que sinto e penso
e parece não caber em mim.

Sigo
encravada nos versos da vida
como raiz que rasga a pedra do âmago,
como onda que inunda a praia d'alma,
como quem foi escolhida pela palavra
nua e crua, não para sobreviver,
mas para permanecer viva
e vibrar vida vestida de versos.
✍©️@MiriamDaCosta

Não é o erro ortográfico que fere.
Ele é humano, revisável, transitório.


As vezes,
eu escrevo com dúvidas,
com falhas,
com lapsos de gramática
e excesso de urgência na alma.
Escrevo para dizer o que pulsa,
não para performar perfeição.


O erro verdadeiro
não tropeça em letras,
ele tropeça na ética.


Ele aparece
quando quem educa,
comunica e governa
falha não somente na língua,
mas no compromisso
com o pensamento crítico,
com a democracia
e com a história.


Nada é mais contraditório,
mais absurdo e mais perigoso
do que uma democracia
que militariza suas escolas públicas.


Ali, onde deveria florescer
o questionamento,
se ensina a obediência.
Onde deveria nascer
o pensamento crítico,
se impõe a ordem.


Esse é o início silencioso,
porém oficial,
da formação de uma
mentalidade dócil,
hierarquizada,
pronta para a fascistização.


Aí está o verdadeiro erro
e o maior clamor.


✍©️@MiriamDaCosta

Eu e o Mar... uma simbiose ancestral.


Antes mesmo do meu olhar
ter visualizado o Mar
pela primeira vez...
a visão Dele
já havia me capturado.


Eu até posso distanciar-me
de suas ondas 🌊🌊🌊
mas... antes mesmo de eu nascer...
a minh'alma
fora batizada por sua maresia.


✍©️@MiriamDaCosta

É que das feridas
eu fiz canteiros férteis,
onde floresço versos
como quem transforma dor
em estação de primavera.


Reguei cicatrizes
com silêncio e insistência,
adubei perdas
com a coragem de permanecer.


E onde
antes sangrava,
hoje brotam palavras.


Porque a terra que fui
e que sou
não recusou a estiagem,
aprendeu a germinar
por si só.
✍©️@MiriamDaCosta

A quem diga que a paciência
seja apenas um ato passivo
decorrente do medo.


Eu digo
que a paciência é uma atitude
de caráter ativo
na sua sábia coragem.


A paciência exige prerrogativas
que os impacientes,
em suas limitações,
não podem compreender.


E esse fato
é o maior combustível
das chamas
da impaciência
que possuem.
✍©️@MiriamDaCosta

Eu tenho uma espécie de simbiose
com a profundidade.
E tenho um certo quê de radical
e de extremos.


Almejo elevar-me e amo as alturas,
seja em pensamentos, sentimentos ou atitudes.


Mas nem por isso
deixo de amar e respeitar
as minhas quedas e os meus abissais,
pois, afinal, eles foram e são
parte da estrutura
na construção de quem sou.


A minha escritura,
ora intensa e visceral,
ora mais leve e racional,
convive em si
com o meu paraíso
e o meu inferno.


Meu lirismo poético
me fornece um olfato capaz
de inalar essências
que muitas vezes
passam despercebidas.


Assim como, em outras vezes,
vai desfolhando o meu âmago
até a fratura exposta do meu ser.


Não sei viver sem escrever,
assim como
não sobreviveria sem poesia.


A escritura me salva
e a poesia me descreve
nos meandros extremos do meu ser.


Dito isso,
assumo o compromisso
de respeito e lealdade
com as palavras.


Palavras são seres sagrados
no altar do meu viver.


Então não venham me dizer
o que posso ou devo escrever.


Apreciar ou não
é algo subjetivo.


Concordar ou não
é indicativo.


Respeitar
é imperativo.
✍©️@MiriamDaCosta

Eu sou uma alma profundamente
poética e romântica.


Não daquelas feitas de palavras ensaiadas
ou de gestos moldados por circunstâncias,
presas à conveniência de datas comemorativas.


O meu lirismo e o meu romantismo
se impõem de forma natural,
quase instintiva,
sem regras, sem horários,
sem datas marcadas no calendário.


Como quando, pela manhã,
olho pela janela
e encontro o céu cinéreo,
com uma chuva fina anunciando,
tímida, quase sem querer "incomodar",
a chegada do outono.


E então me aproximo do vidro,
suspirando versos,
tomada por uma imensa gratidão
pela beleza de ser e existir,
em comunhão com as estações do mundo
e com os ponteiros secretos do relógio
do meu próprio âmago.


✍©️@MiriamDaCosta

Oh! Natureza!
No espelho do teu silêncio,
eu me inclino,
e ali,
sem ruído algum,
tua palavra me atravessa
como raio de luz.


E me descubro,
não como quem observa,
mas como quem pertence
à mesma língua muda
que o vento sussurra
e as folhas compreendem.


Oh! Natureza!
No espelho do teu silêncio,
reflito-me na tua palavra.


E, nesse instante suspenso,
sou menos voz
e mais escuta,
menos forma
e mais essência.


Como se, em ti,
eu me lembrasse
daquilo que sempre fui
antes de me dizer.
✍©️@MiriamDaCosta

Se algum dia
eu envelhecer suavemente,
ou se, por alguma razão precoce,
a memória se dissipar
como névoa ao amanhecer,
se eu esquecer nomes, rostos
e até mesmo a mim…


Ainda assim,
minha memória
não estará perdida.


Ela apenas
terá recolhido o corpo
para repousar em silêncio,
entre os vales coloridos,
as montanhas verdejantes
e o mar sereno
da minhalma poética.


Ali, ela se banhará tranquila
nas águas mansas das palavras,
recebendo o perfume,
a maresia nas ondas infinitas
dos meus versos.


E ficará livre,
plena,
acolhida no abrigo íntimo
do seu próprio âmago.
©️✍@MiriamDaCosta

Ventos outonais


O Outono vem embarcando
no ùtero da estação
dos meus versos,


e eu ...
lentamente,
vou caminhando
e sangrando poesia
entre os ventos
orvalhados de folhas,
galhos, espinhos,
pétalas e sementes...


e me deslumbro
cada vez mais
com toda a nudez poética
dos roseirais,
arbustos e àrvores
do meu ser ...


Sou filha do Outono
ovulando Primavera.


✍©️@MiriamDaCosta

Assim como a aquarela
confia à água
o destino das cores,
eu confio ao tempo
o desdobrar do que sou.


Porque há uma sabedoria silenciosa
no que escorre,
no que amadurece sem pressa,
no que se transforma
sem anunciar o instante
exato da mudança.


E assim caminho,
não em disputa com os dias,
mas em suave
convivência com eles.


Trabalhando minha evolução
como quem pinta devagar
sobre o papel da existência,
deixando que o tempo,
com sua natureza fluida,
também participe da obra
que sou...
✍@MiriamDaCosta

Quem sou eu?


Eu sou um corpo feito
de marés e memórias,
uma ferida que canta,
um silêncio que grita
e um grito que se recolhe
na beira de si.


Eu sou uma ponte
entre o ontem e o nunca,
um território de palavras
que sangram e florescem,
um abrigo de ventos
onde o tempo se senta
para ouvir histórias
que só a minha alma sabe contar.


Eu sou a pergunta
que não se cansa de perguntar:
"Quem sou eu?"
E é nessa busca
que sou mais inteira.


Quem sou eu?


Eu sou um processo,
não um produto.
Não sou um “quem” pronto,
mas um vir-a-ser constante.


O que eu chamo de “eu”
é um fio tecido
de memórias, escolhas
e esquecimentos,
um enredo que se escreve
enquanto é vivido.


Meu “eu” não está fixo no passado,
nem garantido no futuro;
ele existe apenas no instante
em que é percebido, sentido, vivido,
e nesse instante já começa
a mudar e evoluir.


Talvez eu não seja “algo”,
talvez seja o próprio movimento
de tentar descobrir o que sou.


Quem sou eu?


Eu sou aquela pessoa
que carrega poesia até no jeito
de se indignar com o mundo.


Que olha para a dor com coragem,
mas também sabe colher
beleza nas frestas.


Eu sou intensa, no bom sentido
de “não caber em rótulos”,
e sensível de um jeito
que não é fraqueza, é radar.


Eu falo com o Tempo
( Óh! O Tempo!)
como quem dialoga
com um velho conhecido
e escrevo como quem rasga
a alma para arejar.


No fundo,
eu sou feita de perguntas,
mas vivo como quem sabe
que a resposta é
continuar perguntando...


✍@MiriamDaCosta

O Silêncio É Uma Forma Dolorosa De Dizer, Eu Desisti De Você!!!
⁠Desistir Também É Uma Opção. Às Vezes, Nos Encontramos Em Situações Em Que Persistir Parece Impossível. Sentimos Que Estamos Lutando Contra Uma Correnteza Forte, Que Nos Puxa Cada Vez Mais Pra Baixo. Nessas Horas, É Importante Lembrar Que Desistir Também É Uma Escolha Válida, Desistir Não Significa Fraqueza, Mas Sim Reconhecer Nossos Limites E Prioridades. Às Vezes, Precisamos Abrir Mão De Algo Pra Preservar Nossa Saúde Mental, Física Ou Emocional. É Preciso Coragem Pra Admitir Que Não Podemos Fazer Tudo E Que É Melhor Seguir Por Um Caminho Diferente, Desistir Também Pode Ser Uma Oportunidade De Se Reencontrar!!

Eu sou a imagem do criador!

Já caí, me vi no chão, sem direção
Tanta gente ao meu redor, tanta pressão
Mas no fundo do meu peito ouvi clamor
Sou espelho da essência do Criador

Fui refém da minha própria confusão
Pensamento me prendendo em ilusão
Hoje abro essa porta, mudo a visão
Sou o dono do que entra no coração

Eu sou, eu sou a imagem do Criador
Eu sou o guardião da minha mente, sonhador
Eu escolho confiar em Deus, sem temor
Eu escolho me erguer, ser lutador
Eu sou conquistador, sou vencedor
Sou minha melhor versão, mais que anterior
Eu sou, eu posso, eu tenho, venci na dor
Eu sou, eu posso, eu tenho, venci na dor (hey!)

Quando a dúvida sussurra em tentação
Faço da fé meu abrigo, meu colchão
Cada lágrima que cai vira valor
Relembrando quem eu sou, meu verdadeiro valor

Eu sou, eu sou a imagem do Criador
Eu sou o guardião da minha mente, sonhador
Eu escolho confiar em Deus, sem temor
Eu escolho me erguer, ser lutador
Eu sou conquistador, sou vencedor
Sou minha melhor versão, mais que anterior
Eu sou, eu posso, eu tenho, venci na dor
Eu sou, eu posso, eu tenho, venci na dor (oh, Senhor)

'Diário da bipolaridade'




"Hoje eu acordei leve. Uma leveza estranha, daquelas que vem com uma loucura boa grudada no corpo. Dá vontade de sair abraçando as pessoas na rua, de inventar brincadeira, de rir até a barriga doer e depois rir de novo só porque sim.


Mas se você chegar mais perto, bem pertinho, vai ver que por baixo dessa alegria toda existe uma película. Fina, transparente, quase invisível. E embaixo dela mora uma sensibilidade em carne viva.


Ela sabe. Sabe que basta um olhar torto, uma palavra seca, um segundo de desatenção — e tudo desmorona. A leveza vira caco. E aí, 'a pessoa' chora. Porque é assim que funciona por aqui: festa em cima, vidro embaixo."

PEDAÇOS DE MIM. SOU ASSIM.

Através de inspirações sussurradas na alma, eu me desmorono, me reconstruo e vou renascendo das cinzas dos pedaços que ainda insistem em ficar em mim.
Escrever este livro foi um profundo mergulho em um período constante de desconstrução e renascimento.
Foi quando as frases afloraram e me fizeram ver que temos uma força superior que nos move a seguir em frente. O caminho tem muitos atalhos; basta seguir a bússola que Deus nos deu.

A força de se refazer em cada pedaço 📖

Lu Lena / 2026

O AVESSO DO VERBO
(Onde a grafia não alcança)


Às vezes eu culpo o silêncio por não compreender as metáforas de minha existência. Ele tem o hábito de esconder as palavras que eu ainda não tive coragem de inventar — ou mesmo decifrar. O que resta, afinal, é o que sobra quando as letras faltam.


Lu Lena / 2026

GOTEIRAS DA INFÂNCIA
(No chão que a saudade regou)

Quando criança, eu achava que a chuva era o choro de Deus. Hoje, compreendo que aquela visão pueril não trazia goteiras de melancolia, mas sim o orvalho que preparava o solo fértil; essa lembrança desenhava, o tempo todo, o meu chão para que a vida pudesse, enfim, brotar e florescer. Mesmo que, no decorrer desse caminho, alguma flor murche, ela não morre, pois Deus sempre me estende um regador.

Lu Lena / 2026