Textos eu Preciso

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Você é o silêncio,
o silêncio que eu insisto em preencher,
A vírgula esquecida em tudo o que eu quis dizer.
É estranho como quem nada me entrega,
acaba sendo o meu lugar de descanso.
Você não se vê nos livros que sublinhei,
nem ouve seu nome nas canções que decorei.
Não que você seja o centro do universo,
mas, quando se trata de você, tudo foi sentido ao extremo,
tornando-se assim a minha maior fonte de inspiração.
Obrigado por ser, mesmo sem pretender,
A beleza do que eu não pude ter.

⁠Antes eu era magia,
hoje, sou silêncio.
Antes eu era riso fácil,
hoje, eco por dentro.
Antes eu era chama acesa,
hoje, cinza ao vento.
Antes eu era presença,
inteiro em cada momento,
hoje sou ausência que pesa
no vazio do pensamento.
Antes eu era caminho,
passo firme, sem medo,
hoje me perco em mim mesmo,
guardando tudo em segredo.
Antes eu era mundo,
imenso, vivo, intenso…
hoje, sou só silêncio.

No fim das contas, eu descobri uma coisa meio inconveniente, dessas que a gente não posta em status porque não rende aplauso imediato: o que é rápido quase nunca cria raiz. E raiz, minha querida, é feio no começo. Não tem filtro que salve. É terra, é esforço, é tempo, é aquela sensação de “será que isso aqui vai pra frente ou eu tô só regando um problema?”. Substituir é elegante, é limpo, é quase coreografado. Você troca, recomeça, reinventa, e pronto, parece que resolveu. Só que não resolveu nada, só mudou o cenário do mesmo enredo.


Construir, por outro lado, é quase um ato de teimosia emocional. É acordar num dia meio sem graça e ainda assim escolher continuar. É olhar praquilo que já não tem mais novidade nenhuma e, mesmo assim, encontrar um motivo pra permanecer. E olha, permanecer não tem glamour nenhum. Permanecer não ganha curtida, não vira história bonita pra contar em mesa de bar. Permanecer é silencioso, é repetitivo, é quase invisível. Mas é justamente aí que mora o segredo que ninguém gosta de admitir: o que fica não é o que começa perfeito, é o que sobrevive imperfeito.


Eu ando desconfiando cada vez mais desse vício moderno de querer tudo pronto, leve, sem atrito. Parece que qualquer dificuldade já virou motivo pra desistir. Como se tudo tivesse que vir com manual, garantia e botão de desistir fácil. Só que as coisas que realmente valem alguma coisa não funcionam assim. Elas exigem presença. Exigem paciência. Exigem que a gente suporte o desconforto de não ter certeza.


E eu sei, dá trabalho. Dá um trabalho quase ofensivo. Tem dias em que dá vontade de largar tudo e escolher o caminho mais curto, mais simples, mais bonito na superfície. Mas aí vem aquele pensamento inconveniente de novo: o fácil não sustenta. O rápido não aprofunda. O imediato não permanece.


Então eu fico. Fico não porque é sempre bom, mas porque é verdadeiro. Fico porque entendi que construir não é sobre ausência de dificuldade, é sobre decidir que aquilo merece o esforço. E, no fim, é quase engraçado perceber que aquilo que mais cansa é exatamente o que mais cria história. Porque ninguém conta com brilho nos olhos sobre aquilo que foi fácil demais. A gente conta sobre o que resistiu.


E eu, sinceramente, ando preferindo o que fica. O que cria raiz. O que demora. O que exige. Porque no meio de tanta coisa descartável, ter algo que permanece virou quase um luxo emocional.


Agora me conta… você também tá começando a desconfiar do que é fácil demais?

Tem uma coisa estranha acontecendo dentro da minha própria casa e eu ainda não decidi se isso é amadurecimento ou algum tipo sofisticado de bug emocional. Meu marido anda em silêncio, mas não é aquele silêncio confortável de quem já dividiu tantas palavras que agora pode descansar nelas. É um silêncio que observa. Ele fala pouco, mas quando fala, solta frases que parecem ter vindo de uma reunião secreta com a própria consciência. Diz que agora percebe coisas que antes não percebia. E eu fico olhando pra ele com a sensação de que perdi o acesso à versão anterior do homem com quem eu me casei.


E aí teve o beijo.


Eu estava ali, entregue, porque quando eu amo eu não sei amar pela metade. Eu beijo como quem assina contrato sem ler as cláusulas, confiante, intensa, emocionalmente parcelada em doze vezes sem juros. Só que no meio daquele momento que, teoricamente, era pra ser nosso, eu senti. Não foi falta de toque, não foi ausência física. Foi pior. Foi ausência de presença. É como se ele estivesse ali… mas não estivesse. Como se o corpo dele tivesse comparecido, mas a mente tivesse mandado um representante.


Quando eu abri os olhos, ele estava me olhando. Não era um olhar apaixonado, nem distraído, nem sequer culpado. Era um olhar… analítico. Como se eu fosse um documentário interessante passando na televisão e ele estivesse tentando entender a narrativa. E naquele exato segundo, alguma coisa dentro de mim fez um barulho baixo, tipo vidro trincando devagar.


Eu me senti descartável.


Não descartável no sentido dramático de novela das nove, mas naquele jeito silencioso, sofisticado, quase elegante de perceber que talvez eu não esteja mais sendo vivida, só observada. E isso, pra quem sempre foi intensidade pura, é um tipo de solidão muito específica. Porque não falta alguém ali. Falta ser sentida.


E desde então eu fico tentando decifrar esse novo idioma dele. Será que ele evoluiu e eu fiquei parada? Será que ele está enxergando coisas que eu nunca quis ver? Ou será que ele simplesmente se afastou emocionalmente e agora chama isso de consciência?


O mais curioso é que ele não parece distante no sentido clássico. Ele não brigou, não sumiu, não virou outra pessoa completamente. Ele só… mudou o jeito de estar. E isso é muito mais difícil de confrontar, porque não tem um problema claro pra resolver. Tem uma sensação. E sensação não se debate, se vive.


E eu continuo aqui, meio entre o amor que eu construí e a dúvida que começou a sussurrar. Porque amar alguém que está presente é fácil. Difícil é amar alguém que começa a se retirar sem sair do lugar.


No fim das contas, talvez o maior medo não seja perdê-lo. Seja perceber que, de alguma forma, eu já comecei a perder… e ainda estou aqui, beijando alguém que me olha como se estivesse tentando entender quem eu sou.


Agora me conta, você já se sentiu assim também?

Eu acho curioso como a gente vive numa época em que trocar de celular demora mais do que trocar de gente. O celular, coitado, ainda ganha capinha nova, película, limpeza de memória… já as pessoas, não. Travou uma vez, já vem aquele impulso moderno de deslizar pra próxima versão como se fosse atualização de aplicativo. E eu fico olhando isso tudo com uma mistura de riso e leve desespero, tipo quem percebe que o mundo virou um grande teste de paciência… e ninguém quer passar.


Porque ficar hoje em dia virou quase um ato subversivo. É tipo levantar uma bandeira invisível e dizer com toda a calma do mundo, eu não vou embora só porque ficou difícil. E veja bem, não é sobre aguentar qualquer coisa, não é sobre se anular, virar mártir emocional ou protagonista de novela sofrida das seis. É sobre escolher conscientemente continuar. E isso dá um trabalho que ninguém posta nos stories.


Tem dias em que amar parece simples, leve, até meio cinematográfico. Mas tem outros em que amar é quase administrativo. Exige organização emocional, revisão de expectativas, paciência digna de quem já enfrentou fila de banco em dia de pagamento. Porque não tem trilha sonora, não tem vento no cabelo, não tem cena em câmera lenta. Tem só duas pessoas tentando não estragar o que construíram com as próprias mãos.


E o mais engraçado é que a gente foi condicionado a acreditar que amor de verdade é aquele que faz o coração disparar o tempo todo. Sendo que, sinceramente, se for assim o tempo inteiro, talvez seja mais caso de ansiedade do que de romance. Porque amor mesmo, esse que dura, ele se parece mais com um sofá confortável do que com uma montanha-russa. Não impressiona à primeira vista, mas sustenta o corpo quando a vida pesa.


Escolher ficar é isso. É olhar pra mesma pessoa, com os mesmos defeitos já conhecidos, com as mesmas manias que às vezes irritam, e ainda assim pensar, eu prefiro construir aqui do que começar do zero com alguém que ainda nem sei como vai me decepcionar. Porque, convenhamos, todo mundo decepciona em algum momento. A diferença é se você vai embora na primeira rachadura ou se entende que relações não são porcelana, são mais tipo concreto… racham, mas também podem ser reforçadas.


E no meio desse mundo que valoriza o novo, o rápido, o descartável, permanecer virou quase um luxo emocional. Um tipo de coragem silenciosa que não dá curtida, não viraliza, mas sustenta histórias inteiras. Porque no fim, o extraordinário não é o começo cheio de fogos de artifício. O extraordinário é continuar quando os fogos acabam e sobra só a realidade… e mesmo assim, escolher ficar.


Agora me conta… você é do time que insiste ou do time que troca?

Eu confesso que achei que o destino tinha uma criatividade meio limitada. Tipo aquelas novelas que só trocam o cenário, mas o roteiro continua o mesmo drama reciclado. Porque veja só, eu ali, carregando um primeiro amor como quem carrega um troféu meio quebrado, meio sagrado, meio inútil… e de repente, sem aviso prévio, virei o primeiro amor de alguém. Assim, do nada. Como quem tropeça numa pedra e descobre que era ouro.


E olha… tem um ego ali que dá uma esticadinha gostosa. Não vou fingir humildade espiritual, não. Existe um certo charme em ser o marco zero emocional de alguém. É tipo inaugurar um coração, cortar a fita vermelha de um território desconhecido, com direito a banda tocando e tudo, ainda que a banda seja só a ansiedade tocando desafinada dentro do peito.


Mas junto com esse charme vem aquele medo inconveniente, aquele que não pede licença, só chega, senta no sofá e começa a opinar. Medo de dar errado, medo de ser só mais um capítulo repetido com personagens diferentes, medo de investir sentimentos como quem aplica dinheiro num banco que já faliu antes. Porque a gente aprende, né. Pode até demorar, pode até doer, mas aprende. Nem que seja na base do “nunca mais eu faço isso”… pra depois fazer de novo, só que com mais cautela e um pouco menos de ingenuidade.


Só que dessa vez eu fui diferente. Não fui aquela versão minha que mergulha sem saber se tem água. Eu fui com calma, quase desconfiada, quase científica, analisando cada gesto, cada silêncio, cada palavra não dita. Parecia que eu estava montando um quebra-cabeça sem saber qual imagem deveria aparecer no final. E, curiosamente, foi exatamente isso que tornou tudo mais verdadeiro. Porque não tinha fantasia suficiente pra me enganar.


E aí, quando eu menos percebi, fez sentido. Não aquele sentido cinematográfico, cheio de música alta e beijo na chuva, mas aquele sentido quieto, que se instala devagar, que não precisa provar nada pra ninguém. O amor deixou de ser incêndio e virou casa. E casa não precisa pegar fogo pra ser quente.


Hoje, olhando pra tudo isso, eu entendo que amar não é mais sobre intensidade descontrolada. Não é sobre se perder. É sobre permanecer. É sobre escolher, todos os dias, ficar. Mesmo quando é mais fácil sair, mesmo quando dá preguiça emocional, mesmo quando o outro não tá na sua melhor versão. É uma teimosia bonita, quase um pacto silencioso entre dois seres imperfeitos que decidiram não desistir tão fácil.


Não é perfeito. E ainda bem que não é. Porque perfeição não sustenta ninguém. O que sustenta é o real. E o real, minha querida, tem rachaduras, tem dias ruins, tem dúvidas… mas também tem presença. E no fim das contas, talvez seja isso que mais importa. Não ser o primeiro amor de alguém, nem o mais intenso, nem o mais inesquecível. Mas ser aquele que ficou quando tudo já não era mais novidade.

Tem gente que diz que o caráter de uma pessoa se revela nas grandes decisões da vida. Eu, particularmente, acho que se revela mesmo é no beijo. Porque ali não tem discurso bonito, não tem filtro do Instagram, não tem tempo de ensaiar frase inteligente. É só você, o outro e aquele momento meio ridículo, meio mágico, onde dois seres humanos resolvem encostar boca com boca como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. E é. Ou deveria ser.

Agora me explica, com toda a calma do universo, como é que alguém consegue beijar de olho aberto. Não é nem uma questão de julgamento, é quase um fenômeno científico que eu gostaria de estudar. Porque pra mim, beijo de olho aberto tem uma energia de auditor fiscal emocional. A pessoa não está ali vivendo, ela está conferindo. Tipo assim, deixa eu ver se tá bom mesmo, deixa eu analisar o desempenho, deixa eu checar se isso aqui vale o investimento. E pronto, o romance virou planilha.

Eu imagino a cena e já me dá um leve desconforto. Você ali, entregue, achando que está vivendo um momento digno de trilha sonora, e do outro lado a criatura te encarando como se estivesse avaliando um produto na prateleira. Falta só puxar o celular e dar uma nota. Três estrelas, poderia ser mais envolvente, textura interessante, retorno duvidoso. Obrigada, próximo.

E não me venha com esse papo de que é curiosidade. Curiosidade a gente mata vendo série, stalkeando ex, abrindo geladeira de madrugada sem fome. No beijo, curiosidade demais vira suspeita. Porque quem está presente de verdade fecha os olhos não por obrigação, mas porque o mundo ali fora simplesmente perde a graça. É quase um desligar automático. Tipo quando você encontra um lugar confortável e nem percebe que relaxou.

Beijar de olho fechado é um voto silencioso de confiança. É tipo dizer, por alguns segundos eu não preciso ver nada, porque sentir já é suficiente. Agora, beijar de olho aberto... não sei, tem um quê de gente que não larga o controle remoto nem quando o filme já acabou. Sempre esperando algo melhor, sempre pronto pra trocar de canal.

Mas também, sendo bem honesta comigo mesma, talvez eu esteja exagerando. Talvez não seja falsidade, talvez seja só gente que ainda não aprendeu a se perder. Porque se tem uma coisa que assusta hoje em dia é justamente isso, se permitir viver algo sem supervisão, sem análise, sem garantia. Fechar os olhos virou quase um ato de coragem. E tem gente que ainda não chegou lá.

Só que eu, do alto da minha teimosia emocional e um leve drama que me acompanha desde sempre, continuo achando que quem beija de olho aberto não está completamente ali. E se não está ali, já começou errado. Porque beijo bom não é o que você vê, é o que você sente quando esquece até de existir por alguns segundos.

E se for pra viver algo pela metade, eu prefiro nem começar. Agora me diz, você também desconfia ou eu já tô criando teoria demais por causa de um beijo?

"Quem eu sou?


Eu sou leveza, fluxo com a vida.
Eu sou empatia, amor, presença, beleza, cuidado, calma, paciência.
Eu sou o silêncio.
Sou a noite estrelada, a lua cheia.
Sou a chuva serena… e a chuva forte que lava.
Os raios que iluminam o céu.
Eu sou a voz da consciência.
A visão clara que enxerga através do sentir.
Sou o livro que faz as lágrimas caírem.
Sou a natureza verde, a água das nascentes, o rio que deságua.
Sou a liberdade do beija-flor.
A águia acima das nuvens.
O vento que sopra entre as montanhas.
Sou o encontro dos rios com o oceano.
A onda que quebra na areia.
A luz que atravessa o mar.
Sou a onda das infinitas possibilidades.
O estalo da fogueira.
Sou o portal que se abre ao gerar a vida.
A lágrima da mãe ao pegar seu filho no colo.
Sou a íris dilatada de um olhar apaixonado.
A curiosidade de uma criança.
A risada que nasce da alegria.
O toque sutil de duas mãos dadas.
A batida do coração que sustenta a vida.
Sou as linhas do tempo em coesão.
O transcender de uma nova consciência.
O desapego da matéria.
A alegria de estar viva.
O eterno aqui e agora.
A alma que vibra em infinitas existências.
O resplandecer de toda a criação."

Seja onde for, eu estarei lá, no ínfimo da vida, ao apogeu da existência, eu estarei lá, no suspiro da Terra eu estarei lá, onde houver dia, eu estarei lá, onde houver noite, eu estarei lá, no princípio, eu estarei lá, no fim, eu estarei lá, na desgraça, eu estarei lá, na ventura, eu estarei lá, aonde se puder imaginar eu estarei lá e aonde a pobreza humana consegue chegar eu estarei.
Tudo por ti!
Por você eu faço tudo! Ô corredor girar. Um paraplégico andar. O amor odiar. O mau ajudar. A escuridão virar dia. O dia virar noite. Amarei o inamável. O universo acabar. Um urso voar. Anjos caírem. Homens voarem.
O possível e impossível!
Quando precisardes, serei, um baluarte, um homem, um padre, um santo, um ombro, uma luz, um carinho, o afeto, o vinho, a água. Tudo que precisardes eu serei!
Tudo serei! Por ti!
Sem você, sou um dia, sem Sol, a noite, sem Lua, o mar, sem água, o amor, sem afeto, o Xadrez, sem o rei, fogo, sem chama, o homem, sem Deus, serei apenas alguém, perdido no ócio.

Tem dias em que eu olho pra minha vida por fora e penso, pronto, desandou. Parece aquelas casas antigas que a gente vê passando de carro, com a pintura descascando, a janela torta, o portão fazendo um barulho suspeito de abandono emocional. Tudo meio fora do lugar, meio cansado, meio capenga. E aí, no meio desse cenário que facilmente renderia um drama mexicano, eu faço uma coisa quase subversiva: eu me olho no espelho.

E não é aquele olhar automático de quem só confere se o cabelo cooperou ou se a olheira já virou patrimônio histórico. É um olhar mais demorado, mais honesto, quase um inventário interno. E aí vem o susto: por dentro… está tudo bem.

É estranho, eu sei. A gente cresce achando que paz interior vem depois que tudo se resolve do lado de fora. Depois que o dinheiro entra, o amor se encaixa, os planos dão certo, o mundo aplaude. Mas a vida, essa debochada profissional, faz o contrário. Às vezes está tudo um caos do lado de fora, e ainda assim, lá dentro, existe um silêncio confortável, uma calma quase teimosa que insiste em ficar.

E aí vem o julgamento alheio, claro. Porque quando você não está desesperada o suficiente, o mundo acha que você desistiu. Quando você não está correndo igual uma louca atrás de tudo ao mesmo tempo, interpretam como falta de ambição. Como se paz fosse sinônimo de preguiça emocional. Como se estar bem consigo mesma fosse algum tipo de falha de caráter.

Mas eu descobri uma coisa meio libertadora, dessas que a gente não posta porque não dá tanto engajamento quanto um surto bem editado: nem toda calma é falta de vontade. Às vezes é maturidade. Às vezes é exaustão que virou sabedoria. Às vezes é só a consciência de que nem tudo precisa ser uma guerra.

Eu ainda quero coisas, claro. Ainda tenho sonhos, planos, vontades que cutucam. Mas já não é mais naquele ritmo desesperado de quem acha que precisa provar alguma coisa o tempo todo. Tem uma diferença enorme entre querer crescer e precisar correr o tempo inteiro. Eu continuo caminhando, mas sem me atropelar no processo.

E no meio desse mundo que vive gritando urgência, eu tenho aprendido o valor do que não faz barulho. Do que não aparece. Do que não precisa ser explicado. Porque no fim das contas, de que adianta ganhar o mundo e perder a própria paz? Parece frase de camiseta, mas quando a gente entende de verdade, muda tudo.

Então se por fora parecer que está tudo meio bagunçado, mas por dentro existir esse lugar tranquilo, não se assuste. Talvez você não esteja atrasada. Talvez você só esteja, finalmente, no lugar certo dentro de si mesma.

Não tem graça sem você
Rick Henry

Boa noite, sei que não quer falar comigo
Eu não fiz nada que abala-se nossa relação...
Não me ignore pois acredite que em meus olhos
Só vejo você....

Trouxe um vinho pra tomarmos ouvindo aquela canção
Vem me abraça eu não trai a nossa relação...
Sabe que movo o mundo pra provar que meu amor
É só seu, é só seu...

Vem comigo...
Tomar um banho bem gostoso
Eu vou falar no seu ouvido...
Com você eu tenho muito mais motivo
De alegrar nossos corações
Deixe eu te acariciar e em meus braços
Vou te abrigar pois é contigo que quero
eternizar....

Me beija, te dou colo e pra você eu farei o que um homem deve fazer...

Labirinto de Espelhos


Traga-me amor e eu te mostrarei a ausência; traga-me ódio e eu te entregarei o desprezo. Mostre-me quem você acredita ser e eu te revelarei a infinidade de versões que posso assumir para te confundir. Enquanto você se ancora em definições estáticas, eu habito a variável. Eu me transmuto conforme a conveniência do nome pelo qual desejo ser invocado, um camaleão de intenções ocultas sob a superfície do óbvio.


Sou o ruído branco que preenche os vácuos da conversa. Você ouve o necessário, aquilo que sua mente consegue digerir, mas jamais decifra o que foi silenciado entre as sílabas. Minhas palavras são iscas, nunca o banquete.


Como um oceano que desconhece a paz, não ofereço margens seguras. Sou a inquietude das águas profundas, onde as ondas não obedecem ao vento, mas brotam e fornecem ao comando do meu próprio caos interno. Não há um lado certo para o impacto; a maré sobe onde eu decido que o solo deve ser submerso.


Sou o espelho que não reflete a imagem, mas a distorce até que você não reconheça o que projetou. Minha essência é o movimento perpétuo de quem aprendeu que ser qualquer coisa é a única forma de não ser ninguém. No final, você encontrará apenas o rastro da espuma na areia — o sinal de que estive lá, sem nunca ter se deixado capturar.


Silvio Jr.

Senhor, eis-me aqui presente, clamando por Ti.
Senhor, eu Te agradeço.
Que seja feita a Tua vontade.
Escuta o Teu filho.
Que o Espírito Santo nos preencha com o Seu amor.
Livra-nos do laço do passarinheiro, da peste perniciosa, dos homens cruéis, da língua enganosa e daqueles que nos perseguem.
Santo Deus, abençoa a nossa jornada e prepara-nos. Fortalece a nossa fé.
Escuta, ó Senhor, a nossa oração.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!

⁠Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte
Porque apesar de muito moço, me sinto são e salvo e forte
E tenho comigo pensado, Deus é brasileiro e anda do meu lado
E assim já não posso sofrer no ano passado
Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro

Eu sei que os sentimentos que você tem em relação a mim
são belos e puros
cheios de inocência e verdade
mas ao mesmo tempo
eu jamais poderem lhe corresponder
Não porque não te acho bom o suficiente
ou acredito quer você não seja merecedor do amor verdadeiro
mas é que no fundo, você criou expectativas sobre mim

que não fazem parte do que sou
que existem apenas na sua mente e no seu coração
eu não posso lhe salvar do seu próprio desespero
da sua vontade de ser amado hoje e sempre
reconheço a sua bondade e a sua boa vontade de me fazer bem
e de todo coração, desejo que seja feliz
mas eu não serei a pessoa
que vai trazer aquilo que espera da vida
e quero te deixar livre para que possa quem sabe
ser amado ou por outro alguém
qualquer outro alguém,
que não seja a projeção que criou de mim.

Quantas memórias...
essa cidade faz parte da minha história!
Eu deixei esse lugar quando eu era ainda muito jovem e demorei muito para voltar. Não porque eu não queria, mas porque a minha cidade natal, na qual passei minha infância e juventude, me traz muitas lembranças de pessoas que já se foram. Então, retornar significa encara todas essas emoções e sentimentos não resolvidos.
Mas, finalmente, estou aprendendo a lidar com isso. Voltar não me traz muita dor, pelo contrário, me traz um certo alívio e conforto. Agora, ao passar por essas ruas, consigo me lembrar com menos aflição de pessoas e momentos que fizeram parte da minha história.
Em breve vou embora novamente, porém, valorizando minhas raízes. Jamais vou esquecer de onde eu vim.

E eu me pergunto porque eu me sinto tão sozinha. O que fiz de tão errado, meu Deus? Para todos me deixarem.
Durante várias fases da minha vida, fui apoio para todos que se se sentiam sozinhos. Mas quando chegou a minha vez, não havia ninguém ao meu lado. Apenas lembranças. Apenas solidão e um desejo enorme de ter alguém com quem contar. Será que um dia essa sensação irá passar?

Eu já não quero mais dar a voltar por cima. Eu já não quero mais chegar a lugar algum. Por muito tempo, eu pensei em reagir. Pensei em dar um jeito de deixar tudo para trás, de mudar da água para o vinho e da noite para o dia...mas nada disso me satisfaz mais.
É só a paz de uma vida tranquila que pode me fazer sonhar acordada. Não quero mais sofrer com a saudade de quem escolheu ir embora. Nesse momento, a vida pede paz e constância. Quem sabe um dia, eu volte para esse jogo novamente. Até lá, vou viver o agora.

Estarei ao seu lado

Se você precisar de um ombro para chorar

Sim, eu escutarei você

Quando você precisar falar comigo



Quando você se desperta na escuridão

Colocarei os meus braços em volta de você

E te abraçarei até o sol de manhã

Vir brilhando pelas árvores



Estarei logo ao seu lado

Não importa por onde você viajar

Estarei lá para alegrá-la

Até que o sol venha brilhando



Se alguma vez nos separarmos

Guardarei o laço que nos ata

E nunca o deixarei desfazer

Porque eu te amo

Se eu morrer jovem,
por favor, não fique pensando em tudo que eu deixei de viver
lembre-se de apenas de todos os momentos que aproveitei e que fui feliz de verdade
não pense em em quanto sonhos eu teria realizado
mas naqueles que realizei
e quando falar de mim, seja gentil com os outros
talvez eles não sintam tanto a minha falta quanto você sentirá
mas não há problema nisso
acho que não tenho tempo suficiente para viver tudo que desejo
mas posso ser grata por tudo que a vida me permitir.