Textos Escritos por Paulo Mendes Campos
Você se reconhece neste circo espiritual? V
A criança do LSD
A criança LSD acredita que ele é o filho preferido do universo. Ele não sabe como ganhar dinheiro e passa a maior parte de sua vida cósmica no festival.
A criança LSD está disposta a ingerir qualquer substância, desde que seja natural (LSD em uma exceção). Ele acha que qualquer coisa da mamãe terra é saudável e bom para você, aparentemente ele nunca ouviu falar de veneno.
Os autoproclamados ativistas do teclado / teóricos da conspiração estão tão acordados que não conseguem nem falar com o decibel médio da fala humana, gritam e usam letras maiúsculas para acordar as ovelhas. É mais eficiente.
Eles sofrem de grande grandiosidade e seu líder escolhido são os “Trunph´s da vida”.
Eles costumam beber chá, jogadores de quarto, pois ganham seu “dinheiro” com o comércio de criptomoedas ou assim farão um dia.
Eles começam a maioria das postagens com um “alerta de gatilho” e sofrem de paranoia aguda, seus pronomes usados com frequência são “eles” e “eles” e adoram usar a palavra “soberano”.
O Espiritual Não Espiritual
Esses são os zangados. Para eles, a transcendência é um desvio espiritual e a auto responsabilidade é a vergonha da vítima.
O Espiritual não Espiritual foi desiludido por um Guru em um ashram na Índia quando confundiram o ensinamento com o professor. O espiritual não-espiritual não suporta a visão de uma alegria e confunde rabugice com firmeza.
Posso ou não ter mergulhado o dedo do pé em um desses arquétipos. Tudo bem brincar de esconde-esconde com a gente sob a roupagem desses personagens, desde que não nos identifiquemos com nossos pontos de vista e ideias, desde que saibamos que é um circo e que somos apenas palhaços.
Desde que não nos esqueçamos de rir.
“O mais esperto de todos é o homem que se diz tolo pelo menos uma vez por mês.” (fim)
A LIBERDADE ESPIRITUAL
Para muitas pessoas religiosas ou espirituais, isso pode ser uma verdade difícil de engolir.
A verdadeira iluminação não é o que realmente queremos. Não é nem um pouco emocionante, mas é totalmente comum.
Apesar disso, a maior parte da espiritualidade é construída sobre a busca do extraordinário.
Altos níveis de frequência não o levam necessariamente a experiências "espirituais".
Na verdade, altos níveis de frequência destroem a própria ilusão de que existe algo como uma experiência “espiritual”.
Na cultura contemporânea da nova era, o materialismo espiritual é abundante - ou seja, as pessoas agora têm uma nova droga chamada busca da verdade.
É importante entender que não há nada de errado com nenhuma dessas coisas.
Se você é levado a buscar algo mais elevado, então algo está empurrando você, levando-o a algum lugar.
Se você segui-lo até sua conclusão natural, ele revelará seu verdadeiro caminho no final.
Para algumas pessoas, buscar é um caminho direto para a transcendência, mas para outras serve simplesmente como uma distração que as afasta ainda mais de sua verdadeira natureza.
A Vitimização impede o buscador espiritual de seguir seu impulso até sua conclusão natural. Ele faz isso identificando-se com a forma do ensino, ou com o professor, ou com o próprio caminho. Portanto, vemos três categorias básicas de pessoas em um caminho espiritual - aquelas que estão presas pela estrutura de um determinado ensinamento, aquelas que estão presas pelo poder magnético de um professor particular e aquelas que estão presas por sua própria compulsão constante de ser um turista espiritual.
Todas essas três armadilhas espirituais são estágios autênticos de qualquer caminho que acabará levando à verdadeira liberdade, mas todas as três também se disfarçam como a própria liberdade. Estes são alguns dos níveis mais sutis da Sombra da Vitimização.
A verdadeira liberdade não tem nada a ver com a forma como gastamos nosso tempo no plano material.
A verdadeira liberdade não é um efeito. É uma espécie de espaço sempre em expansão que surge espontaneamente dentro de você quando você passa a entender o quão profundamente você foi vitimizado por suas próprias crenças centrais.
REDES SOCIAIS - REDES ESPIRITUAIS
Na verdade, amamos e odiamos a rede simultaneamente, mas acima de tudo somos viciados nela, assim como somos viciados em todo grande drama.
Dentro do seu mundo dos sonhos e sob a rede, seu maior desejo é expresso.
Sob a rede, você pode viver o seu sonho - você pode voar, dançar, chorar, sofrer e, acima de tudo, amar.
E, no entanto, seu amor dentro da rede é um amor profundamente limitado, um amor que nunca escapa dos limites de suas próprias ilusões. Sob a rede, você se apaixona ou se desapaixona - de qualquer forma, você permanece vítima de suas projeções, expectativas e, inevitavelmente, de suas decepções.
Às vezes, você afunda na melancolia e toda a sua força vital parece parar - sua própria respiração fica mais fraca.
Em outras ocasiões, você voa em uma mudança repentina de humor e seu coração bate mais rápido e sua respiração enche seu peito a ponto de estourar.
Isso é o que acreditamos ser a liberdade.
Entre os extremos, as melodias dão lugar às cadências; mudanças de tempo dão lugar a frases, notas, trinados, pausas e todo tipo de sentimento concebível.
O SOM DOS PASSOS
Quando o inimigo tenta calar o nosso encontro com DEUS
Há algo no Éden q muitos esquecem:
O maior privilégio q Adão tinha não era o jardim. Era o encontro diário com DEUS. Todos os dias DEUS vinha ao jardim. O som dos passos de DEUS ecoava entre as árvores. Era o convite para a intimidade, para a comunhão, para a vida no propósito. Mas um dia, o som veio e Adão não veio. O pecado não tirou apenas Adão do jardim tirou Adão do lugar do encontro.😔
O ataque do inimigo nunca foi o jardim foi o relacionamento
O foco da serpente não era expulsar o homem do Éden. O objetivo era muito mais profundo:
Romper o relacionamento.
Silenciar o encontro.
Interromper a comunhão diária
Pq o diabo sabia:
Se ele conseguisse cortar a intimidade, o resto iria desmoronar sozinho.
Hj ainda é assim.
O inimigo não precisa tirar vc da igreja basta fazer vcparar de orar.
Parar de buscar.
Parar de ouvir.
Parar de perceber o som dos passos de Deus.
Adão onde vc esta? A pergunta q DEUS faz ate hoje
Em Gênesis 3:8-9, a Bíblia diz que DEUS veio, como sempre vinha. O encontro não mudou.Quem mudou foi Adão. E DEUS pergunta: Adão, onde estás?
Não é localização.
É condição.
É relação.
É espiritualidade.
DEUS sabia onde ele estava. Mas Adão não sabia mais como se apresentar diante da Presença.
O pecado faz isso:
👉 Esconde.
👉 Afasta.
👉 Silencia.
👉 Envergonha.
QUANDO PERDEMOS A INTIMIDADE, PERDEMOS TUDO
O lugar do encontro é onde recebemos direção, correção, força, paz, identidade.Sem isso, o homem vive, mas vive sem propósito.
O diabo sabe:
Se ele apagar seu tempo com DEUS, ele apaga sua visão.
Se ele roubar seu secreto, ele rouba sua força.
Se ele interromper sua intimidade, ele destrói seu destino.
MAS A BOA NOTÍCIA É: DEUS AINDA VEM AO JARDIM
Mesmo depois do pecado, DEUS veio.
Mesmo sabendo da queda, DEUS chamou.
Mesmo enxergando a vergonha, DEUS procurou.
o amor de DEUS nao desiste do encontro
Hj o SENHOR está passando novamente.
O som dos passos ainda ecoa. ELE pergunta de novo:
Filho, filha onde vc está?
Pq vc parou de vir?
Pq deixou o inimigo silenciar a nossa comunhão?
ELE não vem para acusar.
ELe vem para restaurar.
O q rouba seu encontro com DEUS?
O q tem silenciado sua oração?
O q tem escondido seu coração?
Hj é dia de:
Voltar ao secreto.
Voltar ao jardim.
Voltar ao som dos passos.
Voltar ao relacionamento q sustenta sua vida.
a fé não se resume a frequentar um lugar, mas a se encontrar com uma Pessoa.
Hj o SENHOR te chama pelo nome.
Hj ELE está vindo como sempre veio.
O som dos passos DELE está chegando perto.
ELE pergunta com amor:
Onde você está?
É hora de responder.
É hora de voltar.
É hora de restaurar o encontro que o inimigo tentou calar.
Volte ao lugar onde sua alma ouvia DEUS.
Volte ao jardim.
Volte ao som dos passos.
Às vezes me encontro sozinho,
Sentindo um pouco da dor,
Pagando por se um herege,
Herege mais uma vez queimado
Herege por falar o que sente
e também por ser competente
Gente, homens, pessoas
Por ter falado e dito
o que foi o meu veredito
Precisava tanto da filha
A minha querida Esther
Precisava tanto do mel
Da minha doce Raquel
Nem que fosse só um minuto
Que me escutasse com o intuito
Para ver o seu pai feliz
Ouvir tudo o que diz
E saber que por dentro carrega
Sempre um pouco de dor
Mas todo o resto que sente é somente amor.
"Para seguirmos juntos pela vida,
precisamos mais do que amor ou paixão.
Precisamos mais do que o desejo que nos une.
Precisamos mais do que a torcida dos amigos.
Precisamos mais do que os sonhos em comum.
Precisamos de cumplicidade.
E a medida que o tempo vai passando, precisamos de muito mais respeito pela nossa individualidade.
Dai, depois do fogo da paixão que cega.
Resta a serenidade do amor que compartilha, que divide.
Então, para seguirmos juntos, precisamos mais do que coração, precisamos sim, da admiração.
Eu te admiro pelo que você é, pelo que você faz.
Você me admira pelo que sou capaz.
Assim, o amor segue firme, passando pelas duras provas,
que a vida insiste em enviar.
Só o amor pleno e maduro, forjado pelas lutas,
pode resistir ao tempo e dizer por fim:
Seja eterno enquanto houver respeito, admiração e carinho.
Que o nosso amor seja assim, uma história sem fim.
A paz, bem maior
Aposte na paz interior como o seu maior tesouro.
Faça dela, o seu maior objetivo, a meta da sua vida.
Conquiste a paz como se fosse o amor da sua vida.
Esforce-se para manter a serenidade e viver sem irritação.
Esse é o segredo da longevidade e da saúde.
Viver cada dia como se fosse único, preservar o seu fígado com amor.
Viver intensamente a alegria.
Passar rapidamente pela dor.
Aposte no seu bem-estar que custa pouco.
Muitos bens ou muita cobiça podem desvirtuar a sua família.
Família mal estruturada é certeza de dores e preocupações.
É fracasso certo.
Melhor viver com pouco e feliz.
Sabendo que o maior tesouro não se compra, conquista-se,
lute pela aquisição da paz e espalhe-a como semente.
É a sua paz que vale fortunas.
É o deitar e dormir tranquilo.
É o ter tempo para admirar a vida, abraçar os amigos.
Beijar os seus amores, pais, filhos, e aquela pessoa especial.
Aquela que para você é seu ponto de referência.
Aquela onde você é o “alguém” da vida dela.
Paz interior, amor, família, serenidade.
Quer coisa melhor?
Se você ainda busca nos bens materiais o sucesso, é porque realmente ainda não encontrou a paz.
Porque os bens materiais passam, enferrujam, são corroídos pelo tempo.
Já a paz é a própria eternidade, berço macio, onde adormece o homem, com alma de menino.
Todas as mulheres negras, acredito, irão para o céu.
Sua força é gigante, mesmo com o mundo tão cruel.
Presenciam o homem negro, sendo escravizado, morto ou virando réu.
Pela tela, assistem ao mesmo, quando vem ascender na vida, procurar outra de raça oposta, para usá-la de troféu.
"Mendigando:
o direito a paz;
a direito de viver;
o direito de amar;
o direito de opinar;
o direito de sugerir;
o direito à atenção;
o direito de pensar;
o direito de sonhar;
o direito de consumir;
o direito a sentir raiva;
o direito a ficar calado;
o direito de ser ouvido;
o direito de ter espaço;
o direito a compreensão;
o direito a fuga emocional;
o direito de visitar a família;
o direito de NÃO ser subjugado;
o direito de NÃO ser condenado;
o direito de NÃO ser manipulado;
o direito de cuidar da saúde física;
o direito de vestir a roupa preferida;
o direito de otimizar a saúde espiritual;
o direito de exercer os próprios direitos;
o direito a preservar a saúde emocional."
(Ronne Paulo de Magalhães)
Perguntar a palavra de Deus é criar intimidade, as doenças espirituais não pagam barganha com as coisas do espírito.
Tenha em mente que a espiritualidade e o mundo espiritual não pode ser pago, tudo é gratuito.
O comércio e venda de curas, ou seja, qualquer tipo de negociação em troca de um benefício espiritual é inexistente.
A espiritualidade não tem valor monetário, o que cumpre por isso é abominação aos olhos de Deus.
O engraçado que quando te vejo,
eu enxergo além da tua beleza física,
teus olhos sempre é um convite
para me chamando para explorar
tua beleza interior e também decifrar teus mistérios,
cada vez que mergulho dentro de vc,
me sinto renovado, é algo surreal.
É algo tão profundo que cada letra aqui
não consegue decifrar a fundo
o verdadeiro sentimento.
(05 de Setembro de 2025)
Ahhh, esses dias vividos lá na roça, Esse cantinho de paraíso que me endossa
Uma vontade enorme de fugir da cidade,
Onde tudo é urgente, feio, sem suavidade.
Quero a roça, onde o tempo é quem escolhe ser,
Onde o galo canta livre ao amanhecer,
Os pássaros riscam o céu em pleno voo,
E os peixes saltam no rio, brilhando como ouro.
A gambá cruza o campo com seus filhotinhos,
E eu, na rede, balanço leve com o vento mansinho.
Nos primeiros raios de sol, deixo a alma descansar,
Respiro fundo… e percebo: também sou parte desse lugar.
Depois de tantos baques, depois de a vida me transformar numa carne endurecida, você surgiu — inesperado, colorido, como um arco-íris depois da tormenta.
Mostrou-me que o mundo não é tão severo quanto eu aprendi a temer, e que também existe um lugar onde posso ser amada, tocada e cuidada com delicadeza.
Menos de um ano bastou para que nossos passos se encontrassem de vez, para que dividíssemos o mesmo teto e, como quem vê novamente o céu se abrir, o seu pedido de casamento brilhou diante de mim — tão repentino e bonito quanto o primeiro arco-íris que vi na infância.
Nossa vida não é um favo de mel perfeito, eu sei. Mas é o mais doce que já provei.
E hoje entendo: você apareceu como um arco-íris…
só que ao contrário dele, você não vem para ir embora.
Você veio para ficar.
Roça minha Roça
Ahhh, esses dias que vivi na roça encantada,
Foram bálsamo pra alma, descanso pra jornada.
Um cantinho de paraíso que faz o peito estremecer,
Trazendo uma vontade imensa de da cidade me esquecer.
Porque essa cidade louca, barulhenta, apressada,
Onde tudo tem que ser feio, urgente, feito a pancada,
Já não acolhe meu sonho, já não ampara meu ser;
E o coração sussurra baixo: “volta pra roça, vai viver.”
Na roça o tempo desacelera, respira em paz,
Nada corre desvairado, nada exige jamais.
O galo canta firme anunciando a aurora,
E cada canto de pássaro é poesia que aflora.
Os passarinhos cruzam o céu em voo certeiro,
Colorindo o horizonte com um toque verdadeiro.
No rio, os peixes pulam sem medo, sem pressa,
Como quem dança com a água e com ela se confessa.
A gambá atravessa o campo com seus filhinhos,
Entre o capim orvalhado e os matos caminhos.
É cena singela que emociona só de olhar,
Um milagre cotidiano que só a roça pode dar.
E eu, sentada na rede, a balançar devagarinho,
Deixo que o vento me conte histórias no caminho.
Nos primeiros raios de sol, sinto a vida me tocar,
Como se Deus ali dissesse: “Filha, podes descansar.”
O cheiro da terra molhada invade o meu peito,
E cada detalhe do lugar parece estar no seu perfeito.
Há um silêncio que abraça, uma calma que aquieta,
Um aconchego que cura, que limpa, que completa.
Respiro fundo… e em cada sopro eu sinto chegar
Uma certeza doce, difícil até de explicar:
Que não sou só visitante, nem mera admiradora,
Sou parte dessa obra-prima, dessa terra acolhedora.
Porque nesse lugar divino, nesse canto abençoado,
Percebo que sou raiz, sou vida, sou passado.
E quando a manhã se abre em luz e cintilante cor,
Entendo de uma vez que ali também floresce o meu amor.
Relendo o livro que você me deu,
Em cada página, um eco do seu ser,
Tento amenizar a saudade que é,
Sentida em meu peito, um doce sofrer.
A cada dia que passa, a distância pesa,
Mas suas palavras me abraçam, me aquecem,
São lembranças que dançam, como a brisa,
E no silêncio, seus risos me tecem.
Se o tempo é cruel, a memória é forte,
E entre as linhas, encontro seu olhar,
Nessa leitura, um refúgio, um norte,
Até que um dia eu possa te encontrar.
Era uma tarde chuvosa quando Ana decidiu abrir o livro que Ale lhe deixara. O título, "Ecos do Coração", reluzia na lombada, como se esperasse por ela. Relendo o livro que você me deu, Ana sentia que cada página era um eco do seu ser. As palavras pareciam vibrar com a essência dele, e, por um momento, ela podia quase ouvir sua voz suave sussurrando os trechos mais marcantes.
A saudade era uma constante em sua vida, um doce sofrer que se intensificava a cada dia que passava. A distância entre eles parecia um abismo, mas as palavras de Ale eram como cordas que a uniam a ele, mesmo que em espírito. Em cada frase, ela tentava amenizar a saudade que era, buscando conforto nas memórias que dançavam em sua mente.
Enquanto a chuva tamborilava na janela, Ana se perdeu em lembranças. Os olhares trocados em silêncio, os sorrisos cúmplices que apenas eles entendiam. A cada página virada, suas palavras a abraçavam, a aqueciam, como um cobertor em uma noite fria. Seus risos ecoavam em sua mente, e ela sentia que, de algum modo, ele ainda estava ali, tecendo sua presença no silêncio daquela sala.
O tempo, ah, o tempo é cruel. Ele se arrastava, e a saudade tornava-se uma sombra constante. Mas Ana sabia que a memória era forte. Entre as linhas do livro, ela encontrava seu olhar, aquele olhar que sempre a fazia sonhar. Era como se cada palavra tivesse sido escrita especialmente para ela, um refúgio em meio à dor da ausência.
Ana fechou os olhos, permitindo-se sonhar com o dia em que finalmente poderia encontrá-lo novamente. Até que esse dia chegasse, ela se dedicaria a viver cada palavra, cada lembrança, como um presente que a vida lhe dera. O livro se tornara mais do que um objeto; era um mapa que a guiava de volta ao amor que nunca a abandonara.
E assim, naquelas páginas amareladas, Ana encontrou não apenas a saudade, mas também a esperança. A certeza de que, mesmo distantes, os laços do coração são eternos, e que um dia, em algum lugar, eles se reencontrariam.
Te quero, porque quando estou contigo,
A conversa rola sem nenhum esforço,
As palavras dançam, leves no ar,
E o tempo parece parar, só pra nos observar.
Te quero, porque juntos,
A gente sorri solto,
Rindo das pequenas coisas,
De momentos que são só nossos,
Como notas de uma canção que nunca se apaga.
Te quero, porque tudo o que você quer,
Eu quero também,
Nossos sonhos se entrelaçam,
Como as estrelas no céu,
Brilhando em harmonia,
Atraídos por um mesmo destino.
Te quero, porque nossas ideias são iguais,
Como se tivéssemos lido a mesma página,
Entendendo o mundo com o mesmo olhar,
E criando histórias que só nós podemos contar.
Te quero, porque seu gosto de rock é igual ao meu,
As melodias se misturam,
E cada acorde nos leva a dançar,
Em um festival de sentimentos,
Onde só nós dois sabemos a letra.
Te quero, porque você gosta de acampar,
E eu quero sempre ficar sozinha com você,
Sob as estrelas, compartilhando segredos,
Um dia ainda teremos Nosso refúgio no meio da natureza,
Um lar que levamos dentro de nós.
Te quero, porque quando você me quis,
Não mediu esforços para me ter,
Foi simples e verdadeiro,
Como um abraço que acalma a alma,
E transforma o cotidiano em algo especial.
Te quero, porque te quero,
Simplesmente te quero,
E você sempre me faz te querer,
Com seu jeito único de ser,
Obrigada por existir,
Por ser a razão do meu querer.
É incrível como a vida pode me levar a momentos de reflexão profunda. Muitas vezes, eu me perco na rotina e esqueço de viver de verdade. O dia a dia se torna um ciclo automático, onde estou apenas cumprindo obrigações e esquecendo o que realmente importa.
Eu percebo que algumas coisas não valem a pena e que é essencial questionar o que me traz felicidade e o que me mantém presa a situações que não me satisfazem. O medo do novo e do diferente pode ser paralisante, mas é na mudança que, muitas vezes, encontro novas oportunidades e caminhos para a felicidade.
Já passei por muitas mudanças e, sinceramente, gostaria de um pouco de estabilidade. Isso é compreensível; a mudança constante pode ser desgastante. No entanto, sei que é importante buscar um equilíbrio. Melhorar a minha forma de viver pode significar pequenas mudanças que trazem significados maiores, como dedicar um tempo para mim, cultivar hobbies ou até mesmo conversar com pessoas que oferecem novas perspectivas.
Conversar com alguém de fora é uma forma poderosa de abrir os olhos. Às vezes, uma visão externa me ajuda a ver as coisas de maneira diferente e a encontrar soluções que não consigo perceber sozinha.
A vida é preciosa, e cada momento conta. Sinto que é um convite para eu redescobrir o que me faz feliz e buscar isso ativamente. Espero encontrar um caminho que traga mais alegria e significado para a minha vida, além das obrigações diárias. E sempre que precisar de um espaço para desabafar ou refletir, sei que posso contar com apoio!
Esta manhã nublada e chuvosa, me fez pensar : Ah… como eu queria te ver mais uma vez.
Sentir teu toque, firme o bastante para me fazer sentir segura,
suave o suficiente para me desfazer inteira em teus braços.
Conversar sem perceber o tempo passar,
rir como quem esquece o mundo,
ouvir um rock ou um samba; pouco importa o ritmo, porque, quando estamos juntos,
tudo passa a seguir o compasso do nosso sentir.
Que esse reencontro deixe de existir apenas nos meus pensamentos
e encontre o caminho do real, do toque, do agora.
Sinto tua falta em cada detalhe,
em cada silêncio que insiste em gritar teu nome.
Todas as minhas células sentem a tua ausência,
como se o meu corpo e o meu coração
ainda soubessem exatamente onde pertencem.
Os dias e os meses passavam depressa enquanto eu cursava a escola normal. Havia uma pressa no tempo, como se a rotina puxasse os ponteiros para frente sem pedir licença. Quando percebi, já era época de provas finais — e que provas! Pareciam ter sido sopradas diretamente da cabeça do capeta. Uma mais difícil que a outra, exigindo não só conhecimento, mas nervos firmes e fé.
No último dia de prova, acordei mal. O corpo pesado, o estômago embrulhado, a cabeça latejando. Tudo em mim pedia cama, silêncio e descanso. Mas era o último dia. Faltar significava recuperação, e eu não queria, não podia. Levantei-me como quem se arrasta contra a própria vontade, vesti-me no automático e fui.
Naquele dia fiz três provas. Cada questão parecia sugar o pouco de energia que ainda me restava. Quando eu já enfrentava a última, tentando manter a letra firme no papel, a inspetora apareceu à porta da sala. Chamou a professora e as duas começaram a conversar em voz baixa, num cochicho que gelava o ambiente. De repente, da porta, ela ergueu a voz:
— Ana, falta muito para você terminar a sua prova?
Olhei para ela como quem encara um inquisidor. A sala inteira parecia prender a respiração comigo. Com a voz trêmula, respondi:
— Não, senhora… faltam três questões.
Ela assentiu, ainda da porta:
— Pois bem. Quando acabar, vá até a minha sala e leve suas coisas.
Um silêncio pesado caiu sobre a turma. Todos me olhavam com olhos de compaixão. Nós sabíamos — quando alguém era chamado daquele jeito, algo sério havia acontecido.
Terminei as três questões com cautela, respirando fundo, lutando contra o enjoo e o aperto no peito. Entreguei a prova, recolhi meu material e segui até a sala dela, exatamente como havia sido orientada. Bati à porta. Ela nem esperou que eu falasse.
— Ana, pode ir embora. Aconteceu algo na sua família. Como hoje é o último dia de prova, fique tranquila. Eu mesma ligo para avisar sobre o resultado.
Minhas pernas viraram bombas. Um zunido tomou conta da cabeça. O que tinha acontecido? Saí da escola sem sentir o chão. O ônibus demorou mais do que o habitual, e o motorista dirigia tão devagar que tive a impressão de que, se fosse correndo, chegaria antes. Na minha mente, só vinham pensamentos ruins. Ninguém nunca tinha ligado para a escola pedindo para eu ir embora.
Quando cheguei em casa, o portão estava aberto. Minhas tias estavam lá, meus primos também. Choravam. Choravam muito. Meu tio falava ao telefone, mencionando algo sobre uma van. A casa, que sempre fora abrigo, estava tomada por uma dor densa.
Minha mãe veio da cozinha, caminhou até mim e disse, com a voz quebrada, a notícia que eu não queria ouvir:
— O vovô Jorge faleceu.
Na mesma hora, um filme começou a passar na minha cabeça. Lembrei-me do avô maravilhoso que ele era. Aquele avô garotão, pra frente, que ria alto, contava histórias e bebia uma cervejinha com os netos como se fosse um deles. A minha memória fez uma retrospectiva apressada dos nossos melhores momentos, e eu me recusei a aceitar que ele tinha ido, que nunca mais nos veríamos.
Meu Jorge.
Meu Jorge Amado.
Ele tinha partido — e, com ele, uma parte inteira da minha infância também se despedia.
