Textos Escritos por Paulo Mendes Campos
Não existe esforço sem recompensa, um dia olhará para trás e verás o que te fez tornar a pessoa "foda" que você se tornou. Nunca esqueça de ser Humildade e Simpática(o) por mais alto que conseguir chegar perante as outras pessoas, tudo é ilusão, ninguém levará nada a não ser o que marcou de bom na vida das outras pessoas. Faça o seu melhor por ser simplesmente o seu melhor e o mais acontecerá com o tempo. Siga em frente com Força, Fé e Coragem que tudo irá se encaixar para melhor na sua vida. Não desanima, confia no seu potencial, acredite.
O vento
O vento
Sopra em meu rosto
Sinto teu cheiro no ar
Aquele perfume
Teu hálito fresco
O brilho do teu olhar...
O vento
Toca minha pele
Como tuas mãos
Docemente macias
A acariciar-me
Que me arrepia...
O vento
Traz-me você
Junto ao coração
Com todo esse sabor
Sendo água no deserto
A essência deste amor...
Mulheres...
Mulheres lindas
De todas as formas (E pra que formalizar tudo?)
De todas as raças (E isso existe nessa miscigenação?)
De todas as línguas (Mas silenciada no tempo)
De todas as cores (A cor que lhe arrancou seus filhos do seio)
Mulheres e seus mistérios
Conquistas e lutas diárias que o mundo não vê
(Exceto uma minoria que aprendeu a pensar...)
Mulheres caladas, tímidas, extrovertidas,
Cada uma com seu jeitinho de ser e beleza única
Que a mídia tenta a todo custo deteriorar
Com seus dogmas imbecis capitalistas...
Mulheres que superam a escravidão camuflada
Mulheres que caem na armadilha do caos social
Mulheres ricas e pobres, com seus filhos ou estéreas
No campo e nas metrópoles, na inundação ou no deserto...
Mulheres, mulheres e mulheres...
Desejo que o sol da Felicidade brilhe aos olhos
De todas as mulheres deste mundo (mundo injusto)
E que nunca mais roubem seu precioso bem dos braços
(Que diria as mães escravas que perdiam a vida em forma de criança,
Ou que a covardia do nazismo separou seus pequeninos?)
Hoje não somos escravas
Dizem que o nazismo não mais existe
E Hitler morreu. (morreu?)
Hoje querem escravizar nosso corpo e roubar nossa liberdade
Com a “raça ariana” modulando a mulher perfeita em cada detalhe
Só pra ela não sorrir com a naturalidade que é a vida
Mulheres lindas...
Mas que olham no espelho eternamente insatisfeitas...
Se iludindo que o visível aos olhos é tudo que possuem...
Sou a favor da vida e liberdade no coração de cada mulher...
Mais que um corpo e um rótulo: um coração altamente inteligente.
Os 4 erres da sustentabilidade da vida
REDUZIR os maus sentimentos, vícios e negativismo;
REUTILIZAR suas forças para transformar as dificuldades em oportunidades;
RECUPERAR a autoestima, a vontade e o desejo de caminhar pelo amor e a caridade.
RECICLAR os pensamentos e entrar em harmonia com seu ambiente espiritual.
Ser feliz na vida, é ser encontrado por alguém que te ame, come és... sem te forçar nem obrigar a nada....
E a maior felicidade na vida, é que você encontre alguém e ame da mesma forma...
Com respeito, cumplicidade, fidelidade, desejo, carinho e cuidado pois com tudo isso é cultivado o amor.
Conformismo?
De certo ponto é sim.
Mas também é a compreensão que o mundo foi injusto antes de eu nascer e ainda será injusto depois que eu morrer.
Portanto, por mais que eu lute para mudar esse quadro não posso deixar de aproveitar as coisas boas da vida.
Faço a minha parte, mais não deixo as angústias do mundo me corromperem criando um ser amargurado, rancoroso e revoltado com a vida e com todos.
Afinal de contas, se isso acontecer, eu vou mais atrapalhar do que ajudar o mundo!
Nesse sentido, o oposto também se aplica: Se soubermos o que é a felicidade.
Se buscarmos vive-lá
compartilha-lá
e espalha-lá
poderemos assim estender essa mesma felicidade a todos.
E é aí que eu começo a mudar o mundo.
Metamorfose
Não admito essa realidade feroz, que me torna tétrico, introspectivo ,não suporto , anseio uma vida mais bela, ausente de mazelas, quero ser , não quero ter, se sou te possuo, mas te tendo posso te perder, chega devagar procurando habitação, eu a quero, fixa e fica aqui, te apreciarei como nunca, serei o que precisas, mas venhas, venhas depressa, depressa...chega de tardar, não demores...por favor não demores.
Ah a frescura na face de não cumprir um dever!
Faltar é positivamente estar no campo!
Que refúgio o não se poder ter confiança em nós!
Respiro melhor agora que passaram as horas dos encontros.
Faltei a todos, com uma deliberação do desleixo,
Fiquei esperando a vontade de ir para lá, que eu saberia que não vinha.
Sou livre, contra a sociedade organizada e vestida.
Estou nu, e mergulho na água da minha imaginação.
É tarde para eu estar em qualquer dos dois pontos onde estaria à mesma hora,
Deliberadamente à mesma hora...
Está bem, ficarei aqui sonhando versos e sorrindo em itálico.
É tão engraçada esta parte assistente da vida!
Até não consigo acender o cigarro seguinte... Se é um gesto,
Fique com os outros, que me esperam, no desencontro que é a vida.
Não vou desistir, preciso seguir
Em Cristo eu posso vencer
Coração precisa de abrigo e de luz
Que só no Senhor posso ver
No cheiro da flor, nas coisas do amor
Ele quer nos ensinar
Que a chave pra vida nunca está perdida
Responda que eu vou perguntar
O que é que eu sou sem Jesus?
Nada, nada, nada
Onde estão os que se levantaram pra me acusar?
Onde estão os que se levantaram pra me derrubar?
Me julgaram e disseram que eu não iria conseguir
Os que se levantaram já não estão mais aqui
Eu tenho um Deus que é o Deus do impossível
Que me deu forças e alegrou meu coração
Me levantou e me deu o livramento
Meus inimigos, ele trouxe em minhas mãos
Deus está aqui neste momento
Sua presença é real em meu viver
Entregue sua vida e seus problemas
Fale com Deus, ele vai ajudar você
Deus te trouxe aqui
Para aliviar os seus sofrimentos
É ele o autor da fé
Do princípio ao fim
Em todos seus tormentos
E ainda se vier
Noites traiçoeiras
Se a cruz pesada for
Cristo estará contigo
E o mundo pode até fazer você chorar
Mas Deus te quer sorrindo
Seja qual for o seu problema
Fale com Deus ele vai ajudar você
Após a dor vem a alegria
Pois Deus é amor e não te deixará sofrer
A vida e a despedida
Caminhando pela estrada da vida refletindo sobre a mesma chegamos à conclusão que todos estamos de passagem e logo estaremos de partida, mas também concluímos que não gostamos de despedidas e como a vida é passageira ela se torna sofrida, pois aqueles que amamos um dia ou outro sem menos esperar ou sem qualquer aviso não estarão mais em nossas vidas. Quando isso acontecer que nossa consciência esteja tranquila por dizer o que tínhamos a dizer enquanto ainda havia vida, pois as mais belas palavras quando não ditas a alguém de nada tem serventia.
Muitas vezes, sem perceber, agimos como atores, aos quais precisamos a todo instaste dar o nosso máximo na arte da conquista e da sedução. A articulação do domínio faz parte do teatro diante da ausência da sinceridade.
É estranho pensar que às vezes precisamos ser o que as pessoas gostariam que nós fôssemos.
Por outro lado, a sinceridade do outro pode fazer com que percebamos a transferência das nossas limitações e, quando somos intolerantes a essa situação corremos o risco de não permitir à visualização de novos horizontes. Por isso, a sinceridade quando oferecida pode assustar, como se suasse sentimentalismo da pessoa que nos aproxima. Também, a manifestação da imediata admiração gera a sensação do romantismo. São contextos capazes de bloquearem as nossas habilidades para não olharmos o próximo com calma.
Às vezes afastamos de algumas oportunidades maravilhosas por termos medo de nos deparar com novas estruturas de pensamentos. Isso porque todas as transformações e reflexões em nossas vidas podem nos tirar a estabilidade por um determinado tempo, porém, ao mesmo tempo pode nos colocar sobre a calmaria de um novo olhar e na direção de brilhantes caminhos.
Precisamos nos permitir... estarmos aptos para receber e oferecer a sinceridade; sem rodeos, sem fingimentos e sem articulações.
Viver sem fantasias, é isso que desejo para nós, para honestamente racionalizarmos os nossos contextos de modo inteligente e sem romantizar o imaginário das nossas mentes. Assim, livraremos das árduas tentativas de nos privar da sinceridade e das verdades diante de nós mesmos.
Na busca das nossas realizações pessoais nos deparamos com dificuldades e obstáculos a todo instante e nem sempre conseguimos sermos honestos para assumirmos as nossas responsabilidades. No nosso mais profundo íntimo começamos a nos driblar, colocando em nosso imaginário desculpas a fim de procrastinarmos os nossos sonhos. Sem perceber vitimizamos as nossas vidas de modo que massacramos a nossa força de pensamento.
Somos movidos pela força de nossos pensamentos e a realidade é que nada e nem ninguém é responsável pela junção da força de nossos pensamentos. É claro que algumas circunstâncias podem nos ser motivadoras, porém, jamais devemos colocar isso como regra, uma vez que tudo depende exclusivamente de nós.
Devemos ser honestos em nosso processo de formação e crescimento porque todas as vezes que nós nos sabotamos é como se criássemos alguns territórios emocionais que bloqueará muitas áreas das nossas vidas. Se não firmamos a nossa mente para determina-la ao cumprimento de nossas metas pode ser que com o tempo começaremos a nos cobrar, sabendo que se houver algum eventual fracasso seremos nós os principais responsáveis.
Desejo, portanto, que possamos sermos mais fortes e sinceros na busca das nossas realizações, sem tentar culpar aquilo que não somos capazes de evitar ou modificar. Fé em Deus e fé em você.
Na Noite Terrível
Na noite terrível, substância natural de todas as noites,
Na noite de insônia, substância natural de todas as minhas noites,
Relembro, velando em modorra incômoda,
Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida.
Relembro, e uma angústia
Espalha-se por mim todo como um frio do corpo ou um medo.
O irreparável do meu passado — esse é que é o cadáver!
Todos os outros cadáveres pode ser que sejam ilusão.
Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte.
Todos os meus próprios momentos passados pode ser que existam algures,
Na ilusão do espaço e do tempo,
Na falsidade do decorrer.
Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei;
O que só agora vejo que deveria ter feito,
O que só agora claramente vejo que deveria ter sido —
Isso é que é morto para além de todos os Deuses,
Isso — e foi afinal o melhor de mim — é que nem os Deuses fazem viver ...
Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;
Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro —
Se tudo isso tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.
Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido,
Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo;
Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse;
Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas,
Claras, inevitáveis, naturais,
A conversa fechada concludentemente,
A matéria toda resolvida...
Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.
O que falhei deveras não tem sperança nenhuma
Em sistema metafísico nenhum.
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei,
Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar?
Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver.
Enterro-o no meu coração para sempre, para todo o tempo, para todos os universos,
Nesta noite em que não durmo, e o sossego me cerca
Como uma verdade de que não partilho,
E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível p'ra mim.
, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
Certa vez ouvi que “A cada minuto que passa temos a chance de mudar tudo para sempre”. Eis uma verdade insofismável, de consciência obrigatória e valor incomensurável!
O livre arbítrio e a consciência (ou a falta dela) nos torna os únicos responsáveis pelas mudanças acíclicas causadas na nossa vida. Aliás, creio que a fatalidade maior esteja no fato de acreditarmos “burramente” no domínio sobre a mutabilidade das coisas... Daí então, teimosamente resolvemos pôr à prova a existência da teoria da impermanência... E é quando ela se agiganta diante de nós, e de forma irretornável nos joga ao mar dantesco da instabilidade, causando enorme desarranjo... Desafiamos o destino, e por muitas vezes somos penitenciados a um futuro não pretendido!
Aos amigos
Amigo é um sorriso brindado,
O revoar das aves na campina,
Uma chuva pura e cristalina
Irrigando a vida no cerrado.
É o acalmar do desesperado
Nos dias de sufocante neblina
A alegria que n’alma culmina
Alentando o coração cansado.
Estando ele perto ou distante
É uma aventura excitante,
E a luz da lua que esvanece,
Abraço de antes e de agora
O que fica e o que vai embora,
Mas que no pensamento permanece.
Hoje não quero me retocar.
Hoje não quero me retocar, vou nesses traços secos borrados, marcas, odor na minha pele e o frio pelando meu corpo. Deixo que as águas invadam meu rosto, cortantes e que tire de mim meu ar de desgosto. Meu rosto se desfez em contraluz, virou pó. Não sei se é pra ficar exultante, mas enfim cansei dos meus desencontros, do meu descaminho, caí do berço e entreguei os pontos. Arranquei um nó engasgado no pescoço. Irresponsavelmente escrevi e nada entendi. Desatinei.
Carne.
Corpo, calor, suspiros. Lábios, falas, fomes. Desejo, desejo, desejo. Pele, suor, carne. Dentes, unhas, bocas. Desejo, desejo, desejo. Mãos, braços, pernas. Infinitos, pés, encontros. Desejo, desejo, desejo. Segredo, perfume, chão. Ato, olhares, tato, vontade. Desejo, desejo e desejo. Era só o que ela sabia proferir...
Alguns cigarros a menos, algumas fome a mais.
Abandonei meus maiores vícios, quanta saudade. Acho que esse conto termina por aqui. Estou a escrever poemas livres e brancos, sem rima, sem métrica, vendo fotos antigas da época que ainda nos completávamos e que juntos estávamos nas imaginações mais delirantes. Indubitavelmente, irreversivelmente, inconfundivelmente ele. Eu ainda o amo, é como ter que explicar o inexplicável. Eu o amo e ponto. É fato, é carne, é gesto, é fome. Para esquecê-lo precisava de um gesto mais ríspido para que eu pudesse detestá-lo ou temê-lo, mas não queria. Após abandonar o cigarro, abrir mão de Pedro, desistir de mim, Hellen, morri.
Pego o telefone e ele nem sequer me liga para me avisar de uma improvável volta, então eu ligo. Ele desliga. Eu ligo, ele desliga. Eu ligo, ele desliga. Eu ligo...
- Alô?!
- Oi... -... Um suspiro...
- Ainda te amo.
- Também. - Lágrima de alegria corre involuntariamente sobre meu rosto. Viver tudo de novo?... Acendi outro cigarro.
