Textos escritos por Paulo Freire

Cerca de 24 textos escritos por Paulo Freire
Paulo Reglus Neves Freire (1921-1997) foi um educador, escritor e filósofo brasileiro, o Patrono da Educação Brasileira. Seu método inovador – referência em vários países – defende o diálogo com as experiências do aluno, conferindo-lhe maior autonomia e autoestima durante a aprendizagem. Sua obra "Pedagogia do oprimido" (1968) é uma das mais citadas do mundo em trabalhos acadêmicos na área de ciências humanas.

⁠Na verdade, porém, por paradoxal que possa parecer, na resposta dos oprimidos à violência dos opressores é que vamos encontrar o gesto de amor. Consciente ou inconscientemente, o ato de rebelião dos oprimidos, que é sempre tão ou quase tão violento quanto a violência que os cria, este ato dos oprimidos, sim, pode inaugurar o amor.

Paulo Freire
Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
Inserida por manuel_antonio_1

Está errada a educação que não reconhece na justa raiva, na raiva que protesta contra as injustiças, contra a deslealdade, contra o desamor, contra a exploração e a violência um papel altamente formador. O que a raiva não pode é, perdendo os limites que confirmam, perder-se em raivosidade que corre sempre o risco de se alongar em odiosidade.

Paulo Freire
Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
Inserida por boygeo123

Ser dialógico, para o humanismo verdadeiro, não é dizer-se descomprometidamente dialógico; é vivenciar o diálogo. Ser dialógico é não invadir, é não manipular, é não sloganizar. Ser dialógico é empenhar-se na transformação constante da realidade. Esta é a razão pela qual, sendo o diálogo o conteúdo da forma de ser própria à existência humana, está excluído de toda relação na qual alguns homens sejam transformados em "seres para outro" por homens que são falsos "seres para si". É que o diálogo não pode travar-se numa relação antagônica.

Paulo Freire
Extensão ou comunicação? Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
Inserida por mardoniobarros

Sem certas qualidades ou virtudes como amorosidade, respeito aos outros, tolerância, humildade, gosto pela alegria, gosto pela vida, abertura ao novo, disponibilidade à mudança, persistência na luta, recusa aos fatalismos, identificação com a esperança, abertura à justiça, não é possível a prática pedagógico-progressista, que não se faz apenas com ciência e técnica.

Paulo Freire
Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.