Textos de Tristezas

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⁠Eu queria te amar de todos os jeitos possíveis, sem medo de te perder. As frustrações que sinto, eu não conto a você. Eu queria te amar como ninguém nunca te amou, mas eu não tenho a sua autorização e por isso fico de longe observando como você é feliz sem mim ao seu lado. E o que mais me dói em meio a todas essas circunstâncias é saber que você seria muito mais feliz comigo. Eu não digo isso em voz alta para não te machucar, pois tenho medo de te perder, não estou confortável com as coisas do jeito que estão, mas tendo você ao meu lado eu aceito como for. Eu queria muito que isso mudasse, que mudássemos nossa situação, queria que você fizesse uma escolha de vez, porém tenho medo do que você vai escolher, eu queria que escolhesse a mim pois sei que sou o certo pra você, você também sabe disso, e é por isso que eu nunca vou te entender, sabe que foi feita para mim e que eu feito para você, mas independente disso eu ainda não sei sua resposta, por isso sigo sorrindo e olhando para frente
mas recebendo facadas pelas costas. Odeio quando você fala sobre ele, mas tento esconder, não é possível que ele seja tão especial que você me deixe de lado a ponto de não me escolher, eu acho que me escolheria, independente da resposta eu vou te amar até o fim, e é por isso que cegamente eu espero que sua resposta final se resuma a mim.

Inserida por Fred_de_perruan

⁠Porquê você insiste em me contaminar com esse seu sentimento que me deixa tão vasta em emoções?
Porque você não me deixa, Ó tristeza?
Acho que descobri o motivo da alegria não chegar perto de mim, A tristeza me tomou como assalto e Des de então nenhuma outra emoção quis ficar 😔.

_Safira souza_

Inserida por SAFIRASOUZA123

⁠A vida perdeu a cor e o sabor quando você me deixou. O morango que eu tanto amava agora parece amargo e sem graça. Eu que era tão feliz e radiante agora me sinto no escuro e na solidão. Você levou tudo de bom que eu tinha e me deixou nesse vazio. Mas eu não vou desistir de mim. Eu vou me reerguer das cinzas como uma fênix e vou me tornar mais forte. Eu vou superar essa dor e seguir em frente. Eu vou viver sem você.
~Safira souza

Inserida por SAFIRASOUZA123

⁠Claro que viver é coisa séria, mas a vida não deve ser levada tão a sério, tendo em vista que esta é muito passageira e sem graça, com certeza, seria apenas uma passagem monótona do tempo.

O bom humor é indispensável, já que um sorriso bobo adoça o dia amargo, seja o seu ou o de outrem, uma das formas mais eficazes de se suportar as tristezas e as agonias, um bem inegável.

À medida que o riso for escasso, a esperança vai enfraquecendo, o desânimo será cada vez destacado, assim, é preciso compreender que é vivendo e aprendendo, rindo e suportando, um forte sinal genuíno de fé.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Em meio ao caos, busque focar em algo que traga paz, que faça esquecer do mal que te cerca, que provoque a lembrança de agradecer, de tomar a atitude correta
pra que não venhas a esmorecer
esquecendo de que Deus é presente e fortaleza,
podes, por exemplo, admirar a Lua
que está sempre deslumbrante
e deixa a noite ainda mais encantadora,
pois acredito que com simplicidades como esta
é possivel reanimar o semblante
e afugentar o desespero e a tristeza.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠O ser humano é capaz de usar várias máscaras durante toda a sua trajetória,
uma para cada tipo de insegurança
por não querer que saibam de suas fraquezas ou da sua verdadeira intensão,
ele pode colocar uma máscara que está sorrindo
para esconder a sua tristeza,
a sua angústia, enquanto se desgasta por dentro, outra de confiança
para ocultar o seu medo,
uma de serenidade para camuflar o caos da sua mente, uma de bondade se estiver mal intencionado, já que no pretende ser descoberto,
pode chegar a usar tantas vezes
ao ponto de esquecer de que está usando-as
e estas foram apenas alguns exemplos,
entretanto, não quer dizer necessariamente que chegue a usar todas estas máscaras, nem que fique com elas para sempre,
pois com o tempo elas vão caindo uma por uma de acordo com o desenvolvimento da maturidade,
quando perceber que não precisa delas
ou se não aguentar mais usá-las
e claro que tudo isso que acabei
de externar
é de um modo geral,
alguns seres humanos não conseguem usar tais máscaras,
outros não fazem nem questão
de usar,
por serem muito transparentes, sentem dificuldade em disfarçar
ou não vêem a necessidade delas,
não têm a intenção de agradar a todos, de esconderem quem são
e ainda há aqueles que não saem
sem elas como se fossem partes permanentes deles mesmos,
chegam a tirar proveito os outros,
pensam que são mais espertos,
mas em todo caso, o fato é que sempre pode ter um mascarado
por perto, não é todo sorriso
que é de verdade,
pode até ser nós mesmos
sem percebermos.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Numa rua deserta com a chuva fjna caindo sobre ela,
vejo um misto de tranquilidade e abandono,
duas sensações distintas com emoções diferentes,
como se estranhamente alívio e tristeza estivessem presentes na mesma cena, representados respectivamente
pela vida de árvores frondosas e por uma ausência inconveniente.

A solitude e a solidão atipicamente ficaram entrelaçadas causando uma sensação simultânea de amor e lamentação nesta madrugada chuvosa que deixou a emoção tão à vontade que se expressou desta forma confusa, por isso que a mente ainda está inquieta e acordada nesta hora inoportuna, falando em voz alta.

Às vezes, durante a quietude, a alma sente a necessidade de chover lágrimas para desabafar e ninguém está perto para ver e nem precisa, o que importa é que ela chova para não se afogar por dentro por reter suas angústias ou contentamentos, então, graças a Deus que há este momento de purificação ao externar seus profundos sentimentos, uma contínua e necessária libertação.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Tratando-te com a merecida atenção,
cheguei a conclusão de que és um rico romance com trechos de amor, veemência e uma ação empolgante numa história muito atraente, emocionante, onde a tristeza também existe, mas não prevalece.

Então, quero ser teu leitor assíduo, tendo sempre um tempo reservado para estar contigo, lendo atentamente cada frase, buscando compreender os contextos, folheando com cuidado as tuas páginas, constantemente motivado em alguns instantes de deslumbramento.

Pra isso, não posso ter pressa pra que eu possa enxergar nas tuas entrelinhas e assim, usufruir pelo menos boa parte do bem que podes proporcionar e para que a tua história se una com a minha resultando numa leitura salutar.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Uso agora a minha sinceridade para dizer-te que ⁠quando abres um sorriso é como um dia vívido que amanhace, irradiando um amor muito aprazível, assim, a tristeza não prevalece.

Por isso que se estás sorrindo, fico admirando atentamente, o que permite afagar o meu espírito e fazer o mesmo aos meus olhos, um bem que não resisto por ser tão satisfatório.

Então, querida, que eu possa ser um motivo que te faça sorrir, certamente, sorrirei de volta, uma forma de demonstrar-te o meu forte sentir e que a tua presença me importa.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠És intensa,
grande é a tua sensibilidade,
muitos até pensam,
mas poucos te conhecem
ou querem te conhecer de verdade,
pra te abraçarem nos momentos
de fraqueza,
pra desfrutarem da tua graciosidade, entretanto, não precisa ser motivo
de tristeza ou de dor
e sim uma oportunidade
de experimentares o teu próprio amor.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Quero desfrutar
de cada fase da tua infância
que está passando tão depressa,
amanhã não serás mais uma criança,
confesso que sentirei um pouco de tristeza,
mas será momentânea,
pois estamos construindo inesquecíveis lembranças
que sempre poderei visitá-las
e sentir uma necessária
bem-aventurança.

Inserida por jefferson_freitas_1

O Peso das Palavras: Quando Consolar se Transforma em Ferir.

Em tempos em que o sofrimento emocional se torna tema cada vez mais presente nas conversas cotidianas, cresce também a urgência de repensar como falamos com quem está fragilizado. Muitas vezes, na ânsia de confortar, acabamos ferindo não por maldade, mas por falta de preparo emocional.

Psicólogos têm alertado para um fenômeno comum: a tentativa de consolar com frases feitas, o que, em vez de aliviar, agrava o sofrimento. A expressão “Você tem que procurar ajuda”, por exemplo, parece prudente, mas soa como uma ordem e invalida o desabafo. Em um momento de vulnerabilidade, esse tipo de fala pode reforçar a sensação de impotência e solidão, justamente quando o indivíduo mais precisa se sentir compreendido.

Quando o “dizer algo” machuca.

De acordo com a psicóloga Rosa Sánchez, da Fundación Mario Losantos del Campo, essas respostas automáticas se repetem porque a sociedade as normalizou. Fomos treinados a preencher o silêncio, a dar respostas rápidas, como se o silêncio fosse sinônimo de descuido. Contudo, o impulso de “dizer algo” muitas vezes vem do desconforto de quem ouve, e não da necessidade de quem sofre.

O problema é que, ao tentar “arrumar” a dor do outro, transferimos para ele a responsabilidade emocional de melhorar. A frase pronta “Anime-se, a vida continua” soa como uma tentativa de encurtar o luto, de apressar a recuperação. Mas a dor não segue cronogramas, e quem sofre precisa de tempo, não de pressa.

O que não dizer.

Algumas expressões, embora pareçam inofensivas, diminuem a experiência do outro:

“Você já deveria ter superado.”

“Eu sei como você se sente.”

“Tudo acontece por um motivo.”

“Poderia ser pior.”

“Você tem que ser forte.”

“Não chore.”

“Anime-se, a vida continua.”

Cada uma delas nega a singularidade da dor. Ao comparar, racionalizar ou impor força, anulamos a liberdade emocional da pessoa. O resultado é o oposto da empatia: culpa, solidão e incompreensão.

Por que caímos nesses erros?

Três fatores se destacam:

1. Falta de educação emocional. Muitos de nós não aprendemos a lidar com emoções profundas, nem as próprias, nem as alheias.

2. Medo do silêncio.
O silêncio é visto como constrangimento, quando, na verdade, ele pode ser o espaço mais terapêutico.

3. Desconforto diante da dor.
A tristeza e a vulnerabilidade lembram a todos a própria fragilidade, e isso gera fuga disfarçada em palavras de consolo.

Ao tentar “melhorar” o outro, fugimos da própria impotência e esquecemos que empatia não é consertar, é estar junto.

O que realmente ajuda.

A verdadeira presença não exige discursos, mas escuta, atenção e disponibilidade. Frases simples, quando ditas com sinceridade, têm o poder de acolher:

“Estou aqui para você.”

“Sinto muito que você esteja passando por isso.”

“Você quer conversar ou prefere se distrair um pouco?”

“Não sei o que dizer, mas estou com você.”

“Obrigada por confiar em mim.”

Essas expressões validam o sentimento e oferecem segurança emocional. Elas não tentam resolver, apenas confirmam: “você não está sozinho”.

Orientações práticas de acolhimento.

Ouça sem interromper. Às vezes, o desabafo é mais curativo do que qualquer resposta.

Evite julgamentos e conselhos não solicitados. O ouvinte não precisa ser terapeuta; precisa ser humano.

Reconheça a emoção: “Entendo que isso deve ser difícil.”

Ofereça companhia, não soluções. Estar junto é mais eficaz do que tentar corrigir.

Cuide do tom de voz e da expressão corporal. A empatia também se comunica pelo olhar e pelo gesto.

Respeite o silêncio. Há momentos em que falar menos é amar mais.

Busque informação sobre saúde mental. Saber o básico evita erros que perpetuam o sofrimento.

Consolar é sustentar, não corrigir.

Consolar alguém não é encontrar a frase perfeita, mas sustentar o tempo e o ritmo do outro. É permitir que o sofrimento se expresse, sem apressar a cura. Empatia é permanecer quando o outro não tem mais força; é segurar o silêncio sem precisar preenchê-lo.

Porque, no fundo, as palavras que curam são as que nascem do respeito e não da pressa de fazer o outro se sentir melhor.

“A escuta é o primeiro gesto do amor.
Acolher não é dizer algo certo, é estar presente no tempo certo.”
Texto do: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .

De acordo com a psicóloga Rosa Sánchez, da Fundación Mario Losantos del Campo.

Inserida por marcelo_monteiro_4

PIETÀ: O Silêncio em Mármore que Chora.

Entre os véus do tempo e o aroma do incenso que sobe pelas arcadas da eternidade, repousa, em uma capela lateral da Basílica de São Pedro, um instante esculpido com as lágrimas do mundo: a Pietà, de Michelangelo.

Ali, o mármore não é pedra — é carne transfigurada, é alma petrificada de amor e martírio. A jovem mulher, que o artista moldou com mãos quase celestiais, sustenta em seu regaço o corpo exaurido do Filho, como se ainda o embalasse na manjedoura dos primeiros dias. Mas agora, a madeira não é de berço — é de cruz.

Ela, a Mãe das mães, não grita. O grito dela é o silêncio.
O mesmo silêncio que antecede o trovão.
O mesmo silêncio das estrelas quando um anjo parte.

Nos olhos dela, não há desespero — há aceitação sem submissão, dor sem rebeldia, amor sem possessão. Ela o oferece ao mundo mesmo depois de tudo. Ela compreende o que os séculos levariam a decifrar: o Cristo ali não está morto — está descansando no seio da eternidade, à espera da ressurreição que começa dentro de cada ser que ama até o fim.

Michelangelo a esculpiu com apenas 23 anos. Diz-se que, ao terminar a obra, ouviu comentários de que outro escultor teria sido o autor. Então, à sombra da noite, como quem grava seu nome não por vaidade, mas por testemunho, ele inscreveu em segredo na faixa que cruza o peito da Virgem: “Michelangelus Bonarotus Florentinus Faciebat.”

Mas há quem diga — e os anjos não desmentem — que aquela escultura não foi feita somente por mãos humanas. Que o mármore escolhido trazia em sua alma o eco do Gólgota, e que uma lágrima real de Maria — recolhida por mãos invisíveis — repousa invisivelmente entre os sulcos do ventre dela, naquela estátua.

Pois a Pietà não é apenas arte. É sacrário de dor santificada.
É o momento em que Deus permitiu ao mundo contemplar o lado feminino do céu.
Ali, a Mãe é altar, é templo, é oferenda.

É o Espírito Materno do Universo mostrando que, mesmo na dor mais aguda, pode-se manter a dignidade da luz.

Epílogo do Coração.

Alguns dizem que a Pietà fala ao olhar. Mas aqueles que a escutam com o coração ouvem algo diferente:
Uma prece muda que diz:
"Não temas a dor, meu filho, pois o Amor é mais forte do que a morte. E o que hoje repousa, amanhã ressuscitará no seio do Pai."

E tu,ao contemplares essa Mãe que tudo sofreu sem perder a candura, lembra-te de que o Amor, quando verdadeiro, é capaz de abraçar até a morte — e ainda assim renascer.

Inserida por marcelo_monteiro_4

A PRECE: Genuflexão da Alma diante do Eterno.
CAPÍTULO IV

A prece não é apenas o murmúrio dos lábios ou a repetição de fórmulas já gastas pelo hábito. Ela é sobretudo a genuflexão da alma, uma inclinação silenciosa do ser íntimo diante da grandeza infinita do Criador.

Léon Denis, em suas páginas de suave elevação, recordava que a prece é o fio invisível que nos liga aos céus. Não se trata de um gesto exterior, mas de um movimento interior: quando o coração se curva em reverência, o espírito se ergue em luz.

A ciência dos Espíritos, revelada por Kardec, confirma esta verdade. A oração é força viva que, partindo de nós, percorre o espaço como onda sutil, alcançando aqueles a quem desejamos consolar, socorrer ou agradecer. Não se perde uma súplica; todas encontram ressonância nos planos espirituais, onde inteligências superiores as acolhem e as transformam em bênçãos.

A prece não muda as leis eternas, mas transforma quem ora. Modifica o ânimo, pacifica os sentimentos, ilumina o pensamento. O homem que ora abre as portas de sua consciência para que a esperança o visite, e, nesse instante, o desespero cede lugar à serenidade.

Assim, a prece é diálogo da criatura com seu Criador, ponte invisível entre a terra e o céu, eco da eternidade no íntimo do ser. É a genuflexão mais pura: aquela que se faz não com o corpo, mas com a essência imortal que somos.

Pois, quando o coração se recolhe em oração sincera, o próprio universo parece escutar, e Deus responde em silêncio, pelo alívio que desce, pela coragem que renasce, pela paz que se instala.

Inserida por marcelo_monteiro_4

ENSEJOS DA ALMA.
Catarina Labouré / Irmã Zoé .
11/09/2017.

Nós desejamos tanto quanto muitos de vós as beneficies envoltas de virtudes divinas e no esforço constante de cada momento é que nossas forças devem manter-se ligadas a capacidade hercúlea de renúncia,mas quão poucos tem a mesma coragem de matar em si o homem velho pragmatizado nas faltas gritantes que demonstram prejudiciais comportamentos que se esvanecem por entre a sociedade hedionda;contaminando-a com pensamentos e atos que desfavorecem a evolução que tanto anseia o mundo.
Quão poucos esforçam-se de fato para a verdadeira melhoria!
Exigem do outro conduta exemplar para que possam continuar a se ostentarem enraizados em odores fétidos de uma vida que permeia os mesmos contágios nefastos que em si abraçam como amigos e companheiros diários.
Aquele que diz amar a Deus e aborrece o seu irmão,sabe que está na contra mão da paternidade em comum da divindade.
Se pretendemos receber do mais alto proteção,amparo e virtudes plenificadas, saibamos que a prova maior se manifesta em meio ao lodo do corpo carnal,aonde as limitações impostas às condições espirituais vem conclamar a cada um para que vença a si mesmo,sendo o que mais serve embora tudo e todos insistam em mostrar falhas sem mostrar piedade para com o outro,sigamos adiante sempre e sem esmorecer,mantendo-se no bom combate diário,o homem novo surgirá mesmo por entre as dores maiores que fazem do aparentemente vencido o campeão que vai se levantando,libertando em perdão os ignóbeis que não compreendendo a marcha ascensional de cada indivíduo,faz-se alegre por seguir triunfando sobre si mesmo ao mesmo tempo que tantos outros ao toque da catadupa interligados no cadinho da vida,prestam serviços afetuosos para que juntos apresentemo-nos mais cedo ou mais tarde à alegre presença divina,apoiados todos sobre o mesmo cajado do amor que aprendeu a venerar da terra as vicissitudes abrilhantadas pelo ensejo feliz ao céu que chega de encontro as almas que em labor libertam da sua condenação ineficaz os irmãos, companheiros de longas jornadas que hora se reencontram sob o zimbório espetacular de estrelas mil a nos dizer que unidos e amorosos estamos aptos a receber a herança do filho pródigo quando do retorno à casa paterna dos imortais.
Muita paz a todos!

Inserida por marcelo_monteiro_4

SOB A SOMBRA DA BELEZA NO AMOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O amor nasce já ferido.
Não como promessa, mas como necessidade.
Uma carência inscrita na própria estrutura do querer.
Ama-se não por plenitude, mas por falta.
A beleza surge como engano sublime.
Ela se oferece ao olhar como redenção,
quando na verdade é apenas o véu mais refinado da dor.
Toda forma bela carrega em si a sentença do perecimento,
e é justamente por isso que fascina.
O espírito, ao reconhecer o belo, não encontra repouso.
Antes, inquieta-se.
Pois compreende que aquilo que o atrai
jamais poderá ser possuído sem perda.
Amar é desejar o que inevitavelmente escapa.
A consciência, ao amadurecer, percebe
que o amor não promete felicidade,
apenas instantes de intensidade.
E intensidade é sempre sofrimento condensado.
Quanto mais profundo o vínculo,
mais aguda a percepção do fim.
A mística do amor revela-se então trágica.
O sujeito não ama o outro,
ama a imagem que nele desperta sua própria carência.
E quando essa imagem vacila,
a dor emerge não como surpresa,
mas como confirmação da natureza do querer.
Há uma tristeza inerente à beleza
porque ela nos obriga a desejar o que não se fixa.
Tudo o que é digno de amor
é, por essência, transitório.
E a consciência disso não liberta: aprofunda.
Assim, amar é consentir com o sofrimento lúcido.
É aceitar a vigília permanente do espírito
diante de um mundo que não promete consolo.
A grandeza não está na felicidade,
mas na coragem de contemplar o abismo
sem desviar o olhar.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Vida , vida minha...
Quero que saibas, de tudo que representa para mim.
Quando criança e em minha juventude , houve tantos dolorosos momentos, então com minha pouca experiência de vida chorava muito, foram rios e rios de lágrimas por anos..., Até que dei um basta, e disse chega de choro, eu já era valente em meu mundo, me tornei duplamente valente... por onde passei, minha voz era ouvida, liderei pessoas,ensinei muito, mas fui muito mais aluna, pois tudo eu observava e absorvia... Tive muitas histórias dessa época... Um belo dia conheci um homem, e no futuro se tornou meu esposo, nunca imaginei que casamento tivesse o efeito de montanha russa, mas aprendi a ser uma fera nessa fase, pois percebi que precisava de cuidar da minha nova vida, anos de amor, problemas, alegrias, tristezas, surpresas, decepções, até que chegou o dia da descoberta de que desde antes do casamento, fui enganada,e naquele momento tudo desmoronou, e tudo findou...
Ah, vida como foi dura comigo, por que me judiou tanto?... - Me fiz essa pergunta muitas vezes.
Mas, hoje entendo que precisei de tudo o que passei, para ser quem sou,hoje vivo no mais perfeito amor com meus pais, então obrigada por não desistir de mim. E por me fazer essa mulher que me tornei.

Inserida por leinhacoelho

⁠Quando a música cessa restando somente o silêncio, quando ela se vai e tudo fica tão triste. Minha alma não mais me responde, apenas se senta e aguarda a sua volta.
Quando a melodia vem tão melancólica e me deixa sem chão, encontro-me buscando desesperadamente meios de dar-lhe uma nova canção. E ela entoa tão lindamente como quando sonho com o dia em que te encontro.

Inserida por In_finitys

As lágrimas

⁠Quanto tempo faz desde a última vez? Nem me lembro mais. Antes era tão mais fácil, tão mais comum. Quando caía no chão e ralava o joelho, ou ao levar uma bronca da mãe, quando brigava com o irmão, ou quando perdia algo valioso.
Elas vinham como um dia chuvoso, lavando a alma e logo depois o céu ficava azul novamente.
Mas já fazia um tempo que elas não caíam. Até que hoje choveu bastante, como nunca antes, mas o céu não ficou azul. Elas não lavaram a alma.
Elas apenas caíram...

Inserida por In_finitys

⁠— Olá velha amiga. Seja bem vinda. Sente-se e fique a vontade, já que conseguiu arrombar a porta.
Digo que é um imenso desprazer sua presença, mas você já faz parte de mim. Costumo te manter afastada pra proteger meu bem estar, porém é inevitável sua volta.
Te rejeito, pois traz consigo meus medos, meus traumas, minha insegurança... Mas vamos, tome um pouco de café, enquanto me lembra de como meu mundo é pequeno e destrutivo.
Conte-me como foi ficar tanto tempo afastada e o quanto lutou pra conseguir me abalar ainda que só um pouco e hoje conseguir forças suficiente pra atropelar meu castelo de areia que construí com tanto cuidado.
Cante para mim suas canções melancólicas enquanto dilareça meu coração e embaraça meus pensamentos.
Não ligue pra minhas lágrimas, nem pras minhas mãos trêmulas e muito menos pra minhas frases incompletas, que falo enquanto sufoco com falta de ar.
Mas seja breve por favor, depois que concluir seu trabalho vá embora.
Não te demores muito. Pois estarei recolhendo meus cacos espalhados por todo o carpete, e pedaço por pedaço tentarei colocá-los de volta no lugar.
E então até eu terminar não retornes, velha amiga.
Não se preocupes, você sabe exatamente onde me encontrar, e se possível se perca pelo caminho e nunca mais volte.
E se um dia eu precisar de você, o que garanto que não vai acontecer, gritarei bem alto: —Volte amiga Ansiedade, sinto sua falta!!!

Inserida por In_finitys