Textos de Saudade de Falecido
Se eu penso nela?
Pensamentos vêm e vão!
Se eu tenho saudades?
Saudade machuca mas passa!
Se eu lembro dela?
Quando se lembra é porque em algum momento se esqueceu!
Mas ela nunca vai!
Ela nunca passa!
Ela mora em minha cabeça, tá ali em meio ao mundo confuso dos meus pensamentos!
Ela está ali entre os risos e lágrimas, entre a multidão e a solitude!
Ela está sempre ali, dentro do coração!
Transbordando
Demétrio Sena - Magé
A saudade que levo é de algum tempo
muito antes da bolsa que habitei,
vem de quando não sei nem rebuscar
nas memórias em sobreposição...
Ela dói com pungência que aprecio,
pois me dá fundamento; identidade;
tece um fio que aponta pro sentido
que não vejo nos dias por aqui...
Peço a volta no tempo inexcrutável,
já não acho saudável tanta marcha
neste rumo que aponta pro vazio...
Quero ir, os meus passos estão leves
e preciso entender a própria rota
ou a gota que avança minha margem...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Não pense que repetir o ciclo de sumir e reaparecer na minha vida vai me fazer sentir saudade. Para começar, eu não sinto saudade de quem escolhe a ausência.
Sou alguém de demonstração constante de interesse, não por carência, mas porque não gosto que me vejam como insensível. Quando gosto, demonstro — e demonstro de forma clara.
Respeito o seu espaço e cuido da maneira como você se mostra, justamente para que a minha interpretação nunca seja injusta ou equivocada.
Quando a lua esbarrar no mar...
Quando a ultima estrela.deixar
seu rastro de saudade na imensidão...
Talvez seja o hora de lhe falar
Das borbulhas de amor no olhar
Das noites que passo a suspirar
Da paz que encontro em seu olhar
Sei que sua alma cigana quer ficar
Mais logo vai voar se aconchegar
em horizontes no qual não faço parte...
Quero seus momentos...Sorrisos soltos
Sonhar em meu ninho...Mais depois ...
O que impota...São os minutos que conto
Para sermos nossos ...Esses São eternos
Me fazem sonhar e querer mais ... E mais...
Sei que sempre volta ...Em tardes brilhantes
Ou em manhãs perfumadas na primavera
Pois esta com um pé preso em uma estaca
Fincada no meu esperançoso coração...
Sou seu ninho...feito com fios de luz
Que a cada verão se renova entre outros
Para curar seu coração aventureiro...
Um dia serei saudade...
Vou tentando me afastar de gente fraca, arrogante, doente! Peço a Deus que realize meus sonhos antes do meu caminho acabar. Não me servirão realizações que eu não possa compartilhar, ver, sentir. Estou cansada de tanta hipocrisia, até o diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém.
No terceiro dia, que o coração agoniza de saudade,
no terceiro dia, que lembramos o quanto éramos felizes juntos.
No terceiro dia, que nos perguntamos o por que da partida,
mesmo sabendo a resposta.
No terceiro dia, que penso que deveria ter feito mais, pra você ficar ao meu lado.
No terceiro dia, lembro dos nossos beijos calorosos, dos nossos abraços como se fosse a ultima vez.
No terceiro dia, percebo que já esquece até o seu perfume.
E só a saudade e as memorias me restou.
Uma Palavra Chamada Saudade.
Saudade é a alma lembrando
que o amor não termina na despedida.
É o espírito tocando o tempo
para dizer que nada foi em vão.
Saudade é quando o invisível se faz presença
e o coração escuta o que os olhos não veem.
É sentir alguém perto
mesmo quando o corpo já não está.
Saudade nasce do encontro das almas,
não do acaso das despedidas.
Ela é ponte entre dois mundos,
fio de luz que não se rompe.
É oração sem palavras,
é conversa em pensamento,
é abraço que acontece no silêncio
e chega como paz ou como lágrima.
Existe saudade de quem partiu
e saudade de quem ainda virá.
Saudade de outras vidas,
de laços que o tempo não explica.
Ela dói, mas consola.
Machuca, mas ensina.
Porque só sente saudade
quem ama além da matéria.
E quando a saudade aperta demais,
não é castigo — é sinal.
Sinal de que o amor foi verdadeiro,
de que a alma reconheceu outra alma.
A saudade não separa.
Ela prepara o reencontro.
Não apaga histórias,
apenas as guarda em luz.
Ela nos lembra que ninguém é perdido,
que os vínculos não morrem,
que o adeus é só uma pausa
numa conversa eterna.
Por isso, quando a saudade vier,
não a expulse.
Acolha.
Ela é o amor dizendo baixinho:
eu continuo aqui.
Me vejo pensando e sonhando conosco. Penso como se fosse algo viscoso, e esse algo é minha saudade, algo tão grudento quanto cola super-bonder, esse silver-tape que colocaram para segurar meu coração já não está forte, já está cedendo, caindo, desistindo de me conter.
Sinto como se fosse algo incomum, mas a maioridade que atingi me traz maturidade, me traz a verdade e a sede de liberdade dessa imensidão de solidão.
Por trás de um olhar uma saudade, por trás dessa saudade um adeus mal dado, nunca dado. Por trás de um olhar uma dor imensurável, dor de amor, de saudade. Por trás de um olhar uma alma, que por mais que você tente camuflar, ser apático ou não sentir, ela te entregará pois, frente à alma o coração e a frente desse...teu próprio olhar. A alma mora no olhar!
Flávia Abib
A Vida é Feita de Saudade.
A vida começa sem saber o nome das coisas,
e já ali nasce a saudade
do ventre quente que nos guardava em silêncio.
Choramos não por dor,
mas porque algo ficou para trás.
Na infância, a saudade tem cheiro de terra molhada,
joelhos ralados e mãos sujas de sonho.
Sentimos falta do dia que acaba cedo,
da tarde que nunca deveria terminar,
do colo que sempre estava ali.
Na juventude, a saudade aprende a amar.
Ela se veste de promessas, de partidas,
de pessoas que passam rápido demais.
É quando descobrimos que nem todo amor fica,
mas todo amor ensina.
Na vida adulta, a saudade pesa.
Ela mora nas escolhas não feitas,
nos caminhos que exigiram coragem,
nos abraços adiados pelo cansaço.
Aqui, aprendemos que o tempo não espera.
Quando os filhos crescem, a saudade muda de casa.
Ela passa a morar nos quartos vazios,
nos brinquedos guardados,
no silêncio depois do “boa noite”.
E entendemos que amar é também deixar ir.
Na velhice, a saudade se torna companhia.
Ela senta ao lado, sem pressa,
folheia memórias como quem reza.
Já não dói tanto — ensina.
Mostra que tudo valeu a pena.
No fim, percebemos que a saudade
não é ausência,
é prova de que vivemos.
E que cada fase da vida,
se vivida com presença,
vira eternidade dentro do coração.
Ai que saudade do seu olhar,
daquele belo teu olhar. Que fascina.
Bem que poderíamos nos encontrar,
nos encaixar, pra uma vida inteira.
Mas acontece que a minha fala
Não te enobrece. Não sou aquele príncipe.
Mas te quero, princesa.
Não esqueça desse Cara que não te Esquece.
Que faz até uma prece, para que algo aconteça.
Feliz aniversário silencioso
Eu sei da sua saudade
Não se torture por senti-la
A saudade é mágica
Ela é extravasada
No grito
No sonho
Na revolta
No suspiro
No telefonema silencioso
E naquele não atendido
Enquanto sentir saudade
Terá certeza que tudo foi verdade
E só se sente saudade
Do que foi felicidade
Agradecida eu fico
Por se lembrar do meu aniversário
Na primeira hora de 23 de maio.
Menino criado com vó
Que a despedida seja nosso derradeiro anseio. Que dedicatórias e saudades não sejam nunca ensaiadas. Que os olhares não mirem lembranças ou lugares lembrando de alguém, e que a minha robusta linguagem seja tímida se um dia precisar falar de adeus com você.
Não tenho poemas tristes sobre você. A minha vida e a vida dos outros são todas vidas de dentro de você. Tu sabes que eu sei dizer e arrumar em palavras as mais consoladoras e convincentes. Só as nego e negarei dizer a todos qualquer coisa que explique um dia a tua ausência, porque “até logo” ou “até um dia” eu até diria, porém adeus jamais lhe daria.
E num verso em que foge a rima e o português rebuscado, digo-te até um pouco bravo, não com a braveza de um desorientado, mas falo da bravura de um filho de nordestino, cabra arretado, te proibindo que desta vida se retires antes que eu veja em vida os filhos dos meus filhos, para terem também a sorte, assim como eu tive, de ser menino criado com vó.
Quiçá todo mundo pudesse ter sido, como eu fui na infância, querido; hora outra chamado de neto preferido; comigo sempre repartindo os doces recebidos. Sorte na tua casa ter vivido, e da tua vida me foi feito abrigo, como até hoje e ainda em breve será.
Pois com pressa só tratamos a saúde. O que não for saudade pode esperar!
Saudade...
sim,e por que não?
Deslumbrar de luz o coração...
Esquecer, como?
Ah, como é linda tanta emoção!
Tudo de bom,
nesse encontro,
é o que importa...
a beleza, o conforto,
e a coisa sagrada
que existe no nosso coração!
Lembrar de ti?
Sim... eternamente!
Nunca me cansarei,
porque você chegou
e inundou meu coração
com as coisas mais belas,
que nunca pensei!
EU REPITO
Onde você mora eu quero saber
Estou com saudade Saudade de você
Eu fiz uma casinha pra gente morar
Se você quiser pode me ligar
Estou te aguardando
Fazendo tantos planos
Pra nois dois
Vou te amar agora
E quero te amar depois
No vídeo gravado no meu celular
Eu repito que vou te amar
Eu repito repito no vídeo
Que vou te amar
Enquanto eu existir enquanto eu viver
Só quero você.
Poeta Antonio Luis
Oh que saudade tenho em amargura lembro,
O único eterno seio que não nega amor
Desmoronado e canceroso meu legado de dor;
Navego por águas mortas, meu orgulho aumenta no escuro
De linho revestido a manga de veste torta
Tocar gaita e comer caviar em sossego,
Ouço uivos dos cães carniceiros nas noites aflitas
Perseguido pelas sombras sem contraste, meu sangue é mais amargo;
-Não importa a índole desse sujeito amordaçado,
Leila foi envenenada por este whiskey que tomou;
a cada pouco, perdeu-lhe esperança, está setenciado!
Entre os muros altos e ferros da grade, ajuda o anjo negou!
Em extremo pranto e tremor, luz que desgranha
Choro na madrugada, mas a única que ainda me amava
Por mimsacrificou-se como a pomba revoada
Que carregou o julgo no meu lugar, que ao outro lado atravessava
A criatura de enormes asas me atormenta
Na sua presença, por ódio me consome
Da pendurada réu entre a corda, morta inocente, arrependido nada adianta
Serena noite em melancolia,navego em mar de lamentos em blames
Bebo o tempo todo, para matar o vazio por dentro
-Kraron por que não morri?ésmeu coordeno eterno
Está morto é melhor que encontrar algum sentido
Preparo o gatilho,e navego pelo desastroso destino
SAUDADE
"Seus olhos castanhos me assombram, me dominam, desde a última vez em que o brilho dos seus olhos, brilhou de volta por entre os meus.
Nunca vão compreender o quanto a amo, receio que nem mesmo você.
Saudade da sua presença, dos seus problemas para que eu possa solucioná-los, para depois ver você com raiva, dizendo que não quer que eu os solucione.
Saudade da sua gargalhada, aquele instante em que você a carrega e aguarda para soltá-la.
Inveja da vento brincando nas ondas do seu vestido, é o mais perto que minhas mãos já estiveram.
Saudade das curvas do teu corpo, que são como as das montanhas das cordilheiras, dolorosa e a espera para que eu me perca entre elas mais uma vez.
Não desejo você, pois o desejo foi atrelado a morte, para que os homens pudessem matá-lo, entrego a você o meu amor, pois foi atrelado a vida, para que pudéssemos vivê-lo."
"Soube que era saudade
quando houve perdão sem ocorrer pecado.
Quando notei que a lua não respeitou o dia.
Quando as asas antecederam o pássaro.
Quando o beijo chegou antes dos lábios.
Quando fiz duas porções para jantar só.
Quando houve dicotomia e minha alma se apresentou sem corpo.
Quando meu corpo sentiu o que meus olhos não enxergaram.
Quando fechei os olhos para enganar o meu cérebro.
Quando vi sua foto e a memória quis encarnar."
Dia da saudade
Lembro de quando era mais novo e nenhuma saudade morava em mim.
A saudade parece ser um diálogo silencioso entre quem ficou e quem segue.
Mia Couto a descreveu como uma tatuagem na alma, afirmando que só nos livraremos dela perdendo um pedaço de nós.
É a palavra que usamos para abraçar quem não está por perto.
Rubem Alves, ao nomeá-la, disse que a saudade é a nossa alma dizendo para onde quer voltar.
Acho que ela é o instante querendo reacontecer.
Sinto saudade da pureza do ar,
Da pureza pela pureza.
Sem cliques.
Do canto despretensioso dos pássaros.
Do toado das crianças que brincam
Sem pretensão de culpa,
Com presunção de inocência.
Do verde dos bosques rutilantes.
Do azul do céu só pelo azul
E nada mais.
Sinto saudade de quem eu era
Antes de escalar o monte dos pensamentos
E ser condicionado a ser o que sou.
Sinto saudade de mim.
