Textos de reflexão sobre a vida
O Diálogo Eterno
No princípio, Thales contemplou o mar,
"tudo é água", o mundo a flutuar.
Parmênides contestou, com ousadia:
"o ser é imutável, a mudança é utopia."
Heráclito, no fluxo, ergueu sua voz:
"tudo flui, nada permanece em nós."
Platão buscou o ideal, além da visão,
"o mundo das ideias é a perfeição."
Aristóteles, atento, fez sua objeção:
"o real é a substância, a causa e a ação."
Santo Agostinho, em prece, refletiu:
"amo-te, verdade, tardia, mas foste o que insistiu."
São Tomás, da razão e fé defensor,
clamou: "a causa primeira é o Criador."
Maquiavel, ao poder fez seu louvor:
"o fim justifica os meios", disse com ardor.
Descartes duvidou, firme em sua missão:
"penso, logo existo" — a base da razão.
Locke, na tábula rasa, escreveu o saber:
"somos moldados pela vida e o aprender."
Schopenhauer lamentou, com profundo pesar:
"o mundo é vontade que nos faz penar."
Kant, do dever, trouxe nova lição:
"age como lei universal tua ação."
Hegel viu o mundo em dialética erguido:
"tese e antítese, o real é um tecido."
Nietzsche, no eco, um desafio deixou:
"torna-te quem és" — assim ele ensinou.
Beauvoir, na igualdade, desafiou o viver:
"não se nasce mulher, torna-se ao crescer."
E Sócrates, sereno, em sua ironia,
deixou: "só sei que nada sei," como guia.
E assim, no ciclo, a filosofia caminha,
do eterno perguntar ao que nos aninha.
No fim, todos juntos, num coro a ensinar,
que pensar é existir e, no existir, amar.
GinoPedro
Na jornada da vida, temos três tipos de companhia:
As efêmeras, pessoas que cruzam a estrada, provocando pausa na rota.
As transitórias, que escolhem rotas opostas, atrasando o nosso curso.
E, as efetivas, que estarão contigo no sol, na chuva, na neblina,
nas subidas, descidas, curvas, buracos e pedras no caminho.
Compreendo que a partilha é - podemos dizer - o DNA, a essência da vida Cristã, que se realiza na Igreja Santa de Deus, escrita, constituída e edificada nos fundamentos do Senhor Jesus Cristo - presente no Seu Evangelho. E que o Senhor nos livra do mal pela, nossa boa visão - focada naquilo que nos traz esperança, confiança e fé. "Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor." 1 Coríntios 13:13
Enquanto uma pessoa está viva devemos:
Fazer todas as homenagens para que a pessoa saiba o quanto é importante...
Dizer o que sentimos para que a pessoa possa trocar um abraço, agradecer e se sentir feliz...
Mesmo que a pessoa consiga ouvir suas preces ou sentir a emoção que você emite depois que ela morreu... faça em vida!
O Eu se permite viver quando abandona a idealização da riqueza material como o ápice da sua maior conquista pessoal.
O Eu se permite viver quando entende que o amor pessoal se constrói com autocuidado.
O Eu se permite viver quando entende que errar faz parte da construção da sabedoria de uma vida sem manual.
Nascer, Crescer e Morrer
No ventre da mãe, o primeiro pulsar,
um sopro divino a nos moldar.
Chegamos ao mundo em frágil chorar,
um início de vida, um mistério a trilhar.
Crescemos aos poucos, em passos lentos,
aprendemos com erros, vivemos momentos.
Dos risos na infância à pressa da idade,
somos ventos que correm na vastidão da verdade.
E o tempo implacável, senhor do destino,
marca nossas faces com traços divinos.
Na juventude, ousamos desafiar,
mas a velhice nos faz refletir e parar.
Morrer... não é o fim, mas um recomeço,
um ciclo eterno, um profundo endereço.
De pó viemos, ao pó voltaremos,
mas o amor que plantamos, jamais perderemos.
Que a vida, tão breve, nos ensine a amar,
a ver cada instante como um doce luar.
Pois somos poeira, viajantes do ser,
no ciclo divino: nascer, crescer e morrer.
DESUMANO
Brincam com tudo...
Com seus sentimentos,
Com sua dignidade,
Com sua saúde,
Com o que deveria ser sagrado: o alimento.
A terra, exausta, já não produz como antes.
Nos últimos vinte anos, o veneno derramado — agrotóxicos e ambição — brotou em câncer e devastação.
A ganância arrancou as raízes da ética, sufocou os frutos da moral.
Em nome do capital, sacrificam vidas:
Poluem a água que deveria saciar,
Envenenam o solo que deveria nutrir,
Adulteram a carne que deveria sustentar.
Atacam no silêncio, onde não há voz para defesa.
São “pseudo-semelhantes”, vorazes predadores de um povo faminto.
Oferecem comida que, nem aos cães, serviria sem piedade.
E o que é mais difícil de engolir?
O alimento contaminado, mascarado para disfarçar sua morte precoce?
Ou a podridão moral dos que lucram com essa tragédia?
Tentam maquiar a decomposição. Colocam papel — ironicamente, o mais limpo no espetáculo sujo — entre carne e desespero.
Mas não é poesia, nem literatura:
É a carne que você paga caro e consome com alegria, sem saber que ela traz, no sabor, o amargor da degradação.
Não se trata apenas do alimento físico.
É a alma que se contamina com o cinismo dos "vermes humanos",
gente que rasteja pelo lucro, deixando um rastro de destruição.
Dia após dia, a desumanização avança, tragando vidas como um buraco negro, onde nada sobrevive.
Até quando se dará esse espetáculo grotesco e velado?
Até quando o lucro falará mais alto que a vida?
Até quando a vida humana, será considerada a carne mais barata do mercado?
Seres humanos, desumanizados.
Mas a história não acabou
O solo ferido, ainda pode renascer,
A água envenenada, voltar a correr,
E as sementes perdidas pela ganância,
Brotem de novo em terra de esperança.
Há força na indignação,
Coragem em cada coração,
Resistência no grito abafado,
Renascendo onde tudo foi calado.
Somos as mãos que plantam a ética,
Os passos que caminham na poética,
De um futuro onde o alimento, enfim,
Será puro, sagrado, do início ao fim.
Enquanto a vida pulsar na raiz,
Mesmo sufocada, ela insiste e diz:
"Há um amanhã esperando florescer,
No solo que a justiça há de devolver."
O Sol em Nós
Há um sol que nasce além do horizonte,dourando montanhas, beijando a fonte.É farol divino, guia do dia,aquecendo a terra em melodia.
Mas há um sol que em nós precisa brilhar,não de fogo, mas de amar.É luz interna, chama guardada,que ilumina a alma mesmo apagada.
O sol do céu finda ao entardecer,mas o sol da vida não pode morrer.
É coragem nas sombras, fé no escuro,um coração quente num mundo inseguro.
Deus desenha o sol nas manhãs que renascem,e nos ensina a sermos luz nas vidas que passam. Que nosso brilho seja tão forte e fecundo,quanto o sol que aquece cada canto do mundo.
Alves, Rosahyarah
*Vida e Amor*
No toque suave do destino, a magia cresceu,
De um amor impossível, um sonho floresceu.
Duas almas distantes, estrelas a brilhar,
Encontraram no outro, razão para amar.
No silêncio das noites, seus corações se falavam,
Embora separados, na mente se abraçavam.
A vida, com seus caminhos tortuosos a seguir,
Testou o amor, mas ele não quis partir.
A magia nasceu, pura e resplandecente,
Do desejo ardente, de um amor incandescente.
Cada olhar, um poema de saudade,
Cada sussurro, um grito de verdade.
E a vida, com sua dança complexa e sincera,
Teceu o amor, numa trama de primavera.
O impossível se tornou possível a cada dia,
Transformando a dor em pura alegria.
Pois vida e amor, juntos a caminhar,
São a essência do que significa sonhar.
E na magia que nasceu, de um amor impossível,
Encontraram forças para viver um amor inesquecível.
A ilusão das princesas
Nos contos de fadas, dizem,
há um "felizes para sempre"
cravado em ouro nas páginas,
como se o tempo parasse,
como se a felicidade fosse estática.
Mas a vida não é isso.
Ela é um mar inquieto,
onde as ondas beijam a areia
e, sem aviso, recuam,
levando pedaços do instante.
A ficção nos oferece castelos,
promessas de eternidade,
um refúgio onde nada muda,
onde os finais são feitos de vidro
e não se quebram.
Aqui fora, a areia se molda
sob cada novo passo,
as ondas desenham o que o vento apaga,
e a felicidade é um sopro,
leve, fugaz, real.
Aceite: a vida é movimento.
É hoje, não amanhã.
É a gargalhada que explode
entre lágrimas,
o instante roubado à rotina,
o suspiro no meio do caos.
Não existe "para sempre".
E está tudo bem.
Seja feliz agora,
pois o agora é tudo
o que a vida
te oferece.
A premissa “A finitude da vida é a certeza do amor de Deus por nós” sugere uma perspectiva espiritual e filosófica profundamente significativa. Se considerarmos que a vida é finita, isso não é um mero limite imposto, mas um presente que dá sentido à nossa existência. A mortalidade, longe de ser uma punição ou um obstáculo, pode ser entendida como uma moldura divina para a obra-prima que é a vida humana. É como se Deus nos concedesse um tempo definido para aprendermos, crescermos e nos dedicarmos àquilo que realmente importa: o amor infinito e misericordioso.
A finitude, paradoxalmente, torna o amor infinito. Quando sabemos que o tempo é limitado, cada momento se reveste de uma intensidade única. O amor torna-se mais urgente, mais real, mais profundo. É nesse horizonte de limite que podemos experimentar algo divino: a possibilidade de amar sem medidas, mesmo em um espaço de tempo limitado.
A prática do amor infinito em uma vida finita é um ato de fé e um reflexo do amor de Deus. É a oportunidade de superarmos nossas imperfeições, de vivermos para além do egoísmo e das pequenas vaidades, e de nos aproximarmos da essência divina. Essa essência está enraizada no amor que acolhe, perdoa, e compreende.
Ao mesmo tempo, a finitude nos ensina sobre o valor da misericórdia. Saber que tanto nós quanto os outros somos limitados em nossas ações e em nosso tempo é um convite para sermos mais compassivos, para perdoarmos com mais leveza e amarmos com mais intensidade. A vida breve é, portanto, um chamado à eternidade do coração humano, onde o amor e a misericórdia são as únicas verdades que permanecem.
Assim, ao percebermos a vida como finita, não nos desesperamos, mas encontramos a graça. Pois, no tempo que temos, podemos amar com a intensidade de quem sabe que não há garantias de amanhã, mas há a certeza de que, no ato de amar, tocamos o eterno. Dessa forma, a finitude da vida não é apenas uma prova do amor de Deus, mas uma oportunidade para que também sejamos reflexos desse amor no mundo.
Podemos ver a vida por três formas:
A visão que os olhos nos proporciona,
a perspectivas que o coração nos faz sentir dela e as concepções que a razão nos conduz. O importante é procurarmos compreender a vida sob esses três meios, sem ignorar nenhum deles, pois, somente assim, teremos uma realidade mais acertiva dos fatos.
A Jornada da Vida
Desde o primeiro suspiro, a vida se desenrola como um campo vasto e fértil, pronto para ser semeado. No início, somos sementes, pequenas e cheias de potencial, lançadas ao mundo com a esperança de crescer e florescer. A infância é um período de aprendizado, onde cada experiência é uma gota de chuva que nos nutre e nos faz crescer. Brincadeiras, risos e descobertas são os primeiros brotos que surgem, mostrando a promessa do que está por vir.
À medida que avançamos para a adolescência, o campo se expande. As escolhas começam a surgir como caminhos divergentes, cada um levando a um destino diferente. É uma fase de amadurecimento, onde aprendemos a distinguir entre o certo e o errado, e a responsabilidade começa a pesar sobre nossos ombros. As sementes que plantamos agora são mais deliberadas, cada decisão uma aposta no futuro.
A vida adulta chega como um verão intenso. É o momento de colher os frutos das escolhas feitas, de enfrentar as consequências das sementes plantadas. Carreira, relacionamentos, família – cada aspecto da vida é um campo que requer cuidado e atenção. O livre arbítrio nos dá a liberdade de semear como desejamos, mas também nos lembra que a colheita será proporcional ao nosso esforço e dedicação.
Com o passar dos anos, a velhice se aproxima como um outono tranquilo. É uma época de reflexão, onde olhamos para trás e vemos o campo que cultivamos ao longo da vida. As escolhas certas e erradas se revelam nas colheitas abundantes ou nas terras áridas. É um tempo de sabedoria, onde compreendemos que cada segundo gasto teve seu valor, e que a conta da vida, inevitavelmente, chega para todos.
Finalmente, a morte vem como o inverno, encerrando o ciclo. É o momento de descansar, de deixar que a terra se renove para novas sementes. A vida, com todas as suas fases de aprendizado, amadurecimento e escolhas, nos mostra que somos os jardineiros do nosso destino. E no fim, colhemos exatamente o que plantamos, aprendendo que cada instante vivido tem seu preço e sua recompensa.
o INFINITO que a Vida quer te entregar
A Vida, em sua infinita bondade e amor, deseja te conceder tudo, de forma ilimitada. Essa é a essência do que nos cerca: abundância sem fim, generosidade que transborda, e bênçãos que ultrapassam qualquer expectativa humana. Você merece essa plenitude, não porque precisa provar algo, mas apenas porque, desde o momento em que nasceu, você merece tudo isso.
A Vida deseja que você viva em abundância, em paz e em alegria. E o melhor? Há garantia de que você terá tudo isso. Mas há um detalhe importante: o tempo para que isso aconteça está diretamente ligado ao seu livre-arbítrio.
A Vida não força, não exige, não impõe. Ela espera pacientemente que você abra o coração e permita que as bênçãos cheguem até você. O livre-arbítrio é o maior presente que ela te deu, mas também é o que define o quão rápido ou devagar você viverá essa plenitude.
Quanto tempo demora? Depende de você. Depende de como você decide encarar a vida, de como aceita e confia nas promessas e planos divinos. Cada escolha que você faz, cada pensamento, palavra e ação que alimenta, te aproxima ou te distancia dessa realidade ilimitada.
Quando você se alinha com a vontade divina, reconhecendo que merece o melhor e que tudo já está preparado para você, os céus se abrem. As limitações desaparecem, as portas e janelas se escancaram, e você passa a experimentar a Vida com toda a abundância que ela quer te dar.
Portanto, confie. Permita-se. Reconheça o poder de escolha que está em suas mãos e, com ele, aceite o que já é seu por direito. A Vida quer, pode e vai te dar tudo — sem limites.
Basta que você diga SIM.
O Mal não sabe que ele é mal, pois, se soubesse, não seria mal.
Toda a emanação veio do Bem. O Mal veio depois. E, curioso é pensar, o Mal não sabe que é mal, pois, se soubesse, não seria mal. Essa ideia nos convida a refletir profundamente sobre a natureza do Bem e do Mal, e, principalmente, sobre como lidamos com as adversidades e as falhas — tanto as nossas quanto as dos outros.
No princípio, tudo o que existia era harmonia, uma manifestação pura do Bem. Entretanto, com o surgimento do Mal, a dualidade entrou em cena. Mas o Mal, por si só, não é consciente. Ele é, muitas vezes, fruto de ignorância, de uma desconexão com a verdadeira essência daquilo que é bom, justo e amoroso. Quando reconhecemos isso, podemos perceber que tanto a paciência quanto o perdão são virtudes essenciais para restaurar a harmonia que o Bem representa.
A paciência - o fio que tece a compreensão:
Paciência não é apenas suportar; é acolher o momento presente sem resistência. É reconhecer que nem todas as coisas acontecem na velocidade que desejamos, mas sim no tempo necessário para que o aprendizado se complete. Quando enfrentamos o Mal — seja na forma de dificuldades, injustiças ou atitudes alheias que nos ferem —, nossa reação imediata é, muitas vezes, de indignação ou revolta.
Mas e se, em vez disso, cultivarmos a paciência? Paciência para observar, para compreender que muitas ações consideradas "más" vêm de corações machucados ou de mentes que desconhecem o Bem. Assim como o Mal não sabe que é mal, quem o pratica muitas vezes não tem consciência plena do impacto de suas ações.
Com paciência, deixamos de agir impulsivamente, abrimos espaço para o diálogo e nos permitimos ver além das aparências. É nesse estado de serenidade que somos capazes de compreender que o Mal é transitório, e que, como uma nuvem escura, pode se dissipar diante da luz da sabedoria e do amor.
O perdão - a ponte de retorno ao Bem:
Se a paciência é o caminho para a compreensão, o perdão é o ato que nos liberta. Muitas vezes, carregamos mágoas porque acreditamos que perdoar é concordar com o erro. Mas o perdão não é uma absolvição do que é injusto; é um gesto de libertação, tanto para quem perdoa quanto para quem é perdoado.
Quando entendemos que o Mal não sabe que é mal, começamos a enxergar além da superfície. Vemos que aqueles que nos ferem estão, muitas vezes, desconectados de sua própria essência, agindo sob o peso de traumas, medos ou ignorância. O perdão não justifica o erro, mas reconhece que todos estamos em um caminho de aprendizado.
Perdoar não significa esquecer, mas lembrar com compaixão. Significa escolher não permitir que o mal, cometido por outrem ou por nós mesmos, continue a nos aprisionar. É uma decisão de retomar o contato com o Bem, de deixar que ele guie nossas ações e nossos sentimentos.
O Bem como origem e destino:
Se toda a emanação veio do Bem, então o Bem é o estado natural de todas as coisas. O Mal, por sua própria ignorância, desvia, mas não tem o poder de extinguir o que é essencialmente bom. É como uma sombra que não existe sem a luz.
Portanto, ao enfrentarmos momentos difíceis, é importante lembrar que a paciência e o perdão nos reconduzem ao Bem. Quando somos pacientes, não permitimos que o Mal nos transforme em agentes de sua continuidade. E, ao perdoar, quebramos o ciclo de dor e permitimos que o Bem floresça, tanto em nosso coração quanto no mundo ao nosso redor.
Assim, que possamos cultivar essas virtudes diariamente. Que, ao reconhecer a ignorância do Mal, sejamos ainda mais comprometidos com a sabedoria do Bem. Pois, no fim, tudo retorna à sua origem — e a origem é, e sempre será, o Bem.
A Vida é generosa com quem compartilha a generosidade.
"Peça à Vida, e ela te atenderá. Mas antes, peça que a Vida dê o mesmo às outras pessoas." Essa frase carrega em si uma sabedoria profunda sobre a relação entre o que desejamos e o que oferecemos ao mundo. Não se trata apenas de palavras bonitas, mas de um princípio universal que permeia as leis da reciprocidade e da energia.
Muitas vezes, estamos tão focados em nossas próprias necessidades, dores e anseios que nos esquecemos de olhar ao redor e perceber que outros também trilham caminhos difíceis. Ao pedir algo para nós mesmos, seja saúde, felicidade, amor ou prosperidade, temos a oportunidade de expandir nossa consciência ao incluir o bem-estar dos outros em nossas intenções.
Essa prática não apenas nos conecta ao próximo, mas também eleva a energia do nosso pedido, pois demonstramos altruísmo e empatia.
A energia do desejo compartilhado:
A Vida, ou o Universo, responde às nossas intenções. Quando pedimos algo de coração aberto e com sinceridade, é como se lançássemos uma pedra em um lago: as ondas geradas se espalham, tocando tudo ao redor. Agora imagine que antes de lançar sua pedra, você tenha o cuidado de desejar que essas ondas também alcancem outras pessoas. Esse gesto cria uma vibração ainda mais forte, porque você não está apenas pedindo para si, mas está criando um movimento de generosidade.
Esse princípio encontra eco em várias tradições espirituais. Por exemplo, no cristianismo, há o ensinamento "ame ao próximo como a si mesmo". No budismo, encontramos a prática de Metta, ou amor-bondade, que envolve desejar felicidade e bem-estar a todos os seres. Essas práticas nos ensinam que, ao desejarmos o bem para os outros, nos tornamos canais de bondade e, consequentemente, também somos beneficiados.
O poder do altruísmo no pedir:
Muitas pessoas interpretam o ato de pedir como algo egoísta ou centrado em si mesmas. Contudo, ao incluir o desejo pelo bem-estar dos outros, transformamos nosso pedido em uma oração universal, em um movimento de amor coletivo. Esse gesto nos tira da perspectiva limitada do "eu" e nos insere na perspectiva mais ampla do "nós". E a verdade é que a Vida responde melhor àqueles que sabem compartilhar.
Quando você pede algo para os outros, como saúde, paz ou alegria, está declarando ao Universo que acredita na abundância. Está afirmando que há o suficiente para todos e que você confia que, ao ajudar os outros a receberem o que precisam, você também será contemplado. Essa confiança na generosidade da Vida gera um ciclo positivo que beneficia a todos.
A prática no cotidiano:
Mas como trazer esse ensinamento para o dia a dia? Eis algumas formas práticas:
. Inclua os outros em suas orações e intenções. Sempre que fizer um pedido, acrescente: "Que este mesmo bem chegue também àqueles que necessitam."
. Aja com generosidade: o ato de desejar o bem aos outros pode ser complementado com ações concretas. Ajude alguém, ofereça uma palavra amiga ou compartilhe o que você tem de melhor.
. Pratique a gratidão: agradeça pelo que você já tem e pelo que os outros já receberam. Isso fortalece a energia de abundância.
. Confie no fluxo da Vida: entenda que, ao dar, você nunca perde. Pelo contrário, você se conecta a uma fonte inesgotável de bênçãos.
É um ciclo de amor e abundância:
"Peça à Vida, e ela te atenderá. Mas antes, peça que a Vida dê o mesmo às outras pessoas" nos lembra que a verdadeira riqueza não está apenas no que recebemos, mas também no que compartilhamos. Ao cultivar essa atitude de generosidade, nos tornamos cocriadores de um mundo mais harmonioso, onde o bem-estar de todos é tão importante quanto o nosso. E, no final das contas, é nesse movimento de dar e receber que encontramos a plenitude que tanto buscamos.
Memórias e o Tempo
Memórias que colecionamos ao longo do tempo,
Adormecidas, surgem com o cheiro, o gesto, o rosto,
Trazendo lembranças de outros tempos,
Congeladas nas imagens, fotos antigas, filmes de eventos.
Festas, reuniões para comemorar algo,
Memórias afetivas da infância,
Saudosistas, de paixões e amores,
Da escola, dos amigos, das risadas.
O tempo em que o jovem só tinha que viver,
Sem preocupações, apenas estudar,
Memórias dos carinhos e cuidados da mãe, da avó,
Dos ensinamentos dos pais, perdidas no tempo.
Surgem como um filme quando a idade chega,
A velhice bate à porta,
Viver e recordar,
Viver e ter memórias para relembrar,
O tempo que não volta mais.
Sabemos que todos os dias ao acordar precisamos brigar com o corpo e com a mente para enfrentar mais um dia que virá pela frente, por vezes pensamos que teremos apenas que enfrentar um leão, mas no final do dia descobrimos que tivemos que enfrentar uma Savana inteira.
O leão nada mais é que os desafios, e a Savana é o mundo em que vivemos!
Seja forte e mostre quem é o guia da Floresta!
Holístico
"Se desejamos mudar nossos dias, devemos aceitar nossos erros, equívocos e imperfeições. Abraçar nossos limites e afastar a soberba das nossas ações. Viemos para ser simples ainda que vitoriosos e prósperos. A vida se trata não só de nós mesmos, mas também do outro."
Marcondes - Série Reflexão
"Inicio o dia me desarmando,
Deixando para trás o excesso
Do que não foi realizável,
desfazendo as malas do ontem,
Porque dele já não posso levar nada...
Abro as janelas do dia, da vida, da casa,
Para respirar a nova oportunidade:
a dádiva de ser quem sou
e poder ser mais,
ser melhor,
ser feliz!"
(LJ) 🪟☀️
- Relacionados
- Textos sobre a Vida
- 153 frases de reflexão para ampliar os seus horizontes
- Textos para Refletir sobre a Vida
- Mensagens de reflexão para encarar a vida de outra forma
- Frases da vida para transformar os seus dias ✨
- 67 frases para pessoas especiais que iluminam a vida
- Charles Chaplin sobre a Vida
