Textos de Mãe para Filho
Poema Sacana
E o leve toque das suas mãos sobre o meu corpo,
Causa-me arrepios...
Percebo que não tem mais jeito,
a minha instabilidade já está por um fio
É quase inevitável me entregar...
Mas se eu for...
não sei se saberia voltar!
Suas pernas se entrelaçam as minhas,
minhas mãos exploram sua anatomia,
sinto teu cheiro e a textura da sua pele macia
Tenho receio!
tenho medo de me entregar...
se me deixo levar em desejos,
não sei se saberia voltar!
O calor do meu corpo aquece o seu,
o calor do seu corpo incendeia o meu...
É fogo ardente em desejos a me queimar!
Pronto fui!
me deixei levar
agora que aqui estou
desejo nunca mais saber voltar.
O QUE APRENDI
ao meu filho Daniel
Aceno para partida do meu filho, mesmo jovem ele seguirá o seu caminho, trilhando a estrada que escolher.
Aprendi que não poderei esconde-lo em meu mundo, mas sim deixar meus braços aberto para sua volta.
Aprendi que não poderei substtui-lo nas lutas que poderá travar, mas sim, se ele precisar, travar as batalhas ao seu lado.
Aprendi que não poderei mais ensina-lo, mas sim ajudar a formular as perguntas para sua reflexão.
Aprendi que não poderei mais exagerar seus atributos, mas sim dizer-lhe o quanto ele é único.
Aprendi que não poderei mais deixa-lo atrás de mim no perigo, mas sim enfrentar os obstáculos ao seu lado.
Aprendi que não poderei mais dizer-lhe o que não poderá fazer, mas sim dizer biblicamente que "tudo é permitido mas nem tudo nos convém".
Aprendi que não poderei mais dizer-lhe que é um anjo, mas sim que o amo sem medida.
Aprendi que não poderei mais assusta-lo com lendas, mas sim apontar os perigos.
Aprendi que não poderei mais falar da importância de adquirir conteúdo, mas sim em adquirir o saber para vida.
Aprendi que não poderei mais dizer-lhe sobre um mundo competitivo, mas sim que o mundo molda-se as nossas intenções se firmemente acreditarmos nisso.
Aprendi que não poderei mais contar-lhe sobre castelos, mas das simplicidade e importância das pequenas coisas.
Aprendi que não poderei dedicar-lhe a vida, mas sim mostrar que podemos vivê-la plenamente.
E finalmente aprendi que atrás das nuvens negras das tempestades está escondido o céu azul e que devemos alimentar as esperanças e não descarta-las.
SALVOU-ME
Ontem nao te conhecia,
sofria perdas irrecuperaveis,
submersos em águas profundas,
n'águas do meu ser.
Você trouxe dos ceus os dias
que faltavam-me,
pois vivia-me esquecido.
As noites eram sombras eternas,
vivia-me esquecido.
Havia a invisibilidade
em meu olhar.
As coisas eram coisas,
sem identificações.
Perambulava nos becos
da mente. e o mundo
só tinha cavernas habitadas
pelos raios do lado escuros
da lua.
Vivia maltrapilho, oco,
com cheiro da morte
aderido em minha carne.
Sepultado, abandonado e entregue
Ate que trouxe-me teu halito
de anjo adocicando minha língua.
e tua luz me cobriu
e salvou-me,
enchendo as brisas do outono
de muitas existência.
PARTIDA
aÁlvaro Filipe (in memorian)
Na eternidade de todos os minutos eu penso
em você, meu filho, como uma luz
que se encontra no mar e te pressinto tão perto e tão longe
tão perto que nem posso te alcançar
tão longe que se faz presente.
Queria entregar meu corpo
para deitar sob o escuro da Terra
e que suas lágrimas molhasse minha cova
Jamais o inverso, não queria sofrer
o inverso, a tortura da dor
a dor da despedida do seu olharfechado
do acenar das suas mãos
na forma invisível da partida.
Quando você dirigiu-se para oinfinito
embargando na naus invisível do tempo
Vi, debruçados sobre seu adeus,
os seus amigos que não entendiam
porque você partia e eu ficava.
Eu que já tinha a linha do horizonte como forca.
Eu entregue aos meus dias já desgastados.
Por quemeus passosde pegadas profundas
deveriam estar atras dos seus, filho amado?
Assim sendo a natureza ficou deformada.
Quis inverter, mas meus pés derretiam ao tentar te ultrapassar na linha do tempo
O tempo que só pode ser conjugado
dolorosamente em finitude sem fim.
De vez em quando eu choro
e não consigo conter minha dor
por não poder tê-lo e tendo
por te amar como a força
do rastro de uma felicidade
sem fim e começo.
Uma Felicidade de filho partindo
para depois voltar com um sorriso.
Sempre eu te tenho junto a mim,
pois és no meu amargor
a chama da vida além da vida
MINHAS LÁGRIMAS
a Álvaro Filipe
A dor da lágrima que cai nomeu peito
inundando seus cabelos,meu filho,
que não poderei mais acariciar.
A fatalidade da perda da luz
do seu olhar, meu filho, diz-me
que os sons vindo do seu peito
que me agradamnão mais ouvirei
A dor por não poder mais lhemostrar
as montanhas e as planícies
tomadas pela paz da manhã,
onde caminharíamos tendoseu sorrisoentregue às descobertas
da sua juventude que partiu antes
de dar-me seus descendentes,
meus netos, que partiram sem nascer.
Na presença da relva tomada
pelo sereno das minhas lágrimas
adormecidas em cada canto
por não poder lhe mostrar os rios
onde poderíamos nadar ao lado
dos peixes com seus braços,meu filho, rasgando as águas
que não poderá mais banhar-se.
A dor por não poder lhe mostrar
os caminhos que o clarão
da luatornariam visíveis.
A dor por não poder lhe mostrar
os brilhos das estrelas, ocupando
as noites que, você - meu filho,
poderia fitar e desfazer a escuridão
dando-mea claridade
que descobririameus sonhos,
porém jamais existirão
devido suaausência, meu filho.
Naquele dia moldado pelo sol,
que nasceu sem sentido, vazio, imóvele as nuvens negras,
cobrindo seu rosto,ainda de menino.
Menino tornando-se homem
para ensinar-me aquilo que nunca
poderia te ensinar, meu filho,
e agora resta te esperar.
Insónia
Na tua ausência, amor,
tem dias que nem um vento se sente. É como se a aragem entrasse pelas ventas do mundo, e no vão entre mim e ele, restasse um vazio. Um nada.
Na insípida madrugada, o desconcertante censo de vazio.
Acordado, fecho os olhos, e dentro de mim vou tateando na escuridão, lembranças que esbarram no peito.
Serenatas longínquas que o vento traz, embalando a insónia, feito ondas de um Atlântico.
Bailado de vida, vai vem de memórias e sentidos.
Na hora em que o mundo adormece, é quando o silêncio grita mais alto na saudade de um tempo que foi e não volta.
Constante, é este condensar o pensar nesta forma estranha de estar.
Vivi no teu peito, e na despedida de um beijo, morri.
VOU DAR UM CATIRIPAPO NO JEITINHO BRASILEIRO DE SER
De tanto ouvir que os maus prosperam porque são atrevidos
Que a omissão dos bons é que incomoda e não a ação dos maus
Vou dar um catiripapo no jeitinho macunaína brasileiro de ser,
Em prol da ética, da moral, e do lícito, e em face dos seus opostos
Só de pirraça vou devolver o troco a mais que me tirou a graça
Só de teimosia vou doar o meu assento à grávida e à idosa
Só de sacanagem vou respeitar a fila em homenagem à ética
Só de birra não vou adotar a lei Gérson para obter vantagem em tudo
Só de capricho não vou vender o voto, a fim de azucrinar a corrupção
Vou chegar sempre 15 minutos antes para não dar chance ao azar
E não buscar o jeitinho brasileiro de reabrir o prazo ou o portão
Vou entrar sempre pela porta da frente pela meritocracia
Para não ter que entrar pela janela ou portas dos fundos
Em nome do tráfico de influência ou de quem indica
Se me rotularem de apregoador de falso moralismo
Vou me escudar no bem que sempre vencerá o mau
No remorso dos criminosos que sempre se arrependem
E no afã de que infrações menores não banalizem crimes maiores
Vou acreditar mais uma vez, e não perder as esperanças
Assim como a Palmeira confia nos ventos e nos colibris
Que irão polinizar suas flores, engravidando-as de bons frutos
Assim como a terra confia na chuva, após a estação da seca
Para fertilizar seu solo, gerando novas crias e sementes
Ms. Zilô Aires (10.11.19)
MARCOS PARADOXAIS DE UMA NOVA ERA
Beijos metálicos e abraços midiáticos de TVs,
Celulares membros humanóides e amores virtuais
Olhos cansados, telas trincadas, nas busca do tudo e do nada
Chips viciantes, ópios modernos, e inteligências artificiais
Paradoxos dessas uniões paralelas que coexistem com o amor
As veias informáticas encurtam distâncias e ampliam informações,
Mas alargam a solidão e tristeza no final do navegar
As mãos da quântica impõem a pressa pelos elevadores e metrôs
Paranormais no fanal da metafísica desafiam o transcendental
Laboratórios vendem embriões e superam mulheres nas gestações
Sociedade de consumo com vitrine de felicidade à prestação
Propaganda intensa, crédito fácil, massificação garantida
Bens inúteis, ressacas de dívidas e terrorismo de carnês
Inúmeros veículos, imóveis fáceis, produtos descartáveis
Trânsito violento que mata e leva a lugar nenhum
Crianças de ruas, filho da Pátria sem fundos
Concretos e engenharias reinventam a paisagem
A foice e o machado futuristas projetam sombras
Impedem o sol, ocultam nuvens e escondem estrelas
A fotossíntese das árvores virou tese de livros no museu
Que servem só pra quem não sabe ler
O ciclo de aves, animais e plantas são manipulados
Hormônios e herbicidas dobram lucros da carne e vegetais
Dinheiro inútil com herança maldita do câncer
Matar nunca foi bom, mas a inversão da nova lei ensina
Que ceifar o homem dói menos que matar bichos
Dólar e euro ditam as regras de bolsas e economias
Religiosos alienados matam mais que guerras e epidemias
A grita da fauna e flora não sensibilizam a fumaça do progresso
Usinas nucleares rompem o átomo e radioativam a vida
A ciência avança, mas antes atropela a ética e a moral
Tanta pressa para tudo se transformar sem deixar sabor
Para que não reste história, para não se saber do passado,
Para não se perceber o hoje e não imaginar o amanhã.
Entre a pressa e o estresse, fico com o suave balé das árvores
Quanto mais paradoxal, mais pedaços se unificam em Deus
(Zilô Aires, 27.03.18)
Ilha
Na rebentação em fúria
Lembranças antigas despertam
Em ciclones e tormentas.
Maré alta, noite inteira
Clama ventos, que a norte chegam
Bramindo desassossegos
Protestos por Selena ausente,
Em édredons, escondida
Eu e a ilha, somos um só
Fustigados num inferno
Em tempestades de inverno
Estrondos retumbantes
De memórias que chagam mentes
Na calada dos silêncios
Até que Selena apareça
Para que o vento se acalme
E, enfim, eu adormeça.
Eu e a ilha, somos um só!
O equilíbrio é conquistado pela individuação, ou seja, o desenvolvimento das virtudes essenciais em nossa intimidade, em um processo de pureza de propósitos e sinceridade consigo mesmo, reconhecendo as próprias limitações, para poder transformá-las gradualmente.
Livro: Inteligência Consciencial - a conquista da autonomia da consciência
DICA PARA UMA VIDA MELHOR
Evite ser uma pessoa viciada em reclamar da vida.
A palavra *reclamar* significa clamar ao Universo que lhe mande mais daquilo que está odiando, para seu caminho.
Use seu poder mental, emocional e espiritual de forma favorável ao seu objetivo de vida e, comece a *agradecer* diariamente, tudo que você tem de bom e de bênçãos em sua existência.
Porque a palavra agradecer significa fazer a *graça descer*, ou seja, quando você expressa palavras e pensamentos de *gratidão*, seu ser se torna um imã poderoso, que atrai mais coisas boas, mais bênçãos para sua vida.
O tempo é um verdadeiro tesouro. Se o utilizarmos bem, ele estará sempre a nosso favor. Se o utilizarmos mal, entraremos em um processo muito comum gerador de um círculo vicioso: por não o usarmos bem, mais tarde perderemos ainda mais tempo, lamentando tê-lo perdido por não ter aproveitado as oportunidades que a vida nos oferece para a autotransformação.
Livro: Inteligência Consciencial - a conquista da autonomia da consciência
Mote:
Quanto mais sou nordestino
Mais tenho orgulho de ser
01
No peito a raça e coragem
Tenho isso com certeza
Não gosto de esperteza
Nem de fazer bobagem
Me orgulho, porém em dizer
Sou muito sincero em ser
Isso vem é desde menino
Quanto mais sou nordestino
Mais tenho orgulho de ser
02
Sou matuto do pé rachado
Das bandas deste sertão
Plantei milho plantei feijão
Foi assim que fui criado
Nunca fui desocupado
Por faltar o que fazer
Tenho orgulho em dizer
Sou assim desde menino
Quanto mais sou nordestino
Mais tenho orgulho de ser
03
No meu tempo meu patrão
A coisa era diferente
Cabra nascia pra ser gente
Zelava nome de pai, mãe e irmão
Não se metia em confusão
Era besta a pai e mãe responder
É por isso que eu continuo a dizer
Em poucas palavras me defino
Quanto mais sou nordestino
Mais tenho orgulho de ser
Texto:
Poeta Barbosa Filho
A força da vontade é o exercício do poder que todo ser humano possui de mudar a própria vida para melhor. O poder de realização é algo divino dentro de nós. Todos o possuímos, pois ele é um atributo da nossa própria Essência Divina, mas poucas pessoas utilizam esse poder, porque têm grandes dificuldades de superar a inércia e, então, transformam as dificuldades em impossibilidades.
Livro: Inteligência Consciencial - a conquista da autonomia da consciência
Para desenvolvermos a força de vontade e exercitarmos o poder de mudar a nossa vida, é fundamental desenvolver a virtude da fé convicta, que é resultado da confiança em nós mesmos, em Deus e na Vida, virtudes que nos impelem a acreditar em nossa capacidade de mudar para melhor.
Livro: Inteligência Consciencial - a conquista da autonomia da consciência
O autoamor reforça em nós a decisão consciencial para escolher exercitar sempre a paciência, a perseverança e o esforço continuado e disciplinado, auxiliando-nos a desenvolver o poder amoroso que transforma a nossa vida em uma vida melhor.
Livro: Inteligência Consciencial - a conquista da autonomia da consciência
Viver é amar
Viver é sonhar
Viver é marcar e experimentar
Não espere o amanhã chegar
Faça agora o que desejar
Para nutrir o seu caminhar
E assim o seu sonho realizar
Ame o outro sem esperar algo em troca
O mundo da voltas
E num dia de revolta
O amor vai retornar
De outras formas
quando você menos esperar
Viva como se fosse morrer amanhã.
Olhando-me no espelho
Olhando-me no espelho entendo
que muito mais que ver uma face
é abrir as portas da alma
e olhar ela nos olhos.
É sair de mim pra mim
resvalando nas linhas do rosto
abrindo-me feito um livro
sendo eu o leitor de mim mesmo.
Olhando-me no espelho entendo
que sendo nada fui o tudo
quando tive de me ser.
É aceitar-me branco ou negro
cinza, prata, cobre, ferro
e ali, naquele reflexo
ver-me por inteiro.
Não um recorte de quem fui!
Olhando-me no espelho entendo
que a vida aconteceu.
Que passou por mim feito vento
num vendaval de intempéries
e que sendo eu barro,
até fui moldado
mas nunca perdi o rastro
da terra que sou.
Olhando-me no espelho entendo
que nunca fui mais que ninguém
só tentei ser o mundo
para quem tatuei no peito
assinados como os meus.
TEMPO
Há no tempo do tempo um tempo
em que o tempo conspira.
Passa ligeiro num sorriso.
Passa manso em agonia.
Aflito para.
Ansioso não anda.
É tristeza que não avança.
Há no tempo do tempo um tempo
em que o tempo é mistério.
Mestre de ocasião oportuna.
Ensejo de pergunta.
Dono de certezas.
Soberano de passados e futuros.
Regente de presentes gaiatos.
Concubino do universo,
é algoz da minha saudade.
Vaga que traz, onda que leva.
Há no tempo do tempo
Um tempo que é mágoa,
dor e olvido.
Tempo de luto.
Tempo de cura.
ANTIDEPRESSIVOS VICIAM?
Por Fernando Vieira Filho¹
Sempre me perguntam se os medicamentos antidepressivos levam à dependência física ou viciam. O que ocorre com o antidepressivo é a tolerância orgânica, que o leigo sempre confunde com "dependência".
Com os antidepressivos, por serem medicamentos de uso relativamente longo, costuma ocorrer, com o passar do tempo, uma tolerância fisiológica ao composto químico, que consiste na necessidade de uma maior dose para se obter o mesmo efeito. Por isso, o médico, sempre ao concluir o tratamento da depressão, solicita ao paciente um longo processo de desmame ou dessensibilização química.
Infelizmente, a grande maioria dos pacientes não respeita esta recomendação médica - interrompem a medicação de uma só vez (de repente ou de supetão), e após um curto ou médio espaço de tempo, os sintomas da depressão retornam como um verdadeiro "tsunami". Este é o chamado efeito rebote ou depressão de rebote, que é um quadro depressivo ainda mais grave que aquele que havia antes do tratamento.
E aí, novamente, o tratamento é iniciado com mais rigor na medicação, quando o paciente, muitas vezes, julga erroneamente que ficou dependente do antidepressivo. Porém, ele se esquece que foi impaciente e teimoso - arrogante mesmo - em querer "fazer as coisas a seu modo”, passando por cima da recomendação médica.
Os antidepressivos atuais são medicamentos extremamente úteis e seguros na terapêutica da depressão e outros transtornos mentais como: Transtorno Afetivo Bipolar, Ansiedade, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), Transtorno de Pânico, Anorexia, Bulimia, etc.
O que causa dependência química, na verdade, são as anfetaminas (estimulantes), os sedativos, os hipnóticos ou ansiolíticos da “família” dos benzodiazepínicos como o Clonazepam (Rivotril), Diazepam, Alprazolam, etc. Diferente dos antidepressivos (que são tarja vermelha), todos estes medicamentos citados acima possuem tarja preta em suas embalagens.
O importante é que a indicação de uso do antidepressivo tenha vindo de um médico, preferencialmente um psiquiatra. Como dizia o professor e psiquiatra Dr. Elias Barbosa (1934-2011), o antidepressivo é uma “bengala abençoada” que coloca nossa casa interna em ordem, amenizando os sintomas para que o paciente busque uma psicoterapia que investigue as "causas" emocionais que levaram a pessoa a "fazer" a depressão.
Permita-se!
Não, minha religião não é personificada em igrejas, minha religião está além disso. Minha religião está na fé que tenho em Deus, não na igreja. Minha religião é a fé que tenho em mim. É permitir-me. Sorrir, ser feliz. Minha religião é um perfume, uma boa música.
É caminhar pelas calçadas e saber retirar de cada passo que dou um pouco de alegria. Minha religião é comer, deliciar-me com tudo de bom que a vida pode me oferecer. Minha religião é a minha vida.
Segui-la, pra mim, é a coisa mais fácil, depende unicamente de mim fazer o que está ao meu alcance pra torná-la melhor, pra fazê-la vida, deveras. É tudo tão simples, tudo tão fácil. Tudo dá certo quando está tudo certo. E não é difícil deixar as coisas certas, como devem ser.
Se existe algo no mundo mais fácil do que deleitar-se num banho frio, e vestir aquela roupa perfumada, até hoje ainda não aprendi a fazê-lo. É tudo de uma simplicidade palpável, e infelizmente muitas pessoas não percebem que a felicidade está nas mínimas coisas.
Ser equilibrado, não é ter uma vida perfeita. Ser equilibrado é, justamente, permitir-se. Comer sem medo de engordar; emagrecer sem ter que se privar daquilo que gostamos; rir de coisas sem graça; sorrir sem motivo. Tudo é tão intrínseco, principalmente os motivos que nos levam a sorrir, não precisamos dar satisfações a respeito de nossas expressões faciais.
Permitir-se é dizer “eu te amo” a um amigo, ou a uma amiga, sem medo de que aquilo possa transpassar outra espécie de sentimento. Permitir-se é viver intensamente cada minuto. Ser ébrio, e saber ter sobriedade nos momentos que a requerem. Permitir-se não é ter uma vida estreme de problemas, mas sim saber que eles fazem parte da vida, e que nada nem ninguém têm o poder de resolvê-los, além, claro, de nós mesmos.
Permitir-se não é uma atitude, é uma religião que, acima de tudo, nos valoriza e valoriza os meios que usamos para viver. Sem cobranças, permita-se... Permita-se ser amigo. Permita-se amar. Permita-se perdoar, mesmo aquelas coisas que parecem não ter perdão. Enfim, permita-se se permitir. A vida é muito maior do que qualquer coisa, é nosso bem mais precioso. A vida passa rápido demais, é como um frasco de perfume... Quando menos esperamos, acaba. A diferença é que não podemos comprar outra vida como compramos um frasco de perfume. Então, por isso tudo, permita-se.
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