Textos de Luis de Camoes

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Caricatura do desconhecido

Vi em teus olhos o brilho obscuro...
Viajei entre trevas tentando te desvendar
Teu sorriso é de tal forma apelativa
Comove até o mais vil coração

Tudo em ti reluz total desalinho
És bela porém aparentas guardar espinhos
Desvario!!! Estou tentando definir uma rosa
Que deveras é formosa e deveras fere...
Mas também é ferida(..); mortificada; esquecida

Alguém te esqueceu?
Deve ter sido a megera
Disfarçada de Romeu

Não te preocupes, jamais será de todo olvidada
A sua "tragédia" será a todos comentada:
Uma linda flor em cima dum sepulcro esquecida
Admirada; cobiçada; preterida...
Para os amantes nem em flamas infernais consumida

⁠Hoje em dia, encontrar alguém que goste de parar em um lugar tranquilo para conversar, rir, está tão dificil. As pessoas só querem o virtual, segurar um copo de bebida alcoólica e ficar em lugares com pessoas momentâneas e fúteis.
Por isso q o simples e sincero não é mais encontrado. E depois reclamam de superficialidade, mas não procuram se aprofundar em alguém que faz da simplicidade, algo extraordinário e inesquecível.

Ela era mistério e ele uma incógnita
Ambos com os corações palpitando, mas ela era silêncio e ele mudo para as palavras que importavam ser ditas...
Sempre se falavam, mas nunca ousaram entregar seus sentimentos
Os olhos dela brilhavam e o sorriso dele se iluminava,
Ele se transformou por ela e ela floresceu para ele
Ele prendeu seus sentimentos dentro de si e ela os libertava através das lágrimas
Ele resolveu fugir para longe para esquecê-la e ela tenta fugir de si mesma para não o encontrar
Ela se tornou saudade para ele e ele se fez solidão para ela
Se perderam nos caminhos do não dito, mas em seus corações o silêncio nunca reinou
O coração ainda aguarda a esperança de um reencontro com eles maduros e sem o medo de dizer "Eu te amo"

⁠Fábula A Lebre e a Tartaruga

Era uma vez... uma lebre e uma tartaruga.
A lebre vivia caçoando da lerdeza da tartaruga.
Certa vez, a tartaruga já muito cansada por ser alvo de gozações, desafiou a lebre para uma corrida.
A lebre muito segura de si, aceitou prontamente.
Não perdendo tempo, a tartaruga pois-se a caminhar, com seus passinhos lentos, porém, firmes.
Logo a lebre ultrapassou a adversária, e vendo que ganharia fácil, parou e resolveu cochilar.
Quando acordou, não viu a tartaruga e começou a correr.
Já na reta final, viu finalmente a sua adversária cruzando a linha de chegada, toda sorridente

Moral da história: Devagar se vai ao longe.

Somos da mesma tinta, cor que pincela a esperança
Somos tão iguais em dor, de peito ferido, a alma que dança
Somos a mesma linha, dividida em segmentos, no decorrer da vida
Somos uma busca trivial, por um sentido intencional, numa paixão irracional
Somos muito pouco de nós mesmos, colocando nos outros, os próprios anseios...
Somos por fim, existência surreal… Numa realidade paradoxal, buscando um sentido, afinal…

Gosto das coisas claras...
Não gosto de pequenas gentilezas disfarçadas de falsidade...
Me incomoda gestos bondosos que alimentam mentes egocêntricas...
Não convivo com meu inimigo de forma amistosa porque goste de sofrer, e sim porque me agrada a idéia de esperar com paciência, o dia em que sua máscara há de cair.
Sem ódio, sem ressentimento, sem rancor, sem dor...
Somente amor, compaixão e OLHO no OLHO.

Ha dias que é interessante discutir sobre a magnitude do universo, da complexidade humana, de remotas e grandes descobertas...
Outras vezes queremos apenas falar de coisas superficiais e corriqueiras...
Algumas vezes queremos apenas ouvir, sorrir, concordar, discordar, ser reticente...
Outras vezes o que queremos é ficar calado, conversar consigo mesmo. Apenas ser...

SORTE

"O vento me trouxe seu jeito doce
Seu olhar encantou meu coração
Trouxe emoção ao meu mundo
Seu sorriso meu desejo infinito
Hoje sei que tive sorte ao te encontrar
Minha vida ficou melhor depois do seu lado estar
Não tenho medo de mais nada a não ser de te perder
Eu te amo,preciso estar nos seus braços meu bem querer..."

Eu Lírico

Ó Grande Pensador
O Que me deste
Além de dor
O que eu deveria relevaste?
O que posso considerar Impostor?
Além da vida que me Traste

O que eu posso falar sobre tal lírico
Se nem de verdade sei quem sou
O mundo tão hipnótico
Pois a realidade não lhe aconchegou

Talvez se eu fosse lírico, seria mais real?
Pois o mundo está cheio de pessoas
Que são tão líricas quanto Superficial

O grande pensador
E além de tanta dor
O tanto que pensou
A realidade virou lírica como o Impostor.

ANJO, PARA SEMPRE AMAR-TE-EI

Amo-te tanto, que não sei o quanto
Do tamanho do amor que estou sentindo,
Amo-te e amo ver-te sempre sorrindo,
Não importa que custe até meu pranto.

Amo-te tanto, que provoco espanto,
Ao ver o imenso amor em mim contido,
Amo-te meu amor, meu anjo lindo...
Tanto, que me arrepio co’este teu canto.

Queria poder ir ao céu te buscar!
Mesmo que pela torre de Babel,
Escalá-la-ei só pra poder olhar-te,

Queria ter asas pra contigo estar,
Deitados entre as nuvens lá do céu,
Iria beijar-te e para sempre te amar!

Quando as folhas caírem nos caminhos,
ao sentimentalismo do sol poente,
nós dois iremos vagarosamente,
de braços dados, como dois velhinhos…


E que dirá de nós toda essa gente,
quando passarmos mudos e juntinhos?
- "Como se amaram esses coitadinhos!
Como ela vai, como ele vai contente!"


E por onde eu passar e tu passares,
hão de seguir-nos todos os olhares
e debruçar-se as flores nos barrancos…


E por nós, na tristeza do sol posto,
hão de falar as rugas do meu rosto…
Hão de falar os teus cabelos brancos…

Muito se fala de amizade.
Já li definições que dizem que amigos só os conhecemos quando passamos por dificuldades - gosto dessa definição.
Li uma também, que diz que os amigos são os que compartilham nossa felicidade, afinal: um inimigo não suportaria nos ver feliz - muito interessante essa abordagem.
Mas acredito mesmo que amigo está conosco, não importa a ocasião.
É o que diz: "Estou contigo, para o que der e vier" e, na prática, está contigo no dia a dia, não importando a ocasião ou conveniência.
Não creio que devamos nos decepcionar com quem não é nosso amigo, afinal, ser amigo é muito difícil.
Para ser amigo de verdade, há de se empenhar muito pelo outro, dedicar-se, preocupar-se, enfim… participar.
Seria, então, uma pretensão incoerente acharmos que todos deveriam se comportar como nossos amigos, quando na verdade, difícil é sermos amigos de todos.
Diante dos fatos, acredito que devemos abrir as portas de nosso coração para novas amizades e, quando "fulano ou ciclano" opta por não adentrar, nada mais é que um favor por não ocupar o Hall of Friendship de meu coração - boa essa!
Friso que amizade distingue-se de coleguismo.
E colega?
Colegas são maravilhosos!
Só não são amigos.

Uns estudam por puro amor da ciência: é uma curiosidade ignominiosa;
Outros o fazem para alardear um renome de sábios: é uma vaidade vergonhosa;
Outros, ainda, estudam e vendem seu saber em troca de dinheiro e honras: é um tráfico vergonhoso;
Mas, há também os que estudam para edificar seu próximo: é uma obra de caridade;
Outros, finalmente, para edificar a si mesmos: é uma atitude de prudência.

A gente consegue o amor dos pais.
A gente consegue o amor dos irmãos.
A gente consegue o amor dos filhos.
A gente consegue o amor dos animais.
A gente consegue o amor divino.
A gente não consegue o amor recíproco.
A gente se esquece do amor próprio.
A gente não tem tudo o que quer.
A gente continua vivendo assim mesmo.
A gente aproveita a vida com tudo que tem.

A vida é feita de etapas e o seu curso é imprevisível. O grande segredo consiste em aproveitá-la como quem conduz um barco no oceano.

Há tempos de calmaria, e nestes momentos precisamos decidir quando arriar as velas e avançar aos remos exaurindo forças para encontrar o curso de nossas vidas.

Há tempos de tempestade, e nestes precisamos de determinação e olhos no horizonte em busca de um porto seguro que nos ponha a salvo, para que então, ao retomar sonhos e expectativas, possamos resgatar a alegria de ter vencido, e a felicidade de poder usufruir tantas outras experiências que estiver por vir.

Há tempos de bonança, e no curso destes, sorria, faça amigos, brinque, viaje em busca de novos horizontes e acima de tudo, ame e seja feliz! Pois nem sempre poderemos prever calmarias ou tempestades.

Que a partir desse Natal, o maior presente seja a presença de amor e fraternidade entre os humanos.
Que a partir desse Natal, o nosso coração se torne uma manjedoura, para que Jesus possa renascer nele todos os dias.
Que a partir desse Natal, Jesus esteja realmente presente nas “Festas de Natal”, afinal não existe festa de aniversário sem o próprio aniversariante.
Que a partir desse Natal, o presépio, que apesar de ser simples e pobre, não seja substituído por uma “Árvore de Natal”.
Que a partir desse Natal, Jesus seja o centro das atenções, e que o ibope Dele seja maior do que o ibope do “Papai Noel”.
Que a partir desse Natal, ele não aconteça apenas uma vez no ano, mas sim todos os dias da nossa vida.
Feliz Natal!!!

você chegou te reconheci já havia estado ali vc é a minha certeza
logo te gostei beijei a sua face até sentirmos o amor mais puro e perfeito desejei parar o tempo.
os segundos corriam de mim quase que te levando embora eu vivia_os como se durassem minutos,dias,horas sempre sempre?pra mim,sempre é tudo que agora se faz eterno.

seja o que for, era melhor não ter nascido,
porque, de tão interessante que é a todos os momentos,
a vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger,
a dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair
para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas,
e ir ser selvagem para a morte entre árvores e esquecimentos,
entre tombos, e perigos e ausência de amanhãs,
e tudo isto devia ser qualquer outra coisa mais parecida com o que eu penso,
com o que eu penso ou sinto, que eu nem sei qual é, ó vida.
cruzo os braços sobre a mesa, ponho a cabeça sobre os braços,
é preciso querer chorar, mas não sei ir buscar as lágrimas...
por mais que me esforce por ter uma grande pena de mim, não choro,
tenho a alma rachada sob o indicador curvo que lhe toca...
que há-de ser de mim? que há-de ser de mim?

Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado não sei.
De nada me serviria sabê-lo
Pois o cansaço ficaria na mesma,
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto –
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma tranquilidade lúcida
Do entendimento retrospectivo...

Álvaro de Campos
Poesias de Álvaro de Campos. Lisboa: Ática, 1944.

Há coisas que nos são inúteis, mas mesmo assim nos são indispensáveis. Já pensou nisso?
Há sempre um perigo no amor que tem utilidade. Enquanto o outro exerce alguma função na nossa vida, corremos o risco de não experimentar o amor gratuito. Amor que se fundamenta na utilidade que o outro tem corre o risco de se transformar em abandono num futuro próximo. Quando queremos o outro só por causa da utilidade que tem para nós, agimos para satisfazer nossas necessidades. Amamos até o dia em que o outro nos é útil. No dia em que deixa de ser, mandamos embora, dispensamos. É possível amar os inúteis? Na teoria não, mas na prática, sim.