Textos de Lembranças

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É nesses dias secos e frios que as lembranças parecem ter vida própria . Não mais aceitam ficar guardadas no meu íntimo. Aliás, os sentimentos também resolveram se rebelar. Por um bom tempo os mantive intactos, cheguei a pensar que tinham morrido. Mais não são como animaizinhos de estimação, que se você deixa de alimentá-los, eles morrem. Infelizmente, não são..

" As coisas mudam. Não quer dizer que elas melhoram ou pioram. Lembranças nunca são esquecidas. Momentos que passamos com amigos; amores, sempre ficam em nossa mente. As vezes paro no tempo e fico pensando: E no final, quem realmente vai está comigo? E não chego a conclusão nenhuma. Pois as pessoas nos surpreendem muito com suas atitudes. Ah dias que paro e fico lembrando de tudo que passou, então vem aquela vontade de chorar, mas ao mesmo tempo algo me pede pra segurar e me manter forte. Mas o tempo vai passando e a gente vai aprendendo, tropeçando, caindo, se levantando, correndo. A vida é uma só. Faça dela o mais especial que puder. ame, sorria, deseja, queira, precise, chore, sinta ciumes, brigue, provoque, grite, se apaixone. Faça tudo que tenha direito… Hoje senti algo que jamais tinha sentido, talvez algo novo pra mim, e percebi que temos que dar valor as pessoas enquanto temos elas ao nosso lado."

A alma grita por socorro, enquanto a mente se tortura com lembranças. O coração fica descompassado e acelera como um carro de corrida. O corpo se torna gelado como um iceberg. A boca força um sorriso, enquanto os olhos lagrimejam e dizem coisas que nem a alma, o cérebro, o coração ou até a própria boca têm coragem de falar.

⁠Um dia, seremos apenas uma foto no porta-retratos, apenas uma lembrança no coração e na mente de quem nos ama. O fim não existe, pois a vida é um ciclo infinito, onde o fim de uma etapa é apenas o começo de outra. Somos todos feitos de energia e, tal como energia, não nos perdemos, apenas nos transformamos. Pois no mundo, nada se perde, tudo se transforma...

Sensibilizam-me as emoções tocantes e até dolorosas em forma de lembranças que misturam sentimentos doces e tristes... Dessas que nos reviram a alma em busca de passados felizes que ficaram no tempo, mesmo depois de perdidos. Até a dor da perda nos ajuda a entendê-los como pedaços de vida em que se atingiu o que de melhor ela tem a nos oferecer,em vez de tão somente termos sido levados mecanicamente por ela.

E no ultimo adeus, lembranças meio apagadas de quando ainda eramos meninos e crianças, um pouco de nostalgia daquele ultimo olhar de ontem...e sobre a lápide irretocável negra estava nesta hora toda molhada, pouco se sabia onde foi que começou a aguar pelos pingos da chuva e o que era aguado pelas lágrimas da saudade que já começava à crescer....sai da letargia e incompreensão me acordou no momento que todos os presentes em coro gritaram, Amém.

O presente passado atormenta quando nós somos o único guardião solitário de muitas lembranças que nunca foram registradas ou escritas mas permanecem vivas, ao inverso do tempo que tudo esfumaça e apaga, a cada passo que dou em direção do novo, sempre tem um detalhe ou uma situação que reacendem no frescor do espirito às memoráveis passagens, que saudades.

Mesmo após alcançar destaque ou especialização, o verdadeiro sábio mantém viva a lembrança e o respeito pelos seus Mestres. A verdadeira grandeza de um discípulo não está em ultrapassar quem ensinou, mas em honrar o legado recebido e transmitir esse conhecimento com a mesma humildade e gratidão por aqueles que o orientaram no caminho.

⁠Somos a lembrança de alguém, as histórias contadas, as fotografias tiradas e os pertences empoeirados em um baú, nós somos aquilo que deixamos e os sentimentos que causamos nas pessoas que passam pela nossa vida. Somos morada de alguém e as vezes apenas uma ponte em que necessitam ultrapassar ou transitar. Lugares como esses, me remetem ao passado, as histórias findadas ali e eternizadas nas paredes, em cada cômodo e móvel ali deixado ou esquecido propositalmente à degradação do tempo. Me faz pensar e imaginar tudo aquilo que foi visto, ouvido e sentido por entre essas janelas, além de todas as pessoas que passaram por aquelas portas (...)Alguns dirão: "É apenas uma casa velha!" Enquanto eu digo: "É uma parte da história.".

“O passado é um lugar que guarda lembranças e, às vezes, arrependimentos que o coração ainda tenta entender. O futuro é um mistério, silencioso e imprevisível, que não nos faz promessas. Mas o presente… ah, o presente é o único instante que realmente nos pertence. É onde a vida respira, onde o coração sente, onde tudo pode começar. Então viva… viva agora, com alma, com coragem, com verdade. Porque é no agora que a vida acontece.”

Hoje, ao refletirmos sobre o passado, nos deixamos envolver por lembranças de músicas, pessoas, filmes e novelas que marcaram nossas vidas. É comum achar que os momentos bons não se repetirão, mas, na verdade, isso é apenas uma ilusão da nossa mente. Na realidade, nada mudou; seguimos sem apreciar o presente e, com o tempo, lembramos dele como se fosse perfeito no futuro!

Saudade é lembrança de um passado maravilhoso recordações que ficaram para traz é como a fumaça que se propaga no ar onde aquela lembrança não se apaga mais ,saudade é uma dor que não tem cura pode procurar os melhores especialistas não existe remédio para a cura da saúdade só se um dia tiver um encontro casual pra combater essa enfermidade mortal

A falta dela não foi só ausência... foi erosão. Um pouco de mim ficou em cada lembrança, em cada silêncio que se alongou demais. E hoje, quando tento me reconhecer, encontro espaços vazios onde antes havia sentido. Talvez o que mais doa não seja o que ela levou… mas o quanto eu precisei mudar para continuar existindo sem ela.

​"Ah, a doce lembrança de um tempo onde o nosso amor era a melodia constante... Recordo-me com ardente saudade de quando eu fazia do nosso romance uma narrativa diária, enviando-lhe novas histórias de amor, ou de quando a urgência do meu desejo me impulsionava a atravessar distâncias, movido unicamente pela necessidade irrevogável de a ter nos meus braços."

Muitas vezes, me sinto afogado em minhas próprias mágoas, como se cada lembrança fosse uma âncora disfarçada de suspiro, e o silêncio, um oceano que me acolhe e me consome. Não há remos, nem pressa, apenas o flutuar das horas e o cansaço manso de quem já se acostumou à tempestade. Talvez esse seja meu fim, ou apenas um recomeço em outra maré, onde a dor aprende a repousar, e eu, enfim, aprendo a respirar dentro do que me afoga.

O brilho longínquo das estrelas é a lembrança constante do esplendor que foi voluntariamente deixado por um amor que não se mede. Que esse sacrifício supremo seja a luz-guia em minhas escolhas, motivando-me a viver com o desprendimento de quem sabe o preço da graça, refletindo a nobreza de quem trocou o trono pelo madeiro.

A meditação sobre a cruz não é a simples lembrança de um patíbulo antigo, mas a revelação mais pungente da lógica divina, que o Amor, para ser completo, precisou do maior dos sacrifícios. Penso nas incontáveis glórias que adornavam a Divindade e na Sua voluntária renúncia a toda majestade, trocando o esplendor eterno pela fragilidade humana e, finalmente, pela dor do lenho ensanguentado, um ato de desprendimento tão radical que redefine o conceito de misericórdia. Não existe medida humana para calcular a profundidade desse abismo de Graça, é um amor que se fez ponte, custando a própria Vida, e que por isso exige, da minha alma resgatada, o tributo eterno.

O passado é uma casa velha que insiste em ranger quando o vento da lembrança passa. Podemos trancar portas, entulhar janelas, mas o eco do que vivemos sempre encontra um jeito de entrar. E talvez não seja para ferir, mas para lembrar que o sobrevivente ainda habita aqui. E isso já é vitória demais para quem quase não existiu.

Existem lembranças que pesam como ferros, mas moldam como mãos de artesão. Cada dor que carreguei me empurrou para dentro, e lá encontrei partes de mim que nunca ousaram nascer. A vida às vezes arranca, às vezes entrega. Mas sempre ensina, mesmo que a lição seja dura demais para a idadeque tínhamos.

As lembranças são como sombras que não permitem que a luz me toque, são uma muralha que não tenho forças para derrubar. Atrás dela, o tempo se acumula em silêncio, transformando a dor em rotina. Não sinto saudade desse tempo, nunca senti. Tudo se tornou peso, um fardo que as vezes, penso em desistir de carregar, e sigo apenas existindo, mesmo sem saber se ainda sei viver.