Textos de Aniversario p Amiga
O mundo é redondo.
Ao começar a traçar essas linhas estava mais perto e mais distante do meridiano... ao fim, estarei mais distante e mais próximo. Ai de ti, terraplanista.
Quanta indiferença cabe no mundo, mas pouco importa, porque a redondeza do mundo, uma hora ou outra, manda para longe a estupidez quadrada de alguns que, por benesse da gravidade, permanecem livres de serem lançados ao espaço... Ai de ti, terraplanista.
Pensei em sair deste cômodo e ir para a sala, no sentido horário do meridiano, para viajar no tempo e poder refletir melhor essas linhas...
O gato laceou minhas pernas e perdi o expresso do futuro.
Redondo é o mundo!
Tem gente que já desistiu
Acha que a violência e o autoritarismo é a música da dança
E mesmo não concordando, mesmo que algo diga não e pulse insistentemente lá dentro,
Elas silenciam essa voz e sucumbem ao estado das coisas;
Eu não as culpo, é uma forma de tentar sobreviver, de tentar se “adaptar”
Isso que me incomoda, sobreviver!
A gente sobrevive, mas não vive
Sem diálogo, sem conversa, sem relevar o que o outro precisa, sem ouvir e considerar também as suas necessidades, a necessidade do todo.
E por mais que pareça que somos obrigados a fazer isso, não se engane!
A gente escolhe sobreviver em um mundo totalmente cruel, sem valores.
É mais instintivo do que lutar contra
E eu lhe pergunto vale a pena escolher sobreviver?
Vale, se, unicamente, sobreviver faz parte de uma busca por querer entender para transformar, por querer viver!
Já houve tempo mais fácil
Já houve lugar mais bonito
Já houve música mais sonora
Já houve luz mais brilhante
Já houve vida...
Que se foi...
Junto com você...
Numa noite te toquei
Muitas horas se passaram
Muitos dias já se foram
Menos meu amor por você
Eu te prometi meu amor
Eu te amei realmente
Eu realmente estaria com você
Seria eu e você
Num breve momento eu sonhei
Num pequeno gesto acordei
Numa breve hora eu chorei
Ainda hoje gosto de você
Nossos gostos e preferências revelam como anda nossa espiritualidade e o caminho que estamos seguindo… Nossas preferências refletem escolhas mais conscientes, sendo mais fácil para as avaliarmos. Já nossos gostos muitas vezes inconscientes, revelam aspectos profundos de nossa natureza. Daí a importância de questionarmos nossos gostos e preferências, para não sermos controlados por impulsos ou influências que não refletem nossos verdadeiros valores e que nos desviam dos nossos propósitos fundamentais.
Autor: Ney Paula Batista
“Tempo, Meu Algoz Afetuoso”
No teu pulsar vou me balançar
Contigo caminhar por toda a vida
Se me soltar, já não serei
Perco o nome, perco a razão — tenha compaixão
Sou o som do teu instrumento
Um instante quase esquecido
Sou o sim e também o não
Nasci por ti já condenado
Amigo íntimo do fim
Carrego esse legado
Tempo, maestro da vida
Senhor do agora e do jamais
És o bem, também o mal
Menino velho, caduco
Para o fim, és só um pulo fatal
Deixa-me sentir o prazer de viver
Sem vigiar o meu fim
Nem cheguei a amar direito
Nem sei se alguém gosta de mim
Tempo, meu caro
Dá-me abrigo, dá-me um amparo
Ando cambaleando, desfalecendo
Ontem eu ainda era moço
Hoje já não corro — vou cedendo
Ah, Tempo… há tempos
Tempos que não voltam
Tempos que me roubaram
Tempos que acusam
Tempos que exortam
Tempos que acabaram
Desisto de Entender
Grito na letra e choro na voz
A tristeza e eu
Uma casa que cabe só nós
Peito pequeno que sente muito
Garganta forte que engole o mundo
Meu estômago nem sabe o que é sabor
Mastigo a realidade e engulo o horror
Ah, mundo triste, mundo estranho
Quanto mais eu corro de ti
Em ti, mais e mais eu me entranho
E é real o sentir e o ver
E é o que me dá medo o saber
Quando sei que sei, entendo o nada
Quando o nada me toma, eu sei de tudo
Vivendo sem entender o motivo do passar
Passando sem entender a razão do viver
Vivo e passando sem ter o que entender
Cheio de vazio, lotado de espaço
Cuidando fielmente do meu próprio descaso
Carta crítica filosófica
À Natureza
É um prazer lhe escrever esta carta,
ainda mais pelo privilégio de usar um papel
extraído de uma antiquíssima árvore da Alemanha.
Escrevo-lhe com meu mais novo lápis do Líbano.
Veja como você é importante para mim.
Querida,
quanto tempo faz desde que não nos falamos, não é mesmo?
Pensei em você enquanto meus funcionários
erguiam meu novo prédio — um edifício grandioso.
Lembra-se daquele jardim onde costumávamos passar?
Comprei-o em um leilão.
Agora, ali, nasce um prédio comercial.
Esperei por você no lançamento da pedra fundamental.
Olhei entre homens e mulheres,
mas não a encontrei.
Terá eu lhe magoado, querida Natureza?
Achei que tivesse liberdade para tratá-la
com mais intimidade.
Parece que você não aprovou minhas ações.
Não se preocupe.
Assim que eu terminar de limpar o terreno
dessas árvores velhas
e concluir a construção,
erguerei uma estátua de concreto
em sua homenagem.
Talvez assim eu consiga reconquistá-la.
Quando puder, responda-me.
Atenciosamente, o insensato.
Silêncio.
O silêncio insuportável da minha alma.
Causa barulho em noite calma!
O sorrir da solidão.
Traz emoção ao coração!
Mas nem toda solidão é sofrimento,
Mas um prazer reflexivo ao firmamento.
O silêncio nos faz pensar,
Faz sorrir ou faz chorar.
Porem existe um silêncio que ninguém pode tirar.
É o silêncio do coração,
Pois dependendo, pode causar outro tipo de emoção .
Letra da música: Sonhos Herdados de Rodrigo P. S.
Eu vim de histórias que eu nem vivi
De mãos calejadas antes de mim
De sonhos guardados em silêncio
E medos que aprenderam a existir
Carrego nomes, gestos e sinais
Verdades que eu nem questionei
Fui repetindo passos antigos
Sem perceber onde eu me deixei
Mas teve um dia… no meio do caminho
Que algo em mim resolveu perguntar
Se essa vida que eu tô vivendo
Foi escolha… ou só continuar
Eu honro tudo que me trouxe até aqui
Cada raiz que me fez crescer
Mas hoje eu sinto… que existe um outro caminho
Esperando eu me reconhecer
Não é negar de onde eu vim
Nem apagar o que ficou
É só parar… olhar pra dentro
E ver o que ainda não começou
Disseram: “segue, é mais seguro assim”
“Não mexe no que já se construiu”
Mas no silêncio das minhas certezas
Tinha um vazio que nunca sumiu
Talvez o medo não seja o fim
Talvez seja só um portal
Talvez a chave que eu tanto procuro
Sempre esteve no essencial
E se eu soltar o que não é meu
Será que eu caio… ou aprendo a voar?
E se eu escutar o que eu sinto
Será que eu começo a me encontrar?
Eu honro tudo que me trouxe até aqui
Cada raiz que me fez crescer
Mas hoje eu sinto… que existe um outro caminho
Esperando eu me reconhecer
Não é negar de onde eu vim
Nem apagar o que ficou
É só parar… olhar pra dentro
E ver o que ainda não começou
Não existe mapa pronto
Nem resposta pra levar
Só perguntas no caminho
E coragem pra escutar
Talvez não seja sobre chegar
Mas sobre quem você se torna ao tentar
E no espaço entre o medo e a escolha
Alguma verdade vai te encontrar
Eu honro tudo que me trouxe até aqui
Mas não preciso mais me prender
Tem tanta vida além do que me disseram
Talvez esteja em você… ver
Se você parasse agora…
E ninguém pudesse te julgar
O que, dentro de você,
Ainda estaria esperando pra começar?
Reconectar-se com o essencial é um ato de coragem em tempos de pressa.
Entender que nem tudo precisa ser imediato traz paz ao coração.
Cada espaço tem sua energia, e cada momento carrega um propósito.
Acolher o que chega, sem resistência, transforma o peso em aprendizado.
No silêncio, muitas respostas encontram caminho para existir.
Tudo aquilo que é verdadeiro permanece, mesmo quando o tempo passa.
Olhar para dentro é onde começa toda mudança real.
Descansar também é parte do processo, não apenas parar, mas sentir.
O que é seu encontra você, no tempo certo, sem atropelos.
Renovar-se exige deixar para trás o que já não faz sentido.
A vida floresce quando você respeita o seu próprio ritmo.
Tem sonhos que não nascem prontos.
Eles vão ganhando forma aos poucos,
no tempo certo,
entre silêncios, tentativas e espera.
E quando finalmente florescem,
o que mais importa não é o que se vê…
é quem está por perto pra sentir junto.
Porque existem momentos
que não pedem plateia,
pedem presença.
Não pelo espetáculo,
mas pela história que existe ali.
No fim,
não é sobre o lugar,
nem sobre o momento em si.
É sobre dividir o instante
com quem, de alguma forma,
também faz parte dele.
Tem coisas que a gente guarda em silêncio por muito tempo.
Pequenas expectativas,
daquelas simples…
mas cheias de significado.
Imaginar o primeiro instante,
o primeiro olhar,
o primeiro sentir.
Como se alguns momentos
merecessem ser vividos
com calma,
com presença,
com verdade.
Mas nem sempre é assim.
Às vezes,
quando a gente chega,
o instante já aconteceu.
E fica uma sensação difícil de explicar,
de ter esperado tanto por algo…
e encontrar ele já vivido,
já ocupado,
já passado.
Não muda o que é.
Mas muda o que foi sentido.
E o mais estranho
é que por fora, nada falta.
Mas por dentro,
fica um pequeno vazio,
de algo que a gente só queria ter vivido
desde o começo.
Às vezes, o mais importante não é o momento em si,
mas o significado que ele carrega.
Há experiências que não dizem respeito à pressa
nem a quem chega primeiro,
mas à capacidade de sentir, de estar presente
e de reconhecer o valor do caminho percorrido.
Alguns instantes podem parecer simples à primeira vista,
mas, para quem viveu cada etapa,
eles representam a concretização de algo muito maior.
E quando esses momentos acontecem de forma diferente do que se imaginava,
surge uma sensação sutil, difícil de traduzir —
não exatamente de perda,
mas de algo que tinha um significado único.
No fim, a vida revela que nem sempre controlamos o “quando” ou o “como”,
mas aquilo que sentimos
sempre aponta para o que realmente importa.
E talvez, em silêncio,
aprendamos a aceitar
que nem todo sonho acontece
exatamente como foi sonhado...
Às vezes, o que a gente mais espera não é o momento em si…
é o significado que ele carrega.
Tem coisas que não são sobre pressa, nem sobre quem chega primeiro.
São sobre sentir, viver por inteiro, dar valor ao caminho até ali.
Porque existem instantes que, pra muita gente, podem parecer simples —
mas pra quem viveu cada etapa, representam a realização de um sonho.
E quando esse instante passa de um jeito diferente do que o coração imaginou,
fica uma sensação difícil de explicar…
Não de perda,
mas de algo que tinha um significado único.
No fim, a vida ensina:
nem sempre a gente controla o “quando” ou o “como”,
mas o que sentimos… sempre revela o que realmente importa.
A Páscoa nos lembra que tudo tem um tempo e um significado.
Às vezes, o mais importante não é o momento em si,
mas o significado que ele carrega.
Há experiências que não dizem respeito à pressa
nem a quem chega primeiro,
mas à capacidade de sentir, de estar presente
e de reconhecer o valor do caminho percorrido.
Alguns instantes podem parecer simples à primeira vista,
mas, para quem viveu cada etapa,
eles representam a concretização de algo muito maior.
E talvez por isso, quando as expectativas são grandes,
a decepção também encontra espaço —
não como perda,
mas como reflexo do quanto aquilo tinha valor.
E quando esses momentos acontecem de forma diferente do que se imaginava,
surge uma sensação sutil, difícil de traduzir,
de algo que carregava um significado único.
No fim, a vida mostra que nem sempre controlamos o “quando” ou o “como”,
mas sempre podemos escolher seguir, mesmo frustrados.
Porque, no fim,
o que permanece
é a gratidão pelo caminho
e o amor por tudo que realmente importa.
Tem sentimentos que a gente não consegue guardar.
Eles não fazem barulho,
mas também não passam despercebidos.
Ficam ali, apertando devagar,
pedindo espaço, pedindo saída.
Às vezes, não é sobre o que aconteceu,
mas sobre o que aquilo significava pra gente.
Sobre expectativas silenciosas,
momentos que a gente imaginou viver de um jeito…
e vieram de outro.
E quando isso acontece,
a gente entende que não dá pra fingir que não sentiu.
Porque colocar pra fora não é fraqueza —
é respeito com o que existe dentro.
E no meio disso tudo, a vida ensina:
seguir, mesmo frustrado,
sem perder a capacidade de sentir,
de valorizar,
e principalmente… de continuar com gratidão e amor.
Responsabilidade Radical
Enquanto você culpa, você não muda.
Culpar o passado, as pessoas, as circunstâncias podem até fazer sentido — mas não resolve.
Porque tudo o que está fora de você foge do seu controle.
Responsabilidade radical não é assumir culpa por tudo. É assumir poder sobre o que você pode
fazer a partir de agora.
E isso muda completamente o jogo.
Ação do dia:
Hoje, diante de um problema, pergunte: “O que está sob meu controle aqui?”
A Identidade em Construção
Você não precisa ter tudo definido.
Identidade não é algo fixo — é algo em construção. E, durante esse processo, é normal experimentar, ajustar, mudar.
O erro é querer uma versão final antes de viver o processo. Você não está perdido. Está em formação.
Ação do dia:
Permita-se hoje testar algo novo, sem a pressão de “ser definitivo”.
O Ritmo Próprio
Comparar seu tempo com o dos outros
distorce sua percepção.
Cada pessoa tem um contexto, um ponto de partida, um caminho diferente. Quando você tenta acompanhar o ritmo alheio, perde conexão com o seu.
Respeitar seu próprio tempo não é acomodação. É estratégia.
Crescimento sustentável tem ritmo próprio.
Ação do dia:
Evite hoje se comparar. Foque apenas no seu próximo passo.
A Presença Real
Você pode estar vivendo… sem estar presente.
Pensando no que já passou, antecipando o que ainda não aconteceu, distraído com estímulos constantes. E, nesse processo, perde o único momento que realmente existe: o agora.
Presença não é só estar fisicamente. É estar inteiro.
Ação do dia:
Escolha uma atividade hoje e faça com
atenção total, sem distrações.
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