Textos de Aniversario p Amiga
Vencer com o Bem
Não carrego a vingança nas mãos,
nem afio o ódio no silêncio do peito.
Entrego a Deus o peso da justiça,
porque há batalhas que não são do meu jeito.
Quando a dor pede resposta em grito, aprendo a responder com oração.
A ira que o mundo quer que eu abrace eu deixo escorrer pelas mãos da redenção.
Se o inimigo vem faminto de amor,
é pão que ofereço, não desprezo.
Se chega sedento de paz,
é água viva que derramo sem medo.
Pois sei:
o bem que nasce do perdão
arde mais forte que qualquer punição.
São brasas que queimam a consciência, não para destruir,
mas para trazer reflexão.
Não me deixo vencer pelo mal que machuca, nem pela sombra que tenta ficar.
Eu venço quando escolho a bondade,
quando deixo Deus julgar.
Porque a justiça não falha em Suas mãos, e o amor sempre vence no final.
Quem caminha com o bem no coração nunca perde
— mesmo ferido pelo mal.
Deixa o vento soprar o que não ficou,
Deixa o tempo levar o que não brotou.
Se não floresceu, não era estação,
Se não permaneceu, faltou coração.
Guardei silêncio onde havia querer,
Aprendi que amar também é ceder.
E no espaço vazio que ficou em mim,
Planto esperança
— recomeço, enfim.
P.silva3
Com você a gente vai escrevendo a nossa história sem pressa,
linha por linha, no papel do tempo.
Tem dias que são vírgulas,
outros viram ponto final —
mas a gente insiste,
rasura o medo erecomeça
no mesmo parágrafo.
Teu riso é a frase que me prende,
teu silêncio, o espaço onde eu fico.
Se o mundo tenta apagar,
a gente escreve mais forte,
à caneta, no coração.
E se um dia faltar palavra,
a gente inventa sentimento,
porque amar você
é o único texto que
eu nunca canso de ler.
Pedido à Mesa
Cheguei devagar,
no cheiro do café passado,
mesa simples, bolo em fatias iguais.
O tempo pedia calma naquele instante, e eu só queria falar
com o coração em paz.
Entre xícaras e silêncios que sabem ouvir, confessei que sua filha mudou meu viver, que meus dias agora caminham pensando nela,
e que não é capricho
— é vontade sincera.
Não levei promessas maiores que o dia, apenas a intenção clara de estar e cuidar.
Um sentimento que cresce na calma vivida e se prova no jeito constante de amar.
No fim, deixei o pedido repousar na mesa, como quem entrega verdade sem pressa.
Se a senhora confiar, sigo com devoção, querendo um namoro
que nasça com sua bênção.
Não basta ouvir o som da Tua voz,
Se ela morre antes de virar chão.
A Palavra é semente viva em nós,
Pede mãos, passos e direção.
Há quem escute e se engane no espelho,
Vê a verdade e logo a deixa cair.
Mas Tua voz não é eco passageiro,
É caminho que chama a seguir.
Ensina-nos a viver o que lemos,
A transformar o verbo em ação.
Que o amor seja gesto pequeno,
E a fé, movimento do coração.
Pois ouvir sem viver é silêncio disfarçado,
É fé sem corpo, sem luz, sem raiz.
Queremos ser Palavra encarnada,
Praticantes do amor que Tu dizes.
Ouço Tua voz ecoar no meu interior,
Tua Palavra é viva, é luz, é correção.
Não quero ser apenas mais um ouvinte, Senhor,
Que concorda com os lábios, mas nega com a ação.
Como um espelho que revela quem eu sou,
Tua verdade mostra o que preciso mudar.
Não me deixe esquecer o que em mim Tu tocou,
Ensina-me a viver o que aprendi ao Te escutar.
Eu quero viver o que eu prego,
Ser a Palavra em movimento.
Não só ouvir, mas obedecer,
Que minha fé tenha vida em cada passo que eu der.
Eu não quero me enganar,
Quero a verdade em mim reinar.
Guarda a minha boca, purifica o meu falar,
Que minhas palavras reflitam o Teu amor.
Que minha religião seja vida no agir,
E não aparência sem temor.
Transforma-me por inteiro, Senhor.
30 de janeiro
No dia trinta, o tempo resolveu parar,
Janeiro se despediu com gosto de promessa.
Não foi o mês que nos uniu,
Foi o instante em que teu nome passou a morar em mim.
Os dias correram leves, quase tímidos,
Aprendendo o ritmo do teu riso, do teu silêncio.
Cada amanhecer somou saudade,
Cada noite confirmou que era real.
Fevereiro chegou sem pressa de explicar,
E no vigésimo oitavo dia, o amor completou trinta.
Não precisou de outro dia trinta no calendário,
Porque o que conta se mede no sentir, não no número.
Se em poucos dias já somos tanto,
Imagina o que o tempo ainda quer escrever.
Que venham meses, anos, infinitos,
Eu sigo escolhendo você, dia após dia.
Deixa eu partir
Se você não vinha pra ficar,
por que bateu na minha porta?
Por que falou de futuro
sabendo que seu coração era ida?
Não se acende um fogo no escuro
e depois culpa a chama por queimar.
Sentimento não é brincadeira,
nem algo que se aprende a desligar.
Eu tentei ser forte, juro que tentei,
mas amor não aceita meio-termo.
Quando você ficou pela metade,
levou inteiro tudo o que era meu.
Agora recolho o que sobrou de mim
e peço silêncio pra poder seguir.
Se não era amor,
me solte da dor,
me deixa em paz,
deixa eu partir.
Se a fé não te confronta,
ela não é viva.
Se o Reino não fere,
virou narrativa.
Deus não implora atenção,
fecha a porta à indecisão.
Graça não é anestesia,
é cirurgia sem aplauso.
Cura o que dói arrancando,
não negocia o caos.
Quem chama cruz de exagero
nunca morreu por dentro.
O chamado não pede plateia,
pede entrega e silêncio.
Ou tudo se rende ao fogo,
ou vira gesto encenado no tempo.
Não há meio-Reino,
nem trono dividido.
Quando a porta se fecha,
não é castigo, é verdade:
fé que adia obediência
já escolheu a metade.
E Deus segue sendo Deus,
mesmo quando você não entra.
A mesa está exposta
A mesa está exposta,
o pão não pergunta quem vem,
o convite atravessa a noite
e chama quem ainda acredita.
Os primeiros recusaram,
tinham campos, horários e certezas,
mas o Reino não espera desculpas
nem se fecha por rejeição.
Então chegam os feridos da estrada,
os invisíveis, os que não foram chamados,
sentam-se sem títulos,
apenas com fome.
E ainda há lugar,
sempre haverá lugar,
porque a graça não se esgota
e a mesa não se recolhe.
O Nosso Verão
O sol caía como ouro derretido sobre nossas peles,
E a brisa trazia cheiro de mar e de mangueira,
Risos escorriam pelos becos da cidade antiga,
Enquanto a música do verão tocava em cada esquina.
O vento embalava histórias que ninguém contava,
Veleiros de papel flutuavam nos rios da lembrança,
E nossas mãos, cúmplices, desenhavam no ar
Mapas secretos de cidades, de amores, de esperanças.
As cores do entardecer tingiam nossas sombras,
Laranjas, violetas e vermelhos de promessa,
Enquanto o cheiro de café e pão quente da rua
Misturava-se ao perfume dos nossos sonhos.
Mesmo quando o inverno tentou apagar a memória,
O calor voltou em lembranças de ruas e risos,
Guardando o nosso verão em versos e saudade,
Como quem transforma o tempo em poesia viva.
Chama do Destino
Nasceu pequena,
quase um sussurro,
entre o acaso e o querer não dito.
Uma centelha tímida no escuro,
como se o destino respirasse comigo.
Cresceu no tempo,
ardendo em silêncio,
iluminando caminhos
que eu temia pisar.
Queimou dúvidas,
aqueceu ausências,
fez do medo apenas cinza no ar.
Mesmo quando o vento tentou apagar, ela dançou,
firme, contra a noite.
Pois há chamas que
não pedem permissão:
existem para arder,
custe o que custar.
E sigo, marcado por essa luz antiga,
sabendo que não fui eu quem escolheu.
Foi a chama do destino que me encontrou e, ao tocar meu peito, escreveu quem sou.
Um fogo tímido
A chama nasceu pequena,
quase um sussurro,
acendeu no escuro
do peito sem pedir licença.
Era medo e esperança dançando juntos, um fogo tímido que já sabia arder.
O destino soprou ventos contrários,
tentou apagar promessas e sonhos antigos.
Mas a chama aprendeu a resistir no silêncio, crescendo firme entre quedas e recomeços.
Houve noites em que queimou como saudade, dolorida, intensa, impossível de esconder.
Ainda assim, iluminou caminhos tortos, mostrando que até a dor pode guiar.
Hoje a chama é farol e coragem,
não consome
— transforma quem sou.
No centro dela, entendo enfim:
meu destino é arder sem deixar de amar.
A juventude
A juventude perdeu o brilho
Perdeu o sentido
Perdeu o respeito
Antigamente a juventude tinha mais vida
A vida era bela
A gente brincava na rua
O tempo era lento
O riso era fácil
O abraço era casa
Hoje o mundo corre
Mas o coração se arrasta
Cheio de tudo
Vazio de essência
Não é que a juventude acabou
Ela só está ferida
Tentando existir
Num mundo que esqueceu de cuidar
Ainda há brilho — escondido
Ainda há vida — cansada
Ainda há sentido — esperando
Alguém chamar de volta
Caminhada
O chão não prometia facilidade,
ainda assim, eu fui.
Os pés cansaram cedo,
pediram pausa,
não rendição.
Parei à beira da estrada,
bebi água morna,
olhei pro nada
até o nada responder
com um canto manso.
A noite veio longa,
o sabiá insistia,
e o sertão, em silêncio,
seguia bonito
sem pedir prova.
Peguei o violão
e cantei com o passarinho.
Era amor queimando baixo,
chama viva
no meio do caminho.
Quando cheguei,
não havia aplauso —
havia braços.
Abracei minha família
e agradeci pela caminhada.
Luz Mansa
Fui encontrar ouro
E acabei encontrando
Diamantes
No teu olhar
Brilhante da cor do sol
Deitado na beira do mar
Ouvindo o barulho manso
das ondas
Só pra ficar te admirando…
Já era tarde dourada
A mesa de madeira exposta
Café passado na hora
Bolo e torta
E o dia vai ficando quieto
Teu olhar ainda aceso
Luz mansa
Terra Dourada
Terra dourada.
Tem frutos.
Tem animais bonitos.
Tem uma mata incrível.
Mas o seu povo dorme.
Está na hora de acordar
e olhar pra essa terra
que é belíssima.
Chega de olhar o terreno do lado
enquanto o nosso apodrece
por falta de cuidado.
Vamos olhar pra cultura local,
praquilo que nasceu aqui,
pro que tem cheiro de chão,
de sol, de história.
Estamos matando a nossa origem
cada vez que copiamos
o que não fala a nossa língua.
Não precisamos copiar.
Precisamos criar.
Criar com o que somos,
com o que temos,
com o que sempre esteve aqui
e nos ensinaram a ignorar.
Essa terra não é pobre.
Ela é esquecida.
E quando o povo acordar,
a origem volta a respirar.
Ô pátria amada
Ô pátria amada
Não deixaremos morrer
Ô pátria amada
Sempre vamos
lutar por você
A cada dia que passa
A nação está em chamas
Não é o fogo que traz vida
É o fogo que espalha a morte
Precisa renascer das cinzas
Enquanto muitos ainda destroem
Tu és braseiro
Brasa viva,
pátria amada
Ainda há sementes no chão
Ainda há mãos que sabem cuidar
Do meio da fumaça nasce o amanhã
E a esperança não deixou de brotar
Ainda há um amanhã sendo gestado
No coração de quem não desistiu
No recanto
O vento quente do sertão
varre a alma cansada,
E a ansiedade aperta
o peito como corda de viola.
O homem sente
o mundo pesado nos ombros,
E a esperança parece distante, escondida no céu de brasa.
Mas chega uma palavra doce, feita de calma e cheiro de terra molhada,
Um sussurro que floresce entre
o juazeiro e a laranjeira.
O coração se abre,
desata o nó que sufoca,
E a vida volta a dançar
na batida lenta do luar.
No recanto da paixão,
o olhar se encontra,
Mãos trêmulas se entrelaçam,
tão simples e certeiras.
O medo se dissolve
na música das palavras,
E o amor cresce no silêncio
que fala mais que tudo.
Ah, sertão que ensina
a alma a resistir,
Entre seca e chuva,
entre dor e sorriso.
Uma palavra bondosa
é a chuva na rocha,
E o coração do homem
volta a cantar seu próprio destino.
Já está preparado
Estou agitado
Vem, desacelera-me
Preciso focar
A ansiedade bate forte
Já não tenho mais controle
Preciso de ajuda
Meu coração está queimando
Quando você chega
Tenho medo de não estar preparado
Tenho medo do novo
Ouço você falar dentro do meu ser:
“Tudo vai estar bem”
Ficar tranquilo
No momento certo, te darei
Não tenha pressa de entrar no novo
Seu momento já está preparado
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