Textos de Amor Não Melosos
Você merece todo amor que tenta dar aos outros, mesmo quando minha voz falha ao declarar gratidão, percebo que meu desejo de cuidar excede minha capacidade de me receber amor. Reconhecer meu valor não como alguém que “uma hora vai desistir,” mas como
sujeito digno de afeto, tem sido batalha diária que contradiz a voz interna que insiste em me desmerecer.
Já entreguei meu afeto, já me doei… Hoje, sou frio, um escudo erguido para sobreviver. Doar amor a quem não valoriza é soprar feridas abertas, não deixá-las cicatrizar. Esse gelo me protege, mas deixa uma saudade aguda
do calor humano que um dia foi natural… e hoje me trai em julgamentos e abandono.
Como posso amar alguém verdadeiramente, sendo que nem amor próprio eu tenho?
Talvez o amor ao outro comece quando eu aprender a olhar para dentro, com a mesma paciência e cuidado.
O amor-próprio não é um ponto de partida, mas uma construção que cresce, a cada gesto de cuidado e compaixão comigo mesmo.
Oh! Porteiro do céu,
Permita-me falar com o pequeno pastor
Para tocar uma canção para meu amor
Uma doce melodia, alegre e poética.
Contratar-te-ei para tocar para ela
Todas as manhãs.
Veja, meu amor, a flauta do pastor que tocará para ti.
Alegra-te sempre, pois és tua essa melodia perene.
Um ser humano filhote te ensina a amar um ser inocente, após descobrires o amor é preciso que emanes ele a ponto de ser exemplo vivo, com rotina no amar para teu filho.
Tu demonstra tua verdadeira maestria quando ama a todos igualmente... E não é fácil, tem que treinar.
Se tentares tratar teu filho como tua única fonte de amar em vida será que não ensinaras uma forma distorcida de amar?
Ele irá procurar semelhança no mundo e se identificara com o seu exemplo.
Seja um pai gentil, ou sua filha irá padecer na mão de um grosseirão.
Se ame, ame as pessoas e elas vão amar você na proporção do que tiverem.
Quando pergunto se entendes o amor e se há amor na sua fala; É por que adianta falar a linguagem das flores e agir com ações de uma pedra?
Palavras se derretem no tempo, assim como gelo derrete no fim da estação.
Atitudes apaixonam gerações, como as batidas das asas dos pássaros, em revolta no céu, que inspiram em silêncio, medidas pelo tamanho das brasas que existem em seus olhos e em seu coração.
Enquanto o amor pesar
Mais que o mal na balança,
Haverei de renascer
No riso de uma criança!
Enquanto existir bondade,
Fé, amor e temperança
Enquanto Deus nos tocar
Ofertando-nos mudança,
Haverei de renascer
No riso de uma criança!
- Poema da obra Minhas Verdades ISBN 9786598117610
“Nenhuma dor é eterna. Toda sombra cede à luz do amor.”
Que saibamos, com coragem e ternura, olhar para dentro, reconhecer nossas sombras e acender em nós a chama da renovação. Pois a Reforma Íntima é o verdadeiro caminho da paz aquela que o mundo não pode dar, mas que o espírito em evolução pode alcançar.
“O Segundo e a Eternidade”
Ah… senhorita… que o amor nos dure, ainda que por um átimo suspenso na vastidão da eternidade.
Há instantes que transcendem a métrica dos relógios e dissolvem-se nas frestas do absoluto. Foi o teu olhar cintilante como a reminiscência de um sonho antigo que interrompeu a marcha indiferente do tempo. Em um só segundo, o cosmos se deteve, perplexo diante da silenciosa liturgia do encontro.
Nenhuma ciência decifra o segredo contido nesse breve estremecimento da alma. O toque, quando autêntico, converte-se em epifania; e o efêmero, subitamente, adquire a dignidade do perene. O amor, senhorita, é o único viajante que atravessa a fronteira entre o ser e o nunca mais e sobrevive.
Há paixões que não se perpetuam, mas deixam, na memória, o vestígio do inextinguível. Elas não se medem pela duração, mas pela intensidade com que rasgam o espírito. E talvez, ao findar o instante, reste apenas as chagas imaterial de algo que ousou existir.
Assim, se o destino for avaro em horas, que nos conceda ao menos um segundo aquele em que o teu olhar reconhece o meu e o universo, por piedade, suspende o próprio giro.
Porque, afinal…
Há amores que, mesmo breves, condensam o infinito e esse é o milagre silencioso que apenas o coração compreende.
A Vigília do Amor que Respira Na Escuro Do Espelho.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Amar-te, é atravessar um véu onde a luz e a treva se confundem num abraço lento. Há algo de romântico no modo como teu nome ecoa dentro de mim, como se cada sílaba acendesse uma estrela fatigada que insiste em brilhar no firmamento do meu pensamento. Contudo, essa luz não é plena. Ela se dobra, ela se rompe, ela se converte em sombra que acaricia, como um manto frio que me guia pela noite interior.
Caminho então por um corredor onde a realidade tateia o corpo do mistério. As paredes sussurram, guardam respirações antigas, e cada passo parece uma oração esquecida. Ali, o amor se revela místico, quase um rito que não se explica, apenas se vive. Há instantes em que sinto a tua presença como uma brisa etérea, distendida entre mundos. Toco esse sopro e ele me atravessa com delicadeza, porém carrega consigo o peso doce da saudade.
E quando a escuridão se adensa, descubro o lado lúgubre que habita em mim. Ele não assusta. Ele vela. Ele observa. Ele me convida a encarar o silêncio que repousa nas costas do meu próprio coração. É um silêncio introspectivo, meditativo, onde tua figura surge como um brilho tímido, quase uma promessa. Nesse espaço suspenso, o amor se torna uma espécie de espelho antigo. Vejo-me ali, refletido com todas as minhas fissuras, e ainda assim encontro em ti um descanso, uma respiração que me sustenta.
Por vezes, este sentimento assume um ar clássico, como se fosse escrito em pergaminho, iluminado por velas que tremulam diante da eternidade. Cada palavra que penso para ti ganha peso e solenidade, como se estivesse sendo ditada por mãos antigas que conhecem todos os segredos do afeto humano. Sinto-me parte de uma narrativa maior, onde o amor é ao mesmo tempo destino e labirinto.
No final, amar-te é abraçar o vazio repleto de dores, mas são essas dores que me aliviam, que me erguem, que me entregam à beleza do abismo que se abre quando escrevo para ti. É um abismo lindo, não porque seja seguro, mas porque me exige coragem, entrega, verdade. E é nesse risco, nessa vertigem luminosa, que te encontro. Sempre te encontro.
CÂNTICO DA DELICADEZA REAPRENDIDA.
O amor nos dias atuais precisa reaprender a linguagem da mansidão.
Ele nasce cansado de excessos e reencontra sua força no gesto contido.
Não se anuncia com estrondo nem se impõe como urgência mas aproxima se com respeito como quem reconhece o valor do outro antes do próprio desejo.
Nesse movimento inicial o afeto resgata a ética do cuidado e transforma a palavra em abrigo.
A experiência amorosa contemporânea reencontra o cotidiano como espaço legítimo do sagrado.
O amor manifesta-se na mesa partilhada no pano estendido ao sol na espera paciente.
Ele recusa a teatralidade e escolhe a constância.
A pessoa amada não é mito distante mas presença concreta que respira o mesmo tempo e carrega as mesmas fragilidades.
Nessa proximidade reside uma beleza silenciosa que educa o olhar e disciplina a sensibilidade.
O sentimento não se constrói isolado mas nasce impregnado de memória.
Cada gesto amoroso carrega ecos de vozes antigas transmitidas sem registro.
O amor verdadeiro reconhece que não começa em si mesmo mas prolonga um fio que atravessa gerações.
Essa consciência devolve profundidade ao presente e impede que o afeto se torne descartável.
A contenção emerge como virtude essencial.
Amar não é transbordar sem medida mas sustentar com firmeza.
A palavra é escolhida, o gesto é pensado, a promessa é respeitada.
No mundo saturado de estímulos essa contenção torna-se forma elevada de coragem moral.
O amor aprende fica quando se abdica do excesso.
A harmonia surge como finalidade última.
O sentimento não busca vencer nem dominar mas equilibrar.
Ele molda o caráter, suaviza os impulsos e orienta a convivência.
Amar torna-se exercício diário de aperfeiçoamento interior sem espetáculo e sem ruído.
Assim o amor reencontrado nos dias atuais afirma-se como herança viva de uma sensibilidade antiga.
Ele demonstra que a verdadeira permanência nasce da fidelidade à forma da escuta atenta do outro e da humildade diante do tempo apressado.
E quando o coração compreende isso o amor deixa de ser vertigem e transforma-se em morada firme onde a alma finalmente repousa.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
"Traduzo seus pensamentos em todas as línguas
Falando-me do seu eterno amor e paixão
Emoção que faz o coração quente ser balançado
Respiro uma fragrância que vem do seu corpo
E sinto o fogo do desejo ser atiçado"
(Trecho do Livro "ENCONTROS & DESENCONTROS:NA CHAMA DO AMOR" AUTORA Wanda ROP-2022-Ed Sunny)
A dor
Meu amor eu te amo, te amo tanto que nesse momento meu coração está dilacerado, nunca pensei que a dor da perda de um verdadeiro amor seria tão dura e profunda, a culpa foi minha de não ter me permitido amar antes, você esteve próximo a mim como amigo e esse sentimento foi construído ao longo do tempo, mas agora é hora de dizer adeus, você me disse adeus e se foi e me deixou com as lembranças, ainda sinto sua presença cmg, eu te amo mais do que a mim msm, esse amor doentio vai me afundar, poderíamos ser nós contra o mundo, mas não posso te esperar para sempre, vou tentar me curar desse amor mesmo eu querendo ficar ao seu lado para sempre.
Não sei se é verdade mas as pessoas dizem que uma dor de amor nunca é para sempre, será que um dia vou conseguir ver você com outra pessoa, feliz e apaixonado, sem eu ao seu lado? queria dizer sim, mas no momento, eu acho, que nunca vou ficar bem sem você, eu construí planos de passar uma vida ao seu lado, mas você apagou esses planos, agora eu tenho que apagar também, não sei se consigo, mas as pessoas dizem, uma dor de amor nunca é para sempre.
Um dia diferente, pessoas diferentes, não sei se é a hora, mas meu coração quer se arriscar novamente, não posso ficar com medo de me entregar ao futuro por estar assustado com o abismo do passado, eu mereço, eu mereço o mundo, tenho que me entregar por inteiro, eu mereço ser tudo de mim, as pessoas merecem tudo de mim, nunca acreditei em alma gemia, mas quem sabe, a metade de mim pode estar na próxima esquina, nunca vou saber se ficar aos prantos em casa, no conforto da minha cama.
O AMOR PRÓPRIO
O amor próprio é uma jornada transformadora que nos conduz à aceitação e apreciação de quem somos.
É mais do que simplesmente reconhecer nossas qualidades; é nutrir um relacionamento profundo e compassivo conosco mesmos.
Em meio às pressões externas e padrões sociais, o amor próprio torna-se um escudo emocional, permitindo-nos abraçar nossas imperfeições como elementos únicos que contribuem para a nossa singularidade.
Ao cultivarmos o amor próprio, aprendemos a estabelecer limites saudáveis, a dizer "sim" quando necessário e, igualmente importante, a dizer "não" sem culpa.
É um compromisso diário de autocuidado, priorizando nossa saúde mental e física. Reconhecer nossas conquistas, grandes ou pequenas, torna-se uma prática fundamental, alimentando uma autoestima positiva que transcende as críticas externas.
A jornada do amor próprio também envolve aprender com os desafios, transformando as adversidades em oportunidades de crescimento pessoal.
A autenticidade floresce quando nos libertamos das expectativas alheias e abraçamos nossa verdadeira essência.
Celebrar nossos sucessos internos e conquistas individuais contribui para a construção de uma base sólida de autoconfiança.
No final, o amor próprio é um investimento em nossa própria felicidade.
É um compromisso contínuo de autocuidado, aceitação e celebração do ser único que cada um de nós é.
Ao priorizarmos o amor próprio, fortalecemos nosso bem-estar emocional e nos tornamos capazes de estender esse amor aos outros de maneira mais plena e autêntica.
... e foi assim:
Eu estava triste
Ela cheia de amor pra dar;
Eu precisando de carinho
Ela prestes a me agarrar;
Eu era todo tímido
Ela sem vergonha, começou a me beijar.
E tudo que a gente fez, então
Era vontade, desejo, nossa força de expressão.
Tudo que a gente fez, então
Foi verdade, um sonho e uma real sensação.
Despertas meus sentidos.
Sinto o que digo, e,
confesso meus sentimentos:
O amor que tenho
é só para você.
Tens o que quero para sempre.
É mais que a matéria;
É mais que o mundo;
É o multiverso da felicidade,
razão de evolução.
Oscilações dos meus pensamentos
Ecoam você.
E sua magnitude Vibra em mim energia
igualmente a corrente poderosa do viver.
Já parou pra pensar...
Qual seria o maior sentimento?
Será o...Amor
A alegria
A fé
Cada pessoa responderia de um jeito.
Eu escolheria o amor!
Amor é lindo, doce.
Mas não apenas isso, ele machuca também,
pessoas sofrem por amor,choram,se magoam.
Mas eu amo o Amor!
Amor...
Não sei que palavras usaria para definir o amor,só sei que para mim ele é
o maior de todos!
24hpensando
" Eu sei que o amor da minha vida
pode estar na próxima esquina
Sei que pode estar atendendo
no balcão da padaria ou
estar no assento ao lado
da minha poltrona no ônibus
Sei que ela pode estar
em qualquer lugar
mas ela nunca está
Por onde será que anda
o meu verdadeiro amor?
Enquanto esses amores falsos
vivem me encontrando
Ela deve estar se
perguntando o mesmo''
Lucas Lopes ( ''O meu café esfriou e eu lembrei da gente'')
Amor II
Seu amor, amor!
É amor frágil
Amor possessivo
Amor pequeno demais.
Seu amor, amor!
Não é amor de luta
Amor consistente
É amor de pouca labuta.
Seu amor, amor!
É amor para as "Helenas"
Pessoas pequenas
Com pequenos dotes que lhes interessam.
Seu amor, amor!
É amor arranjado
Amor dependente
Amor de boteco.
Seu amor, amor!
É amor passageiro
Amor de agradecimentos
Não é amor das Marias
Meu amor, amor!
É amor que suplanta as suas baixas ideologias
Que perdoa a sua insignificância
É amor cá de dentro.
Para o seu futuro amor, amor!
Não serão os haveres aos quais pertence
Que superarão as suas dores
Sempre serei eu, que estarei aí dentro.
Elegia
Eu queria escrever sobre o amor
sentimento louvado pelos grandes poetas
que cantam amor como profetas
Tentei e tentei por infinitas vezes
transcrever sutilezas de sentimentos
sou obtusa, aposento
Amargo na pena que me traí
escorregando sempre ao reverso
ficando sem beleza o meu verso
