Textos de Amor Não Melosos

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Você me deixou quando eu mais precisava de você.
Seguiu sua vida e encontrou um novo amor.

Enquanto isso, eu travava minhas próprias batalhas em silêncio.
Morri por mil noites.
Os dias pareciam não ter fim e as noites eram infinitas.

Você era minha base emocional…
e até hoje ainda dói lembrar disso.

Não sei exatamente como se aprende a viver depois de ser quebrado por dentro,
mas continuo caminhando.

Porque mesmo na dor existe um começo escondido.

Não me subestime.

Fui destruído, é verdade.
Mas sou eu mesmo o construtor da minha própria obra.

E agora estou me reconstruindo.
Tijolo por tijolo.
Dia após dia.

A luta nunca acaba…
mas a cada queda aprendemos a nos reinventar.

Depois que minha filha nasceu já nos primeiros anos ela já demonstrou seu amor pelos animais, ela já com 5 aninhos arrumamos a Juli, uma cachorra mistura de pincher e chiuaua, coisinha mais boazinha, acompanhou toda sua infância e pré adolescência, morreu aos 13 anos.
Depois tivemos a Teka, uma Jack Russell, coisa mais linda, viveu 14 anos dando muitas alegrias para nós.
Logo depois compramos o Jack, outro Jack Russell, nunca vi cachorro tão bravo, territorial, levamos mordidas pra todo lado, mas mesmo assim nós o amamos até aos seus 16 anos, teve que fazer eutanasia, sofreu muito com câncer ósseo.
Esses foram nossos companheiros e amigos verdadeiros!!!
PS: Foram 43 anos com cachorros, nunca os levamos na rua para fazer suas necessidades, faziam no nosso quintal, temos nossa consciência tranquila sobre isso!!!

TEA


Um espectro diferente
Um jeito singular de ser
Com um coração de amor
Em busca de aprender

Há mentes que se agitam
Outras em calmaria
Hiperativo ou passivo
Em busca de harmonia

Atraso na fala, às vezes
Mas a alma se expressa
Com gestos e olhares
Uma linguagem sincera

A paciência é a ponte
Que une corações
A rotina, um porto seguro
Em meio às emoções

O acolhimento é a chave
Para um mundo melhor
Quebra-cabeças da vida
A inclusão é um fervor

Amor é uma palavra desconexa e sem função
hoje, só me resta o vazio e a certeza que sempre tive de que o amor é o sentimento abstrato que fere a alma e sangra o peito facada a facada quando retorna ao seu estado invisível.
O eco das promessas que murcham na boca de quem diz:
" eu te amo" é veneno disfarçado no amor, imperceptível.
O amor é uma farsa disfarçada de bondade, mas repleta de maldade.
O amor é uma abstração que corrói a alma ingênua e belisária que
acredita e se entrega ao que não tem existência concreta
sentimento inverso que converte "amago" em "amargo" –
na desmoralização gradual, em um gelo que incendeia por dentro.
Esse maldito sentimento não existe, mas é devastador.
e na sua partida desfaz-se como teia de aranha ao vento.
E a quem acredita em algo imaginário e vago
Resta a navalha da dor, o desespero que rói os ossos,
O abismo que engole cada palavra doce em nome do amor
que julgo ser a ferida que sangra abstração.
É a armadilha e o voto que se desfaz sem, existir
Não acredito porque nada sobra quando o desejo evapora
O inexistente amor é o que mais dilacera coração
transformando sonhos bonitos em desilusão

Para o meu amor subterrâneo
Eu me apaixonei primeiro pela sua voz — no som do rádio, em uma cidadezinha do interior. Tudo era tão estranho, tão encantador. E o mais curioso: o nosso primeiro contato foi bem pertinho da minha casa, num comício de política... (risos). Você me observou tanto naquele dia, mas não me chamou para dançar.
Depois disso, ficou fácil dizer pra mim mesma que eu gostava de você. Mas eu ainda era só uma menina de 13 anos, imatura, confusa. E você, um rapaz de 18. Hoje essa diferença pareceria pequena, mas naquela época era decisiva.
Eu gostava tanto de você, mas a minha insegurança me fazia dizer “não”. Só que, lá no fundo, eu tinha certeza do que sentia. Até que, um dia, meus pais me deram a notícia: íamos embora. E assim, mais uma vez, deixei você ir. Pouco tempo depois, uma colega que morava por perto começou a namorar com você... Eu nunca entendi isso direito. Sempre tive curiosidade. Porque, no fundo, eu sentia — de algum jeito — que você também me amava. Ou algo perto disso.
Fui embora, a 500 quilômetros de distância. Naquele tempo não tinha celular nem WhatsApp. O único meio de escutar sua voz era o orelhão perto da minha casa, onde eu ficava esperando ansiosa pelo sábado. Queria tanto te ouvir de novo... E você, às vezes, nem reconhecia mais a minha voz. Mas eu nunca me esqueci da sua.
O tempo passou, e é claro, eu me apaixonei outras vezes. Namorei, encontrei novos amores. Como você. Conversamos muito na época do MSN. Dividimos histórias, dores, alegrias. E eu esperava — ansiosamente — ver você online, pra te dizer o quanto as coisas estavam difíceis. Mas, em vez disso, eu mentia e dizia que estava tudo bem, que era feliz aqui. Você nem imagina, mas foi meu amigo em um tempo em que eu me sentia tão sozinha. Você me ajudou e nem sabe disso.
Não lembro quantas conversas foram. Nem sei quando elas acabaram. Mas eu sempre desejei, de verdade, que você fosse feliz. E eu sei que encontrou a mulher da sua vida. Acompanho de longe, e vejo: vocês formam uma família linda. E fico feliz por isso. Porque amar, de verdade, é querer o bem — mesmo que não seja ao seu lado.
Talvez eu nunca tenha tido coragem de dizer isso antes. Acho que por isso essa história ficou guardada aqui por tantos anos. Só queria te contar que, sim, você gostou de mim. Mas eu... eu te amei mais. Eu só não sabia como dizer.
Hoje, eu também encontrei o amor da minha vida. Juntos, construímos uma história linda. Mas às vezes, a gente só consegue dizer certas coisas quando sente que pode ser tarde demais. E eu não queria esperar mais. Essa é, talvez, a minha última mensagem para você. E eu precisava que fosse em vida.
Sempre tive vontade de te falar isso. Prometo que nunca mais mandarei. Essa é minha última carta de amor.
Continue sendo feliz. E saiba que, de onde eu estiver, também estarei feliz por você.
Com carinho,
Da menina que nunca teve coragem, mas sempre te amou em silêncio.


Se um dia fizer uma busca na rede, sobre um amor platônico. Que você a encontre aqui. (C)

O AMOR QUE SE REFAZ
Amor é coerente e concreto.
Hoje, me acompanha a plenitude
e a certeza nova:
esse sentimento presente
cura a alma
e acalma o peito,
carícia a carícia,
quando permanece e se fortalece.
Florescem promessas vivas
na boca de quem diz “eu te amo”:
bálsamo nítido, perceptível.
O amor é verdade disfarçada de ternura,
cheia de uma bondade clara
que fortalece a alma atenta
de quem acredita no possível.
É o sentido do afeto,
o toque que transforma amargo em âmago,
o calor que aconchega por dentro
na elevação serena do sentir.
Esse bendito existe
e restaura.
E quando chega,
firma-se no vento
como teia sólida de criação.
A quem confia no real,
brota o descanso da paz,
a esperança que revigora,
o horizonte que acolhe cada palavra doce
em nome de um amor-luz,
que pulsa existência.
É caminho gentil,
promessa que se cumpre ao nascer.
Eu acredito no amor
pois sempre sobra
quando o desejo se transforma
e revela a beleza da verdade.
O constante amor,
simples e edificante,
é o que mais fortalece a alma,
convertendo ruínas em sonho.
É a verdade que se sustenta entre nós
quando vivem a lealdade e a confiança.
Primeiro concreto,
depois eterno,
depois cura.

Amor de Lareira:

Eu sei o que é amar
Eu sei o quão bom é amar
Amei muito mais do que um ser
Chovia
Senti que a angústia me transformava em ácaro
Mas quando senti o amor, tudo foi como lareira

Quando apareceu vossa pintura
O infinito se formou
A felicidade virou palavra-cruzada
Amor de lareira
Circulando dois cantos meus
Rondando mais dois cantos meus
E me cercando em dois elementos
Água e fogo
Na lareira e aquecedor, a relação de um casal

⁠Sou prisioneira
de um amor que
já morreu...
Jamais me
amou,com
meu coração brincou.
Feriu - me com
suas verdades,
quando na
verdade compromisso
nunca assumiu...
Eu que estava ao seu lado,
muito amor lhe dei.
Mas atenção e carinho
para outras ele ofertava,
enquanto isso meu
ser se dilacerava.
Quanta dor...
Basta!
Liberta estou
desse amor
que só me magoou.

⁠Meu carnaval tem
cores, sabores...
Tem amor!
Tem você!
Meu carnaval tem
confete, serpentina...
Com você não tem rotina
e eu entro no clima.
Meu coração bate
no ritmo da bateria.
Contigo tudo é alegria!
Que bela parceria!
Mas Amor, o melhor
carnaval sou eu quem
faço dentro do seu abraço.

⁠Dois sóis

Amanheceu um lindo dia!
Passarinho verde me contou,
que o meu amor chegou.
Sorrindo, corri ao seu encontro.
Um abraço envolvente,
nos beijamos docemente.
Ele é o meu jardim,
que com carinho cultivo.
Dele eu sou a flor que
perfuma
e acaricia.
Somos dois sóis,
por onde passamos,
o nosso amor à
todos ilumina.
Nosso amor puro,
à todos inebria.
Somos dois sóis,
sublime harmonia.

⁠Deixe o amor te enlevar,
teu riso desabrochar.
Em noite de luar
acreditar que sonhos
podem se realizar no
amanhecer que virá.
Deixe o amor te enlevar,
tuas mãos segurar,
tuas tristezas hão de dissipar.
Deixe - se amar,
teu coração junto á outro
transbordar, feito pássaros no ninho
se aconchegar.
Deixe o amor por caminhos te guiar,
amar é um bem que faz somar.
Permita ser par.
Permita outro coração te amar.
Não tenhas medo de se entregar,
deixe o amor te enlevar.

⁠Bendita seja a nossa vontade de desejar o bem, de espalhar o amor, ser flor.

Bendita seja a alegria compartilhada, as mãos estendidas e o abraço acolhedor.

Tenha fé.

Pois bendita é a esperança que feito sol em nós renasce, e nos leva aos sonhos realizar.

Acredite! Você nasceu para brilhar.

Em seu coração habita paz.

Bendita seja a nossa vontade de deixar o amor falar e os corações delicadamente tocar…

⁠Desabrochar de alegrias
em doce manhã que
o amor faz - me companhia.
O amor é a minha perfeita poesia.
Há de desabrochar o amor
sempre que o meu olhar com teu se encontrar.
O meu amor só sabe com o teu coração rimar.
És meu lar.
Juntos vamos desabrochar á cada manhã que o sol nos despertar.
O amor é o melhor lugar, o amor é o meu par.
Com ele sempre hei de florescer, mesmo se o sol se esconder.
Ele é o sol que faz meu coração se aquecer.

Grande Amor
Helaine Machado
Dizem que, quando temos um grande amor,
se um dia ele resolver sair da nossa vida,
devemos deixá-lo ir.
Se em algum momento ele realmente nos pertenceu,
um dia irá voltar.
Mas, se partir para sempre
e nunca mais retornar,
é sinal de que, na verdade,
nunca foi nosso.
— Helaine Machado

Eu sempre acreditei que o amor era uma espécie de salvação, que, ao encontrá-lo, tudo faria sentido e as peças do quebra-cabeça da vida se encaixariam. Acreditei nisso com a pureza de quem ainda não havia sentido as dores que o amor também pode trazer. Minha avó, com sua sabedoria de anos, me dizia que ninguém é feliz depois de ter amado uma vez. Eu discordava, achava que o amor era algo eterno e puro, que jamais poderia ser fonte de infelicidade.


Mas hoje, com o coração mais marcado pelas experiências, começo a entender o que ela queria dizer. O amor, por mais bonito que seja, também é transformador — e nem sempre para o lado que esperamos. Ele nos faz crescer, sim, mas às vezes esse crescimento vem com dor, com perdas, com despedidas. E, depois de amar, nunca mais somos os mesmos. Não é que a felicidade se torne impossível, mas ela muda de forma. Ela deixa de ser aquela felicidade leve e despreocupada para se tornar algo mais maduro, talvez mais pesado, mas também mais profundo.


O amor me ensinou que sentir intensamente é também se expor à vulnerabilidade, às fraturas que podem nos fazer duvidar de quem somos e do que acreditamos. E, mesmo assim, eu continuo acreditando no amor. Não de forma ingênua como antes, mas com uma aceitação de que ele faz parte de quem somos, tanto nas alegrias quanto nas dores.


Minha avó tinha razão em parte — talvez depois de amar, nunca mais voltemos a ser os mesmos. Mas o que ela não disse, e que eu só descobri vivendo, é que essa transformação não precisa ser o fim da felicidade. Ela pode ser o começo de uma nova compreensão sobre o que é viver, sobre o que é sentir, e sobre o que significa amar com todas as suas cores — as claras e as sombrias.


Autora: Nayra Sousa

O meu primeiro amor foi uma rosa, bem rosa, linda, e tinha o cheiro da minha mãe.
Mas ela murchou!


O meu segundo amor foi uma borboleta, linda, dourada feito ouro, tentei guardá-la numa caixa.
Mas ela fugiu!


O meu terceiro amor foi uma estrela, linda,
mais brilhante que um diamante, pensei que seria minha para sempre.
Mas, ela caiu no mar!


- Então eu aprendi que o amor é desapegar-se sem jamais esquecer a luz que nos tocou um dia .


Haredita Angel
07.03.26

18 de março de 2026

Oi, meu amor...

Hoje a gente completa 15 anos de casados. Quinze. Eu repito esse número como quem prova uma palavra nova na boca, devagar, quase com medo de não caber dentro dele tudo o que vivemos. E não cabe mesmo. Porque 15 anos não são apenas dias empilhados em um calendário, não são apenas datas comemorativas que chegam e passam. São camadas. São versões nossas que existiram, se desfizeram, reaprenderam a existir. São pedaços de nós dois que, de alguma forma misteriosa, decidiram ficar.

Não é pouca coisa. Nunca foi.

Se alguém me perguntasse, lá no começo, se eu acreditava que chegaríamos até aqui, talvez eu sorrisse meio sem jeito, talvez eu desconversasse, talvez eu nem soubesse responder. Porque o início foi feito de incertezas. Foi em 2011 que tudo começou a acontecer, e eu lembro como se fosse uma fotografia meio desfocada, daquelas que a gente guarda mais pelo sentimento do que pela nitidez. Você tentando se encaixar no meu mundo, eu tentando caber no seu, e nenhum de nós realmente sabendo como fazer isso sem se perder no processo.

Era uma dança desajeitada. Um passo seu, dois meus, um tropeço nosso.

E, ainda assim, algo nos mantinha ali.

Foi tão difícil aquela época. Eu carregava sentimentos que me atravessavam como uma espada de dois gumes. De um lado, a vontade de te amar de verdade, sem reservas, sem medo, com tudo o que eu tinha. Do outro, um receio quase silencioso, mas constante, de me entregar de novo na mesma intensidade e acabar me despedaçando outra vez. Eu não sabia se era coragem ou teimosia. Talvez fosse um pouco dos dois.

Você sabia disso. Sempre soube.

Você conhecia meus medos, meus silêncios, minhas pausas no meio de frases que eu nunca terminava. Sabia que eu ainda estava aprendendo a amar, como quem aprende uma língua nova depois de anos tentando esquecer a antiga. Eu estava em construção. E construir, às vezes, dói mais do que destruir.

Demorou muito para eu entender isso.

Eu ainda vivia à sombra dos seus erros comigo no namoro, e isso me puxava para trás. Era como tentar caminhar com o passado segurando minha mão com força demais. Eu tinha medo. Medo de confiar, medo de sentir, medo de me abrir completamente e descobrir que, no final, eu estava sozinha de novo dentro de algo que deveria ser dois.

E o amor, dizem, acontece apenas uma vez na vida.

Eu já tinha acreditado nisso. Já tinha vivido algo que pensei ser único, definitivo, irrepetível. E então você apareceu, e eu me vi diante de uma pergunta que ninguém me ensinou a responder: e se o amor acontecer de novo?

Eu não sabia se queria descobrir. Mas descobri.

Porque, mesmo cansada, mesmo cheia de dúvidas, mesmo com o coração remendado de tantas histórias mal resolvidas, eu escolhi ficar. Cansada dos meus próprios anseios, dos meus sentimentos confusos, das dores que eu carregava como quem carrega uma mala pesada sem saber mais o que tem dentro. Eu sentia dor por tudo aquilo que ficou fora do meu alcance, por tudo que eu não consegui ser, por tudo que não deu certo.

E, no meio disso tudo, só restava você.

Você, ali, tentando do seu jeito. Talvez sem entender completamente o que eu sentia, mas tentando. E eu, tentando também, cada um à sua maneira, cada um com suas falhas, seus tempos, seus silêncios. Era como se estivéssemos construindo algo sem planta, sem projeto, apenas com a vontade de que desse certo.

Eu queria uma segunda chance. Você queria a primeira.

E, de alguma forma, isso nos encontrou no meio do caminho.

Teve um dia, e eu lembro disso com uma clareza que me emociona até hoje, em que algo dentro de mim mudou. Não foi um acontecimento grandioso, não teve música de fundo nem luz especial. Foi silencioso. Foi interno. Foi como se eu finalmente tivesse coragem de descer naquele porão escuro onde eu guardava tudo o que me prendia ao passado.

E eu abri as portas.

Coloquei para fora o que doía, o que sufocava, o que me impedia de viver o presente com você. Não foi bonito. Não foi fácil. Foi um tipo de explosão quieta, daquelas que ninguém vê, mas que muda completamente a paisagem por dentro.

E, dias depois, algo começou a se encaixar.

Pela primeira vez em muito tempo, eu senti paz. Uma paz que eu não sentia desde a adolescência, como se eu finalmente tivesse encontrado um lugar dentro de mim onde eu pudesse descansar. E, curiosamente, esse lugar tinha você.

Mas a vida não para para a gente aproveitar a calmaria.

Os desafios vieram. E não foram poucos. Foram intensos, foram difíceis, foram, às vezes, quase injustos. Situações que poderiam ter nos quebrado, nos afastado, nos feito desistir. E, ainda assim, aconteceu o contrário.

A dedicação cresceu.

O cuidado cresceu.

O nosso jeito de olhar um para o outro mudou.

O seu olhar sereno e gentil começou a me tocar de uma forma diferente. Eu comecei a te ver além dos erros, além das falhas, além das histórias que eu insistia em revisitar. Eu comecei a te ver como você é.

E isso mudou tudo.

Claro que ainda doía. Algumas coisas daquele tempo de incerteza nunca desaparecem completamente. Existem marcas que não somem, apenas deixam de doer todos os dias. E está tudo bem. Eu aprendi que o amor não é a ausência de dor, mas a escolha de não deixar que ela defina tudo.

Foi aí que a compreensão começou a falar mais alto.

E, junto com ela, veio algo que talvez seja ainda mais forte do que o amor: a admiração.

Eu comecei a te admirar. Pelo homem que você se tornou. Pela forma como você permaneceu. Pela maneira como você escolheu ficar, mesmo quando seria mais fácil ir embora.

E eu também mudei.

Eu amadureci. Eu cresci. Eu me encontrei.

Eu não sou mais aquela adolescente insegura, perdida entre o medo de amar e a vontade de ser amada. Hoje eu sei quem eu sou. Sei o que eu quero. E, principalmente, sei o que eu escolho.

E eu escolho você.

Não por falta de opção, não por costume, não por medo da solidão. Eu escolho você porque, depois de tudo, de absolutamente tudo, é ao seu lado que eu quero estar. É com você que eu quero continuar escrevendo essa história, com todas as suas imperfeições, com todas as suas pausas, com todos os seus recomeços.

Eu não quero pensar no fim. Não agora.

O que eu quero é imaginar o resto da minha vida ao seu lado. Imaginar nossos dias simples, nossos momentos bobos, nossas conversas sem sentido que, no fundo, fazem todo o sentido do mundo. Quero imaginar a gente viajando, descobrindo lugares novos, mas sempre encontrando um jeito de se sentir em casa um no outro.

Quero imaginar a gente cozinhando juntos, rindo de receitas que dão errado, inventando pratos que ninguém mais entenderia. Quero imaginar nossas risadas por coisas pequenas, piadas internas que só a gente conhece, aqueles momentos em que o mundo parece pesado demais, mas a gente consegue, de algum jeito, torná-lo mais leve.

Quero continuar construindo com você.

Dia após dia.

Sem pressa, mas sem desistir.

Você é a minha paz nos dias caóticos. E não é uma paz silenciosa, distante, fria. É uma paz viva, que respira, que acolhe, que às vezes até discute, mas que, no final, sempre encontra um caminho de volta.

Você é o meu chão. Não no sentido de me prender, mas no sentido de me sustentar quando tudo parece instável demais.

Você é tudo o que eu preciso nessa vida.

E, por muito tempo, eu tive medo de dizer isso em voz alta, como se admitir fosse arriscado demais. Hoje não. Hoje eu digo com a tranquilidade de quem sabe exatamente o que está sentindo.

Eu só tenho você. E, pela primeira vez, isso não me assusta. Isso me acalma.

Ao longo desses anos, eu aprendi a te observar. Aprendi a perceber detalhes que antes passavam despercebidos. Aprendi a enxergar o homem incrível que você é, não apenas nos grandes gestos, mas, principalmente, nas pequenas atitudes do dia a dia.

E é ali que mora o amor de verdade.

Nos detalhes.

Nos silêncios confortáveis.

Nas presenças que não precisam ser anunciadas.

É... no fim das contas, depois de tantas voltas, de tantos medos, de tantas reconstruções, a verdade é simples.

Eu só quero você.

Por toda a minha vida.

Feliz 15 anos para nós.

Te amo incondicionalmente.

Sempre é sempre.

E, quando encontrar um grande amor, que rolar o tchan, que o seu coração palpita e você escreve pensando nele, que chora quando imagina estar sem ele. Lute pelo amor dele. Porque o amor se constrói. É, na adolescência geralmente é onde a gente encontra o verdadeiro amor das nossas vidas.


Fale tudo o que o seu coração pedir, olho no olho por carta, mas fale.


Nunca deixe o seu amor fugir de você, por ter medo de expressar o que sente.

O jardim que silenciou

Dizem que, quando se está amando — quando o amor está no ar e há muito amor para dar e compartilhar — nascem flores no coração. Olho para trás e sinto saudades do meu jardim.

Fico imaginando como seria a felicidade de viver em um mundo florido, deliciando-se com fragrâncias que adentram a alma.

Fico imaginando e questionando por que, hoje, as flores já não nascem como antes — em qualquer espaço, em qualquer lugar, em qualquer jardim, rio ou mar, em qualquer estrada desta nossa vida. Elas estão morrendo.

Fico imaginando por que há tantos espaços concretizados, onde as flores não crescem; mesmo querendo se propagar, elas são silenciadas.

Fico imaginando quantas flores machucadas, presas em correntes invisíveis, existem nos lugares mais improváveis. Porque, hoje em dia, infelizmente, embora algumas ainda cresçam, sempre haverá, infiltradas no jardim, ervas daninhas.

Fragmentos de um Amor

O amor tem vários cenários, como em um filme de cinema: alguns terminam com “felizes para sempre”; outros perguntam “onde você está neste momento?”; há ainda aqueles que decretam “sua vida termina aqui”. E existem muitos, muitos outros cenários, nos quais somos todos atores do filme chamado Vida.

O amor nos faz gente, mais humanos. Faz-nos felizes, capazes de sorrir no silêncio e encontrar graça em tudo. Esse é o lado bom — o cenário de que mais gosto.

O amor me faz sorrir com os olhos marejados, a voz embargada e o corpo trêmulo.

Mas há o outro lado: quando tudo dá errado, tudo perde a cor. Hoje estamos aqui, alegres, rindo e gargalhando; amanhã, somos apenas um borrão.