Textos de amizade de irmão
"A Falta de Entendimento dos Irmãos Mais Velhos e Mais Novos”
Entre irmãos existe um laço que parece inquebrável, feito de sangue, infância e lembranças. Mas, ao mesmo tempo, esse laço é atravessado por diferenças que tornam o convívio um território delicado. O mais velho sente o peso da responsabilidade, como se fosse chamado a ser exemplo, guia, quase uma extensão dos pais. Já o mais novo cresce à sombra desse exemplo, desejando liberdade, querendo ser visto por si mesmo, e não apenas comparado.
Daí nasce a falta de entendimento. O irmão mais velho olha para o caçula e o vê como imaturo, irresponsável, sem a seriedade que a vida exige. O mais novo, por sua vez, enxerga no mais velho alguém duro, exigente, que parece ter esquecido o que é sonhar e brincar. Ambos se cobram, ambos se julgam — e pouco se escutam.
Essa distância não é apenas de idade, mas de percepção do mundo. O filósofo diria que cada um vive em sua própria temporalidade: o mais velho já se preocupa com o futuro, enquanto o mais novo ainda se agarra ao presente. É como se olhassem a mesma estrada por ângulos diferentes.
O problema é que, nessa falta de entendimento, se perde algo precioso: a possibilidade de aprender um com o outro. O mais velho poderia ensinar paciência e prudência; o mais novo, leveza e espontaneidade. Mas muitas vezes ambos preferem se proteger em suas certezas, em vez de abrir espaço para a escuta.
No fundo, irmãos se amam, mas também se estranham. Talvez a verdade seja que esse estranhamento é inevitável — e, paradoxalmente, é nele que mora a chance de crescimento. Porque compreender o outro, quando ele é tão diferente, é também compreender melhor a si mesmo.
Assim, a falta de entendimento entre irmãos é uma escola silenciosa: ensina que o amor não é feito de iguais, mas de diferenças que precisam ser acolhidas.
Irmãos
Você não escolhe ter um irmão ,
Você não escolhe ser irmão.
você não toma as decisões do seu irmão
mas mesmo assim você se sente na obrigação
de sempre tentar ajudar, pois
ele nasceu seu irmão
mas às vezes,
seu irmão é uma droga
SER irmão é uma droga
até porque você é o mais velho
você não passa de uma comparação
o irmão mais novo sempre dá mais trabalho
nisso eles têm razão
ele precisa mais de apoio que você,
ele precisa de mais ajuda que você,
e sempre de mais atenção que você
isso é
ser irmão...
atualmente
quem foi que nos definiu irmãos?
se ser irmão nada mais é
do que passar tempo o suficiente
ora te ver ir do céu ao inferno
na mão do amor mais de uma vez?
reconhecer suas cicatrizes,
ler sua mão feito braile,
te entender sem perguntar nada,
e ser quem tá sempre ao seu lado
quando você segue o baile.
o tempo abençoou, o destino não questionou.
somos irmãos porque estamos juntos nas ruas desse mundo
já faz muito, muito tempo.
nossos laços foram dados pelas brigas na escola,
pelos dias de mar
e por um pouco de sorte nos dados.
enfim,
acho que foi a vida quem quis que fosse assim.
Os fundadores de Panco e Seven Boys eram irmãos. Endividada, a Seven Boys vivia sendo socorrida pela Panco até ser comprada pela Wickbold. Depois, a Bimbo, dona da Pullman, adquiriu a Wickbold e levou junto a Seven Boys. Assim, a Seven Boys tornou-se concorrente direta da Panco.
( Este post não é sobre pães ).
Sempre
Sempre quiseram brilhar,
Artur e Lian, no mesmo lugar,
irmãos de alma, mas tão dispostos
a tudo vender pra se destacar.
Sempre juraram crescer,
sem nunca parar pra entender,
que o ouro cansa, o poder corrói,
e o tempo ensina a perder.
Sempre tentaram subir,
rindo de quem veio a cair,
achando que a glória viria
sem nunca ter de dividir.
Sempre buscaram o valor,
no brilho do metal e no suor,
mas o brilho apagou cedo,
e a ganância virou dor.
Sempre, um dia, veio o quebrar,
Artur caiu, Lian quis ajudar,
mas o peso do orgulho antigo
não deixou o perdão falar.
Sempre, no fim, veio o chorar,
os tronos ruíram, o ouro secar,
e só restou a memória fria
de quem quis tudo e ficou sem lar.
Sempre, então, compreenderam,
que o poder é vento a passar,
e quem governa o coração
tem mais do que pode contar.
Sempre, no fim, vão lembrar,
que nada há pra se levar,
que quem vive só pra possuir,
acaba por nada ser e só ficar.
Existência e Vida: Dois irmãos. Dois destinos. Duas decisões.
O encontro de Esaú e Jacó marca a revelação de dois modelos de vida diferentes, pelo que ao procurar a paz seguindo a orientação de Deus, envia presentes ao seu irmão, a qual rejeita e diz que já tem muito; ao que no receber a mensagem, pede a reconsideração ao mesmo, pois já tinha tudo. O tudo está para a vida, o muito está para a existência.
O tudo indica a completude, o encontro da paz na imaterialidade, o descanso da alma e o seu deleite na plenitude da eternidade. O muito é incapaz de se saciar, é incompleto e totalmente material e terreno.
A jornada do herói de Abraão, marcava a saída do modelo da existência para a vida, ter levado o sobrinho que vivia a existência seria um grande erro. Para selar a paz o fazemos com todos, para caminhar junto devemos aprender a dizer “não” – ter critérios – pois quem anda na vida encontra se em outra margem dos que andam na existência.
Se até os pais tem inveja dos filhos ou ciúmes, imagina os irmãos ou os tais amigos, colegas ou conhecidos, na verdade ninguém quer ver o seu progresso, ninguém quer ver a sua felicidade ou conquistas, porque os próprios são infelizes e muitos são ingratos com quem tem, seus corações são obscuros e negativo, esses invejosos tiveram a mesma chance " O SOL NASCE PRA TODOS " mas jamais você terá amigos, pais e irmãos.
Seja seu próprio amigo e guarde segredos do que vai fazer ou prestes a conquistar , não dívida com ninguém sua vida, suas felicidades, só você terá seu próprio orgulho, faça tudo em agradecimento a Deus.
Foi nesse contexto que eu nasci.
Dois dos meus irmãos passaram a rodar a cidade de Olinda, indo de casa em casa, durante toda a vida. Eu sempre soube da existência deles, mas nunca os conheci pessoalmente, porque a minha avó não permitia que eu tivesse contato. Eu era impedido de conviver com eles.
Fui criado dentro de uma casa fechada. Não tinha acesso à rua, não tinha acesso à convivência. Era assim a cultura da época. Uma espécie de prisão. Muitas vezes eu ficava trancado dentro de um quarto escuro, principalmente por eu ser um menino muito elétrico.
Os castigos eram constantes. Começavam em casa e continuavam na escola. Muitos deles envolviam ficar de joelhos sobre caroços de feijão. Foram muitas violências físicas e emocionais, que hoje eu reconheço como torturas.
Eu só vim conhecer o que era infância perto dos meus 15 anos, quando fui para o Rio de Janeiro. Nesse período, minha própria avó já não me aguentava mais. Eu havia entrado em um processo de rebeldia que fugia completamente ao controle que ela tentava exercer sobre mim, inclusive por meio da religião.
O primeiro livro que eu li na vida, e do qual jamais vou esquecer, foi “A Verdade que Conduz à Vida Eterna”. A partir dali, comecei a me questionar profundamente. Que Deus é esse que permite que crianças sejam mantidas trancadas, sofrendo, enquanto adultos observam calados? Que Deus é esse que convive com hipocrisia e com abusos, inclusive abusos sexuais contra crianças, praticados por pessoas próximas, muitas vezes ligadas ao ambiente religioso, em quem minha avó confiava cegamente?
Nada disso se apaga. Não adianta tentar suavizar. Nada muda a dor que senti naquele momento e a dor que ainda sinto hoje. É por isso que, em muitos momentos da minha vida, eu só consegui dizer: mundo, afasta de mim esse cálice.
Dando continuidade, meu irmão Joel, o mais novo, que tinha apenas 40 dias de nascido quando ficou trancado naquela casa, foi criado pela minha avó paterna, mãe do meu pai. Eu fui criado pela minha avó materna, mãe da minha mãe. Cada um de nós seguiu um caminho separado.
Eu só fui entender, de fato, o que era família por volta dos 15 anos. Foi quando saí de Olinda e fui para o Rio de Janeiro. Lá encontrei uma estrutura familiar diferente, já formada. Foi ali que ganhei mais dois irmãos, do segundo e verdadeiro casamento da minha mãe.
Esse homem, companheiro da minha mãe até os últimos dias da vida dela, tem todo o meu respeito. Ele cuidou não apenas dos filhos dele, mas também de dois filhos que não eram biologicamente dele, mas eram filhos dela. Foi ali que eu vi, pela primeira vez, um cuidado real.
Minha mãe só voltou a ter contato com os filhos que moravam em São Paulo quando eu fui para lá, depois do período no Rio de Janeiro. Fui eu quem trouxe esses irmãos para ela reencontrar. De tão distante que tudo tinha ficado, ela já nem lembrava mais como esses meninos eram.
É desse lugar que eu falo quando falo de rejeição. Não é teoria. É história vivida.
Fernando Kabral
7 de janeiro de 2026
9:58
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Ontem era uma criança
E a única herança
Foi a educação
Para ela, e os seus irmãos
De família humilde
Já passou por crises
Pai operário
Não tinha horário
De sair, nem de voltar para casa
Enquanto a mãe cuidava.
Ela cresceu
Mas não se esqueceu
Dos ensinamentos
Bom comportamento
Só pensa em estudo
Fazer de tudo
Para ter um futuro melhor
Não significa ficar só
Mas ser independente
Usando a mente.
O único vício
É ler os livros
Para se manter informada
Não curte balada
Prefere ir ao cinema
Não é mina de esquema
É mina de responsa
Que passa confiança
Para um futuro relacionamento
Para todos, é um exemplo.
Projeto Gotinhas de Amor
Oceanos que Relatam
4. Rafael: O Guardião de Seus Irmãos
Aos dez anos, Rafael cuidava de seis irmãos enquanto o pai buscava sustento. Após um incêndio que levou o pouco que tinham e a vida de seu pai, o maior medo de Rafael era a separação dos irmãos. A Creche Vovó Alegria tornou-se o abrigo que manteve a família unida. Ali, Rafael descobriu que não precisava carregar o mundo sozinho.
O Olhar Através do Vidro
O juizado chegou e o mundo pareceu partir ao meio.
Eu nunca vou esquecer os irmãos no vidro da perua, os rostos colados, os olhos cheios de lágrimas e o choro que atravessava o metal.
Rafael ficou ali, comigo, segurando o que restava de sua coragem até que o último fio de esperança fosse garantido.
Ali eu entendi: ser educadora não é apenas ensinar a ler; é ser o chão de quem não tem onde pisar. É ser o abraço que fica quando tudo o mais precisa ir embora.
A escola não pode mudar o passado, mas o nosso afeto é o que garante que essas crianças tenham um futuro para onde olhar.
"Toda criança precisa de família forte,
Onde o cuidado seja abraço e suporte.
Toda criança precisa de um lar digno,
Onde existir já seja um carinho.
Toda criança precisa ser ouvida,
Pois sua voz também ensina a vida.
Toda criança precisa de amor e atenção,
Para crescer segura, inteira e em construção."
Rosana Figueira
Arte de Viver como Irmãos
Aprendemos a cruzar os céus,
a mergulhar ncas profundezas dos mares,
a conquistar distâncias que antes pareciam impossíveis.
Mas ainda estamos aprendendo o essencial:
olhar o outro com amor, respeito e humanidade.
Porque o verdadeiro progresso
não está apenas no que conseguimos alcançar,
mas na forma como caminhamos juntos.
E quando o coração aprende a reconhecer o outro como irmão,
a vida, enfim, encontra seu sentido mais bonito.
Simone Cruvinel
Para o cotidiano, ajudas mútuas. Irmãos extendendo as mãos para quem puder alcançá-las… De humano em humano… Deus usa humanos para promover o bem em seu nome, em suas causas… Deus usa as Palavras dos pregadores para alcançar nossos corações com a consciência que precisamos… Não há o que Deus não possa fazer e/ou restaurar! Deus abençoa e provê!
Para o que parece impossível, só Deus! E às vezes Deus está escondido em um simples “Bom dia!” que você precisava ouvir, num conselho que não te negaram, num elogio que você não esperava ou numa repreensão que literalmente vai te salvar do mundo. Pequenos lembretes de que Deus está ali, trabalhando na sua vida, ainda que não possa enxergá-lo ou sentí-lo!
A humanidade espera pelo futuro. Mas Deus está no passado, presente e futuro! Nosso Pai é eterno e atemporal! Então, mais que uma esperança é ter a certeza de que nada foge da vontade do Pai! Com Ele, a luz resplandece! O bem sempre vencerá as trevas ainda que a realidade atual do mundo seja de conflito espiritual! 🙏🏻
(Aline Abdalah)
✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨
📖 “Nunca paguem o mal com o mal. Pensem sempre em fazer o que é melhor aos olhos de todos. No que depender de vocês, vivam em paz com todos. Amados, nunca se vinguem; deixem que a ira de Deus se encarregue disso, pois assim dizem as Escrituras: “A vingança cabe a mim, eu lhes darei o troco, diz o Senhor”. Pelo contrário: “Se seu inimigo estiver com fome, dê-lhe de comer; se estiver com sede, dê-lhe de beber. Ao fazer isso, amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele”. Não deixem que o mal os vença, mas vençam o mal praticando o bem.”
(Romanos 12:17-21 NVT)
Eu eu eu
Nós seguramos a verdade que sabemos
Eu eu eu
Irmãos, deixem isso aparecer
Também
Não estamos sozinhos, não estaremos
Um dia se vai, mas hoje
Eu respiro livre
Trícolo—sangue, osso, respiração
Somos irmãos, complexos, conectados
Talvez
Você carrega cicatrizes, eu carrego lágrimas
Mas permanecemos juntos, enfrentando medos
O tempo acaba, momentos se passam
Irmão mais velho aqui
Tempestades, raios de sol
Noite e novos dias
Ainda assim, estamos aqui, rastreando e caminhando
Eu sou seu irmão mais velho
Irmãos, de mãos dadas
Amarrados por este trovão
Não planejamos
Eu sou seu irmão mais velho
Liderando, aprendendo todos os dias
Algum dia, algum dia, iremos
Mas não hoje
Eu eu eu
Nós seguramos a verdade que sabemos
Eu eu eu
Irmãos, deixem isso aparecer
Nenhum de nós é para sempre
Nenhum de nós fica
Todos nós vamos morrer
Mas brilhantes são esses dias
Eu digo, canto, e quero dizer isso
Eu eu eu
Ainda juntos, mesmo com a passagem do tempo
Eu sou seu irmão mais velho
Irmãos, de mãos dadas
Amarrados por este trovão
Não planejamos
Eu sou seu irmão mais velho
Liderando, aprendendo todos os dias
Algum dia, algum dia, iremos
Mas não hoje
[Eu eu eu
Nós seguramos a verdade que sabemos
Eu eu eu
Desde tenra idade, vivemos em grupo — nossos pais e irmãos. Após isso, casamos ou nos unimos, e esse ciclo se repete: esposa(o) e filhos. Um plano perfeito de Deus, necessário às nossas necessidades terrenas.
Mas, um dia, tudo isso irá passar. Somos viajantes do tempo e, no frigir dos ovos, viveremos somente nós com nós mesmos.
Marca da Besta
Atenção irmãos! A marca da besta já é real! Não estejam à espera de um Arrebatamento, antes da Grande Tribulação ! Pois antes dessa grande Tribulação, já o Anticristo está a pôr a marca da besta! Já agora na Suécia e noutros países! Não recebam nada, nem na testa, nem na Mão direita! Pois o Anticristo já está no mundo! Isto que eu digo, é de verdade!
AOS MEUS IRMÃOS NA FÉ
Não é que o nosso sofrimento seja uma ilusão. Esse sofrimento existe.
Por vezes, sentimos na pele o que Jesus sentiu: medo, pavor, frio, fome, dor, cansaço e desânimo.
Por vezes, o que queremos é dizer as palavras do Mestre: "Pai, se possível, passa de mim este cálice".
Por vezes somos maltratados, julgados mal, caluniados, xingados, desprezados e tratados como se nosso valor fosse muito menor do que é, na realidade.
Por vezes, nossas palavras e "gritos" não serão ouvidos, ainda que utilizemos um alto falante, ou um megafone.
E se formos ouvidos, por vezes não seremos compreendidos.
É assim na vida de quem quer servir a Deus. É assim na vida de quem quer ser fiel.
Por vezes, vamos agir tal qual o profeta Jonas: pagar uma passagem e nos mandarmos para bem longe do problema e da luta, só porque a gente não quer sofrer, nem se envolver com aquilo que a gente "acha" que não é problema nosso.
Em tudo isso, é preciso que a gente abra bem os ouvidos. Que a gente apure a audição espiritual, para "enxergarmos" que é preciso passar por todo esse Processo porque:
1) Sairemos melhores (aperfeiçoados) dessa provação. Sairemos mais parecidos com Cristo, pois Ele também sofreu aqui, por amor a nós.
2) O nome do Senhor será glorificado no mundo espiritual, e entre os homens.
3) Ao final, já aperfeiçoados, iremos desfrutar do banquete preparado pelo Senhor para nós, que tem o gostinho maravilhoso de vitória!
Deus nunca perdeu uma batalha. Não vai ser desta vez que Ele irá perder.
Coragem, servos de Deus! Vamos adiante, porque o Senhor é conosco!
(Fabi Braga, 20/09/2025)
"*A culpa é um fardo que carregamos sozinhos"
Eu vi meus irmãos de longe. Estando tão próximo.
Eu sei o que é correto.
Porém, o erro me atrai.
Apontamentos de dedos para o vizinho.
Meus erros são invisíveis. Aos meus e não aos olhos alheios.
É fácil apagar as pegadas
Difícil é caminhar sem errar
O peso é uma pena leve
Quando cobramos aquilo que devemos.
As pegadas do passado ecoam no presente.
E sucessivamente, se continua errando.
Mas a verdade liberta, e o perdão é o primeiro passo.
E mesmo nas cinzas, podemos encontrar a força para recomeçar.
👣
🕳️
👣
VIDA DE SOLTEIRO 2
Dois irmãos conversam:
"Se uma mulher não pode me oferecer uma vida melhor do que a que eu já tenho sozinho, então é melhor eu continuar solteiro."
"O teste de paternidade por DNA pós-parto deveria ser obrigatório por lei. Certamente seria uma lei que evitaria muitas injustiças futuras."
"Verdade."
"Então case-se com uma mulher que não leve uma vida de solteira pelas suas costas."
"O casamento é só um contrato, não uma garantia de fidelidade, por isso eu prefiro andar sozinho do que mal acompanhado."
"Ao que me parece o egoísmo feminino é bizarro."
"Então..."
Autor - Marcélio Oliveira
O sangue ferve na mesa de jantar. Irmãos de leite viram as costas uns para os outros, casamentos de décadas desmoronam em gritos e amizades antigas são sepultadas em um clique de bloqueio. Tudo por causa de nomes estampados em santinhos políticos, por figuras distantes que vestem ternos sob medida e sorriem em palanques iluminados. Enquanto o cidadão comum perde o sono, a saúde e os seus laços mais sagrados defendendo esses supostos salvadores da pátria, os mesmos líderes brindam juntos nos bastidores. Eles jantam nos mesmos restaurantes caros, fecham acordos com risadas sonoras e compartilham uma indiferença absoluta pelo destino de quem os colocou lá. Para eles, o povo não passa de um degrau, uma massa de manobra estatística útil a cada quatro anos.
Essa cegueira coletiva alimenta o monstro do egoísmo contemporâneo. As pessoas trancaram-se em bolhas ideológicas intransigentes, onde a empatia foi completamente extinta. Julga-se o caráter de um pai de família ou a dignidade de uma mãe trabalhadora unicamente pela cor da bandeira que eles defendem. Virou rotina apontar o dedo com crueldade, destilar ódio nas redes sociais e desejar o pior para quem pensa diferente. A solidariedade virou artigo de luxo. Ninguém quer saber se o vizinho está passando fome, se falta o remédio da criança ou se a depressão está corroendo aquela alma; importa apenas saber em quem ele votou para decidir se ele merece ou não um pingo de respeito.
Essa hipocrisia social disfarçada de falso moralismo é uma doença que consome a nossa humanidade. Discursa-se sobre justiça, igualdade e amor ao próximo com a boca cheia, mas desvia-se o olhar quando um necessitado estende a mão na calçada. Criamos barreiras invisíveis para isolar quem nos incomoda. Esquecemos que o teto de vidro da vida é frágil demais e o mundo dá voltas caprichosas. Aquele que hoje se sente poderoso no topo de sua arrogância partidária, humilhando quem discorda, pode amanhã acordar desamparado na fila de um hospital sucateado, descobrindo da pior forma que nenhum político vai abandonar o conforto do gabinete para segurar sua mão na hora da dor.
A grande lição que a existência nos impõe, muitas vezes pelo sofrimento, é que a nossa única salvação real está no cuidado mútuo. Os governantes passam, as promessas evaporam e as estruturas de poder mudam, mas a dor do seu semelhante continua ali, real e pulsante. Quando o sopro da vida se esvaziar, não restará o orgulho das discussões vencidas, muito menos o aplauso de militantes virtuais. Restará apenas o vazio desesperador do afeto que economizamos e o peso dos corações que quebramos pelo caminho.
Olhe nos olhos das pessoas ao seu redor hoje mesmo, antes que o tempo apague as oportunidades. O seu familiar, o seu colega de trabalho ou o desconhecido na rua não são inimigos a serem abatidos; eles são o espelho da sua própria capacidade de amar. Enquanto houver mais prazer em defender privilégios de tiranos distantes do que em estender a mão para aliviar o fardo de quem está perto, continuaremos sendo apenas uma sociedade de estátuas de sal: rígidas, frias e estéreis. Mude o foco da sua indignação. Deixe de ser escudo para quem já tem tudo e passe a ser o cais de proteção para quem perdeu o chão.
vida não é acaso, teve o seu grande Arquiteto,
Que nos criou como irmãos, com carinho e muito afeto,
Nos criou à sua imagem e naquele momento dizia:
"Vão ter tudo que quiserem para passarem seus dias".
Olhando um mundo tão belo, falar quase não puderam,
Passaram o dia pensando: que tanta coisa nos deram!
Um chão coberto de flores, árvores e passarinhos,
O vento cortando a mata e rio cantando baixinho.
Um sol bonito ajudando as plantas verdes crescerem,
E terra boa, tão fértil, para todos sobreviverem;
Uma lua fina e bonita, que a noite nós vamos ver,
Estrelas no firmamento mostram a grandeza do ser.
A força bruta nos deram para o trabalho pesado,
Nos deram coragem e calma e do saber fomos dotados;
Nos deram coisa sublime que só o homem a tem,
A maravilha do mundo: o amor que o ser detém .
Porém a mais importante, a coisa bela e sagrada,
Que o Deus da vida nos deu não nos pedindo nada,
Não importando a cor, raça ou mesmo a idade,
O dom mais precioso da vida: a sonhada liberdade.
Liberdade que não é somente o ir e o vir,
É também poder falar, comer, beber e vestir,
Poder levar a família um dia pra passear,
Ter o direito sagrado de sorrir e trabalhar.
Se no Nordeste isto temos, sentimos e praticamos,
Que até podemos dizer: que povo feliz somos!
Temos a opção de sentir, olhar e nada fazer,
Ficar de braços cruzados, esperando só morrer.
Os dons da vida nós temos na força da natureza,
Porém não terão valia se só servirem à riqueza.
Façam o bem não façam o mal , façam a coisa acontecer,
Se todos fizerem isto, certamente vão vencer.
