Textos Apaixonados

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⁠"Andando pelas ruas sobre a luz do Luar, me deparei com um casal apaixonado sentado em um banco na praça, parei um instante, sentei-me e fiquei a observá-los... Cara de apaixonados com o olhar sereno e entrecortados. Nenhuma palavra saia da boca deles, também nem precisava, o olhar falava por si só.

Tantas coisas para serem ditas, mas que preferiram ficar ali se enamorando sobre a luz do Luar. De repente, meu celular tocou, acordei para atendê-lo, sentei na beirada da cama e percebi que aquele casal apaixonado éramos nós;

Nesse momento, um sorriso tomou conta do meu ser, voltei a deitar e fiquei ali te enamorando pela noite toda."

Amor

Te escrevo os mais belos versos, Sob o brilho das estrelas do meu olhar apaixonado.

Te canto melodias inéditas, Que apenas teus ouvidos merecem ouvir.

Te abraço com todo o meu ser, Pois cada passo ao teu lado é entrar no paraíso.

Ao teu lado, encontro o sonho, Onde tudo se torna perfeito.

Não há guerra, nem medo, Apenas paz e amor infinito.

Você é minha força esquecida, Minha razão de ser.

Luzia Delmondes
By Luzia Dellmon

A prisão dos apaixonados
É a indiferença, dentro dela eles correm por todos os lados.
Não querem incomodar,
Não querem ser emocionados
E o tempo a esses é como um fardo,
Invisível para aqueles que são indiferentes, pensam apenas em si mesmos
Seja no passado, presente ou futuro.
Aos que carregam esse fardo, nele irão encontrar a sua libertação.
Pois o tempo dirá o que há de ir, o que há de ficar.
E liberto do peso e com as chaves a mão,
Meu conselho é guardem seu coração (Pv 4:23)
Não comprem ilusões, as ações falam a todo momento,
Saiba as ouvir e tenha a coragem de ir.
-
Leonardo Procópio
Pindamonhangaba, 6 de Dezembro de 2024.

Amor
Já ouvi palavras de amor, músicas e melodias.
Já li poesias e textos apaixonados.
Já escutei estórias quase completas.
Aprendi com você que amor vai além de palavras, músicas ou textos.
Amar de verdade é continuar, mesmo quando não há saída.
Quando não há nada bom a receber.
E quando vemos que só resta o fim.
Com você aprendi que a ação vale mais que todo resto!
E a falta dela, fala mais alto que qualquer outro meio de comunicação.
A fé sem ação é vazia, o amor sem ação também!

Boca a Boca, olho a olho, dente a Dente, lábio a lábio, braço a braço, você me deixa mais apaixonado no seu jeito como é, amelhor parte do meu amor e com você do meu lado

Todo dia de manhã eu acordo pensando ter mais você do meu lado mesmo com seu corações partido você sempre vai ser especial para mim, eu preciso de você na minha vida, aforca e mais você na minha vida pensa em mim como eu penso em você,

Com todo esse amor que eu sinto por você me deixa mais angustiado por pensar tanto em você, só voce pode me liberta dessa angústia, éh assim que eu preciso de você na minha vida Por um beijo posso fazer você feliz me ama como eu te amo,

Porque por um beijo e seu abraço meu coração completo com você do meu lado se entrega para mim que a minha estrela do dia vira você na minha vida com todo meu jeito de coração partido, eu preciso de você na minha vida, me ama como eu te amo amo seja tudo na minha vida como eu sou na sua, ama não é pecado mas a falta do seu amor me deixa angustiado, eu daria tudo para te ter na minha vida, seu beijo e seu abraço me faz f9car mais apaixonado e agora eu sei que não posso ser o único aposto que ah mais corações apaixonado pela nossa estória esta noite,

Seja feliz com ele ama ele porque sem mim você sempre vai viver?

Boca a Boca, olho a olho, dente a Dente, lábio a lábio, braço a braço, você me deixa mais apaixonado no seu jeito como é, amelhor parte do meu amor e com você do meu lado

No que adianta tentar me diz pela amor de Deus como vou ser feliz sem você do meu lado eu preciso de você na minha vida amor, e tão ruim acorda de manhã não poder te ver aque

Todo dia eu só quero te ver aque bem feliz do meu lado cheio de amor cheio de respeito eu preciso do seu lábio me faça feliz como me sinto angustiado sem você aque amor,

A onde eu vou te encontrar porque me nega tanto assim sabe que te amo a cada dia te desejo aque dentro no fundo do meu coração cada dia eu preciso de você na minha vida às estrelas e você na minha vida, saiba que eu daria de tudo pra te ter na minha vida, sei que não sou o único mas te quero para sempre na minha vida, olha e veja o você é especial pra mim mesmo nãos sendo oh único amor de sua vida que sente oque eu sinto quando estou com você, amor

Boca a Boca, olho a olho, dente a Dente, lábio a lábio, braço a braço, você me deixa mais apaixonado no seu jeito como é, amelhor parte do meu amor e com você do meu lado

Nas águas e nas estrelas você sendo vai ser amelhor parte de mim sempre vou te ama para sempre,

Boca a Boca, olho a olho, dente a Dente, lábio a lábio, braço a braço, você me deixa mais apaixonado no seu jeito como é, amelhor parte do meu amor e com você do meu lado

Teu Olhar, Meu Guia
Há sempre um sorriso apaixonado por trás de uma lágrima,
Há sempre uma esperança após um pôr do sol.
Tem sempre alguém falando de amor quando começa o dia.
(Cuando empieza el día...) Every single day you're on my mind.
Searching for the light in the shadows we find.
E quando anoitece sempre tem um luar apaixonado.
Amo quando fecho os meus olhos,
E quando acordo é sempre um olhar apaixonado.
Yeah, it's always you, every time I'm dreaming,
Every look we share is a different meaning.
Siempre tú, baby, siempre tú.
Tem sempre alguém falando de amor quando começa o dia.
Sigo buscando tu luz, mi guía.
In the hustle of the city, I hear your name,
In the stillness of the night, it's all the same.
No te miento, this feeling is so real.
[Refrão]
E quando anoitece sempre tem um luar apaixonado.
Amo quando fecho os meus olhos,
E quando acordo é sempre um olhar apaixonado.
Yeah, it's always you, every time I'm dreaming,
Every look we share is a different meaning.
Siempre tú, baby, siempre tú.
Impossível não te amar, impossível não te querer, impossível te esquecer.
Impossível seguir si no estás aquí.
Impossível borrar lo que siento por ti.
No way out, no way back, baby you're the one.




-------- Eliana Angel Wolf

Titulo
Só Vejo Você [Traços Seus]




Sera que ainda estou
Apaixonado por você?
Sera que ainda existe alguma
coisa aqui dentro do meu ser?


Pois toda as garotas que eu vejo
Só vejo você!
Quando elas estão de costa
Os cachos delas me lembra você!


Estou doente de amor?
Estou doente de paixão?
Nao sei o que esta acontecendo comigo.


Olha que nem estou ficando doido,
Pra ver em outras garotas alguém que nao seja você...
O que acontece comigo?


Talvez eu só esteja
Te carregando aqui dentro,
Tão fundo que meu coração
Se perdeu na missão.
E sem perceber, meus olhos
Procuram seus traços por aí,
Seu jeito de andar, seu sorriso,
Seus gestos...


Porque quando a gente ama
Alguém demais,
A alma faz isso:


Procurando a pessoa amada
No rosto do mundo inteiro.

⁠As “orações” alicerçadas no ódio dos Idiotas Apaixonados da Esquerda — ou Direita — não alcançam os céus.


Porque não são preces, são disfarces.


Não nascem da humildade, mas da soberba travestida de virtude.


São palavras lançadas ao alto com a pretensão de parecerem justas, quando, na verdade, carregam o peso da condenação seletiva e do desejo íntimo de ver o outro ruir.


Há algo de profundamente contraditório em pedir por justiça enquanto se cultiva o desprezo.


Em clamar por um mundo melhor enquanto se alimenta, diariamente, a pior versão de si mesmo.


O ódio, ainda que bem articulado, não purifica intenções — apenas as revela.


Os apaixonados pela própria narrativa confundem fé com torcida.


Transformam convicções em trincheiras e passam a rezar não por transformação, mas por confirmação.


Querem um céu que concorde até com seus piores ressentimentos, um divino que valide seus desafetos, uma moral que funcione como espelho — nunca como confronto.


Mas o que é verdadeiro não ecoa em gritos raivosos.


O que é elevado não se sustenta em paixões cegas.


E nenhuma palavra carregada de desprezo atravessa o silêncio que separa o ruído humano daquilo que, de fato, exige escuta interior.


Talvez o problema não esteja nas palavras ditas, mas naquilo que as sustenta.


Porque toda oração, antes de subir, precisa ser capaz de descer — ao ponto mais honesto de quem a pronuncia.


E ali, onde não há plateia nem aplauso, o ódio perde a eloquência… e a verdade, enfim, encontra espaço para existir.

⁠Às vezes, a pressa em comprar Verdade Aveludada é tão grande que os Apaixonados já nem se importam com a Embalagem.


E talvez seja justamente aí que mora o perigo mais silencioso do nosso tempo: não na mentira escancarada, mas na verdade que se deixa moldar ao toque — macia, confortável, ajustável aos desejos de quem a consome.


Uma verdade que não exige esforço, que não confronta, que não pede revisão de rota.


Apenas acolhe, embala e confirma.


Em meio à pressa, desaprendemos o valor do desconforto.


Esquecemos que a verdade, quando genuína, raramente chega pronta para ser aceita; ela provoca, desloca e inquieta.


Mas o espírito apressado não quer esse atrito — ele busca a suavidade de narrativas que caibam perfeitamente em suas certezas pré-fabricadas.


E assim, pouco a pouco, a embalagem deixa de importar porque o conteúdo já foi previamente escolhido.


A polarização se alimenta exatamente desse hábito: não de discordar, mas de não querer sequer considerar.


Cada lado constrói sua vitrine de Verdades Aveludadas, expostas com brilho suficiente para seduzir os que só desejam acreditar.


E quem compra, não lê o rótulo — apenas reconhece o que já sente.


Nesse cenário, a manipulação já nem precisa ser sofisticada; basta ser conveniente.


Não é necessário esconder a incoerência, apenas envolvê-la em familiaridade.


Afinal, quando a emoção se antecipa à razão, qualquer embalagem parece suficiente — desde que o conteúdo não ameace o conforto de quem o consome.


Talvez o maior desafio do nosso tempo não seja encontrar a Verdade, mas reaprender a desacelerar diante dela.


Ter a coragem de examinar o que nos agrada com o mesmo rigor que aplicamos ao que rejeitamos.


Porque, no fim, não é a embalagem que define o valor do que compramos — é a disposição de encarar o que há dentro, mesmo quando já não é tão macio quanto gostaríamos.

⁠Muitos
“indignados de hoje” são os mesmos apaixonados de ontem, os
Passadores de Pano
para comportamentos abusivos de policiais.


Simplesmente por comprarem uma bem pintada — e quase intocável — imagem de idoneidade policial.


Há uma espécie de conforto em acreditar em figuras incontestáveis.


É mais fácil sustentar a ideia de que existem instituições imunes a falhas do que encarar a complexidade incômoda de que todo poder, quando não muito bem vigiado, pode se corromper.


A romantização cega não apenas distorce a realidade — ela a protege de ser questionada.


O problema não está em reconhecer a importância da função policial, mas em confundir função com caráter, farda com virtude e autoridade com moralidade.


Quando isso acontece, qualquer denúncia vira ataque, qualquer crítica vira ingratidão, e qualquer vítima passa a ser suspeita.


E assim, cria-se um ciclo perverso: abusos são relativizados, silenciados ou justificados em nome de uma suposta “boa causa”.


A indignação, quando surge, costuma vir tarde — geralmente quando a violência rompe a bolha de quem antes se sentia protegido por ela.


Talvez o mais inquietante seja perceber que essa mudança de postura não nasce de uma nova consciência coletiva, mas de uma experiência pessoal.


Enquanto a violência atinge o “outro”, ela é tolerável; quando atravessa a própria pele, torna-se inadmissível.


Mas justiça não pode depender de proximidade.


Consciência não deveria ser fruto de conveniência.


Questionar não enfraquece instituições — fortalece.


O verdadeiro compromisso com a justiça exige coragem para enxergar aquilo que muitos preferem ignorar: que nenhum símbolo está acima de crítica, e que proteger a imagem não pode jamais valer mais do que proteger vidas.

⁠Os negacionistas apaixonados ainda não se atreveram a negar o aluguel das próprias cabeças só porque ainda acreditam que pensam com elas.


Talvez esse seja um dos retratos mais perigosos do nosso tempo: gente que já não raciocina para concluir, mas conclui primeiro para depois procurar argumentos que sustentem a própria paixão.


E quanto mais apaixonada a cegueira, mais ofensiva parece qualquer tentativa de reflexão.


A polarização conseguiu transformar convicções em propriedades privadas.


Opiniões deixaram de ser ideias defendidas para se tornarem identidades superprotegidas.


Discordar passou a soar como agressão pessoal.


Questionar virou sinônimo de traição.


E pensar… pensar passou a ser um risco para quem se acostumou ao conforto das certezas inquestionáveis.


Os donos das narrativas entenderam isso antes de muita gente…


Descobriram que não precisam mais convencer multidões; basta mantê-las emocionalmente ocupadas.


Porque uma cabeça tomada pelo medo, pelo ódio ou pela idolatria dificilmente encontra espaço para a lucidez.


E assim seguimos assistindo pessoas abrirem mão da própria autonomia enquanto juram defendê-la.


Repetem slogans, acreditando formular pensamentos.


Compartilham produto de manipulações, acreditando espalhar consciência.


Atacam qualquer divergência como se proteger uma versão da realidade fosse mais importante do que buscar a verdade.


O mais trágico é que muitos negacionismos modernos não nascem da falta de informação, mas da recusa emocional em aceitar aquilo que ameaça os próprios interesses, paixões ou pertencimentos.


Há quem negue fatos só para não perder um líder, um grupo, uma ideologia ou a sensação de fazer parte de algum lado “certo” da história.


E talvez a maior ironia esteja justamente aí: enquanto acusam os outros de alienação, não percebem que terceirizaram o próprio discernimento.


Trocaram reflexão por torcida, consciência por conveniência e humanidade por pertencimento.


No fim, nenhuma prisão é mais difícil de romper do que aquela em que o prisioneiro acredita estar completamente livre.


Viva a todas as formas de Liberdade, sobretudo a de pensar por conta própria!

⁠A
Mentira repetida
só vira Verdade
para os apaixonados por ela.


Existe um tipo de cegueira que não nasce da ignorância, mas do desejo.


As pessoas não acreditam em certas mentiras porque elas são convincentes; acreditam porque elas confortam, alimentam ressentimentos, validam medos ou preservam interesses.


A repetição, nesse caso, não cria a verdade — apenas anestesia o senso crítico de quem já queria acreditar.


A descoberta da verdade costuma ser desconfortável.


Ela exige revisão de postura, humildade para admitir erros, coragem para abandonar narrativas convenientes.


A mentira, ao contrário, oferece abrigo emocional.


Ela simplifica o mundo, cria vilões fáceis, heróis perfeitos e respostas prontas para questões complexas.


Por isso, encontra terreno fértil nos apaixonados: aqueles que trocam reflexão por torcida.


O problema é que toda mentira sustentada coletivamente cobra um preço alto demais.


Primeiro, destrói o diálogo, porque quem questiona passa a ser tratado como inimigo.


Depois, corrói a realidade, até que fatos percam valor diante da narrativa mais repetida.


E, por fim, destrói a própria capacidade de discernimento de quem a retroalimenta, porque viver preso àquilo que se deseja ouvir é abrir mão da liberdade de pensar por conta própria.


Há uma diferença profunda entre convicção e fanatismo.


A convicção aceita confronto, suporta dúvidas e amadurece diante da verdade.


O fanatismo precisa sufocar perguntas, ridicularizar divergências e repetir slogans como mantras.


Quem ama a verdade procura evidências; quem ama a própria versão dos fatos procura plateia.


No fim, a mentira não se torna verdade.


Acreditar nisso é, sem dúvida, acreditar na maior das mentiras.


Ela apenas reúne devotos dispostos a defendê-la até que a realidade, inevitavelmente, cobre a conta.

⁠⁠⁠Quem não se curva aos caprichos dos apaixonados — não precisa mendigar respeito, sobretudo de gente tão confusa.


Especialmente das que confundem coisas tão simples como: arrogância com bravura, autoritarismo com autoridade, discurso de ódio com liberdade de expressão e bajulação com admiração.


Salve as Forças Armadas brasileiras!


São tão confusos a ponto de trocarem princípios por gritos, razão por devoção cega, e coragem por brutalidade.


Chamam arrogância de bravura, como se elevar a voz fosse prova de grandeza.


Confundem autoritarismo com autoridade, sem perceber que a verdadeira autoridade não se impõe — se sustenta.


E ainda se vestem de discurso de ódio com o rótulo de liberdade de expressão, ignorando que liberdade não é licença para ferir.


E, pasmem, confundem descaradamente bajulação com admiração, porque nunca aprenderam a respeitar sem se ajoelharem.


O problema não está em ter convicções, mas em permitir que elas substituam o discernimento.


Paixões desenfreadas não constroem — atropelam.


E quem vive de idolatria costuma se ofender com qualquer espelho que revele a própria incoerência.


Respeito não se implora.


Se pratica, se demonstra, se preserva.


E quem sabe disso não se curva a histerias coletivas nem se deixa intimidar por certezas barulhentas e vazias.


Salve as Forças Armadas brasileiras —
não como instrumento de paixões momentâneas,
mas como instituições de Estado,
que existem para servir à nação, à Constituição e à ordem,
nunca a delírios, vaidades ou projetos pessoais.


Porque maturidade democrática também é saber distinguir força de violência,
autoridade de abuso,
e amor ao país de fanatismo disfarçado de patriotismo.

⁠Nas gôndolas da política-espetáculo só há aquilo que os apaixonados admiram: criadores de conteúdos.


Não de ideias nem caminhos.


Muito menos de soluções.


A política, que deveria ser o espaço mais rígido do pensamento coletivo — onde conflitos reais da sociedade são encarados com responsabilidade — foi lentamente convertida num palco onde o que importa não é governar, mas performar.


O político deixa de ser um mediador de interesses públicos para tornar-se um personagem que precisa alimentar diariamente a máquina da visibilidade.


Nesse mercado, a coerência vale menos que o engajamento.


A profundidade perde para a viralização.


E o compromisso com a realidade torna-se um obstáculo para quem precisa produzir narrativas rápidas, emocionais e constantemente inflamáveis.


Assim, a política vai sendo reorganizada como um grande shopping de convicções prontas: cada público escolhe a vitrine que mais agrada ao seu afeto, ao seu medo ou à sua raiva.


E, como bons consumidores, muitos já não querem ser confrontados com fatos — preferem apenas ser abastecidos com conteúdos que confirmem suas paixões.


O resultado é uma curiosa inversão: nunca se falou tanto de política, e talvez nunca se tenha pensado tão pouco sobre ela.


Porque quando a política vira entretenimento, o cidadão vira audiência.


E quando o cidadão aceita ser apenas audiência, o poder agradece — afinal, plateias não governam, apenas aplaudem ou vaiam conforme o roteiro do dia.


No fim das contas, o problema não está apenas nas prateleiras dessa política-espetáculo.


Está também nos consumidores que já não procuram estadistas, pensadores ou construtores de futuro.


Procuram apenas o próximo conteúdo que lhes retroalimente seu viés de confirmação.

⁠Uma das inúmeras provas da Misericórdia de Deus é os asseclas apaixonados não perderem a voz
em meio a tanta Polarização.


Há uma misericórdia muito silenciosa que passa despercebida em meio ao ruído do mundo.


Talvez uma de suas provas mais evidentes seja o fato de que os asseclas apaixonados não perdem a voz, mesmo quando a polarização grita mais alto que a razão.


Em tempos em que a convicção vira trincheira e a opinião empunha arma, manter a voz é mais que um privilégio: é um ato de clemência.


Não porque tudo o que se diz mereça ser dito, mas porque a possibilidade de falar preserva, ao menos, a chance de um dia escutar.


Deus, em Sua paciência infinita, permite que falem — talvez esperando que, no cansaço do próprio eco, descubram o silêncio necessário para a reflexão.


A polarização rouba nuances, simplifica o complexo e transforma pessoas em rótulos.


Ainda assim, ninguém é privado da voz.


Não como punição, não como castigo…


A misericórdia está justamente aí: na permanência da oportunidade.


Enquanto há voz, há possibilidade de revisão, de arrependimento, de amadurecimento.


O silêncio imposto encerraria caminhos; a voz preservada mantém portas entreabertas.


Talvez o verdadeiro milagre não seja que falem tanto, mas que, apesar de tudo, ainda possam falar.


Porque a mesma voz que hoje defende cegamente, amanhã pode pedir perdão.


A mesma garganta que hoje grita slogans, um dia pode sussurrar dúvidas.


E onde há dúvida, ainda há humanidade.


No fim, a misericórdia divina não está em nos calar diante do erro, mas em nos permitir continuar falando até aprendermos, enfim, a dizer algo que realmente valha a pena.

⁠Qualquer político-influencer pode até acreditar que seus “asseclas mais apaixonados” sejam tão idiotas quanto ele.


A arrogância — especialmente a que se traja de bravura — costuma precisar desse autoengano para sobreviver.




O que não lhe cabe, jamais, é estender tão medonho juízo de valor a todo um povo.


O povo não é rebanho permanente, nem plateia cativa de narrativas requentadas.


Ele erra, sim, — mas também aprende, desperta, compara e aprende a cobrar.


Subestimá-lo é confissão de covardia: medo da lucidez alheia, temor do dia em que o encantamento se rompe e a máscara cai.


No fim, quem trata o povo como idiota útil, revela menos sobre o povo e muito mais sobre a própria pequenez.


E, como são pequenos os políticos-influencers, e qualquer da vida pública, que fingem zelar pelo povo, produzindo conteúdos fragmentados.

⁠Basta um famoso qualquer — apaixonado e cheio de razão — tropeçar na arrogância do próprio salto, para as nossas cabeças alugadas se envaidecerem.


Especialmente se isso retroalimentar nosso viés de confirmação.


Mas o que quase sempre nos passa despercebido, é o fato de muitos famosos serem comprados para auxiliar na locação das nossas cabeças.


⁠⁠Seria muito difícil — ou até impossível — alugar a cabeça de todo um povo, ou parte dele, sem antes comprar algumas.⁠⁠


Todos — absolutamente todos — têm pleno direito de discordar da opinião contrária, que parece por vezes não mais alicerçar, oportunizar e preceder todo e qualquer debate.


Mas desde que saibam discordar sem desumanizar.

A gente estava lá
éramos um jardim recheado de suores
de entranhas vencidas
de focos apaixonados
éramos sim pseudos donos da vida
inebriantes, perfumes raros
pardos corações entrelaçados
nós, namorados
entretanto, entre tantos desejos, fez-se noturno
as placas sumiram
foram-se os nós
ficamos a sós
diante das dúvidas e falsas previsões
poucas emoções
quando não dá certo
melhor esquecer
perder?
mas como lembrar de esquecer
quando se chama, quando se quer
quando pelo nome a alma grita
quando pelo cheiro vem a saudade
ao lembrar, melhor à dor...

Diante da alegria libertadora de Nietzsche,ao destino apaixonado (amor fato)
Ao amor rebelde de Camus
Em ter que ver a felicidade em Sísifo rolando seu destino(pedra)morro acima
Em contraste com o super homem(Übermensch) de Nietzsche
Aceitar seja sorrindo ou revoltado
Mas se isso é o destino por criarmos adiante mesmo que não escolhemos nascer,já que está escolhe foi de terceiro (nossos pais)
Então,o que nos resta?
Se conformar?
Ou tomar as rédeas da vida ou destino?!!


Existência
Por Marcio Melo

*Sede de nome*

Um homem apaixonado é diferente
desaprende a mastigar o dia
troca o prato pelo copo
e a fome vira silêncio.

Não come, não dorme direito
só bebe o tempo pensando nela
cada gole é uma tentativa torta
de afogar o que não sai do peito

Mas a sede não passa, só muda de estado,
desce amarga, volta em saudade
e no fundo do copo vazio,
ainda mora o rosto que ele jamais esquece.

Cuidado que essa conta é cara
e não vem só em real no papel,
vem em manhã seguinte
com o nome dela intacto na sombra da parede do quarto.
(Saul Beleza)