Textos Amorosos
PARALELO TRÊS
Percebo agora que tudo acabou minha vida resumiu-se a nada
Os sonhos que já não chamo meus, a vida que já não pertenço.
As linhas de um ser contente Isso se foi, ou já deixou de existir.
Resta-me agora a fadiga, o cansaço e as tristezas do caminho.
O caminho que cabia a nós dois dele nada restou nada sobrou
Apenas as desilusões de duas vidas que jamais se encontraram
Compreendo agora que sou mais um na multidão dos aflitos
Meu caminho cheio de despedidas, partidas mal resolvidas.
Amores e seus dessabores nesse decorrer de cada partida
Ilusões e decepções ao meu encontro em cada ermo lugar
A canção da despedida é a alegria de quem parte para volta
Morreu o eu que existia e deu-se lugar a alguém que nada sabia
Deixo os textos que escrevi e a vida e os seus desencontros
Lugar muito propenso a nunca mais voltar, lugar de dores.
Caminho e mil amores que no texto caminham lado a lado
Apenas o pretexto de quem um dia resistiu, e agora sumiu.
Nos textos que não cabe mais digitar, minha canção sem luar.
Sumo como some a brisa sem despedidas somente partida
Num instante fico ofegante, pois sei que escrevo para desabafar.
Coisas da vida, nossas partidas e dores que vem pra continuar.
E em muitas palavras fica o desencanto de quem deixou de amar
Coisa sofrida, coisa da vida de que almeja nunca para de cantar.
Mas é a nossa vida, a vida de quem almeja a princesa alcançar.
Mesmo em lugares amplamente vastos que não me cabe cansar
Pôs a vida é bela para quem nunca deixou de amar.
Sentado aqui te vejo. Vejo minha vida, o futuro espelhado num denso brilho de olhos lupinos. A grande beleza de um pequeno ser.
E me pergunto se não é a vida novamente me preparando uma cilada: voluptuosa cilada! As marcas de um triste passado me faz temer o incerto futuro. Ah, o amor! Diga-me, porque não podes ser verdadeiro se quem me diz que é verdadeiro verdade não fala? Serás que realmente existe? Ou é simplesmente um sentimento criado para suprir a necessidade de não se estar sozinho?
A certeza que tenho se torna incerteza quando penso que ti tenho e ai vejo que já não tenho mais nada...
E se segue, a tortuosa e incógnita estrada da vida.
Ei nada foi momento, pois em mim vive como se nada tivesse acabado.
Faz parte da minha vida, pois nada se quebrou.. só se segui em caminhos diferentes
Amores virão, paixões passarão, e mesmo assim tu vive sempre me rodeando,
em meu peito, em meus pensamentos.
Quem dera que ontem fosse o hoje, pois aquilo que vivemos seria repetido hoje e
relembrado ontem.
Porque desde o principio tu és minha ambição
Tomou minha vida pelas mãos
Naturalmente o sonho se materializou
Nos desajustes da vida
Encontrei o encaixe perfeito da paz
Me perco e encontro em seus braços sensações que "mortais tolos" descrevem como devaneio e insanidade
Tenho medo da normalidade
Minha mente não é desse mundo
Meus sonhos não se limitam a anos
Sou isento de qualquer comparação
Me orgulho de ser insano
Se a caminhada nesse plano físico é breve
Aproveitarei cada passo ao seu lado.
NADA ALÉM DAS LEMBRANÇAS
(Para Celecina Gizelle de Oliveira Cavalcanti Lima de Vasconcelos – minha mãe)
Na véspera da tristeza
foi um dia de muita felicidade...
tantos risos, tanta alegria
beijos na face, apertos de mãos
bolos, palmas, fotografias
e hoje, no entanto...
nada além de lembranças!
As teclas de marfim do piano
calaram-se tristonhas
nem um toque a ouvir-se...
e choram também
sozinhas, desafinadas
enquanto as velas do candelabro
não mais acendem entusiasmo.
Assim, deitado sobre o leito
da saudade, da ausência
meus dias tornaram-se
sem noção, sem obediência...
Ah! Quanta falta
sente meu peito de criança
falta da palavra, do carinho
do afago, da sapiência...
e todas essas faltas juntas
consomem minh'alma
tornando-a sem brilho
sem qualquer concordância!
ALMA DE POETA
Minha alma tem a cor
De uma linda flor!
Tem cheiro de perfume
Que se espalha no ar
Que vive sorrindo a cantar!
Minha alma dança...
Ao som das flores
Rubras, amarelas
Jovens e donzelas
Minha alma voa...
Voa sobre os pomares
De todos os lugares
Voa com esplendor
À procura de seu amor
Minha alma vive de paz
Rosa branca e lilás
Minha alma é de poeta,
Sem rumo, sem hora certa.
O ÚLTIMO BEM QUE ME RESTA...
O último bem que me resta
Não tem preço, não tem pressa
É a minha sublime parte do que fica de saudade!
Eu, corpo de uma vida que chora, ri, pede passagem.
Se tudo que tenho é pouco ou demais
O que mais importa se eu não fui capaz...
E a lembrança viva de tudo que vivemos sem saber...
Pois minha intensa lembrança é e será sempre você.
E quando partir levarei comigo
Recordações de velhas amizades
A simplicidade de um legado
E a certeza de inesquecíveis momentos.
Eu com meus sonhos, meus pecados, eu e você.
Minhas paixões, não as revelarei,
Se tudo quanto perdi, ganhei.
Basta-me ver o que fala tua boca
E a lembrança viva de tudo que vivemos sem saber.
ONDE NAVEGAR MINHA NAU?
Onde navegar minha nau?
Tudo anda tão seco, árido
Esturricado pela desilusão
Sem encanto, sem vento
Desamparado, sem manual!
Onde navegar minha nau?
Sem água, sem dia, noite
Ferido no próprio coração
Perdido na solidão do tempo
Vivendo como um Bacurau!
Onde navegar minha nau?
Se não existe porto, mar
Tudo anda revolto na imensidão
Sem ver na linha do horizonte...
Um destino que possa atracar!
AOS POUCOS
Aos poucos
Fui apagando de minha vida
Seu rosto, seu corpo
Seu andar, cada vontade...
Fui esquecendo cada momento
Vivido, consumido, distraído
Como se nunca tivesse acontecido.
Aos poucos
Fui esquecendo seu nome
Cada promessa feita, jurada
Quando na sede de amar
Sem sentir, medo, dor ou fome
Acalentávamos nossa história
Rompendo no céu a madrugada!
O MOTIVO DA MINHA FELICIDADE
Quando me perguntam
O motivo da minha felicidade
Sem pestanejar respondo:
Não basta ser, existir...
É necessário saber viver!
E a primeira regra fundamental
É escancarar no coração
Um sorriso que apazigue a alma
E que possa intimamente
Transformar ódio em perdão!
TEMPO FELIZ
Na minha memória
Vive um tempo feliz!
Tempo em que aprendi
A escutar o coração
Quando muitas vezes
Houve tristeza, desilusão!
Quando fecho os olhos
E viajo na canção
Relembrando momentos
Percebo claramente
Que quando agimos
Com lógica e sabedoria
Subimos mais um degrau
No caminho da evolução.
Aí, tudo volta a se encaixar:
O que não havia sentido
O que se havia perdido
O que nem era percebido.
NOTAS, ACORDES, FALSETES
És minha por inteiro!
Posso dizer que afirmo
Ao descobrir cotidianamente
Por ser amor verdadeiro.
Talvez o amor pra muitos
Seja breve, passageiro
Mas, pra mim especialmente
Transborda de felicidades
Afinando-se perfeitamente.
Compomos letras, melodias
Solfejamos o mesmo desejo
E sempre a misturar-se
A loucos irreprimíveis beijos!
Em nossos toques
Não há notas dissonantes...
Tudo soa magistralmente:
Corpos, sentimentos, prazer
Notas, acordes, falsetes!
NOSSAS METADES
Quando junto minha metade
Meus desejos, meus anseios
À sua outra metade...
É como se encontrássemos
O amor por inteiro!
Nossos corpos se procuram
Se agitam, se acham
E juntinhos extravasam.
Bocas, pernas, beijos, seios
Nos conduzem, desnorteiam
Para além do nosso imaginário.
Lá, somos o que sonhamos ser:
Felizes enamorados
Se encaixando de tanto querer!
AINDA QUE O TEMPO
Ainda que o tempo passe
E desligue da minha memória
Dissipando todo entendimento
Do instante, do agora
E apague a lembrança
De tudo que vivemos um dia
Meus olhos haverão
De externarem felizes
Os mais lindos momentos vividos
De amor, carinho, harmonia.
Porque ninguém nessa vida
Viverá mais feliz que nós!
O tempo passa, a velhice chega
E nos pega de surpresa
Sem conveniência, sem cabimento
E apaga da nossa memória
O ontem, o hoje, cada momento.
Portanto, ainda que o tempo
Desgaste minha memória...
SONHOS E OUSADIAS
Minha ousadia
vai além dos meus sonhos
E se porventura sinto medo
tristeza ou melancolia
persisto nunca desanimo
pois encontro a força necessária escrevendo uma nova poesia.
E se esse sonhos adormece
à medida que esmoreço
é tempo de renovar energias
Parar! Dá um tempo pra pensar
revigorar tudo aquilo que mereço
pois já é chegada a hora
de um novo desafio
de um novo recomeço.
QUANDO tivemos nosso primeiro beijo minha primeira fala foi..nada de perguntas...
E assim eu me entreguei,o beijo do lobisomem ....ele me despertar emoção nunca sentida na minha alma,seu abraço me envolve toda,meu coração dispara somente com o seu olhar,na cama você me incendeia de prazer; eu perco o ar,quanto mais você me toca mas ,sua eu sinto ser.... não me permito palavras neste momento...
O tempo é meu inimigos pois sei que vou te perdendo a cada amanhecer...nossa última noite foi a mas pura e intensa loucura de amor..por você eu morreria e renasceria dinovo desde que despertasse nos braços do lobisomem ..
congelada no seu olhar fascinante assim me despeço a cada instante..
ENTRE OUTRAS COISAS
Entre outras coisas
que priorizam minha vida
existem duas que são
mais que indispensáveis:
carinho, amor, afeição.
E se você me perguntar:
ora, você num falou
que são duas.
De pronto lhe respondo:
Que sejam quantas forem
três, quatro, cinco, seis
o mais importante é ser feliz
e aproveitar cada momento
sem torná-los banais
e repetitivamente previsíveis!
03:08 am
Quando o sol já não se faz presente, penso na minha monótona e agitada vida.
Pensando nele, nos afazeres da semana que vem e o porquê dos meus gostos tão particulares e exóticos.
Não sei em que entrelinha me perdi nesse contexto conturbado do que chamam de " amor".
Não sei se devo reagir, refletir ou apenas aceitar as mudanças que ele me trás. Vago.
Sempre foi carnaval, aquele coração. Já o meu, defino como quarta-feira de cinzas: calmo, leve e com muitas histórias a contar.
Carnaval nunca foi interessante aos meus olhos — tais que muitas coisas já viram — uma vez que acaba com a minha tranquilidade.
Mistura, queima, transborda, retira e repõe. Gradativamente, sem exageros e pausas. Até gosto.
No profundo do meu inconsciente, o amor é mais que bem vindo, apenas não consigo decifrar. Tento.
MINHA IMAGINAÇÃO
Minha imaginação
percorre meus sentidos...
E vez por outra
toma-me de assalto!
Aí, num lampejo
me refaço.
Refaço-me ainda aturdido
com o pensamento
entretido no nosso amor.
Vem, vem por favor
abraça-me outra vez
devora-me com teus lábios...
vem, com ânsia e fluidez
me chamar de teu amor!
DE ONDE VEM ESSA FORÇA?
(homenagem a minha mãe)
De onde vem essa força
esse tanto querer?
Certamente, vem do olhar
e da misericórdia de Deus!
Porque tanto amor, tanto carinho
na prática desde cedinho
e pra toda longevidade da vida
concedido aos amigos, a entes queridos
e principalmente aos filhos teus
nessa jornada vivida
quem teve o prazer de te conhecer
de amar, de conviver
sabe da mulher guerreira
que me és outorgado dizer:
Companheira
Educadora
Leal
Exemplo
Cândida
Inteligente
Notável
Amorosa
Além claro, de ser a melhor mãe do mundo!
Salve, salve a nossa pianista
Celecina Gizelli de Oliveira Cavalcanti Lima de Vasconcelos
