Textos Amorosos

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“Não sabemos de nada até que chegue a nossa vez. A gente não sabe do que o nosso amor é capaz, o que a nossa natureza nos reserva, o poder da nossa desobediência ou subordinação. A gente não pode prever nossa reação diante do susto, da paixão, da fome, do medo. Podemos vir a ser uma grata surpresa.”

Primavera (1984).
Chegaste sem avisar amor, numa manhã de primavera.
Aos poucos e poucos, invadiste o meu coração.
Ocupaste um lugar na minha mente, no meu pensamento.
Na minha alma, no meu corpo, na minha vida.
Afinal quem te deu permissão para invadir.
Invadir todo o meu ser.
Sem pressa tu foste-te instalando, aninhando-te no meu colo.
Hoje percebo que gosto da tua presença.
Dou por mim a pensar em ti, no teu sorriso.
No teu rosto doce, como é bom o sabor das lembranças de ti.
Pensar em ti é como sentir um perfume, que nos traz boas recordações.
No compasso dos sentimentos, dos pensamentos doces.
Gosto de fechar os olhos e visualizar o teu rosto, o teu sorriso.
Embalar o delírio, o desejo, sinto saudade dos teus beijos.
Dos teus abraços, dos teus carinhos, do calor da tua pele.
Ouço a tua voz a sussurrar no meu ouvido, as palavras doces.
Abro os olhos e tu estás aqui meu amor!

Dizem que hoje é dia do amor, mas para mim isso nao existe, amar é diariamente, toda hora, toda noite.
Namorar e dizer te amo nesse dia, de nada vai adiantar, se nao souber amar todo instante.
Namorar é ter saudade, até forçar um encontro. É o desejo desenfreado a procura de sua boca, é o reencontro, é mistura de sentimentos, enfim é o êxtase da alma.
Namorar é entrelaçar os dedos, é recomeçar a sorrir e se declarar plenamente feliz.
Namorar é acordar sorrindo, ir dormir com saudade, suspirar sem perceber e voltar a ser criança.
Namorar e voltar a enxergar o arco íris mesmo durante a tempestade e enfrentar os obstáculos com certeza de vitória.
Namorar é se curar da solidão e praticar o bem me quer.
Namorar é se doar, é se entregar para seus sonhos.
Namorar é viajar de olhos fechados e sentir o cheiro do amor.
Namorar é gostinho da vitória, é a delícia do amor.
Namorar é a pipoca no cinema, o abraço na escuridão.
Namorar é a despedida no portão e conversar com o travesseiro.
Namorar é demorar para dormir, é sonhar acordado.
Namorar é gargalhar sozinho, conversar com o espelho.
Namorar é nada mais é, que ter alguém para dividir uma Vida Feliz!

Deslumbramos-nos com belezas raras e temporárias.
Falamos do momento, desde desilusões até do amor...
A intensidade vivida parecia um conto de fadas, mas a realidade nos bate a porta.
Como seria bom colocar um pouco mais de sensatez nesse coração cego.
Erro imperdoável é acreditar em tudo que aparece...

A ternura: a seiva da amor

Mesmo no coração da atual crise social não podemos esquecer da ternura que subjaz a todos os empreendimentos que envolvem valores e afetam o coração humano.

São misteriosos os caminhos que vão do coração de um homem na direção do coração da mulher e do coração da mulher na direção do coração homem. Igualmente misteriosas são as travessias do coração de dois homens e respectivamente de duas mulheres que se encontram e declaram seus mútuos afetos. Desse ir e vir nasce o enamoramento, o amor e por fim o casamento ou a união estável. Como temos a ver com liberdades, os parceiros se encontram inevitavelmente expostos a eventos imponderáveis.

A própria existência nunca é fixada uma vez por todas. Vive em permanente dialogação com o meio. Essa troca não deixa ninguém imune. Cada um vive exposto. Fidelidades mútuas são postas à prova. No matrimônio, passada a paixão, inicia a vida cotidiana com sua rotina cinzenta. Ocorrem desencontros na convivência a dois. irrompem paixões vulcânicas pelo fascínio de outra pessoa. Não raro o êxtase é seguido de decepção. Há voltas, perdões, renovação de promessas e reconciliações. Sempre sobram, no entanto, feridas que, mesmo cicatrizadas, lembram que um dia sangraram.

O amor é uma chama viva que arde mas que pode bruxolear e lentamente se cobrir de cinzas e até se apagar. Não é que as pessoas se odeiam. Elas ficaram indiferentes umas às outras. É a morte do amor. O verso 11 do Cântico Espiritual do místico São João da Cruz, que são canções de amor entre a alma a Deus, diz com fina observação: “a doença de amor não se cura sem a presença e a figura”. Não basta o amor platônico, virtual ou à distância. O amor exige presença. Quer a figura concreta que é mais mais que o pele-a-pele mas o cara-a-cara e o coração sentindo o palpitar do coração do outro.

Bem diz o místico poeta: o amor é uma doença que, nas minhas palavras, só se cura com aqulo que eu chamaria de ternura essencial. A ternura é a seiva do amor. “Se quiseres guardar, fortalecer, dar sustentabilidade ao amor seja terno para com o teu companheiro oua tua companheira”. Sem o azeite da ternura não se alimenta a chama sagrada do amor. Ela se apaga.

Que é a ternura? De saida, descartemos as concepções psicologizantes e superficiais que identificam a ternura como mera emoção e excitação do sentimento face ao outro. A concentração só no sentimento gera o sentimentalismo. O sentimentalismo é um produto da subjetividade mal integrada. É o sujeito que se dobra sobre si mesmo e celebra as suas sensações que o outro provocou nele. Não sái de si mesmo.

Ao contrário, a ternura irrompe quando a pessoa se descentra de si mesma, sái na direção do outro, sente o outro como outro, participa de sua existência, se deixa tocar pela sua história de vida. O outro marca o sujeito. Esse demora-se no outro não pelas sensações que lhe produz, mas por amor, pelo apreço de sua pessoa e pela valorização de sua vida e luta. “Eu te amo não porque és bela; és bela porque te amo”.

A ternura é o afeto que devotamos às pessoas nelas mesmas. É o cuidado sem obsessão. Ternura não é efeminação e renúncia de rigor. É um afeto que, à sua maneira, nos abre ao conhecimento do outro. O Papa Francisco no Rio falando aos bispos latinoamericanos presentes cobrou-lhes “a revolução da ternura” como condição para um encontro pastoral verdadeiro.

Na verdade só conhecemos bem quando nutrimos afeto e nos sentimos envolvidos com a pessoa com quem queremos estabelecer comunhão. A ternura pode e deve conviver com o extremo empenho por uma causa, como foi exemplarmente demonstrado pelo revolucionário absoluto Che Guevara (1928-1968). Dele guardamos a sentença inspiradora: ”hay que endurecer pero sin perder la ternura jamás”. A ternura inclui a criatividade e a auto-realização da pessoa junto e através da pessoa amada.

A relação de ternura não envolve angústia porque é livre de busca de vantagens e de dominação. O enternecimento é a força própria do coração, é o desejo profundo de compartir caminhos. A angústia do outro é minha angústica, seu sucesso é meu sucesso e sua salvação ou perdição é minha salvação e minha perdição e, no fundo, não só minha mas de todos.

Blaise Pascal(1623-1662), filósofo e matemático francês do século XVII, introduziu uma distinção importante que nos ajuda a entender a ternura: o esprit de finesse e o esprit de géometrie.

O esprit de finesse é o espírito de finura, de sensibilidade, de cuidado e de ternura. O espírito não só pensa e raciocina. Vai além porque acrescenta ao raciocínio sensibilidade, intuição e capacidade de sentir em profundidade. Do espírito de finura nasce o mundo das excelências, das grandes sonhos, dos valores e dos compromissos para os quais vale dispender energias e tempo.

O esprit de géometrie é o espírito calculatório e obreirista, interessado na eficácia e no poder. Mas onde há concentração de poder aí não há ternura nem amor. Por isso pessoas autoritárias são duras e sem ternura e, às vezes, sem piedade. Mas é o modo-de-ser que imperou na modernidade. Ela colocou num canto, sob muitas suspeitas, tudo o que tem a ver com o afeto e a ternura.

Daí se deriva também o vazio aterrador de nossa cultura “geométrica” com sua pletora de sensações mas sem experiências profundas; com um acúmulo fantástico de saber mas com parca sabedoria, com demasiado vigor da musculação, do sexualismo, dos artefatos de destruição mostrados nos serial killer mas sem ternura e cuidado de uns para com os outros, para com a Terra, para com seus filhos e filhas, para com o futuro comum de todos.

O amor é a vida são frágeis. Sua força invencível vem da ternura com a qual os cercamos e sempre os alimentamos.

Abençoados são aqueles que permitem a si mesmos serem contagiados com a festividade, com o amor, com a paz,
com o silêncio e a celebração”

O riso é muito mais poderoso que qualquer arma nuclear


O outro não o preenche. Preenchimento é interno.

Nesta profunda aceitação de seu ser natural está a semente de sua transformação. E quando ela vem por si mesma, então é um crescimento.

Delírios de uma Paixão

Chegaste meu amor,
Quanta falta tu me fizeste!
Envolve-me em teus braços,
E dá-me o teu calor!
Sinto tua energia chegando até mim
Quando tu me tocas e
Causa-me arrepios pela pele
Ao sentir tua respiração tão próxima
Sussurrando ao meu ouvido,
Palavras que apenas tu e eu sabemos...
Fazendo-me sonhar o mais louco dos sonhos,
E o mais delicioso talvez...
Sinto a vida pulsando em mim,
Querendo-te cada vez mais perto...
Beija-me!
Ama-me!
A ti, meu amor entregarei,
E tua serei...
Enfim!

Célia Cristina Prado

Suspiro enigmático.
Vejo-te no meu pranto.
E não me espanto.
Sou sombra, sem culpa.
Do amor que sinto.
Contorno as letras escritas, lidas.
Dos meus impulsos diários
Poema elástico de uma flor.
Revestida de amor.
Para amar na sua dor.
Inventa palavras...
levadas pelo vento.
Na imensidão do tempo...
eterno ou talvez moderno!

Equivoco

Chorei quando te vi
Lembrando o passado
Senti que no Amor
Eu tinha fracassado
Senti toda a tortura
De amar sem ser amado.

Te abracei sorrindo
Por dentro soluçando
Seu corpo junto ao meu
Pensei está sonhando
Meus lábios desejavam
Os seus estar beijando.

Durante alguns instantes
Duas histórias lembradas
Foi nossa a decisão
Seguir estradas separadas
Dois sonhos desfeitos
Por decisões equivocadas.

Um sentimento vai
Além da vida pra dizer
Que nunca é tarde pra tentar
Um grande amor então viver

Já fui ferido
Também chorei, posso entender
Mas esse amor além da vida
Vamos viver

Eu já fui teu sol, fui teu luar
Dei tudo de mim pra te convencer
De que eu sou o amor e parte de mim
Pertence a você
Mil vidas de amor pra continuar
Tentar ser feliz sem fazer sofrer
De volta ao que eu sou, eu renasci
Pra te merecer

Tudo de bom tem cheiro de amor
Tudo de bom tem jeito de felicidade
Tudo de bom tem sabor de mato, de chuva...
Tudo de bom tem gosto de amigos
Tudo de bom tem abraços de filhos
Tudo de bom tem colo de mãe
Tudo de bom tem palavras de carinho
Tudo de bom tem sorrisos de criança
Tudo de bom tem delicias de chocolate
Tudo de bom tem lembranças doces
Tudo de bom tem beijos apertados
Tudo de bom tem encanto da natureza
Tudo de bom tem maré, praia...
Tudo de bom tem beleza da lua
Tudo de bom tem as cores do sol
Tudo de bom tem som de violão
Tudo de bom tem música, dança
Tudo de bom encanta
Tudo de bom tem saudades,
Tudo de bom tem tu, tua cara.

Sonhador e a Lua

Noite de eclipse lunar, nuvens negras no céu separava o amor de um sonhador, nuvens sombrias cobriram a lua e o brilho desapareceu, a lua lutou por trás da escuridão, queria dar luz ao sonhador. Nuvens e mais nuvens apareciam à tristeza nos olhos dele se via, pediu então aos céus que o vento soprasse uivante e mandasse para longe as nuvens dali, para que ele em fim pudesse sorrir, a lua então apareceu, mas logo atrás de outra nuvem se escondeu, gritou a Neptuno o sonhador, farei de tudo por meu amor, o céu então se abriu, o sonhador sorriu, a lua vermelha flamejante, transmitia alegria gritante, os olhos do sonhador também brilhavam com tanto esplendor. O maior espetáculo que faria sorrir o mais amargo dos mortais.

O amor

O amor não observa ou venera o passado e não julga as ações e atitudes dos amantes. Amor é sempre, em nossas mentes, tudo o que nos pressupõe a busca da felicidade e quando há erros não existe amor? Não há construções de relações sem as dúvidas, os medos, os insucessos e as indagações que nos ligam diretamente entre o passado, ignorando o presente e mirando no futuro. As experiências vividas nos tornam profissionais com o passar dos anos. Por isso simplesmente viverei.
Viverei para aproveitar o amor.
Viverei a minha vida com a diretriz de viver no amor.
Viver regrado é renunciar a paz e felicidade do outro.
Viverei a minha vida a completar a tua.
Viver e não sofrer por amor, não faz sentido.
Viver sem amor, por medo, é atrirar-se ao relento ou abismo, no escuro.
Viverei para amar tudo o que me faz bem.
Viver para amar quem me ama.
Só assim, viverei.

Torço pelo amor impossível. Para que o coração quebrado encontre um novo amor. Torço para que a razão seja derrotada e se cometa aquela loucura. Torço para que a carta chegue, o e-mail seja lido, a ligação seja atendida, a mensagem respondida. Torço para que não se espere em vão. Pelo coração que ama e não sabe como dizer. Para que a timidez se desfaça. Para que a amizade se manque e dê lugar ao amor. Para que seja eterno. Que caiba no pra sempre que der. Torço para que se aprenda a amar 'pra ontem' e que amanhã não se esqueça. Para que o amor possa fazer suas transformações. Torço para que os encontros aconteçam, os destinos se façam, o acaso ajude e a sorte também. Torço para o amor.

Ah, e torço pela gente.

O nosso amor talvez tenha muito mais corpo,
do que o resto
Talvez seja um gemido engasgado
que encontrou um ouvido atento
Naquela vez em que minha língua
percorria o seu corpo,
o seu coração bateu tão forte...
Era amor?

O nosso amor, quem sabe,
Tenha muito mais de corpo
do que de amor

Um poeta fingidor que sem saudade...
escreve de amor não sabe nada de dor...

Cortina de sal amargo que gosta de brincar
com as letras escritas de um poema

Exprimir com o grito da alma
convencida arrogante de palavras soltas

Onde a rosa desabrocha com a chuva
explode de alegria harmonia enfeitiçada

Pelo dia em que o poeta fingidor sente
a felicidade das flores do jardim da sua vida!

"As Crônicas De Um Amor Desajustado - RBA"

Engraçado.
Não tanto.
Eu lembro que naquele dia você disse algo pra mim assim como eu disse algo pra você.
Naquele tempo eu estava apaixonada.
Por você.
E esse foi o "algo" que eu disse, "Estou apaixonada". Mas, ao ouvir-me o "algo" que ele disse era que estava apaixonado também.
Na hora eu me senti muito feliz.
Mas mudou.
Porque após duas almas terem confessado a paixão recíproca o mais o normal de se acontecer é o início de uma relação.
Só que não.
Após as revelações eu perguntei: "E agora, o que faremos com nosso amor?"
Ele logo respondeu, olhando para mim: "Nada. Não precisamos fazer nada com sentimentos assim."
Eu não compreendi, não compreendo e acho que nunca vou compreeender.
Como não fazer nada?!
Como esquecer o amor que se instalou?
Mas eu continuei e segui meus dias.
Não fazendo nada.
Até que...
Nada aconteceu.

Te escrevo cartas de amor todos os dias. Tudo isso para lhe demonstrar algo que talvez eu consiga expressar apenas pela escrita. Acredite, se eu pronunciasse as mais belas palavras do mundo, jamais conseguiria expressar tudo o que sinto por você.
eu te gosto mais que a mim mesma, e isso me consome, talvez seja loucura por achar que deve "amar a si mesmo antes de amar alguém.", então acho que o verdadeiro fato é que eu me amo muito.

O triste dessa vida
Não é um amor não correspondido.
O triste dessa vida...
É o amor ignorado.

Amar não é sorrir,
Abraçar;
Estar perto;
Simplesmente falar.


Amar é sentir na alma.
É a vontade de afagar.
É estar sempre junto.
É dormir, acordar e pensar.


Pensar naquele alguém.
É não querer se separar.
É viver por ela e para ela.
É proteger
É cuidar.


Por que amar.
É não conseguir descrever.
É simplesmente cantarolar
É desistir de entender.
Deixar o coração explicar
E amar...Amar... Amar.

E deixar o coração

⁠Ninguém nasce racista, ninguém nasce odiando. Nascemos do amor, para o amor, para amar. Então, por que temos que manter um sentimento tão terrível dentro do nosso coração? O ódio lembra-me separação, lembra-me ignorância e intolerância. O ódio é um sentimento que cria raiz dentro do coração e se multiplica a cada pensamento ruim. O ódio nos levou o racismo, e o racismo nos levou a escravidão. Não escolhemos ser negro, branco, índio... O amor não enxerga a cor, não importa a raça, não importa a sua cresça. O amor é palavra de ordem, o amor é liberdade. O racismo é uma praga terrível, e como toda praga, ele também tem que ser combatido. Só peço que tenhamos muito cuidado com as armas utilizadas nessa luta. O amor é a melhor arma no combate ao ódio, então, não lute com armas que o torne pior que o agressor, e que o faça se arrepender amargamente depois.

“A COR DA PELE NÃO O TORNA MELHOR E NEM PIOR QUE NINGUÉM, MAS SABER RESPEITAR CADA UMA DELAS O TORNA DIFERENTE DE MUITOS.”

DIGA NÃO AO RACISMO!