Textos Amorosos

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A MULHER QUE TOCAVA ESTRELAS COM A ALMA.

Numa manhã fria de março de 1857, na cidade escocesa de Dundee, nasceu Williamina Paton Stevens Fleming — uma menina que, ainda antes de conhecer o céu, já carregava as estrelas dentro de si.

Aos 14 anos, já era professora.
Mais tarde, foi abandonada grávida pelo marido ao chegar aos EUA.
Sem opções, tornou-se empregada doméstica…
…na casa do diretor do Observatório de Harvard.

Frustrado com seus assistentes homens, ele disse:

“Minha criada escocesa faria um trabalho melhor que todos vocês.”
E fez.

Em 1881, Williamina trocou o avental pelas lentes astronômicas.
Sem diploma. Sem cátedra.
Mas com a mente brilhante e a alma determinada.

Foi pioneira entre as “Computadores de Harvard”, um grupo de mulheres que — nos bastidores da ciência — traçou os mapas do céu com os próprios olhos.

*Ela catalogou mais de 10.000 estrelas.
*Descobriu 10 novas.
*Identificou 59 nebulosas e mais de 300 estrelas variáveis.
*Criou o sistema de classificação estelar ainda usado hoje.

Num universo dominado por homens, ela se tornou a primeira mulher membro honorário da Real Sociedade Astronômica.

Williamina não apenas estudou as estrelas.
Ela se tornou uma.

Inspiração que atravessa séculos

Mesmo invisível aos olhos de seu tempo, ela redesenhou o céu.
E nos ensinou que é possível renascer das cinzas,
brilhar no silêncio,
e escrever a própria constelação — com coragem.

“Quando você sentir que está à margem da história, lembre-se: até as constelações só se formam depois de noites inteiras de paciência.”

Inserida por marcelo_monteiro_4

“Quando o Mármore Respira”
- Camille Marie Monfort.
A noite se desdobrou sobre o cemitério como um véu de penumbra.
As árvores — velhas sentinelas balançavam suas copas como se quisessem abençoar ou advertir o homem que caminhava sem rumo.
Joseph trazia nas mãos um círio aceso. A chama, tímida, tremia — como se reconhecesse o frio que saía das tumbas.
Parou diante da lápide de Camille.
O nome dela — Camille Marie Monfort parecia gravado não em pedra, mas em sua própria consciência.
Sentou-se. O vento lhe tocou o rosto como um hálito que vem de dentro da terra.
— Camille… — murmurou — se foste tu quem morreu, por que sou eu quem não vive?
O círio oscilou.
Um perfume leve, impossível de identificar, espalhou-se no ar.
Não era de flor era de lembrança.
Então ele ouviu ou julgou ouvir uma voz.
Suave, distante, atravessando o tempo:
“Joseph… tu não me mataste. Apenas esqueceste que o amor, quando não cabe na terra, precisa aprender a ser silêncio.”
Joseph estremeceu. As lágrimas, frias, desciam como se fossem do túmulo para os seus olhos.
A voz continuou, agora mais perto:
“Foste tu quem me libertou do peso do corpo, mas foste também quem me prendeu ao eco do teu arrependimento. Não chores por mim — chora por ti, que ainda não sabes morrer o suficiente para me encontrar.”
Ele caiu de joelhos, com o círio apagando-se entre os dedos.
O vento cessou.
Por um instante, o cemitério inteiro pareceu respirar.

Camille estava ali não como lembrança, mas como presença.
O ar se tornou denso, quase luminoso.
E Joseph, tomado de uma febre serena, sentiu que a fronteira entre o delírio e o mediúnico se desfazia.
— Camille… és tu?
— Sou o que resta de ti, Joseph.
O homem sorriu, num gesto de quem reconhece a própria condenação.
E o silêncio os envolveu não como fim, mas como pacto.

Inserida por marcelo_monteiro_4

“O Círio e o Espelho”

Será que fui eu, Camille, quem te matou?
Ou foste tu quem morreu de mim — exausta das sombras que te dei por abrigo?
O sangue que escorreu em meu pulso era o mesmo que um dia te alimentou no beijo.
E, quando o frio tocou a tua pele, foi a minha febre que te cobriu.

Sim, talvez eu tenha te assassinado,
não com ferro,
mas com a insistência de querer-te além da carne,
com o desejo que te prendeu ao silêncio do meu delírio.

No espelho do teu túmulo, vejo o reflexo que me acusa —
e é o meu próprio rosto.
O assassino e o morto dividem o mesmo corpo,
a mesma lembrança,
a mesma culpa.

Porque, no fim, amor e morte são irmãos e eu, Joseph, sou o órfão de ambos.

Inserida por marcelo_monteiro_4

AS MUSAS E A ETERNIDADE DO ESPÍRITO CRIADOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Desde os primórdios do pensamento helênico, a humanidade buscou compreender a origem da beleza, da palavra e da ordem que sustenta o mundo sensível. Nesse anseio inaugural, surgem as Musas, filhas de Zeus e de Mnemósine, a Memória, como figuras arquetípicas que não apenas inspiram, mas estruturam o próprio ato de pensar, narrar e criar. Elas não são simples personagens mitológicos, mas manifestações simbólicas do elo profundo entre a consciência humana e o absoluto invisível que rege a arte, o saber e a transcendência.
Segundo a tradição antiga, Zeus uniu-se a Mnemósine por nove noites consecutivas, gerando nove filhas cuja missão seria impedir que o esquecimento devorasse os feitos humanos e divinos. Essa genealogia não é acidental. A memória, elevada à condição divina, torna-se o ventre da cultura. Nada que é belo, verdadeiro ou grandioso subsiste sem ela. As Musas, portanto, não criam o mundo, mas o preservam pela recordação ordenada, pelo canto, pela narrativa e pela forma.
Calíope, a de voz bela, preside a poesia épica e a eloquência, sendo a guardiã das grandes narrativas fundadoras. Clio vela pela história, não como mera cronista dos fatos, mas como consciência do tempo e da responsabilidade moral da lembrança. Erato inspira a poesia amorosa, revelando que o afeto também é uma linguagem sagrada. Euterpe concede ritmo e harmonia à música, expressão sensível da alma em movimento. Melpômene governa a tragédia, ensinando que o sofrimento possui dignidade estética e valor formativo. Polímnia guarda os hinos e a retórica, unindo o sagrado à palavra ordenada. Tália, em contraste fecundo, representa a comédia e a leveza que humaniza a existência. Terpsícore rege a dança, símbolo da integração entre corpo e espírito. Urânia, por fim, eleva o olhar ao céu, fazendo da astronomia uma ponte entre o cálculo e o assombro metafísico.
Do ponto de vista psicológico, as Musas podem ser compreendidas como estigmas da criatividade humana. Elas personificam impulsos internos que emergem quando o intelecto se harmoniza com a sensibilidade. O artista, o pensador e o cientista não criam a partir do vazio, mas de uma escuta interior que os antigos chamavam de inspiração. Nesse sentido, a musa não é uma entidade externa que impõe ideias, mas a expressão simbólica de um estado de abertura da consciência ao sentido profundo da existência.
Filosoficamente, as Musas representam a recusa do esquecimento como destino. Em um mundo marcado pela transitoriedade, elas afirmam a permanência do significado. Cada obra de arte, cada poema, cada investigação científica torna-se um gesto de resistência contra o caos e a dispersão. A tradição ocidental, desde a Grécia clássica até a modernidade, herdou delas a convicção de que conhecer é recordar, e criar é participar de uma ordem mais alta.
Na contemporaneidade, embora o culto ritual às Musas tenha desaparecido, sua presença permanece viva. Elas sobrevivem nos museus, nas academias, nas universidades, na linguagem cotidiana que ainda fala de inspiração e gênio criador. Persistem como metáforas vivas da necessidade humana de dar forma ao indizível e sentido ao efêmero. Mesmo em uma era tecnológica, continuam a sussurrar que não há progresso sem memória, nem inovação sem raiz.
Assim, as nove filhas de Zeus não pertencem apenas ao passado mitológico. Elas habitam o íntimo da cultura, sustentando silenciosamente a ponte entre o caos e a ordem, entre o instante e a eternidade, lembrando à humanidade que toda verdadeira criação nasce do diálogo profundo entre a memória e o espírito.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Em- carnação


Penso em seus olhos
A cada 28 dias
Como uma loba no cio
Uma pedra de gelo
Desaparecendo
Dentro da fogueira.
É magia branca
Fogo imaginário
Que não queima
Só arde...
Desde a penúltima lua
A cada 30 surtos
E se tudo der certo
Te vejo daqui mil anos
Naquele mesmo lugar de sempre
Num banco de praça
Em minhatura
No lado esquerdo
Do cérebro.

Inserida por Ladyadyforever

⁠Está idéia que o tempo pode ser fatiado anualmente realmente faz com que as esperanças se renovem. Agora imaginem fazer isso no final de cada dia, criando uma expectativa nova para o dia seguinte, refletindo sobre os erros ou desafios não superados e realizando a correção e conquista no dia seguinte.
Não precisamos esperar terminar o ano para fazer diferente ou a diferença.
O milagre da renovação pode começar a cada dia se acreditarmos e fizermos a nossa parte ajudando uns aos outros.
Desejo para o dia-a-dia de cada um de nós, mais amor. Porque com ele e através dele tudo é possível, principalmente um mundo melhor!

Inserida por wilenheilesilva

"Nunca é o Fim"

Ainda me sobram palavras não ditas
e caminhos que não explorei...
Não sou a soma dos meus tropeços...
mas da fé que nunca abandonei.

Os dias me curaram com doçura,
mesmo quando doeram demais...
E entendi que o tempo não julga,
apenas espera que voltemos em paz.

Nada está perdido enquanto se sente,
nada se apaga se ainda há calor...
Nunca é o fim para quem entende
que a vida recomeça onde há amor.

Inserida por SimoneCarvalhoSantos

MEU CÃO - A FIDELIDADE QUE SOBREVIVE AO TEMPO E À RUÍNA DOS CORPOS.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .

* “Prefiro confiar em meu cão São Bernardo do que confiar na criatura humana.”
Dr. Axel. Munthe, autor do best-seller: O Livro De San Michele. Escrito originalmente em 1929.

A história de Argos, o cão que aguardou por vinte anos o retorno de seu senhor, permanece como uma das mais elevadas expressões éticas legadas pela tradição clássica. Mais do que um episódio secundário da epopeia homérica, ela constitui um testemunho silencioso acerca da natureza da fidelidade, da memória e da lealdade que resiste ao desgaste do tempo, à corrosão da matéria e à falência moral dos homens. Nessa narrativa, a condição animal não se apresenta como inferior, mas como depositária de uma virtude que a civilização, em sua complexidade, gradualmente perdeu.
O retorno de Odisseu a Ítaca não se dá sob o brilho do triunfo, mas sob o véu da decadência. Após vinte anos de ausência, dez consumidos pela guerra e outros dez diluídos em errâncias e provações, o herói regressa envelhecido, marcado pela dor, pela fadiga e pela experiência. Aquele que outrora fora símbolo de engenho e vigor já não possuía o corpo que o consagrara, mas carregava em si a memória viva de tudo o que fora perdido. A própria astúcia, outrora instrumento de glória, agora servia apenas à ocultação de sua identidade.
Atena, expressão da prudência e da razão estratégica, aconselha-o a ocultar-se sob a aparência de um mendigo. A pátria que deveria acolhê-lo transformara-se em território hostil. Os pretendentes haviam tomado sua casa, dissipado seus bens e ameaçado a integridade de sua linhagem. Nem mesmo Penélope, símbolo da fidelidade conjugal, foi capaz de reconhecê-lo sob o véu da decrepitude. A visão humana, condicionada pelas aparências, falhou. O olhar viu, mas não reconheceu.
Foi então que a fidelidade se manifestou onde menos se esperava. Argos, o velho cão abandonado à margem do palácio, esquecido entre a poeira e os detritos, conservava intacta a memória do seu senhor. O corpo exausto já não sustentava a vida com vigor, mas a essência permanecia desperta. Ao ouvir a voz e sentir o odor daquele que amara, ergueu-se como pôde, moveu a cauda e reconheceu. Nenhuma máscara, nenhum disfarce, nenhuma degradação física foi capaz de enganá-lo. O reconhecimento foi imediato, absoluto e silencioso.
O gesto de Argos possui uma força simbólica que transcende a narrativa. Ele não exige palavras, recompensas ou reconhecimento. Sua fidelidade não depende de promessas nem de reciprocidade. É fidelidade ontológica, inscrita na própria natureza do ser. Odisseu, impedido de revelar-se, contém as lágrimas, pois compreende que ali, naquele instante, se manifesta uma verdade mais profunda do que qualquer triunfo humano. Logo após cumprir sua última função, Argos morre. Não por abandono, mas por consumação. Sua existência encontra sentido no ato final de reconhecer aquele a quem sempre pertenceu.
Esse episódio, narrado no Canto XVII da Odisseia, ultrapassa o campo da épica para inserir-se no domínio da reflexão ética. Ele revela que a fidelidade não é produto da razão discursiva, mas da constância do ser. Enquanto os homens se perdem em interesses, disfarces e conveniências, o animal permanece fiel àquilo que reconhece como verdadeiro. A memória afetiva, nesse contexto, revela-se mais poderosa do que qualquer construção racional.
É nesse ponto que a reflexão de Axel Munthe se insere com notável precisão. Ao afirmar que * " Prefere confiar em seu cão a confiar no ser humano " , o médico e pensador não profere um juízo de misantropia, mas uma constatação ética fundada na observação da realidade. Sua experiência com o sofrimento humano ensinou-lhe que a razão, quando desvinculada da integridade moral, converte-se em instrumento de dissimulação. O cão, ao contrário, desconhece a duplicidade. Sua fidelidade não é estratégica, mas essencial.

A frase de Munthe revela uma crítica severa à condição humana moderna. O homem, dotado de linguagem, inteligência e consciência, frequentemente utiliza tais atributos para justificar a traição, disfarçar interesses e legitimar a ruptura dos vínculos. O animal, desprovido dessas faculdades, conserva uma coerência ética que o eleva moralmente. Ele não promete, mas cumpre. Não calcula, mas permanece. Não racionaliza, mas é fiel.
Há, portanto, uma convergência profunda entre a figura de Argos e a reflexão de Munthe. Ambos denunciam a fragilidade moral do homem civilizado e exaltam uma fidelidade que não depende de convenções sociais, mas de uma adesão silenciosa ao outro. Essa fidelidade não se anuncia, não se exibe, não se justifica. Ela simplesmente é.
Assim, a história de Argos e a sentença de Munthe convergem para uma mesma verdade essencial: a de que a grandeza moral não reside na eloquência, no poder ou na razão instrumental, mas na capacidade de permanecer fiel quando tudo convida ao abandono. Nesse sentido, o cão torna-se espelho daquilo que a humanidade perdeu ao longo de sua história. E ao contemplar esse espelho, resta ao homem reconhecer que, por vezes, a mais elevada forma de humanidade habita silenciosamente no coração de um animal.

Inserida por marcelo_monteiro_4

⁠Nunca deixe de amar, ou ser apaixonante na vida, porque o coração das pessoas e sua maioria são fracos ou sem fé sobre a existência do Amor.
Nunca deixe de confiar no seu coração, ele lhe proteje e aguentar todos os dias palavras e atitudes dos quais lhe tornará mais forte, e é capaz de bombear para dentro de suas veias a energia transformando em seus desejos e assim atraindo com isso a Felicidade que voce mereça, Acredite com todas forças que Deus tem reservado pra você o seu Valor...

Inserida por senssuiy

Se comunique com quem te escutar...
E tem capacidade para te oferecer a sintonia e consciência com franqueza...
Ouça quem te Ama, e aceite a inteligência te que faz completo...
Sinta o entrelaçar não somente com atração ao fazer Amor e mais também de Alma, pois aí estará os Alicerces para o Comunhão com Deus..

Inserida por senssuiy

Sempre será paixão somente, quando não existe o compromisso de aceitação completa qualidades e defeitos do ser amado obviamente. Concluísse que Amar não gera desequilíbrio e sim uma harmonia perfeita entre a:
- Paixão= atração química e
- Compromisso= Responsabilidade com Confiança e Dedicação que irá suportar com o ser Amado. agora multiplique isso vezes o infinito, e leve para as profundezas do Eterno, e terá um deslumbre da visão sobre a definição do Amor em minha terminologia.

Inserida por senssuiy

Eu queria...

Eu queria voltar ao passado para conceder os abraços que ficaram perdidos num soluço de vaidade. Dizer amo-te sem medo de risadas levianas, simplesmente por nascer no coração.
Desejaria recomeçar belos momentos a fim de permitir que lágrimas de alegria escorressem pelos meus olhos sem que eu tivesse receio do que os outros poderiam pensar.
Ambicionaria regressar ao passado para silenciar a voz com um beijo ou apenas deixar a ansiedade e o desejo ardente falarem por mim. Um doce anseio de que o silêncio de um momento alegre se eternizasse no brilho do olhar de alguém.
Cobiçaria retornar ao passado só para sentir mais forte a respiração num instante sublime, em que reina a suavidade, a delicadeza, a concordância do tempo em enfeitar termos que insistem em permanecer presos na garganta teimosa que tem medo de não sei o que por desconhecer o que poderá acontecer.
Aliás, estranho querer estar presente em cada toque, em cada olhar, em cada gesto de uma paixão ou de um amor, seja este amigo, romântico ou materno. O que importa!?
Eu só queria poder saber porque temos tanto medo de sofrer se a vida nos proporciona infinitas oportunidades de felicidade. O sol, o mar, as estrela, o céu. Bem, talvez pelo fato de nossos medos surgirem muitas vezes daquilo que não conhecemos ou não queremos aceitar por não ser agradável as nossas expectativas. Egoístas? Sim, somos! Sabemos que o mundo dá muitas voltas, entretanto desejamos profundamente que ele gire em torno de nós...apenas!
Ah, como eu queria não ser notado por essa gente que passa e sequer sabe que passou. Dessa gente que sofre por ter medo de sofrer. Dessa gente que briga, dessa gente que brilha e deixa que seu brilho se perca na escuridão de seus pensamentos egocêntricos, muitas vezes ostentando - para humilhar - uma carteira ou um pedaço de papel. Dessas pessoas que envelhecem
fisicamente e pensam que o mundo findou.
Por outro lado, queria um pouquinho dos meninos senhores que sabem a hora de sorrir, entendem o amor, a vida e a paixão. Queria um pouco da calma de quem guarda experiência em décadas de alegrias e, sim, o aprendizado de momentos difíceis. Queria o colo materno, lar mais seguro e aconchegante que
possa existir, diversas vezes ao segundo. Queria a luz do sorriso sincero de um bebê que amolece qualquer coração pétreo.
Queria a esperança num mundo mais justo contida nos que foram desprezados por seus filhos e um espelho que refletisse a alma destes. Queria mãos dadas na praia dos 14 aos 80 na mesma intensidade e com a mesma infantilidade.
Queria que todos brindassem a vida todos os dias e comemorassem cada dia como se fosse 25 de Dezembro. Queria ofertar paz, amor e saúde para todos os povos, nem que fosse apenas 364 vezes ao ano. Queria o gosto de um beijo apaixonado a cada fração de minuto e ouvir "sinto a sua falta" a todo instante.
E se me oferecessem o mundo aos pés em troca de tudo
isso... desejaria que você respondesse por mim!

Inserida por oswaldojrm

Eu desisto

Desisto de tentar entender essa saudade louca, mesmo sendo ignorado e muitas vezes desprezado por você. Não vou mais tentar explicar-lhe o que sinto através das palavras e gestos que pouco traduzem o tanto que eu gosto de ti. Você esqueceu toda a tristeza que dia-a-dia insiste em visitar meus desejos quando surge o sol de prata.

Sonhei muitas vezes em brincar no teu corpo, fazê-la repousar em meu peito. Juro, desejaria entendê-la ao menos uma vez! Saber por quê tanta indiferença, por quê tanta mudança, por quê tanto desdém? Aflito, vou calar-me diante da incapacidade de fazê-la compreender que sou mais teu do que de mim...não adianta construir sem antes erguer um forte alicerce...você não entende...

Muitas vieram, tantas foram, porém você ficou. E por quê logo você, razão de toda minha inspiração que sequer esforça-se para aceitar todo o carinho que lhe oferto? Logo você que inventou o amor não lembra mais o que é carinho. Não peço que aceite, mas que respeite, ao menos, o que sinto...como dói o menosprezo!

Estranha sensação que seu comentário sempre provoca... magoa, fere, dilacera. Um choro sem grito, uma dor silente, ardência sem lágrimas, melodia sem som, um adeus disfarçado de até breve. Talvez seja essa uma das piores angústias que a vida pode nos proporcionar além da perda. Tantos anos já passaram, no entanto ainda guardo seu cheiro, seu toque, seu jeito. Muitos afirmam ser bobagem criar pseudo expectativas, mas não ensinam como aceitar ou esquecer. Eu queria tanto aprender...

É o tempo que não passa, a canção que não pára, os momentos que não vão. Presença diária da tua ausência que incomoda por eu saber que serei ferido mais uma vez. Sequência interminável da angústia de desejá-la eternamente...não aguento.

Explique-me, como pode ficar tão chateada com elogios? Sim...essa é a imagem que por mais que eu tente, não consigo apagar. Ela que briga, maltrata, mas é linda. Sou réu confesso e meu crime é ter seu nome marcado em meu coração que não desistirá de apelar ao tribunal dos sentimentos mais profundos. Porém, esforçarei-me para desistir, sofrendo, ainda que toda essa luta seja em vão...

Inserida por oswaldojrm

⁠Eu fui ensinada a ver o homem através de um pai.

Se de uma forma geral, fosse possível resumir o que aprendi, sobre a imagem que um homem deseja sustentar é "preciso ser forte e trabalhador".

Bom! Nesse momento maduro da vida, estou convencida de que a figura paterna transcende em muito esse conceito finito.
A presença ou a ausência de um pai exerce sem dúvida, impactos profundos na experiência humana.
Eu mesma vivi sentimentos incrivelmente conflitantes, pela simples presença um tanto ausente, e vez e outra desastrosa de um pai.
Em muitos momentos desejei não ter pai, ou desejei ter outro, ou o desejei tão intensamente que passaria horas apenas deitada em seu colo.

Mas é assim que é!
O pai é um ser humano errante, com limitações e inseguranças que precisam ser suprimidas pela força e pelo trabalho.
A "força" de não se render ao choro, ou ao cansaço físico e mental; ou de não demonstrar de forma honesta seus medos e frustrações, ou desespero em sua inabilidade com a vida.
Dentre as muitas qualidades a serem admiradas na função de um pai.
Eu creio fortemente, que essencialmente ele seja uma bússola, que precisa conduzir à realização de uma boa jornada de vida.

O que eu diria a um homem hoje?

Sua força e o seu trabalho são manifestações inquestionáveis de amor e de uma vida honrada.
Sinta-se orgulhoso e feliz, por suprir e prover tão dignamente às vidas que a ti, por Deus, foram confiadas.
E sinta-se um homem abençoado pela oportunidade de influenciar poderosamente uma vida humana gerada de ti.

Que você seja iluminado a entender o quão importante é a manifestação do teu amor.
Que seu amor reconheça seu filho como uma vida separada de ti e dentro de ti.
O filho que é separado por suas próprias aspirações e indagações sobre vida. Que deseja manifestar seus próprios talentos, na medida de sua própria força. E que reconhece em você um modelo de atributos desejáveis a desenvolver, ou de defeitos e fraquezas que não precisa ter.

Que seu amor impulsione, liberte, abençoe e conduza à sabedoria que emana somente de Deus.

Inserida por Glaucimar-Gama

⁠O PAI QUE EXISTIU NOS MEUS SONHOS

Ele me encontrava onde eu estivesse na casa, e adorava quando eu quebrava o seu silêncio.

Ele sabia que eu não me importava em abraçá-lo quando chegava cansado, e sentia o cheiro do trabalho em sua camisa.

Todos os dias ele me visitava no meu quarto, e costumava me perguntar se eu sabia que eu era uma criança incrível.

Às vezes ele precisava ficar longe, mas quando estava perto novamente, falava-me um pouco do seu mundo de idéias.

Nossa! Como eu me sentia mais confortável em saber que as coisas não eram confusas só na minha cabeça.

E eu ficava tão feliz em saber no meu coração, que ele deixava eu conhecê-lo um pouco mais.

Às vezes ele me pedia para fazer coisas muito difíceis. Então, ele me explicava que conseguir fazer me deixaria mais forte em minha mente, e mais feliz em minha alma... ele sempre tinha razão!

Os dias passaram tão rápido. Eu pouco pude perceber que foram anos.
Mas as lembranças parecem tão vivas e cheias de cores.
Eu posso sentir o calor dessas memórias me aquecerem agora. E eu sei que pode ser pra sempre.

Eu escutei dele as melhores palavras. Algumas vezes ele repetia muitas delas. Eu acho que ele queria ter certeza de que eu nunca esqueceria.

A melhor de todas era EU TE AMO

Inserida por Glaucimar-Gama

Ele fez questão

Ele FEZ QUESTÃO de nos amar,
FEZ QUESTÃO de nos perdoar,
FEZ QUESTÃO de enviar seu filho.
O Filho FEZ QUESTÃO de não recusar, morreu;
E FEZ QUESTÃO de nos salvar .
Seu Espírito FAZ QUESTÃO de nos ensinar tudo e todas as coisas.

Ele é o NECESSÁRIO, Ele é o ESSENCIAL
Ele é o SEMPRE, a cada instante, sem exceção, constantemente e continuamente.

Neuton, Rodolfo M.
17.06.2022

Inserida por RodolfoNeuton92

É estranho como os homens tratam vulgarmente as mulheres nas ruas, chamando-as, muitas vezes, por nomes pejorativos, mas basta, por exemplo, se tornarem pais que não se podem sequer olhar para as suas filhas, que já se exaltam.

Por trás de toda menina, de toda mulher existe uma família que a ama infinitamente, que a respeita e que cuida dela como a flor que ela é, pois toda menina, toda mulher é uma flor no jardim da vida.

Será que é necessário termos uma mãe, uma irmã, uma esposa ou uma filha, para que possamos compreender o valor, a graça de termos as mulheres em nossas vidas?

Inserida por WandoGomesOficial

ORAÇÃO DA FÉ


SANTO E ETERNO DEUS, neste momento de fé e de oração, de joelhos aos vossos pés, clamo ao Deus Vivo, pela vida do teu povo. Senhor, assim como o orvalho da madrugada desce das nuvens do céu e rega terra seca, fazendo reviver a relva do campo, derrama sobre nós as tuas bençãos celestiais, fazendo reflorescer em nossos corações, a fé, o amor, a paz e a esperança. Amém.

Inserida por WandoGomesOficial


⁠⁠Nós, homens, deveríamos reverenciar as mulheres nas ruas:

- POR SUA GRACIOSIDADE E BELEZA; são as flores que dão vida e beleza ao jardim da nossa existência.

- POR SUA IMPORTÂNCIA; são as geradoras, guardiãs e cuidadoras das nossas vidas, isto é, são as “flores da vida”.

- POR SUA DUALIDADE; a sua sensualidade e poder de sedução beiram o sobrenatural, mas seus corpos são sagrados enquanto mães.

- POR SUA FORÇA, CORAGEM E COMPETÊNCIA; são mulheres, mães e excelentes profissionais.

Costumamos chama-las de “o sexo frágil”, mas a palavra “frágil” jamais definiria alguém que suporta a piores dores do mundo, sangra frequentemente e tem uma carga horária de trabalho ininterrupta. Delicadas, talvez,frágeis jamais.

Às vezes, tentam imitá-las, mas como elas, lindas, perfeitas, completas e complexas, somente elas conseguem ser, as mais lindas criaturas da criação divina.

Este mundo não teria GRAÇA sem a GRAÇA feminina.

Inserida por WandoGomesOficial

⁠A FLOR DA VIDA

Ainda lá no jardim do Éden,
uma semente, Deus semeou.
Fez brotar em nosso jardim,
de todas, a mais bela flor.
Por isso, ela é a flor da vida;
em seu ventre, germina o amor.

A ela, não damos o seu valor,
mas o seu poder nos domina,
com a sua beleza de mulher
e os seus encantos de menina.
Devemos a ela, as nossas vidas,
a esta sua centelha divina.

A beleza da alma feminina,
abundante de luz e de bondade,
com as cores da vida e do amor,
colorindo os jardins humanidade,
como foi desde o seu princípio,
assim será, para a eternidade.

Mas a mulher traz, na verdade,
em seu ventre, um solo fecundo,
para florescer o fruto da vida,
em seu ato mais profundo,
a essência do amor de Deus,
que é o amor maior do mundo.

Neste amor, eu me aprofundo,
para descrevê-lo nestes versos,
mas por mais que eu conheça
do amor e da arte que professo,
ela já é o poema mais lindo
do poeta maior do Universo.




Inserida por WandoGomesOficial