Texto sobre eu Amo meu Irmao
"Uau... Adivinhem quem cheguei? Acertou quem disse, pensou ou desejou que fosse Eu ou Mim, oTímido. Bom Dia Geral. Beijos no Pâncreas e/ou no Duodeno, a escolher. Não tem quem mande 'Beijo no Coração'? Pois então!"
Texto Meu 0851, Criado em 2017
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
Os dias e os meses passavam depressa enquanto eu cursava a escola normal. Havia uma pressa no tempo, como se a rotina puxasse os ponteiros para frente sem pedir licença. Quando percebi, já era época de provas finais — e que provas! Pareciam ter sido sopradas diretamente da cabeça do capeta. Uma mais difícil que a outra, exigindo não só conhecimento, mas nervos firmes e fé.
No último dia de prova, acordei mal. O corpo pesado, o estômago embrulhado, a cabeça latejando. Tudo em mim pedia cama, silêncio e descanso. Mas era o último dia. Faltar significava recuperação, e eu não queria, não podia. Levantei-me como quem se arrasta contra a própria vontade, vesti-me no automático e fui.
Naquele dia fiz três provas. Cada questão parecia sugar o pouco de energia que ainda me restava. Quando eu já enfrentava a última, tentando manter a letra firme no papel, a inspetora apareceu à porta da sala. Chamou a professora e as duas começaram a conversar em voz baixa, num cochicho que gelava o ambiente. De repente, da porta, ela ergueu a voz:
— Ana, falta muito para você terminar a sua prova?
Olhei para ela como quem encara um inquisidor. A sala inteira parecia prender a respiração comigo. Com a voz trêmula, respondi:
— Não, senhora… faltam três questões.
Ela assentiu, ainda da porta:
— Pois bem. Quando acabar, vá até a minha sala e leve suas coisas.
Um silêncio pesado caiu sobre a turma. Todos me olhavam com olhos de compaixão. Nós sabíamos — quando alguém era chamado daquele jeito, algo sério havia acontecido.
Terminei as três questões com cautela, respirando fundo, lutando contra o enjoo e o aperto no peito. Entreguei a prova, recolhi meu material e segui até a sala dela, exatamente como havia sido orientada. Bati à porta. Ela nem esperou que eu falasse.
— Ana, pode ir embora. Aconteceu algo na sua família. Como hoje é o último dia de prova, fique tranquila. Eu mesma ligo para avisar sobre o resultado.
Minhas pernas viraram bombas. Um zunido tomou conta da cabeça. O que tinha acontecido? Saí da escola sem sentir o chão. O ônibus demorou mais do que o habitual, e o motorista dirigia tão devagar que tive a impressão de que, se fosse correndo, chegaria antes. Na minha mente, só vinham pensamentos ruins. Ninguém nunca tinha ligado para a escola pedindo para eu ir embora.
Quando cheguei em casa, o portão estava aberto. Minhas tias estavam lá, meus primos também. Choravam. Choravam muito. Meu tio falava ao telefone, mencionando algo sobre uma van. A casa, que sempre fora abrigo, estava tomada por uma dor densa.
Minha mãe veio da cozinha, caminhou até mim e disse, com a voz quebrada, a notícia que eu não queria ouvir:
— O vovô Jorge faleceu.
Na mesma hora, um filme começou a passar na minha cabeça. Lembrei-me do avô maravilhoso que ele era. Aquele avô garotão, pra frente, que ria alto, contava histórias e bebia uma cervejinha com os netos como se fosse um deles. A minha memória fez uma retrospectiva apressada dos nossos melhores momentos, e eu me recusei a aceitar que ele tinha ido, que nunca mais nos veríamos.
Meu Jorge.
Meu Jorge Amado.
Ele tinha partido — e, com ele, uma parte inteira da minha infância também se despedia.
Eu não sou médico. Mas sou humano.
E é da minha humanidade que nasce essa dor silenciosa, essa indignação cravada no peito e essa tristeza que carrego como um eco de muitas experiências, minhas e de tantos outros.
Porque, na essência mais dura e real, a medicina tem se afastado do amor.
Nos corredores frios onde se deveria escutar a esperança, ecoa a pressa.
Em muitos olhares, vejo o cansaço… mas também a ausência. A ausência de presença.
Vejo decisões tomadas sem escuta, tratamentos aplicados sem preparo, protocolos cumpridos sem alma.
E a pergunta que grita dentro de mim é:
em que momento deixamos de enxergar o outro como ser humano?
Quantas vezes vi pessoas enfraquecidas, sem o mínimo de condições físicas, sendo submetidas a procedimentos agressivos, não por maldade, talvez, mas por automatismo, por insensibilidade, por uma confiança cega nos processos.
Quantas vezes observei diagnósticos mal conduzidos, ausências de investigação, condutas impessoais…
E tudo isso, por vezes, diante da total ausência de quem deveria olhar, ouvir, acolher e, principalmente, cuidar.
Mas essa culpa, não é só de quem executa.
É também minha.
E é também sua.
É de todos nós.
Culpo-me, sim.
Culpo-me pela falta de coragem em certos momentos, por não questionar, por não insistir, por não exigir o que era justo.
E todos nós, de alguma forma, deveríamos nos culpar também.
Pela omissão. Pela passividade. Pela falta de atitude diante do que sabíamos que não estava certo.
Deveríamos nos culpar por não nos aprofundarmos nos temas, por não buscarmos entender, por delegarmos tudo a quem, muitas vezes, sequer nos escutou.
Deveríamos nos culpar por termos nos acostumado a aceitar qualquer coisa sem lutar, sem perguntar, sem pedir ajuda.
Porque enquanto aceitarmos com silêncio, profissionais continuarão tratando a vida como plantão.
E plantões, por mais importantes que sejam, não podem ser apenas relógios a bater ponto.
Sinto, e profundamente, o que tudo isso tem causado:
Sinto a frustração de, muitas vezes, não ter voz num sistema que frequentemente se mostra cego.
Sinto o desconforto de saber que decisões são tomadas como se o fim já estivesse decretado.
Sinto a dor de quem ainda tem fé… e encontra frieza.
Sinto o vazio deixado por ausências, de presença, de escuta, de compaixão.
Sinto a indignação de testemunhar que, por trás de muitos jalecos, o cuidado virou função, e não mais missão.
Não é uma acusação cega.
É um chamado.
É um clamor por consciência.
Falhamos, sim, falhamos como sociedade quando permitimos que a vida seja tratada como um detalhe.
Falhamos quando deixamos que o sistema engula o indivíduo.
Falhamos quando banalizamos o sofrimento alheio, como se não pudesse ser o nosso amanhã.
Mas aqui faço uma pausa necessária:
não quero, de forma alguma, generalizar.
Existem, sim, profissionais incríveis, médicos e equipes que ainda preservam a essência do cuidado, que escutam com atenção, que sentem com o paciente, que tratam com humanidade e zelo.
Esses profissionais existem, e a eles, minha profunda admiração.
Mas o que relato aqui nasce das experiências que tenho vivido e presenciado e, talvez, eu esteja enganado, mas os bons profissionais da área de saúde parecem estar se tornando raros.
Espécies em extinção.
E esse texto não é um ataque, mas um pedido urgente para que essas exceções voltem a ser a regra.
Podemos fazer diferente.
E é isso que peço:
Que cada um de nós volte a exigir.
Que cada um de nós volte a se importar.
Que cada um de nós volte a cuidar, inclusive de quem deveria cuidar de nós.
Só assim forjaremos uma nova geração de profissionais.
Profissionais que amam o que fazem.
Que estudam além do óbvio.
Que escutam o que não está no prontuário.
Que reconhecem, em cada paciente, uma alma e não apenas um caso.
E talvez, só então, a medicina volte a ser o que nasceu para ser:
uma extensão do amor.
E que esse amor nos cure, a todos.
Eu vejo que, cada lágrima que cai de mim, Deus a segura com as Suas mãos e até chora junto a mim. É inaceitável o mal neste mundo; ele corrompe, ele afasta você de Deus.
A verdade de Deus é imutável sobre este mundo. Mesmo que eu esteja no infinito e solitário vazio, Deus está comigo. Ele não me nega, mesmo quando não há fôlego, mesmo quando sou rejeitado.
Toda essa dor que carrego, e esse ódio que não posso direcionar... Que Deus esmague o mal! Que não exista nenhum resquício, pois portaram algo divino e forte, mas são arduamente covardes contra a raça humana, que foi amada pelo meu Senhor Deus.
Por que essa prostração diante do mal? Por que essa ingratidão?"
Eu sei que tenho uma profunda admiração por você, e essa admiração cresce a cada instante em que compartilho minha vida ao seu lado. Você é mais do que o amor da minha vida: é minha inspiração, meu porto seguro e a razão dos meus sorrisos.
Cada gesto seu me ensina sobre carinho, cada palavra sua me envolve em ternura, e cada olhar seu me faz acreditar que o verdadeiro amor existe. Eu não preciso de nada além da sua presença para me sentir completo, porque em você encontro tudo o que sempre sonhei.
Quero que saiba que meu coração é inteiramente seu, e que minha maior felicidade é caminhar junto de você, lado a lado, construindo nossos sonhos e vivendo nossa história.
"Ah! Honey...
Tua presença me faz tão bem,
mesmo distante,
eu consigo lhe tocar,
lhe sentir...
Sentir teu coração bater,
junto ao meu.
Sinto os seus carinhos
e sinto o doce
sabor dos
seus beijos,
beijos quentes,
ardentes,
que me tiram
o ar...
Sinto-me
flutuar...
Ah! Honey,
que delícia é
lhe abraçar,
sentir o seu
corpo junto ao meu,
coração palpita,
o sangue ferve,
e numa
explosão
de nossos
desejos,
estamos
um dentro
do outro,
nesse momento
sublime,nada
importa,agora
nos tornamos
apenas
Um..."
Eu sou...
O teu pecado
Refém do teu costume degenerado
Venerado cálice de veneno destilado
Apreciado como absinto que te inebria
Distinto vício que ao seu instinto
desatina
Intrínseco desejo libertino
no âmago impresso e reprimido
Sórdido delito de um "mito" sádico
Que desfruta o fruto proibido
O hábito de um ávido sátiro
Oculto um segredo conspícuo de uma efêmera e lisonjeira ilusão
Arraigada obsessão de
uma insensata fantasia abstrata
Incrustado sentimento vil e estéril
No seu insano íntimo
NÃO SOU MAIS EU
Não sou quem eu deveria ser, mas tenho muito que mudar para chegar perto do que devo ser. Esta expressão reflete uma transformação, onde reconhecemos ter mudado não o nosso caráter ou indole, mas a renovação em relação ao nosso passado. Temos muita coisa para aprender, e conquistar se olharmos para o espelho. Estaremos olhando para uma pessoa transformada, uma mudança de algo que parecia ser difícil, e esta mudança é a respostas de muitas orações. Podemos ser exemplo para muitas pessoas através de nosso testemunho pelas escolhas e decisões que nos firmaram neste caminho. Descobrir que dentro de nós existe uma força de vontade que desconhecemos, e nos tornou quem nós somos hoje. Mas falta muito para alcançarmos a excelência, muita coisa ainda tem que acontecer para que haja uma transformação completa. Foram momentos de escolhas difíceis para chegar até aqui, vontade e dedicação em entender nossa própria evolução. O passado é deixado para trás e está transformação se inicia de dentro para fora, resultando na mudança da mente e modo de vida para compreender e viver os planos de Deus. "Fui crucificado com Cristo, assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim, pois não faço o bem que quero, mas justamente o mal que não quero fazer é que eu faço. Mas, se faço o que não quero, já não sou eu quem faz isso, mas o pecado que vive em mim é que faz". Essas são passagens bíblicas que fala sobre uma profunda transformação espiritual. E para reforçar essa transformação de uma nova vida em Cristo, temos a passagem em 2 Coríntios 5:17 que menciona - "Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas antigas passaram-se; eis que tudo se fez novo." E como dizia Martin Luther King: "Eu não sou quem eu gostaria de ser; eu não sou quem eu poderia ser, ainda, eu não sou quem eu deveria ser. Mas graças a Deus eu não sou mais quem eu era!
Eu me reinvento no teu abismo profano,
onde o risco é convite e o pecado e bondade.
É no teu caos escandaloso que descubro a alegria
de te querer sem censura, sem defesa, sem pudor.
Teu olhar é incêndio indomável:
devora minhas certezas,
acende delírios que eu nem sabia guardar.
Mulher devastadora,
és fúria e abrigo,
tempestade que rasga e calmaria que permanece.
Teu amor é veneno doce,
embriaga sem pedir licença,
um feitiço lúcido que eu escolho não quebrar.
Teu corpo, território proibido,
transforma cada toque em revolução,
cada beijo em promessa que desafia o tempo.
E quando me entrego a ti,
não sou apenas homem —
sou excesso, sou vertigem,
sou universo em expansão,
desejo livre,
sem limites, sem volta, sem arrependimento.
Eu odeio
Eu me Odeio
Odeio as pessoas
Odeio a burocracia
Odeio ter que estar no meio disso tudo
Eu Odeio meu cabelo
Odeio meu corpo
Odeio minha mente limitada
Odeio meu sapato que faz barulho quando eu piso
Eu Odeio propagandas
Odeio anúncios
Odeio que me desperte algum interesse
Odeio que me façam ver isso tudo
Eu Odeio a comida
Odeio ter que comer pra viver
Odeio os doces
E Odeio que eles sejam tão gostosos
Eu Odeio a vida
Odeio o sol
Odeio a chuva
Odeio a terra que suja minha calça
Eu odeio meu trabalho
Odeio ajudar pessoas ingratas
Odeio ter que fazer tudo isso pra ganhar dinheiro
E odeio nunca ter dinheiro pra pagar as contas
Eu odeio meu descontrole
Odeio minha irresponsabilidade
Odeio minha compulsividade
E odeio quando a vida joga isso na minha cara.
Eu Odeio tudo
Odeio todos
Odeio odiar tanto assim
E me Odeio ainda mais por isso.
Hoje você se vai, finalmente eu diria
Sem imaginar a falta que faria
Sem ao menos saber o quanto doía
Ver sua despedida
Vá feliz e sem remorço
Sei que por mim fez muito esforço
Tentou, tentou e não suportou
Até que a mente exausta te calou
Eternamente teras meu coração
Mesmo que so ocupes um canto na escuridão
Autotitulado “Minha verdadeira paixão”
Ou melhor “Dona do meu coração”
Espero te ver sorrir
E lembrar o quanto doeu te ver partir
Mas lembrando que amar é deixar ir
Sem nem mesmo impedir
Nunca aceite menos que eu te dei
Não aceite menos que eu te tratei
Dessa vez nao posso voltar a te procurar
Pois jamais conseguirei te reencontrar
Agora sigo minha vida
Sabendo da sua existência e lembrando da partida
Meu sonho um dia vou realizar
E uma carta escreverei para te contar
Há um silêncio entre as horas que só o teu nome sabe preencher; nele eu deposito todas as palavras que o medo não deixou nascer. Teu riso é mapa e abrigo, e eu me perco feliz nas curvas suaves do teu olhar, onde encontro a promessa de um dia inteiro de paz. Cada gesto teu acende um farol dentro de mim, e eu navego, sem pressa, guiado por essa luz que é só tua.
És amada pelo meu amor com a força das marés que não se explicam, apenas obedecem ao chamado da lua. Amo-te como quem guarda um segredo sagrado: com reverência, com ternura, com a certeza de que o mundo inteiro cabe num suspiro teu. Quando penso em nós, vejo um jardim que floresce mesmo nas noites mais frias, porque teu afeto é sol que não se apaga.
Quero ser o lugar onde repousas quando o cansaço pesa, a voz que te lembra que és inteira e preciosa, o abraço que traduz em silêncio tudo o que as palavras tentam dizer. Prometo cultivar teus sonhos como quem rega uma planta rara: com cuidado, paciência e alegria. E se algum dia a dúvida vier, lembra-te deste verso simples: meu amor te escolhe, hoje e sempre.
Fica comigo nas pequenas coisas — no café da manhã, nas músicas que dançam pela casa, nas conversas que viram madrugada. Fica comigo nas grandes promessas também, porque o que sinto por ti não é fogo de passagem, é lenha que aquece e constrói lar. Te amar é aprender a ser melhor a cada dia, é descobrir que a vida tem mais cor quando és parte dela.
Eu só to mal.
Será simples?
Será saudade?
Será chatice?
Parece tantos motivos para me fazerem querer desabar, mas ao mesmo tempo, só um em específico.
Eu me sinto frustrado.
Eu me sinto insuficiente.
Eu me acho sem graça.
Eu me acho desinteressante.
Eu só queria conversar mais.
Eu só queria que gostassem mais de mim.
Queria ser uma bom filho.
Um bom amigo.
Um bom abraço.
Uma boa conversa.
São tantas coisas, tantas micros histórias. É uma de 3 anos, é outra de meses, e em nenhuma, eu abandono o papel de figurante, de parede.
Eu nunca pensei que me importaria de fato em ser o preferido, mas eu me importo muito. Não é que era cansativo, eu só tinha medo de desagradar, de me verem demais e perceberem que eu nem sou tudo aquilo.
Nada funciona. Eu edito minhas fotos, eu sorrio até pro vento, rio de piadas sem graças, do atenção a banalidades, estou ali, mas nunca sou eu! Ninguém me percebe completamente.
Eu nem sei mais o que falar.
Querida
Pra que quer achar culpado
Não temos culpa querida
Você não conseguia gostar
Eu ficava com minhas cartas
Minhas flores
E meu amor a deriva
Enquanto você se ausentava
Rezando pra que eu te vangloriasse
Ilusório
Não posso
Não sou seu brinquedo
Me desculpa querida
Estou indo
E joguei as cartas, as flores
E chocolates no lixo
Espero que entenda.
Jean César
Eu não quero que você vá embora.
A gente fica se perguntando o que tá acontecendo e como vai findar tudo isso, e acho que eu já sei responder.
Pouco difícil falar, mas você me ensinou que e bom expor o que se pensa, né?
A gente gosta da companhia um do outro. Isso faz bem.
Um dia após outro até que vira um sentimento maior, sem explicação.
Desses que nos tira o sono na madrugada.
Desses que nos faz sonhar, querer estar perto. Perto sempre, bem mais do que já estamos.
Perto como ficam nossos corações quando nos abraçamos.
Eu cresci ouvindo que querer não é poder e ontem a noite ouvi novamente.
Ouvi de você.
O certo é a gente se afastar agora, né?
Mas será que é certo abafar essa vontade, sufocar ela e fingir que não existe?
Eu não quero que você vá embora.
Mas é inevitável né?
Daqui um mês você vai e o que hoje é vontade vai dar lugar pra saudade, que por sua vez é mais complicada ainda.
Porque enquanto é vontade dá pra resolver, dá pra estar perto ou ficar junto, basta querer.
E a saudade machuca, complica. Porque envolve a distância e a distância costuma atar as mãos.
Eu não quero que você vá embora.
Porque não quero que a saudade more aqui do lado. Ela não vai cantar altas horas da noite pra me fazer dormir.
Você canta e isso nunca me incomodou.
A saudade não vai sorrir vez ou outra quando passar por mim.
Vai fazer companhia, mas não será agradável como a sua.
Ela nem pode massagear minhas mãos.
E quando ela me abraçar, vai doer.
A saudade não vai nem passar a senha do wi fi. Tá vendo que chata que ela é?
Mas é inevitável e como diz Matheus e Kauan: "Já não me alcançam as palavras não, pra lhe explicar o que eu sinto e tudo que você está causando em mim".
Parece que não tem nada que eu possa fazer pra você ficar, né?
Mas deixa eu aproveitar o tempo que me resta?
Me faz companhia? Pelo menos pra eu ter saudade de algo que foi bom, que existiu e aconteceu aqui, entre eu e você.
Imagina a gente carregar dois sentimentos feito o arrependimento e a saudade por tanto tempo. Anos talvez.
Hoje eu posso responder as perguntas difíceis que surgem quando estamos juntos, daqui alguns anos talvez eu não possa mais.
Eu não quero que você vá embora, mas se você for, cante por lá. E se os vizinhos reclamarem, cante mais alto ainda, como se eu pudesse escutar. Eu vou lembrar de você toda vez que aquela música tocar.
Eu só não consigo entender porque é que deixei todo esse tempo passar, se você esteve aqui do lado por um ano e só agora que vai embora que eu fui notar.
Não vai embora não.
Fica aqui comigo, me abraça e deixa eu ficar pedindo pra que fique.
Porque o tempo tá passando e é impossível não pensar nisso.
Quando você tá comigo o tempo parece que para. E agora eu não sei mais o que dizer.
Mas me abraça, que com certeza meu coração vai saber.
⸻
Eu acordo tranquilo a cada dia que passa, de ter a responsabilidade de dar continuidade em minha vida profissional e pessoal. Sempre com meus princípios e doutrina. Sigo caminhando em linhas tortas, porém sabendo me equilibrar e me esforçando para manter meu caráter até pegar o caminho certo.
Fui buscar a resposta em mim
Mas quando falo comigo
Eu sou silêncio
Me calo ...
Não me acho e não me busco
Sou negação de mim mesmo
Buscando no fundo da taça
Alguma palavra
Talvez ...
Oração
Creio num Deus mas humano
Do que os humanos ...
Um Deus puro e vivo
Mas, também, mudo
Agindo como eu
em silêncio
Sem frases longas ou perguntas
Somente agindo
Muitas vezes meu Deus
Senta comigo na areia da praia
Ou vai do meu lado até o trabalho
Observa minha refeição
E bebe comigo
Sempre em silêncio
Ela não liga para nada
E me ensinou a ser assim
Amo muito meu Deus
Como ele me ama
E nele confio
Continuamos em silêncio
Mas vivendo juntos
Gosto de ouvir suas palavras
Você fala e fala
Com tanta sabedoria ...
Que, ainda assim, me mantém em silêncio
Eu te amo mais
Te observo ...
Em desejo sempre mas mudo
Troco todas as palavras
Para te ter na minha vida
A suíte
A casa era grande.
Grande demais para o que eu sentia, talvez. Ainda assim, deixei a luz acesa. Não por alguém, mas porque apagar seria admitir o escuro. E eu ainda confundia claridade com salvação.
Houve um tempo em que acreditei que abrir era virtude. Que permitir era sinal de força. Hoje sei que abertura demais também cansa. Também fere. Também confunde.
O quarto ficava ao fundo. Sempre fica. Não por mistério, mas por necessidade. O íntimo não gosta de ser primeiro. Gosta de ser alcançado. Chegaram sem chegar. Entraram sem perceber que não se entra assim.
O cuidado morreu sem alarde. O medo continuou. No chão, marcas. Não sei dizer de quem. Sei que eram muitas. Sei que eram minhas também.
Deixei ficar porque era confortável. E porque havia em mim uma fome antiga de partilha. Achei que emoção se ensinava pela convivência. Errei. Emoção não se aprende por uso. Emoção é nascimento ou é ausência.
As sandálias vieram da rua. Trouxeram o mundo para dentro do lugar onde eu me limpava. Algo em mim percebeu, mas tarde. Sempre tarde. Retirei a sandália com um gesto simples. Às vezes, a lucidez não faz barulho.
Arrastei coisas que não eram minhas. Não por amor, mas por cansaço. Quando a força vira rotina, a gente chama de vida o que já é peso. E segue.
Eu morava no silêncio. Não como quem se isola, mas como quem respira. A pressa não me alcançava ali. A casa era grande demais e, talvez por isso, eu tenha achado que precisava ser ocupada.
Quem entrou espalhou-se. Confundiu abrigo com posse. Deitou onde eu sonhava. Comeu do que eu guardava. Aos poucos, fui ficando estrangeira daquilo que era meu. É estranho perceber isso. Mais estranho ainda aceitar.
Bebi da água errada. Não por ignorância, mas por sede. A sede explica muita coisa. O lar, então, deixou de ser lugar e passou a ser pergunta. Fechei portas por dentro. Pela primeira vez, não quis olhar.
Os nomes vinham como vento. Ficavam. Ocupavam. Não pediam. Usavam. Tudo era palco de um movimento que eu não dirigia mais. E não era destruição. Era desgaste. O que se perde devagar dói diferente.
Até que a noite cansou. Ou eu cansei da noite. Não sei bem.
Retirei a sandália. Abri a porta. Não para receber. Para deixar ir. A saída aconteceu sem drama. O que precisava passar, passou.
Voltei à cama. Sentei. Respirei. Há momentos em que respirar é uma decisão.
Ainda moro na bagunça. Porque reconstruir não é limpar, é sustentar o vazio enquanto ele se organiza. A porta de entrada permanece fechada. Não por medo.
Por atenção.
Por mim.
Eu te vejo no sol do meio dia
Brilhante e forte, cheia de alegria
Eu te ouço sempre que a chuva cai
Entra pelos ouvidos e do pensamento não sai
Eu cheiro teu perfume nas flores de jasmim
E em oração peço pra Deus "traga ela pra mim"
Eu te reconheço das páginas de um livro antigo
É perfeita, singular. Materialização do perigo (...)
MADRUGADA DE SOLIDÃO
Já é madrugada e eu, sozinho, rolando na cama, sem o teu amor. As horas passam e você não vem matar a minha solidão. Sem você do meu lado, eu não sou ninguém. Para de pirraça e vem me amar. Também vem matar essa saudade que invade o seu peito. Vem me amar também. Sem você, eu não sou ninguém. Vem ser feliz e me fazer feliz tambem.
