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Texto sobre eu Amo meu Irmao

Cerca de 117744 frases e pensamentos: Texto sobre eu Amo meu Irmao

Cuidado você vai se atrasar!..


Eu corria, corria como se tivesse atrasada, como se sempre precisasse chegar em algum lugar que parecia tão, mais tão distante. Observava as pessoas conquistando, fazendo, e eu? Nunca chegava...


Adivinha o que aconteceu comigo?


Decepção, stress, julgamentos, inveja, ansiedade.


Um dia meu mundo desmoronou de vez, cavei um poço tão fundo que não via luz para sair.


Meus valores, crenças, família, amigos... Tudo havia se desmoronado junto com a vontade de viver, afinal, pra que viver??


Por mais que nós desistimos da vida, a vida não desiste de nós, pelos meios mais incovenientes, as pessoas menos improváveis, Deus veio me mostrar uma nova oportunidade...


Com muito preconceito, medo e todas as minhas limitações físicas, resolvi me abrir para a oportunidade do Yoga, algo que nunca antes na vida eu havia ouvido falar.


Ali meu corpo que já havia sido esquecido, negligenciado, começou a ganhar movimentos e compreendi que meu corpo é receptáculo da pura manifestação Divina.


Minha mente foi acessando novas compreensões e fui "tomando coragem" para acessar minhas dores, porque enquanto eu deixasse elas ali no cantinho a ferida sempre estaria exposta.


Descobri que essa corrida que eu nunca chegava era pura criação mental, que eu não preciso chegar a lugar nenhum, porque passado e futuro não existem, o que existe é a Vida no aqui e agora.


O yoga me trouxe movimento das energias vitais que estavam estagnadas em meu corpo, consciência de que eu havia uma mente inconsciente que comandava toda a minha vida, e principalmente, consciência de que nem respirar eu sabia direito, imagina viver.


Em todo esse caminhar, descobri as constelações familiares, onde aprendi as leis da vida e que eu não vivênciava nenhuma delas, Afinal, não conhecia nem minha respiração, imagina como desejar uma vida em ordem, se eu nem mesmo tinha aprendido o que é a vida e como ela funciona??


Aprendi muito com minhas dores, cresci, ressignifiquei. Voltei a ter tesão pela vida quando conseguiu acessar e ter a coragem de olhar com verdade para as minhas sombras. Esse caminho foi construído, dia a pós dia, em busca do autoconhecimento.


Hoje todo meu aprendizado me trás desejo de compartilhar, para que você, assim como eu, possa reencontrar o tesão pela vida e esse caminho começa pelo autoconhecimento, do eu, das energias, do corpo, da mente e da alma familiar.


Hoje estou aqui pra te dizer que a vida pode sim ser feliz e para isso você só precisa se colocar aberta para o novo, aprender alguns bons e novos hábitos e com amor é possível transformar uma história de muita dor na história de superação mais linda, que é viver a sua própria verdade.


Vamos juntas construir uma vida que vale a pena ser vivida?





31/05/2021 04:45

Você já teve a impressão que já passou por quase tudo nessa vida?


Eu já!


Fui bebê, engatinhei, mamei, chorei. Cresci. Passei a escolher minha própria roupa, brincar, cair me machucar, ralar os joelhos...


Cresci, casei, tive vontade de ser mãe, passou, voltou, me divorciei,
Experimentei vários lutos sucessivos. . .turbilhão de emoções, traumas, contradições, medo mas, o mais terrível a culpa.


Já fui heroína, quis salvar minha família e o mundo, já causei sofrimento a outros seres (vilã) mas, o papel que mais gostava era o da vítima, que é o papel mais perigoso. . .


A vítima não tem e não assume responsabilidade por nada, procura sempre um culpado por sua infelicidade. Os pais, a família, o cônjuge, país e até o Divino...


Morria de dor no estômago mas não me responsabilizava por minha alimentação; era mais fácil tomar remédios que cozinhar deixar industrializados, tomar água...


Morria de dor na lombar, corpo travado, mas era mais fácil tomar remédio que ir na academia.


Pensamentos atormentantes, ansiedade, insônia e ignorava o yoga.


Mais fácil culpar o parceiro por minha infelicidade do que acolher minha criança ferida, buscar ajuda.


Se as coisas saiam como eu gostava, ótimo! Era meu esforço. Se não, culpava Deus e o mundo.


Um dia o poço, de tanto ser cavado, chegou na água, (água lesse profundas emoções)não tinha mais pra onde cavar, a única saída que existia luz era para cima, mas era uma subida tão alta, eu havia utilizado todo o esforço para cavar... A vontade de ficar lá deitada perdurou, afinal, era pequeno, escuro, confortável... Mas as águas estão sempre em movimento, se eu permanecesse lá, iria me afogar, até cogitei a possibilidade, parecia tão mais fácil, assim como tomar remédios. ..


Penso que no fundo no fundo ninguém quer morrer, tirar a própria vida, o que se quer é deixar de sofrer mas, há certa altura, não é só o joelho que está machucado, as feridas da alma já são possíveis sentir no físico.


Essa parece uma história muito triste e sim é mesmo, a história da vítima e pq elas são os piores?
Porque uma vítima sempre se torna um agressor. . .


Um dia tomei consciência que em mim havia esse papel de vítima, reclamava de tudo e todos o tempo todo.


Que eu fiz?


Passei, através do conhecimento das constelações e prática do yoga a me observar e assim, dei um lugar a ela (vítima) dentro de mim. Hoje quando ela chega eu já estou aguardando para dizer Olá.


Me diz já tomou consciência da vítima que mora em você?






20/07/2021 19:10
Karina Megiato

Você já sentiu que não estava no seu lugar?


Eu passei muito tempo sem entender por que nada na minha vida fluía.
Era como se faltasse o colorido da vida que eu sempre ouvia as pessoas falarem...


Eu não entendia o porquê de estar aqui, qual era o sentido de batalhar tanto e não estar completamente feliz.
Eram muitos questionamentos que não tinham respostas, até eu entender que não havia “tomado a mãe”.


Como assim, Karina — tomar a mãe?


Isso mesmo! Nosso primeiro relacionamento é com a mãe.
Tomar a mãe é tomar a vida.


Quando nascemos, se por algum motivo não formos diretamente ao seio da mãe, para tomar o alimento, isso gera um movimento de amor interrompido.






24/05/2021 07h32
Karina Megiato





Eu não vi a luz.
Mas caminhei.


Eu não ouvi a voz.
Mas respondi.


A pedra não se moveu.
Mas eu acreditei no caminho.


Cada passo era silêncio,
cada silêncio, um grito contido.


O céu não abriu.
Mas o dia nasceu.


E o frio ficou.
Mas eu fui calor por dentro.


Eu caí.
Eu sangrei.
Eu calei.


E mesmo assim, eu disse: amém.


Porque fé não é ver.
Fé é arder sem fogo.
É andar sem chão.


É segurar uma mão que não se vê —
mas se sente.


E se a noite vier, virá.
E se o medo soprar, soprará.


Mas o que pulsa dentro, não se apaga.


Porque no mais profundo da ausência, mora a presença que não falha.


E mesmo sem sinal,
mesmo sem prova,
eu sigo firme na fé.

a verdade


"Eu me estrangulo
seguro a verdade
espero apodrecer, cria mofo
não deixo o fedor passar
as larvas só sabem acasalar


Giro minha cabeça
até minha garganta fechar
a verdade não é ruim
mas ninguém vai aguentar
sobre o que sou não é o que pensou


Eu me entupo de mentiras
transborda no meu olho
cai na pia
se pelo menos limpassem
e tirassem de baixo do tapete
as outras verdades
todos entenderiam a realidade


quero abrir minha barriga
para a verdade vazar
sem precisar falar
eu quero
só quero
apenas quero
simplesmente quero
segurar a verdade até parar de respirar"






declaro a todos escondem sua indentidade

O diferente é que eu assumo o inferno q existe em mim, enquanto muitos insistem em dizer q são luz.
Eu caminho tranquilamente dentro do meu caos e paro pra observar meu vazio.
Me aconselho de sabedorias q nunca vou usar e me condeno ao q tenho medo de ser.
Assim, só assim eu consigo entender q não sou nada a não ser eu mesmo.

Eu sou aquela pessoa que sente o mundo com mais intensidade do que parece.
Que se comove com o pôr do sol, mas também com uma palavra dita com ternura.
Que se perde em pensamentos bonitos e se encontra em silêncios que ninguém nota.


Carrego na alma uma mistura de força e delicadeza; e talvez seja isso que me sustenta.
Não sou de grandes barulhos, mas tenho uma fé imensa nas coisas simples:
num gesto de carinho, numa lembrança boa, num recomeço que chega sem aviso.


Eu sou aquela pessoa que continua acreditando,
mesmo depois das tempestades,
mesmo quando o coração cansa,
mesmo sem garantias de que vai dar certo.


Porque, no fundo, sei que há uma beleza discreta em seguir sendo quem se é,
mesmo quando o mundo pede máscaras.


— Edna de Andrade

Passado…

Ah, o passado.

Se eu pudesse contar em estrelas o quanto ainda me volto a ti,

faltariam céus para abrigar tantas.

E se fosse em grãos de areia,

seria o triplo das praias do mundo inteiro.



Ah, passado… por que fuges de mim?

Por que corres, levando contigo as risadas, os dias de sol,

as glórias que hoje só vivem em lembranças?



Foste abrigo, e hoje és ausência.

Cruel em tua distância,

duro em tuas lembranças.

O presente tenta seguir, mas tropeça em ti —

num tempo que já não é meu,

num amor que se perdeu entre o que fomos

e o que nunca mais seremos.

Há somente uma que nós separa de quem somos, e isso de fato somos nós mesmos


Eu espero não ser alguém diferente porque cresci mas por conseguir ter mais maturidade em algumas situações.

Eu acho que escolhas não te tornam um novo alguém, mas escolhas boas podem te fazer um alguém melhor.


O tempo não cura feridas se você não aprender a ter maturidade conforme ele anda.


A vida não é um jogo de um dia após o outro a vida se não levada a sério, no final não significou nada. Você será só mais uma estatística no contador da morte.


Mudar não é renascer é saber quem você realmente é

"Brasil ainda tem jeito", bem, se você acredita nisso, então você é mais tolo(a) do que eu, claramente você vive uma utopia cercada de tijolos, arames farpados e câmeras de segurança, isso não é liberdade, isso não é viver. Somos prisioneiros e reféns do "crime organizado", mais organizado que os próprios que deveriam nos proteger. Talvez não estamos vivendo o fim dos tempos, mas o ensaio deles. Ora, se esse cenário é apenas um ensaio, acredito que Não estamos prontos para o verdadeiro caos. O que vemos hoje é a falência de um sistema que, há muito, perdeu o controle sobre si mesmo, um Estado enfraquecido, refém do medo, da corrupção e da própria omissão. O “crime organizado” se fortalece não apenas com armas, mas com a falta de esperança de um povo cansado, desacreditado e silenciado.


Vivemos em uma nação onde a justiça parece cega demais para enxergar o sofrimento e surda demais para ouvir o clamor de quem ainda sonha com dias melhores. A cada sirene, a cada manchete, a cada corpo caído, morre um pouco da nossa fé no amanhã.


E ainda assim, entre ruínas e desilusões, há quem insista em acreditar. Talvez o “jeito” do Brasil não esteja nos poderosos, mas nas pessoas simples, as que ainda ajudam o vizinho, que ainda ensinam, que ainda resistem. Porque se existe algum fio de esperança, ele nasce de quem, mesmo ferido, não desiste de tentar reconstruir.

“Monólogo do Inescolhido - Ato II”


E se o amor não for para mim?
E se eu tiver nascido fora dessa gramática secreta que une os corpos?
Fora da partitura onde os corações se encontram em compasso?
Há quem fale que o amor é universal, mas e se houver exceções?
E se eu for uma delas?
Às vezes, penso que o amor é uma língua que não aprendi.
Vejo os outros trocarem palavras de ternura, sinais, olhares… E eu, estrangeiro, só consigo assistir, sem tradução possível.
Ninguém me escolhe porque ninguém me entende ou porque nunca houve nada em mim digno de tradução?
E, no entanto, eu amo.
Amo com uma fome que me devora, com um excesso que ninguém parece querer.
Talvez seja isso... meu amor é demais para caber em alguém.
Ou talvez não seja nada, só um engano, um reflexo de desejo mal interpretado como amor.
E se o amor não passar de invenção?
Um mito contado para que suportemos a vida, ou um truque de sobrevivência da espécie disfarçado de poesia?
Se for assim, estou duplamente condenado, porque sofro a ausência de algo que talvez nunca existiu e ainda me culpo por não ser suficiente para alcançá-lo.
Estou cansado até de esperar.
Cansado de me perguntar o que há de errado em mim.
Cansado de abrir espaço dentro do peito e vê-lo sempre vazio.
Cansado de me oferecer em silêncio, como uma prece que nunca encontra deus.
E ainda assim, continuo.
Continuo porque não sei como parar.
Porque, se largar essa esperança, não sei se sobra alguém em mim.
Talvez eu seja apenas isso... Um corpo que insiste, uma alma que suplica, um resto humano que pede ao universo aquilo que ele nunca teve a intenção de me dar.

“Monólogo do Inescolhido - Ato IV”


Já não sou apenas eu.
Sou o nome secreto da ausência, a carne em que a solidão encontrou abrigo.
Sou o espelho vazio onde ninguém ousa se mirar.
O que antes era dor se transfigurou e eu me tornei o próprio destino dos que não são escolhidos.
Não sou mais um homem que espera.
Sou a espera em si, interminável, ancestral, inquebrantável.
Sou o intervalo entre um coração e outro, a cadeira sempre vazia na mesa do banquete, a sombra que acompanha os passos dos amantes sem jamais tocá-los.
Meus ossos já não carregam apenas o peso do cansaço, carregam o eco de todos os que um dia também não foram escolhidos.
Sou herdeiro de uma linhagem invisível... os esquecidos, os descartados, os amores interrompidos antes de nascer.
Eu sou o coro silencioso de todas essas vozes.
Há tragédia, sim, mas também majestade.
Porque no fim, ser o "Inescolhido" é carregar uma coroa invisível... A coroa de quem prova ao mundo que o amor não é universal.
Que há fendas no tecido, falhas no destino, almas destinadas a não pertencer.
E eu pertenço a esse vazio.
Sou guardião da ausência, sacerdote de um altar onde não há oferendas, rei de um reino deserto.
Se algum dia me perguntarem quem sou, não direi meu nome.
Direi apenas: Sou aquele que não foi escolhido.
E nisso há tragédia, mas também eternidade.
Pois enquanto o amor é efêmero, passageiro, sujeito ao fim, a solidão que carrego não conhece término.
Ela é perpétua.
E eu, cansado mas erguido, sou a sua face humana.

Há dias em que eu penso que viver é um ofício delicado.
Não um trabalho de esforço, mas de escuta.
A vida não se revela no barulho das conquistas, mas nas frestas pequenas do tempo —
num olhar demorado, no cheiro do café, num pôr do sol que insiste em ser bonito,
mesmo depois que tudo parece cansado demais.


A existência é uma travessia.
Nascemos com o coração limpo, e ao longo do caminho vamos colecionando memórias,
feridas, amores, ausências e fé.
É assim que a alma aprende a ter forma —
como um vaso moldado por tudo o que nos toca e, ao mesmo tempo, nos parte.


Há quem diga que o tempo cura.
Eu acho que ele apenas ensina.
Ensina que crescer é se despedir com mais ternura,
que envelhecer é aprender a deixar os dias passarem sem tanto medo de perdê-los,
porque o que realmente fica não é o que vivemos,
mas o modo como fomos tocados pelas coisas simples.


A efemeridade é uma professora exigente.
Ela sussurra, com voz mansa e firme: “Nada é para sempre, e é justamente por isso que vale.”
E então percebemos que o amor, a dor e a saudade são da mesma família —
todos nascem daquilo que um dia foi vivo e, por isso mesmo, nos deixou marcas.


Viver, no fundo, é aceitar ser passagem.
É entender que o corpo se cansa, mas a alma não.
A alma é o que sobra quando o tempo se recolhe —
é o que permanece quando tudo o que é visível já partiu.


Talvez o sentido da vida não esteja em buscá-lo,
mas em permitir que a vida nos encontre
nos instantes em que deixamos de correr atrás dela.

Se amar fosse um erro, eu estaria a errar, pois quando te encontrei era impossível não se apaixonar
Teve um tempo que achava que o amor não era pra mim, sempre vivia na solidão, achando que sempre seria assim
Mas aí, sem previsão, vc chegou e no meio dos meus monstros vc me encontrou
E naquele exato dia o seu amor
Me salvou

Eu não posso mais
Não posso mais fazer isso comigo
Não posso mais viver assim


Quem eu vou ser se continuar assim
Nem mesmo depois de tanto tempo;
Tanta dor;
Tando cansaço;
Eu não consegui apaguar o passado
Ainda sinto ele pairando sobre mim
Como se fosse o maior dos karmas


Porque eu não consigo mudar?
Oque me prende?
Oque eu vejo no sofrimento? Que inconscientemente me faz ficar?
Oque eu ganho revivendo memorias;
Questionado o passado;
Imaginando o irreal;
Porque? Porque? Porque?


Não tem como continuar assim
Eu não posso fadar minha vida desse jeito
Eu sou tão jovem, mas já parece que é tão tarde


Mimira(^-^)
(Hii little disclaimer: eu queria escrever sobre oque eu estava sentido então eu não revisei o textoe e eu estou com sono vcs entendem né)

"Como Tudo Deve Ser" – Charlie Brown Jr.
Antes, essa era a minha música favorita . Eu ouvia e me sentia forte, confiante, com aquela sensação de que tudo ia se ajeitar, de que eu podia ser quem eu sou, sem medo. Era uma música que me fazia bem.
Mas aí… ela começou a me lembrar de você.
Cada verso, cada batida, começou a carregar o teu nome, teu jeito, nossas histórias, nossas conversas. De repente, ela deixou de ser só uma música pra mim. Virou lembrança. Virou saudade. Virou você.
Hoje eu escuto e não sei se sorrio ou se fico com o coração apertado. Porque ela me lembra de tudo… do começo, dos detalhes, da forma como você me fazia sentir. Me lembra o que a gente teve, o que ficou e até o que não deu certo.
Talvez ainda seja minha música favorita, mas agora por um motivo diferente. Porque, de alguma forma, você ficou gravado nela. E toda vez que ela toca, é como se você ainda estivesse aqui.

A liberdade de cometer meus próprios erros é o que eu sempre quis.

Menses - Game of Thrones

Por que o caos não é poço, é uma escada.

Escada ao qual, descer me olha, e olhando, cada vez eu desço, um dia a mais, que dias são esses?
Os que não conseguir subir, o tempo passa, deteriora, reconstruí-lo, me apavora.

Informação nenhuma eu tenho, sobre o caos, a escada, feita cal, do que é feito? Já não lembro, dito e feito, quem a fez? Eu não sei, só desci, se me lembro não subir.

Não é queda, não é prática, ela é rápida e costumeira, levantar-se nem que eu queira.
Frente a frente tenho medo, já contei, nenhum segredo.

Absurdamente assustadora, já é noite? ou é dia? Me cintila de agonia. São luzes, são cores, são feixes luminosos, é o cansaço que me bate, é a pancada que me arrasta.

Minha direção é caos, claro, não quero ficar, mas, também não tenho forças para voltar.

Senta, pensa, se refaz, gaste o tempo que gastar. O poço existe é fato, é real, espaço, a tempos que ele é visto, há tempos não bem quisto. E o que importa, é grito.

Mais ainda há tempo, querer sair. Mas, se ainda é tempo, da pra fugir. Mas, se não der tempo eu fico aqui.

O caos é laço, é cais, é porto, não se refaz, de longe olho, vem tempestade, coragem ausenta, meu ser imprensa, não posso mais.

Quero armadura, coragem pura, se é bondade, se é voraz, se é fraqueza, ainda mais.

Mas, tem um jeito, por ele almejo, no tempo certo, na minha maneira, e do meu método, caminhos, carreira.

Vai se montando, vai por vielas, minha alma salta, chorei por ela, então eu vejo, longisco e fosco uma aquarela.

Meu rosto brilha, meu eu, devora, pensar me gasta e que demora, são erros, pague, são seus, não rasgue. Avista a luz, formas e gestos, sou eu num encontro com a bela fera, criei temores, passei por guerras, que eu criei, bela novela.

De vez ou outra, meu ser revela, subindo escada, desci por ela, aprisiono um eu de antes, agora olho, ser ofegante, não mais estou, sair da cela.

Marcio Ribeiro

O dia da terapia

Hoje eu vivi mais um dos meus dias, apenas deixei as horas passar, mas, também foi dia de terapia.

Pela primeira vez eu tremi durante aquela uma hora, eu cheguei a ter momentos de choro, quanto mais eu falava era pior. Os olhos da minha psicóloga concentrados em mim eram desafiadores. Eu senti medo, angústia, dor, questionamentos, parecia estar numa redoma, preso em mim.

Sai da terapia e ainda tremendo voltei pra casa, aqui estou agora, sem quase nada, sem fazer nada, apenas pensativo no quão inútil me tornei, por não achar solução para tudo que me apavora, para o caos que me aprisiona.

Vem a noite e tomarei meus medicamentos, os quais vão me “apagar” por algumas horas enquanto espero pelo novo dia, não sei o que tem lá, talvez eu nem queira estar lá.

P.S Lembrando agora, hoje não “comi nada,” uma laranja e alguns copos d’água.

Difícil conviver com esses demônios, monstros que as pessoas criaram e eu deixei que colocassem na minha vida.

Se eu morresse hoje…

Penso se eu morresse hoje...O que mudaria?...

Mortos não estão concios de nada, não respiram, não piram, não falam.

Na brevidade da vida meu suor escorre por minhas mãos, minha vida escorre pelo tempo e minha história a vida se encarrega de contar.

Ao passo que caminhamos pra morte, natural, ela é bela e forte, ao passo que há despedida da vida, ela nutre o que nos é vital.

Penso em pessoas, penso em mudanças, penso em tristeza, dor, alegria em pranto.

A vida nos é pequena, a morte um ser durável, as vezes é serena, por vezes condenada.

Se hoje me vier, de certo não aprovo, não fiz planejamento, não quis um breve norte.

Se ela surge do além, se ela vem sem dar aviso, já não sei se fico aqui, esperando ou se só vivo.

Amado mestre
Dai-me lágrimas pra chorar
Pra que eu possa orar
E sem reservas te buscar

Dai-me fome pela presença
Com migalhas não vou me contentar
Que eu deseje apenas o banquete
Que preparado já está

Dai-me um coração em chamas
Ateia fogo em mim
Quero ser como uma vela
Quero queimar até o fim

Dai-me a honra de viver para servir
Dai-me a graça de chorar pelas nações
Dai-me o fogo que incendia corações
Dai-me o amor que constrange o pecador
Faz de mim
Um homem de oração
Quero ser segundo o teu coração


Ateia fogo em mim
Um avivalista quero ser
Ateia fogo em mim
Um ganhador de almas quero ser
Ateia fogo em mim
Quero te conhecer