Texto sobre eu Amo meu Irmao
Não estou aqui para competir com ninguém.
Não preciso diminuir ninguém para que eu possa me elevar ou colocar o pé na frente de ninguém.
Não quero ser melhor que ninguém, apenas faço a minha parte da melhor forma que consigo.
Não estou preocupada se acham que ganhei ou que perdi.
Estou aqui para evoluir,
Só quero continuar sendo eu mesma.
Eu queria, com a delicadeza das madrugadas, tecer versos de celebração, um poema que fosse festa, um presente de palavras... Suave como vento em junho.
Queria vestir tua existência de flores escritas e acender no papel o brilho de um afeto imenso.
Mas já não posso.
O tempo, sempre tão hábil em roubar excessos, me ensinou a guardar o amor na gaveta do que passou.
Hoje, o que resta é a claridade sóbria da amizade, essa chama mais tranquila que não queima, apenas aquece e não pede mais rimas apaixonadas, apenas o silêncio respeitoso de quem sabe que há distâncias que se tornam permanentes e há corações que desaprendem a sonhar.
E assim, renuncio à poesia que te coroaria, não por falta de beleza em ti, mas porque em mim o amor já se dissolveu, virou memória sem vértice,
rio que correu e agora é mar distante.
Ainda assim, desejo, mesmo sem versos, que tua vida seja música e teus dias floresçam sem precisar do meu poema.
Pois amar e soltar, às vezes, é a maior poesia que consigo escrever.
Eu acho que devia chorar, fazer pingar um pouco desse mar que, com esse seu peso descortês, já empena meu andar.
Eu acho que devia me arriscar, sei lá, construir um novo caminho, doando, por fim, esse coração, sem esmero e emoção, a um outro homem de lata que, por qualquer que seja o motivo, deseje ainda amar.
Manuela
Numa tarde ensolarada, passaste uma garota na orla da praia, eu estava acompanhado, mas não pude deixar de nota-lá.
Sua camisa de longe minha atenção chamará. Ali vi uma oportunidade de criar uma ligação. Eu a elogiei e logo depois ela retornará.
A interação foi sucinta, exalou um jeito meigo e, ao mesmo tempo, distinta.
Manuelase chama ela, garota agradável, detém bons e curiosos gostos, marcante e admirável.
A vi uma só vez, na tarde ensolarada de algum mês.
Manuela se chama ela.
— de Lorenzo Almeida, para Manuela Marques.
CONQUISTA
E eu estou ainda por aqui.
Não desembarquei do envelope.
Viajo lentamente, enquanto observo quem me ultrapassa a galope.
E, entre um minuto e outro, já nem sei se eu estou viajando — ou se a viagem sou eu.
Onde estaria o que de fato criei, para chamar de meu?
Porque, a cada frame que passa, menos certeza tenho dessa ideia de conquista.
Não que eu seja perfeito: de defeitos, tenho uma lista.
Também nunca me faltou bravura — nem no ringue, nem na pista.
Eu não sei chegar sozinho; minha vista é altruísta.
E, ainda que só, eu quisesse chegar… seria uma mentira. Eu posso explicar.
Na verdade, eu nem sei se realmente saí.
Pois, ao me ver em busca de coisas novas,
parece que fiquei. E gostei.
Ou talvez eu fui e voltei. Não sei.
E essa é a minha maior alegria: não me completar.
Sim.
Se eu já tivesse chegado, talvez, o restante da minha viagem fosse a dor mais angustiante que teria.
Ao passo que tenho muitas. Algumas de longos dias. Mas todas bem administradas.
E o tempo — que para muitos é um tormento — se assustou em me encontrar viajando para dentro.
Foi a principal estação onde parei, fiz faxina, entrei em guerra e venci.
O meu maior inimigo: eu.
Depois de me reconciliar comigo,
fui apreciando o belo que em mim foi feito, mas que eu desaprovava.
E, admirado de meu estado de maturação interpretativa, tive certeza.
Depois tive dúvida.
Ainda deu tempo de sentir na pele a volta da minha humanidade.
Esta esteve endurecida.
Mas, a dádiva do servir a emudeceu —
para não julgar, para não comentar,
apenas para dirigir.
E eu, que achava que poderia chegar,
me vi levando outros de carona.
A viagem para dentro de mim,
ao invés de me dar um mapa,
me deu pessoas, responsabilidade, serviço, deontologia.
E um sentimento de complétude sem completar.
Mas eu, sobre mim?
Parece que não vai dar.
Pois, até aqui ou ali, não cheguei.
Na verdade, eu, de mim mesmo nunca cheguei —e, se estou em algum lugar,
tenho plena certeza de que fui sempre conduzido.
Sérgio Júnior
Vales
No vale tenho eu estado sempre! Sim no vale!A nível espiritual tenho me encontrado sempre no vale! O que é o vale? É estar dependente de Jesus sempre! É ter onsciência que sem ele, nada somos! Cada gesto, cada ação, cada caminhada, sempre dependente de Jesus! Nada eu faço sem Jesus Cristo. Em nada me glorifico.
Como o Apóstolo Paulo, é nas fraquezas que eu me glorifico! Sim tenho uma doença. Sempre fui portador dela; sempre fui perseguido por tudo e por todos; sempre fui sofredor de várias situações! A religião sempre me perseguiu! Todas elas me perseguiram! Fui perseguido na escola! Fui perseguido nos poucos empregos que passei! E Deus onde está ele?
É em todas estas fraquezas que Deus, está comigo! É precisamente nestes vales, que eu vejo a mão de Jesus Cristo comigo! É precisamente nestas situações várias, que ele me diz "Vê! Lembraste? Naquele dia em que eu também estava lá? Naquele dia em que eu vi o que te fizeram? Naquele dia em que ainda assim trouxeste o carro a conduzir, depois de tudo"?
E daquele dia em que alguém, tentou matar-te? E disto? E daquilo! Foi precisamente nestes vales, que Deus, esteve lá presente! Foi nos vales, não nas Montanhas! Sim que eu vi a mão de Deus! Ainda hoje aos 62 anos é assim! Até porque esta é a vida do cristão! Pelo menos é a minha!
HelderDuarte
ontem, um pensamento fulgaz me ocorreu
"eu não quero mais viver nesse mundo"
tão rápido quanto um piscar de olhos
quanto a velocidade da luz
e uma queda de energia repentina
de fundo, cinematograficamente
um céu azul com grandes nuvens
pessoas dormindo nas ruas, fumaça, grandes prédios
carros, uma praia ensolarada
lágrimas silenciosas
a sensação de ausência e o sentimento de vazio
hoje, pensei o mesmo
Eu nasci pra capoeira.
Eu nasci pra capoeira,
Ela para mim nasceu,
Mas a minha gratidão,
Vai para o mestre Tadeu.
No congresso de varões,
Foi que ele apresentou
o Grupo de capoeira,
que então mim conquistou.
Eu nasci pra capoeira,
Ela para mim nasceu,
Quem não ama a capoeira,
Não valoriza o que é seu.
Sou da Tribo de Judá,
Me alegro em dizer:
Tenho Cristo no coração,
E a capoeira é o meu lazer.
Quem não ama a capoeira,
Não sabe o que está perdendo,
Pois quem treina capoeira,
Cada vez mais vai aprendendo.
Capoeira não é luta,
É uma ginga genial,
Quem treina capoeira,
Entra em qualquer lugar,
De cabeça erguida e sem medo de apanhar, porque sempre estar.
Então, deixa eu ver se entendi:
--- "AJUDAR VOCÊ" significa "SER TROUXA" porque foi eu que perdi por dar/fazer as coisas pensando em você...
--- E "VOCÊ É FODA" porque foi você quem recebeu sem fazer força tudo que eu te dei/fiz, por amar e pensar em você... (!???)
--- Ahammm...
--- E quem de nós dois é o CRIMINOSO dessa história!???
Eu me esqueci de quem eu era
Os jogos da vida,
A roleta do eu,
Me fizeram flertar com a falta de identidade,
que já não existe mais dentro de mim.
O Eu que me possuia
Foi tomado,
Invadido,
Destruido.
E hoje já não consigo encontrar-me,
Já não sei por onde rever- me,
Submeto a subordinação,
De uma alma cansada,
Sobrecarregada,
Sem paixão.
Por que quem eu era,
Sorria com gosto,
Vibrava sem rosto.
Sentia a pele do amanhecer,
Nos olhares da escuridão.
E esse eu que já não conheço,
Que até desfalece,
Não encontro mais em mim.
Não acho por nada,
Não vejo num olhar,
Nem em lábios sedentos,
Do alvorecer voraz.
Eu me esqueci de quem eu era,
Porque nas curvas da vida
Abandonei-me.
Quando minha dor quer me prender, eu abro mão de senti-la como fim.
Escolho elevar o peso em resiliência, e sigo mesmo quebrado.
Fé me sustenta quando minhas forças se esgotam.
Propósito me empurra para além do que é visível.
Extraordinário não é não cair, é levantar pela missão.
Cada passo que dói se torna semente de futuro.
Sou só instrumento, mas instrumento forjado no fogo.
Purificação.
🌟 Transformar em Resiliência
Quando minha dor quer me prender, eu escolho sentir e também transformar.
Cada peso se torna impulso, e a queda se converte em resiliência.
Fé me eleva quando a força parece faltar.
Propósito me guia além do medo e da dúvida.
Transformar o ordinário em extraordinário é minha missão.
Cada passo que dói se torna ponte para o outro.
Sou só instrumento, mas instrumento que brilha na luta.
Purificação.
Não abaixo a cabeça para ninguém. A história é minha.
Eu levanto do chão, do caixão, do que tentaram me enterrar.
Cada queda que me jogaram é combustível para a minha força.
Quem torceu contra vai engolir o próprio espanto.
Não há pressa, não há dó, não há perdão — só a minha verdade.
Eu existo, eu comando, eu destruo qualquer expectativa que tentou me definir.
O mundo pode gritar, pode tentar esmagar, mas eu sigo vivo, imbatível, meu tranco ninguém segura.
— Purificação
Não abaixo a cabeça. A história é minha.
O mundo pode virar contra mim, mas eu seguro o tranco, porque ninguém pode roubar o que já está gravado no meu peito.
Ninguém consegue bater em alguém para sempre.
E quando um morto levanta, o velório acaba.
Eu saio do caixão, eu cancelo o luto.
Quem apostou na minha queda vai ter que assistir meu recomeço.
Levanto. Respiro. E escrevo minha própria história.
— Purificação
De um lado está o "eu" de hoje, com as marcas do tempo no rosto e os olhos que já viram e aprenderam tanto. Carrego na memória as histórias vividas e os desafios superados. No colo, o "eu" de ontem, transbordando inocência, com um olhar de curiosidade inesgotável e a promessa de um futuro a ser escrito.
É impossível não sentir uma mistura de emoções. Há uma pontada de saudade por aquela inocência, mas também um profundo senso de gratidão a Deus por cada etapa percorrida. Embora o tempo avance, a essência daquela criança sonhadora ainda reside em mim.
Eu não quebrei. Eu floresci.
Cada queda me ensinou a levantar mais forte.
Cada sombra que passou me mostrou a luz que existe dentro de mim.
Eu sou força, sou resistência, sou crescimento.
Eu floresci mesmo onde parecia improvável
🌱 Minhas cicatrizes são sementes que viraram flores.
🔥 A dor me lapidou; a coragem me fez inteira.
💫 No silêncio da minha alma, encontrei meu renascimento.
🌻Não fui derrotado pelo caos; fui moldado pela vida.
Mortinhos
Estamos perdidos
Eu não sei onde estás
Caminhamos sozinhos
Num caminho para o amor e para a paz
Sei que estou vivo
Mas deixei algo para trás
Algo com valor e sentido
Foi o teu amor que tão bem me faz
Dizem que estamos escondidos
Mas como cada um foi capaz
De fugir de sorrisos tão bonitos
Que estão lá um para o outro nas horas más
Só sei que sobrevivo
Desde algum tempo para cá
Sei que sobrevives num mundo esquecido
Em que esquecemos de nos dizer olá
Sempre tive muita dificuldade de me posicionar profissionalmente. Tudo o que eu fazia não ia para frente, eu me sentia travada e os resultados financeiros não chegavam. Eu não entendia o porquê. Eu não compreendia por que, por mais que eu me esforçasse, nada na minha vida acontecia do jeito que eu queria...
Até que um dia eu percebi e entendi o ensinamento de que: quem quer está fechado.
Quando há esforço para realizarmos algo na nossa vida, quando aquilo nos demanda, suga nossa energia, faz com que tenhamos que forçar a barra em muitas situações, é a vida nos mostrando que talvez não estejamos indo na direção certa.
Porque, se quem quer está fechado, é porque eu não estou aceitando e recebendo aquilo que eu tenho no aqui e no agora.
Eu não estou aceitando, recebendo e experimentando com gratidão o que já tenho.
Eu quero algo diferente.
E, quando eu não aceito e não sou grata pelo que tenho, como algo melhor vai poder chegar até mim, se nem é possível expressar gratidão pelo aqui e agora?
E aí, nesse esforço todo para realizar, para fazer, me deu um start quando precisei voltar para uma etapa anterior do meu processo.
Eu queria fazer algo grande, algo grandioso, e parei o que estava fazendo anteriormente para me dedicar a essa nova coisa, essa nova visão, que, na minha cabeça, seria maravilhosa.
Mas o esforço veio.
E com as pequenas percepções que temos durante o dia, nossos estados internos, nossos pensamentos, é possível perceber a vida nos dando sinais.
A vida vem nos mostrar que, muitas vezes, estamos tentando ir para a direita, mas Deus quer que sigamos para a esquerda.
E a gente força, tenta, insiste em ir para a direita, mas Deus quer que eu vá para a esquerda.
Porque, se eu ainda não colhi os frutos daquele processo que estou vivendo,
se cada experiência que eu vivo na minha vida eu entendo como um momento de aprendizado, um momento de crescimento,
se percebo que as pessoas com quem convivo, os relacionamentos que tenho, tudo, servem para que eu cresça, me desenvolva, cure feridas dentro de mim e cure o meu sistema familiar como um todo,
então, se trago essa visão e percebo que estou indo forçosamente para um lado, consigo entender que Deus quer que eu vá para o outro.
Provavelmente, eu ainda precisava aprender algo na fase atual em que estava.
Precisava aprender gratidão.
Precisava aprender a experimentar o aqui e o agora com aquilo que tenho, e ser grata por isso.
Porque, se eu estou neste lugar, eu também posso contribuir.
Eu também posso ser instrumento da mensagem.
Posso ser instrumento do amor onde estou.
As pessoas que estão ali comigo, neste momento, também são instrumentos para trabalhar algo interno dentro de mim.
Elas vêm como espelhos para refletir tudo aquilo que reverbera dentro do meu coração.
E, através do contato, dos relacionamentos, das coisas e dos objetos, é possível observar o que vibra em mim.
E, se eu trago à consciência que é a minha visão, a minha projeção de mundo, que cria a realidade lá fora,
passo a entender a minha autorresponsabilidade com o meu cuidado e com o meu crescimento.
Porque, se eu tomo essa responsabilidade de curar as minhas feridas, de curar os meus traumas e compreender o que essa situação está querendo me ensinar, eu posso crescer com ela e deixar de buscar o que o meu ego quer.
Porque o ego quer ser grande, quer ser importante.
Mas, às vezes, você precisa estar em um lugar que, na sua concepção, é o mais humilde,
para trabalhar alguma característica interna, desconstruir a imagem que tem de si mesma,
desconstruir dores, traumas e perdas do seu próprio sistema familiar.
E então ser um canal para que o amor possa fluir,
do seu sistema passado, por você, e para as gerações futuras.
Então, se Deus está te trazendo de volta,
se você não conseguiu avançar para a próxima fase do videogame da vida,
volte com humildade, volte com amor e volte com o coração aberto, dizendo:
“Eis-me aqui. Que fruto eu ainda não colhi? O que eu ainda não aprendi?”
E aí, observando, você vai sentir que Deus está presente.
Que essa energia divina está comunicando conosco o tempo todo.
O que precisamos é despertar.
Abrir os olhos para ver e os ouvidos para ouvir.
E assim, sentir essa conexão, essa união com o Todo.
Namastê.
17/07/21 20h08
Karina Megiato
Cuidado você vai se atrasar!..
Eu corria, corria como se tivesse atrasada, como se sempre precisasse chegar em algum lugar que parecia tão, mais tão distante. Observava as pessoas conquistando, fazendo, e eu? Nunca chegava...
Adivinha o que aconteceu comigo?
Decepção, stress, julgamentos, inveja, ansiedade.
Um dia meu mundo desmoronou de vez, cavei um poço tão fundo que não via luz para sair.
Meus valores, crenças, família, amigos... Tudo havia se desmoronado junto com a vontade de viver, afinal, pra que viver??
Por mais que nós desistimos da vida, a vida não desiste de nós, pelos meios mais incovenientes, as pessoas menos improváveis, Deus veio me mostrar uma nova oportunidade...
Com muito preconceito, medo e todas as minhas limitações físicas, resolvi me abrir para a oportunidade do Yoga, algo que nunca antes na vida eu havia ouvido falar.
Ali meu corpo que já havia sido esquecido, negligenciado, começou a ganhar movimentos e compreendi que meu corpo é receptáculo da pura manifestação Divina.
Minha mente foi acessando novas compreensões e fui "tomando coragem" para acessar minhas dores, porque enquanto eu deixasse elas ali no cantinho a ferida sempre estaria exposta.
Descobri que essa corrida que eu nunca chegava era pura criação mental, que eu não preciso chegar a lugar nenhum, porque passado e futuro não existem, o que existe é a Vida no aqui e agora.
O yoga me trouxe movimento das energias vitais que estavam estagnadas em meu corpo, consciência de que eu havia uma mente inconsciente que comandava toda a minha vida, e principalmente, consciência de que nem respirar eu sabia direito, imagina viver.
Em todo esse caminhar, descobri as constelações familiares, onde aprendi as leis da vida e que eu não vivênciava nenhuma delas, Afinal, não conhecia nem minha respiração, imagina como desejar uma vida em ordem, se eu nem mesmo tinha aprendido o que é a vida e como ela funciona??
Aprendi muito com minhas dores, cresci, ressignifiquei. Voltei a ter tesão pela vida quando conseguiu acessar e ter a coragem de olhar com verdade para as minhas sombras. Esse caminho foi construído, dia a pós dia, em busca do autoconhecimento.
Hoje todo meu aprendizado me trás desejo de compartilhar, para que você, assim como eu, possa reencontrar o tesão pela vida e esse caminho começa pelo autoconhecimento, do eu, das energias, do corpo, da mente e da alma familiar.
Hoje estou aqui pra te dizer que a vida pode sim ser feliz e para isso você só precisa se colocar aberta para o novo, aprender alguns bons e novos hábitos e com amor é possível transformar uma história de muita dor na história de superação mais linda, que é viver a sua própria verdade.
Vamos juntas construir uma vida que vale a pena ser vivida?
31/05/2021 04:45
Você já teve a impressão que já passou por quase tudo nessa vida?
Eu já!
Fui bebê, engatinhei, mamei, chorei. Cresci. Passei a escolher minha própria roupa, brincar, cair me machucar, ralar os joelhos...
Cresci, casei, tive vontade de ser mãe, passou, voltou, me divorciei,
Experimentei vários lutos sucessivos. . .turbilhão de emoções, traumas, contradições, medo mas, o mais terrível a culpa.
Já fui heroína, quis salvar minha família e o mundo, já causei sofrimento a outros seres (vilã) mas, o papel que mais gostava era o da vítima, que é o papel mais perigoso. . .
A vítima não tem e não assume responsabilidade por nada, procura sempre um culpado por sua infelicidade. Os pais, a família, o cônjuge, país e até o Divino...
Morria de dor no estômago mas não me responsabilizava por minha alimentação; era mais fácil tomar remédios que cozinhar deixar industrializados, tomar água...
Morria de dor na lombar, corpo travado, mas era mais fácil tomar remédio que ir na academia.
Pensamentos atormentantes, ansiedade, insônia e ignorava o yoga.
Mais fácil culpar o parceiro por minha infelicidade do que acolher minha criança ferida, buscar ajuda.
Se as coisas saiam como eu gostava, ótimo! Era meu esforço. Se não, culpava Deus e o mundo.
Um dia o poço, de tanto ser cavado, chegou na água, (água lesse profundas emoções)não tinha mais pra onde cavar, a única saída que existia luz era para cima, mas era uma subida tão alta, eu havia utilizado todo o esforço para cavar... A vontade de ficar lá deitada perdurou, afinal, era pequeno, escuro, confortável... Mas as águas estão sempre em movimento, se eu permanecesse lá, iria me afogar, até cogitei a possibilidade, parecia tão mais fácil, assim como tomar remédios. ..
Penso que no fundo no fundo ninguém quer morrer, tirar a própria vida, o que se quer é deixar de sofrer mas, há certa altura, não é só o joelho que está machucado, as feridas da alma já são possíveis sentir no físico.
Essa parece uma história muito triste e sim é mesmo, a história da vítima e pq elas são os piores?
Porque uma vítima sempre se torna um agressor. . .
Um dia tomei consciência que em mim havia esse papel de vítima, reclamava de tudo e todos o tempo todo.
Que eu fiz?
Passei, através do conhecimento das constelações e prática do yoga a me observar e assim, dei um lugar a ela (vítima) dentro de mim. Hoje quando ela chega eu já estou aguardando para dizer Olá.
Me diz já tomou consciência da vítima que mora em você?
20/07/2021 19:10
Karina Megiato
