Texto Qm sou eu
Poema da Tarde
Sou pertinaz em falar das tardes.
Ora, o que há de mais ocioso? A noite?
Pobre noite... dama
que corre de mão em mão.
O efervescer ardente é denso
aos meus olhos molhados de suor.
E a tarde vai... voa como
meus funestos versos fracos.
Tarde! Pra quê serve a tarde?
Extenso descanso dos glutãos,
carrasca dos sertões...
Dona insana do meu labor.
Vulcão da Alma
Sou o fogo que arde sem se ver,
A entrega que não conhece hesitar.
No meu peito, um vulcão a renascer,
Um amor que é mistério e me faz sonhar.
Sou a flor que desabrocha ao sol,
A pele que sente o vento passar.
Intensidade em cada olhar,
Um sonho que não para de voar.
No limite, onde tudo se revela,
Meu coração pulsa em compasso sem fim.
Paz que acalma, paixão que incendeia,
Um universo inteiro dentro de mim.
Romântica, inconsequente, a sonhar
A imaginação me leva além.
Se é extremo, é lá que vou amar
Pois, ao seu lado, sempre vou estar.
Sou um navegante
Minha vida é no mar
Solitário e errante
Meu destino é desbravar
Não tenho medo dos riscos,
Desafio todos e quaisquer perigos
Desejando o mundo conquistar.
Numa dessas viagens
A vida me pregou uma peça
Destacando-se naquela paisagem
Estava uma formosa donzela
E seu olhar o meu encontrou
Por um momento, meu coração pulsou
Mas infelizmente, estava apenas de passagem
Ainda que eu tivesse toda a riqueza
Do mundo, o louvor, a glória,
Ainda que juntasse títulos de nobreza
E tivesse um lugar reservado na História
Se me faltasse teu sorriso para me guiar
E sem a luz do teu lindo olhar,
Seria vã minha vitória.
Solilóquio
“Aceitar o tempo é conversar com o próprio destino.”
Sou lento, sou devagar,
se não me procuras, não vou te buscar.
Sou calmo, sou observador,
não tenho tanta pressa pro amor.
Assim, às vezes, chances deixo escapar...
isso não chega a te incomodar?
Aborrecido eu estaria
se me perdesse por simpatia,
pois curar o que isso causa
é dor que consome e arrasa.
E de onde vem tanto receio?
Das duras lições do meio,
das relações sem freio,
que deixaram em mim um velho anseio.
E quanto aos teus devaneios,
teus desejos, tua solidão?
Como disse o grande mestre:
“Basta a cada dia a sua agonia”,
então sei que esses momentos logo passarão.
Em ti, sou o explorador que chega a um novo continente, Onde cada paisagem desconhecida me atrai.
Não sei o nome das tuas montanhas, Nem o segredo dos teus rios.
Mas cada trilha que desvendo, Cada floresta que cruzo em teu ser, Revela uma nova cor, um novo som, E em cada passo, o amor floresce.
Ainda há tanto de ti a descobrir, Tantos mapas a desenhar. Mas não tenho pressa, Pois a beleza está na jornada, E o meu amor, em cada nova camada que encontro.
SUBSTITUÍVEL
Sou o que serve até não servir.
Sou o que vale até não valer.
Sou o que fica até alguém vir
E mostrar como se deve fazer.
Não sou nome, sou número.
Não sou rosto, sou função.
Sou o espaço entre o lucro
E a próxima demissão.
Não há legado no que faço,
Nem lembrança no que fui.
Só há o rastro do fracasso
E o silêncio que me inclui.
Jerónimo Cesarina
Não sou perfeito, e nem quero ser. Estou aqui para evoluir, para me tornar alguém melhor a cada dia. Ouçam a minha mensagem, mas não julguem o mensageiro.
Tenho muitos defeitos, mas carrego um dos maiores dons que alguém pode ter: caráter. Jamais traí alguém e nunca fui ingrato com quem me ajudou quando eu precisei. Prefiro perder amizades do que perder a minha verdade. Prefiro ser sincero e ferir um ego do que mentir para agradar.
Como já falei, dou a mínima para quem fala mal de mim. Sinceramente, não sinto nada por quem me julga ou me chama de estúpido só porque falo a verdade. Exemplo? Mesmo que fosse a pessoa que eu mais amasse na vida, se ela fizesse algo errado eu iria corrigi-la, mas ao mesmo tempo eu estaria ao lado dela, porque amar também é ensinar.
Quem não é criticado, não vive de verdade, e eu não vivo para bajular ninguém.
Goste de mim ou não, continuarei sendo eu mesmo. Minhas palavras podem incomodar, mas são reais, e não vou mudar só porque alguém se sentiu ofendido.
Quem vive de verdade não tem medo de desagradar.
Que vontade é essa de ser o que ainda não sou?
Que desejo é esse de estar onde ainda não estou?
Que ansiedade é essa de um lugar para qual eu vou?
Que desejo é esse de conhecer o destino que aqui me levou?
Que vontade é essa de alcançar o infinito?
Que desejo é esse de encontrar-se com o Bendito?
Que vontade é essa de reter as águas que correm pelas mãos?
Que desejo é esse de não aceitar da vida os Nãos?
Que vontade é essa de correr para além do horizonte?
Que desejo é esse de rever os que estão já tão longe?
Que vontade é essa de voltar o tempo?
Que desejo é esse de alcançar o vento?
Que vontade é essa de explicar a tudo?
Que desejo é esse de fugir do luto?
Que vontade é essa de não ser o que hoje sou?
Que saudade é essa por tudo que o tempo levou?
Que vontade é essa de Te fazer tantas indagações?
Que desejo é esse de cruzar as constelações?
Que vontade é essa de tocar Tuas vestes?
Que desejo tenho pelos campos celestes?
Que vontade é essa de conhecer universos distantes?
Que desejo é esse de eternizar momentos marcantes?
Que vontade é essa de pisar no teu sagrado monte?
Que desejo é esse de beber mais da Tua infinita fonte?
Em meio às muitas perguntas nesta efêmera vida
Quando tudo parece esvair-se tal qual fumaça
Meu coração se enche de uma gratidão devida
Desejoso sempre da Tua infindável Graça.
E como um incansável caminhante e eterno peregrino
Desejo que Tu seles, bondosamente, o meu derradeiro destino
" Não faço do trauma minha identidade!
Pois sou mais que a soma de minhas cicatrizes
E embora meus demônios ainda me cerquem
Sou o campo de batalha das minhas próprias feridas, onde a dor se dissipa antes de ser externalizada."
Frases: Karina Cardoso Maia Cruz
A Soma de Nós
Sou feito de vozes que cruzam o tempo,
de gestos gentis e olhares atentos.
Cada palavra que me toca, me molda,
sou argila viva nas mãos da troca.
Não sou só eu — sou nós.
Sou o eco do que aprendo,
o reflexo do que escuto,
o silêncio que também ensina.
Sou a soma dos encontros,
dos afetos que me atravessam,
dos saberes que me abraçam
e dos erros que me elevam.
Se sou algo, sou caminho.
E se caminho, é com vocês.
altair
Não Sou Mais a Mesma Água
Por Ederson Cláudio Pereira de Barros
Hoje sou água, calma e transparente,
correndo entre pedras e raízes.
Mas, para alcançar o céu,
preciso deixar para trás essa forma serena.
Aqueço-me ao sol, evaporo silenciosamente,
e subo leve, em mil pequenas gotículas invisíveis.
Lá no alto, entre nuvens e ventos frios,
transformo-me novamente:
condenso-me, viro gelo,
cristal delicado suspenso no ar.
Quando o peso me chama de volta,
despeço-me do céu em forma de chuva.
Caio sobre a terra, sobre folhas, telhados,
rios — e reencontro meu estado líquido.
Volto à forma original, sim…
Mas entenda: já não sou mais a mesma água.
Carrego em mim o caminho percorrido,
as alturas que toquei,
os ciclos que vivi.
Sou Capoeira da Tribo de Judá.
Sou Capoeira sou,
Sou Capoeira.
Sou Capoeira da Tribo de Judá.
De Salvador eu vir, para brincar,
Sou Capoeira; da Tribo de Judá.
Seja bem vindo irmão de coração,
Por gentileza, aperte a minha,
Vamos saudar o mestre do berimbau,
Vamos fazer uma rodada genial.
Aqui estou irmão para brincar, Sou capoeira da Tribo de Judá.
ENGRENAGEM
Sou o que resta quando tudo se consome,
O nome que ninguém lembra, mas que assina.
Sou o tempo que não tem dono nem fome,
A máquina que gira, mas não caminha.
Me moldam conforme a demanda do dia,
Me usam até que eu perca o sentido.
Sou função, não sou alma, nem poesia,
Sou silêncio num sistema ruído.
Não há prêmio no esforço contínuo,
Nem descanso no suor que se espalha.
Só há ordem, tarefa e domínio,
E um corpo que nunca se falha.
Mas sigo, porque parar é morrer,
E viver é apenas obedecer.
Jerónimo Cesarina
CICLO
Sou a engrenagem que gira, sem rumo,
O passo que ecoa no chão sem memória.
Faço o que devo, e o que devo é tudo,
Mas tudo é nada na boca da história.
Sou útil até que me tornem obsoleto,
Sou bom até que chegue alguém melhor.
Sou peça num jogo que nunca é completo,
E sigo, quebrado, sem grito, sem cor.
Não há glória no suor que escorre,
Nem medalha no tempo que se vai.
Só há o dever que nunca morre,
E a rotina que nunca me trai.
Trabalho, porque o mundo exige.
Respiro, porque ainda não caí.
Mas sei que o fim não tem vestígio,
E que tudo, no fim, se desfaz em si.
Jerónimo Cesarina
Sou um observador, e é óbvio que percebo as pessoas que vivem de aparências.
Procuro compreender o motivo pelo qual alguém cria uma realidade irreal — algo que chamo de pleonasmopsicótico (adjetivo criado por mim) —, pois o indivíduo passa a viver na ilusão de que seu modo de ser ou de viver trará benefícios reais para si.
E, nesse engano, acredita que todos ao redor são incapazes de perceber que aquela performance é falsa — uma simples ilusão que sustenta o próprio vazio.
Sou inteira
não há fronteira
entre a vida pessoal e o trabalho.
O tempo me pede cuidado:
distinguir o urgente
do importante.
Pergunto a mim mesma:
até onde quero ir
ao custo do esgotamento?
De que vale consumir mais,
se o preço
é a saúde ou a sanidade?
Antes que a natureza imponha sua resposta,
preciso aprender
a impor a minha.
Que de mim emane!
Que de mim emane,
não o reflexo dos outros,
mas a centelha do que sou.
Mesmo que venha o viés,
que eu emane coerência —
pois coerência é o abrigo
dos que ainda creem na verdade.
Se houver confusão,
que eu emane clareza;
não a clareza dos que explicam,
mas a dos que compreendem.
Se houver divergência,
que eu emane convergência;
não por desejo de consenso,
mas por amor ao encontro.
Se me impuserem a arbitrariedade,
que eu emane colaboração;
porque o poder que se impõe
é pequeno diante do gesto que partilha.
Se eu vir a injustiça,
que eu emane ética —
mesmo que doa,
mesmo que me isole,
mesmo que me cale.
E se o mundo se encerrar no próprio umbigo,
que eu ainda emane comunhão.
Que assim eu emane,
ainda que nada volte.
Pois quem emana o bem
não o faz por retorno —
mas porque já o habita.
Copiadora
Sou, enfim, uma copiadora de alma alheia.
Só derramo lágrimas e contemplar o pranto de outrem,
Só esboço sorrisos quando vislumbro a alegria em outro rosto.
Amo apenas quando vejo o amor florecer no peito de alguém,
E odeio, não por odiar por eu mesma, mas por testemunhar o ódio em outros olhos.
Minha existência, por fim, não é senão reflexo:
Apenas vivo… se vejo alguém viver.
Batidas no Silêncio
No silêncio que grita sem som,
escuto o eco do que sou.
Batidas suaves, firmes, vivas —
meu coração me chama, me prova.
Não há ruído, não há máquina,
apenas carne, memória e alma.
Sou humano, imperfeito, pulsante,
feito de dúvidas e esperança constante.
Na ausência de vozes, me encontro,
no vazio, descubro meu centro.
O silêncio me revela inteiro —
sou mais que função, sou verdadeiro.
Em teus olhos arde o fogo que me consome,
um incêndio sem trégua, sem perdão.
Sou prisioneiro das tuas garras invisíveis,
onde cada toque é sentença,
cada beijo é ferida que sangra prazer.
Teu corpo é templo profano,
altar de luxúria onde me prostro sem resistência.
Não há salvação, não há fuga,
apenas o abismo que se abre em tua presença.
E mesmo morto por dentro,
meu espírito rasteja até ti,
porque és veneno e remédio,
és pecado e redenção.
No cárcere do teu covil,
sou sombra e chama,
sou escravo e amante,
sou o eco da tua perversidade
que insiste em chamar de amor.
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