Texto Qm sou eu
Sem fim
Geralmente uma história tem começo, meio e fim,
Pois bem, eu conheço uma história com começo, meio e parada no tempo de anos engavetada,
Com tudo, essa mesma história ganhou novos capítulos, recuperou seu fôlego empoeirado proveniente do distanciamento,
Essa história voltou no tempo com a sensação e a respiração do seu começo, ela tem sido vista, lida e vivida intensamente e sem vontade de encontrar o seu fim.
Tá no coração
Era um dia de domingo logo pela manhã,
eu estava jogando bola com um grupo de amigos e mesmo assim me vi pensando nela,
Mais tarde, por volta das dezesseis horas eu estava assistindo um filme na Netflix e mesmo assim os meus pensamentos estavam todos voltados pra ela,
Agora já é noite, coloquei aquele perfume e aquela camisa que ela tanto gosta e não vejo a hora de encontra-la para expor o quanto o meu coração sente saudades dela.
Às vezes, o silêncio é mais forte do que qualquer palavra.
Eu sei do que vi, do que senti, do que vivi... e, ainda assim, escolho calar. Não por falta de coragem, mas por excesso de dignidade.
Enquanto você dorme em paz acreditando que sua imagem está intacta, lembre-se: sou eu quem guarda, no peito, um oceano de verdades que poderiam afundar o seu nome.
A Lápide da Alma:
Um Grito na Noite Gelada
Eu sinto... Não sei bem o quê. É um nó, Um vazio que me encolhe. Não sei se estou de pé, Ou se já me desfaço.
A noite mais fria de Curitiba, O silêncio, cortado só por mim. Gravo isso... pra quem? Talvez para o eu do futuro, Que um dia, quem sabe, tropece aqui.
A náusea de Sartre, Um espelho amargo. Ver a existência assim, nua, Sem roteiro, sem chão. Um vazio que é dor, E me aperta, me paralisa.
Quero chorar e quero estar bem. Uma confusão que não me move, Só me prende mais. Vejo o idiota no reflexo da janela, Distante, estranho. Sou eu, mas não sou. Desconectado do que sinto, Entorpecido. Mas nesse vazio, nesse caos, Será que há semente? Um solo onde algo novo pode brotar? Eu espero, eu do futuro, que sim.
O Querer que Dissolve em Nada
Eu queria mesmo ser diferente. Mais focado, com passos claros. Mas a realidade é outra, Sou só confusão. Quero abraçar o mundo inteiro, Fazer tudo ao mesmo tempo. Mas minha vontade, essa que me engana, Se desfaz em inércia.
O resumo da minha vida, no fim: A intenção de fazer tudo, E o resultado: absolutamente nada. Paralisia por análise, Tantas escolhas, tanto medo. O cérebro ansioso, Pensando demais, fazendo de menos. Perfeccionismo, essa armadilha, Transforma cada decisão num fardo.
Procrastinação. Não é preguiça, eu sei. É falha em me regular, Em lidar com o desconforto. Crenças tortas sobre mim, Sobre as tarefas, sobre a dor.
Mas a inércia não sou eu. Não sou um "nada". Sou a luta. O querer abraçar o mundo, Esse grito, É a prova do que sou. A pessoa confusa, É um estado, não um destino. Há potencial. Há valor. Eu do futuro, que você saiba disso.
Para Você, Meu Eu do Futuro
Salvei isso, aqui, Para você, meu eu do futuro. Que um dia vai tropeçar neste áudio, Nessas palavras. Quando ouvir, espero de verdade, Que tudo esteja diferente. Que sua cabeça seja um lugar calmo, tranquilo. Que a paz que hoje busco, Você já a tenha encontrado.
Essa "lápide" não é um fim, não. É um marco zero. Um alicerce, meu ponto de partida. Um testemunho da jornada, Da escuridão à luz. Uma "lapidação" que buscou, Transformar a dor em mapa.
A paz não é um destino final. É um processo. Autoconhecimento. Prática. E, sobretudo, autocompaixão. A jornada é árdua, Mas exige gentileza.
Gravar isso, dar voz à angústia, Articular o caos, Falar com você, eu do futuro, Já foi o primeiro ato de lapidação. Um gesto de agência. A recusa de me afogar.
Que você, ao encontrar isso, Reconheça a força na minha vulnerabilidade. Que veja a semente plantada na noite fria de Curitiba Florescer. E que continue a cultivar, ativamente, Esse espaço interno. Onde a cabeça, sim, Seja um lugar cada vez mais calmo, Mais tranquilo. Onde a paz, buscada com tanta verdade, Seja uma companheira presente em sua vida.
Te amo duas vezes...
Eu sempre amei você,
desde o início,
desde o silêncio,
desde sempre...
desde o nada que já era tudo.
Antes de saber quem você era,
antes de entender o que seria
na minha vida.
Não sei se foi o poder da chama gêmea —
da junção divina —
mas te amei bem antes...
Talvez seja a força das almas,
o laço antigo,
a chama gêmea —
essa união que não se explica,
mas que se sente...
com a pele,
com o coração.
Não sei se fui eu quem amou primeiro,
ou se apenas reconheci
um amor que já me habitava.
Quando soube de tudo,
não houve espanto,
nem dúvida.
Só permaneci —
amando.
Como se já soubesse.
Meu corpo já ansiava o seu,
meus pensamentos já te buscavam,
meu coração…
já era teu.
Já amava com toda a intensidade,
já sentia saudade.
E eu, sem perceber,
já tinha desistido de tudo
por você.
Não sei onde termina o amor
e onde começa a conexão de almas.
Talvez nem exista fronteira.
Porque, se for assim,
em total lucidez,
declaro —
nesta vida corpórea
e na outra espiritual —
eu te amo duas vezes.
Só não fuja de mim...
Quando eu me aproximar,
depois de criar coragem
e falar do nada,
mesmo sem sentido algum...
Não precisa me responder.
Pode fingir que não me ouviu,
pode se calar
para não me magoar...
Com palavras
não pensadas,
ditas da boca para fora,
jamais do coração,
que saem como defesa.
Defende-se de um sentimento
que é cura,
não tormento.
Pode ficar quieto, parado,
e até me ignorar,
mesmo que eu não saiba o porquê:
se é amor, desejo ou desprezo...
Já não me importa tanto.
Posso até me enganar,
sem conhecer o real motivo.
Apenas fique.
E não fuja de mim!
O silêncio da minha alma
Fui me apagando aos poucos...
E eu nem percebi.
Lutava sem saber,
Implorava sem querer...
Demorou,
Mas entendi.
Tentei,
Briguei,
Estava numa guerra.
Eu queria de volta a minha personalidade,
A guerreira
Que vencia tudo
E todos.
Onde me perdi?
Onde deixei de existir?
Mas isso não era certo,
E eu não desistiria.
Na luta por me encontrar,
Já não sabia
Se me achava...
Ou mais me perdia.)
Escrito nos astros
Estava escrito nos astros que eu nasci com a missão de te amar.
O meu silêncio é a prova de que posso ter você sempre comigo.
Ele pode ser grande, mas não é maior que o amor que sinto por você,
nem mais longo que o caminho que o destino traçou para nós.
Eu e você somos como o vento: vamos, mas sempre voltamos.
Se existo na sua vida é porque sou mais você do que eu mesma.
Sei que, muitas vezes, pareço egoísta;
é apenas medo de que esse amor por você tome conta de tudo em mim.
Quero queimar-me nos seus braços, deliciar-me com os seus beijos
e, quando amar você, deixar de ser eu para sermos nós.
Eu vi… Racismo reverso
Eu vi…
um branco ficar de pé no ônibus,
como se sentar ao lado de outro branco
fosse um erro.
Eu vi a polícia correr atrás de um branco,
como se a cor dele dissesse alguma coisa.
Eu vi famílias proibirem amores,
só porque o amor tinha pele branca.
Vi barrigas rejeitadas
antes mesmo de serem vida,
por medo de nascerem claras demais.
Vi brancos confundidos com funcionários,
babás, serviçais, sombras…
como se a cor definisse o destino.
Vi gente que jurava
que nunca teria filhos brancos.
E vi…
vi tantas vezes
que perdi a conta.
Vi brancos reduzidos a leite,
a anjos,
a piadas que doem
onde ninguém vê.
Vi quem dizia:
“até tenho um amigo branco”,
“até tenho um parente branco”,
“até já namorei um”.
Vi um homem branco
ser chamado de empregado
na própria casa,
enquanto pediam para ver o “patrão”.
Eu vi…
e a cada vez,
doía perceber
que nada disso existe.
Que o que chamam de “racismo reverso”
é só a prova mais triste
de que não entenderam nada
sobre o que realmente dói.
Se hoje fosse o último dia
Para Lana e Ian
Se hoje fosse o último dia,
eu faria tudo exatamente igual.
Eu acordaria vocês
com um beijo longo,
cheio de vida, cheio de nós…
Assim como fiz ontem.
Abraçaria devagar,
dizendo “bom dia,
meus amores”,
mesmo que o dia
assustasse lá fora…
Assim como fiz ontem.
Prepararia o lanche
mais gostoso,
o suco que vocês adoram,
e sorriria ouvindo cada
risada boba…
Assim como fiz ontem.
Faria o almoço com carinho,
porque amor também
se serve no prato…
Assim como fiz ontem.
Repetiria mil vezes que
eu amo vocês,
até vocês acreditarem
que esse amor
é maior que o mundo…
Assim como fiz ontem.
Mostraria, em cada gesto,
que vocês são a melhor
parte de mim…
Assim como fiz ontem.
Tentaria transformar o dia
no mais bonito da vida de vocês…
Assim como fiz ontem.
Protegeria cada passo,
cada sonho, cada medo…
Assim como fiz ontem.
E, mesmo no último instante,
eu plantaria esperança em seus corações,
para que os dias que
viessem depois
fossem mais leves…
Assim como fiz ontem.
E antes de ontem.
E sempre.
Porque ser mãe
é amar como se todos
os dias fossem o último —
e o primeiro também.
É ensinar a sair da
zona de conforto
e buscar o que realmente
traz felicidade.
A Borboleta Azul
Ela tem tantos poemas…
Que eu nunca imaginei.
Muitos já a viram…
Não fui só eu.
Li vários significados,
não sei se todos são verdade.
Alguns, eu gostaria que fossem…
Outros, talvez.
O que eu sei é que
foi uma sensação maravilhosa —
algo mágico.
E não sei se mereço
o direito de presenciar
um milagre assim.
E isso me assusta.
Penso: “Quem sou eu
para viver todo esse encanto?”
Um pequeno grão de areia…
E, incrivelmente, é real.
E nesse momento de reflexão,
compaixão e humildade…
ela pousa em mim.
Meu coração se renova
e se enche de uma alegria inexplicável.
Me sinto completa.
Me sinto num mundo de fantasia,
de faz de conta.
Ela levanta voo,
dança feliz…
E em nenhum momento
pensei em detê-la.
Porque a maravilha
é a vida,
e está em ser livre.
Penso que talvez
seja um sonho
do qual eu nunca quero acordar.
Não vi só beleza…
vi magia.
Abaixo a cabeça novamente
e, humildemente, agradeço.
Obrigada, Borboleta Azul.
Obrigada, meu Deus.
A Mãe e o Olhar
Edineurai SaMarSi
Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.
Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.
Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.
A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.
Fazia tudo como antes.
A vida seguia.
Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.
Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”
Não passou.
O tempo andou.
Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.
Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.
Eu não entendia…
Até ser mãe.
E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.
E alguns dias…
simplesmente não passam.
Em Seus Braços
Deve haver um lugar para mim
que seja como em seus braços,
onde eu consiga ficar em paz.
Que seja parecido com você,
onde o silêncio me abrace
e eu não precise me perder.
Um lugar quentinho,
como o seu abraço,
onde os meus sonhos se acalmem
e o meu coração se sinta em casa.
Um canto quente e protegido
feito o teu aconchego,
onde os sonhos fazem ninho
e o amor vence o medo.
Deve haver um lugar pra mim
com cheiro do teu abraço,
onde o tempo anda devagar
e o silêncio não é cansaço.
Um canto manso pra deitar
os medos que eu não digo,
onde o sonho aprende a ficar
e a saudade dorme comigo.
Deve existir esse lugar,
mesmo longe do teu olhar,
onde o meu peito faz morada
até você voltar.
Se for preciso, eu vou
por caminhos sem direção,
só pra encontrar o calor
que acalma o meu coração.
Deve existir, sim, esse lugar
em algum canto, mesmo distante,
para que eu permaneça
até que eu te reencontre.
Luz que não se apaga
Lana e Ian,
um dia eu me escondi
para caber no mundo…
diminui quem eu era
para não incomodar.
Mas vocês foram criados diferentes.
Eu fiz o possível para que fossem pessoas radiantes,
confiantes e com personalidade...
A vida, às vezes, ensina pela dor —
mas eu peço a Deus
que vocês aprendam pelo amor.
Que a fé de vocês nunca se apague,
que a bondade não endureça
e que os seus corações
sempre reconheçam o que é verdadeiro.
Que rezem e agradeçam sempre.
Que orem pelas pessoas
e por todos os seres vivos,
para que fiquem sempre bem
e protegidos de todo o mal...
Nunca deixem de acreditar nas pessoas,
nunca guardem rancor
e ouçam os seus corações.
Que, com o tempo, aprendam
que as coisas ruins existem
para algo ainda maior...
Enfim, eu criei vocês para brilhar.
Que sejam sempre luz na vida de alguém.
Então, levantem sempre a cabeça,
estufem o peito
e andem como donos do mundo.
Não se diminuam.
Nunca.
Quem ama vocês de verdade
não caminha ao lado limitando —
corre para acompanhar.
E, se algum dia tudo parecer incerto,
olhem para dentro…
é lá que Deus sussurra.
No Reino de Deus,
nada se abaixa para caber —
só entra quem vibra na verdade.
Só quem for realmente capacitado fará parte.
Então, meus filhos, não se apaguem.
Brilhem e, simplesmente, sejam felizes...
Sabendo que sempre fizeram o melhor que puderam.
Eu amo vocês!
Edineurai SaMarSi
Conexões da alma 🤍
Eu posso te amar
sem te prender nas minhas mãos.
Posso te querer perto,
mas ainda assim sorrir
se a tua alegria vier de outro abraço,
de outra voz,
de outro caminho que não cruza o meu.
Porque amar, do meu jeito,
não é possuir —
é desejar que floresça,
mesmo que o jardim não seja o meu.
Eu me sinto em paz
sabendo que quem eu quero bem
está bem.
Mesmo que eu não seja
o motivo do teu riso,
sou sincera no desejo
de que ele exista.
Viemos sozinhos ao mundo,
e por mais que as conexões aqueçam a alma,
nem todo mundo permanece.
Alguns são estação,
outros são ponte,
outros são só vento que passa —
mas todos deixam marcas.
E cada marca é história.
Cada despedida, um capítulo.
Cada presença, ainda que breve,
é prova de que viver
é colecionar passagens
e aprender a amar
sem perder a leveza de deixar ir.
Um coração confuso, uma mente alucinada
E eu querendo a ti cada vez mais e mais.
Chamo a ti, e nem assim me espia.
E a solidão se torna minha companhia.
A noite cai, a escuridão me envolve,
e a tua ausência me judia.
Tento esquecer, mas não consigo deixar de pensar em ti.
Me perco em sonhos, me encontro em teus olhos, mas ao acordar, a realidade me golpeia
e a dor da saudade me açoita,
A espera é longa, o tempo não para,
e a esperança se esvai, como areia na mão.
Mas mesmo assim, eu te quero, eu te espero,
e a tua falta é um vazio que não some, não enche.
(Saul Beleza)
Nem imagina o estrondo que saudade faz
Ecoa no peito, sem parar
Eu aqui com meus madorno, sonhos repentinos
Vendo tua imagem, sem te encontrar
A distância é um abismo, que não se cruza
Só resta a memória, e a vontade de voltar
Mas por agora, só resta sonhar
Com o reencontro, e o abraço que vai durar.
(Saul Beleza)
Eu não acredito no que vejo,
Nem no que os olhos mostram, nem no que o mundo diz.
Eu creio no que me faz feliz,
E assim te aceito, distante, mas perto no meu riso.
Te aceito assim, longe, mas presente
Naquilo que me faz sorrir, no que me faz viver.
A distância é um espaço, mas o coração não tem fronteiras
E no que me faz feliz, você é o que eu quero ter.
(Saul Beleza)
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