Texto Qm sou eu
“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.” (Perto do Coração Selvagem, 1944). Essa afirmação de Clarice traduz uma busca que não se contenta com o óbvio: é o desejo por algo que ultrapassa a calma aparente e rompe os limites da palavra. Quando pensamos em “emocionado”, percebemos que sentir é um gesto de libertação, um rompimento das barreiras sociais que tentam conter a alma e escondem sua vulnerabilidade.
Vivemos em uma época em que a eficiência se tornou medida de valor. A calma é exaltada como virtude, enquanto a emoção intensa é vista como desajuste, quase um erro contra a racionalidade. Nesse cenário, trocar a alma pela calma significa abrir mão da autenticidade, transformar o sentir em fraqueza e aceitar a serenidade como padrão imposto, mesmo que isso nos afaste de quem realmente somos.
Ao sufocar a emoção, o indivíduo se distancia de sua essência mais profunda. Clarice, em A Paixão Segundo G.H., mostra que o encontro com o indizível é doloroso, mas inevitável para compreender a própria existência. A calma pode oferecer estabilidade, mas também pode anestesiar, apagando o brilho da intensidade e transformando a vida em repetição sem surpresa, em rotina sem poesia. (@R_Drigos)
Pensar sobre essa tensão é admitir que viver exige equilíbrio. A emoção não deve ser reprimida, mas acolhida como parte inseparável da experiência humana. A calma, embora necessária em certos momentos, não pode se tornar prisão. Entre alma e calma, o desafio é permitir-se sentir sem se perder, encontrar intensidade sem descontrole e reconhecer que a vida se constrói justamente nos contrastes que nos atravessam.
Realidade
— Pai, posso pintar o patinho de verde?
— Não, meu filho.
— Mas, pai, eu queria que ele fosse verde.
— Mas não dá, filho.
— Por que não dá?
— Porque não é real.
— Mas eu quero que seja real, pai.
— Filho, isso nunca vai ser real, tua ideia é irrealista.
— Mas o que devo fazer então, pai?
— Aceitar e pintar o patinho de amarelo.
— Mas dói e é difícil.
— Não importa, isso é real, você deve aceitar.
— Mas eu não quero aceitar.
— Você deve.
— Então não quero ser real.
— Você não pode deixar de ser real.
— Que saco.
O filho, então, que gostava de desenhar e imaginar, decidiu ser real e, então, futuramente viria a se tornar empresário. Foi infeliz, mas foi real.
Eu poderia ficar acordado
só pra ouvir você respirando,
testemunhar o silêncio da noite
onde seu peito marca o compasso
de uma canção que só eu entendo.
Eu poderia vigiar seus sonhos,
ver seu sorriso surgir sem aviso,
luz secreta que se acende
no teatro tranquilo do sono.
E ainda que o mundo lá fora
grite sua pressa sem fim,
aqui, ao seu lado,
o tempo aprende a ser eterno
Eu poderia ficar acordado
apenas para ouvir sua respiração,
como quem vigia o sagrado
com devoção e desejo.
Ver seu sorriso nascer no sono,
como um segredo roubado dos deuses,
faz meu coração incendiar-se
num fogo que não pede perdão.
E quando você sonha distante,
eu me perco em você por inteiro,
pois até na ausência do seu olhar
sou cativo do amor mais verdadeiro.
Eu poderia ficar acordado
apenas para ouvir sua respiração,
um sopro leve que embala a noite
como canção de ninar.
O seu sorriso, discreto e sereno,
floresce em meio ao sonho,
e ilumina a escuridão
com uma ternura silenciosa.
E quando você viaja distante,
eu permaneço aqui, quieto,
acolhendo a paz que encontro
só por estar ao seu lado.
Eu poderia renunciar ao descanso e atravessar mil madrugadas apenas para ouvir o sussurro da sua respiração, como se cada fôlego fosse a batida secreta que sustenta o universo. Quando, em meio ao sono, um sorriso se abre em seus lábios, é como se a aurora despedaçasse a escuridão , uma vitória da beleza sobre a noite.
Você sonha em terras distantes, em reinos que meus olhos não conhecem, mas sua ausência jamais me afasta. Eu me torno guardião da sua quietude, vigia dos seus sonhos, guerreiro da sua eternidade. Porque amar você é erguer-se contra o tempo, é permanecer desperto diante do infinito, é viver em chamas sem jamais arder em vão.
Enquanto muitos se deixam levar pelo fluxo cego da rotina,
eu enxergo as brechas onde a contradição respira.
Enquanto tantos vivem no piloto automático, repetindo padrões que nem percebem,
eu escolho observar aquilo que quase ninguém nota.
Enquanto alguns se escondem nas danças sociais,
eu atravesso os véus e descubro a verdade por trás das máscaras.
Enquanto muitos se prendem às regras e aos jogos sociais,
eu decido olhar além das aparências e tocar o que é real.”
Teu sorriso me encontra
antes mesmo de eu te procurar,
como se soubesse o caminho exato
até o meu coração.
Nos teus olhos mora uma calma
que o mundo inteiro não me deu,
e, sem dizer uma palavra,
você já me fez sentir… lar.
Se existir destino, eu entendo agora:
não é sobre onde a gente vai
é sobre quem faz tudo
valer a pena ficar.
O PORTA-VOZ
Onde quer que eu vá, meus lábios não cessarão de falar deste amor e da salvação.
Eu sou mensageiro, porta-voz do Senhor; seja em terra estranha ou aqui, falarei deste amor.
Onde quer que eu vá, farei soar no infinito a mensagem de amor, deste amor bonito de Cristo, o Senhor, que no alto da cruz Ele demonstrou.
Onde quer que eu vá, seja em terra estranha, distante daqui, falarei deste amor que vivo a sentir; de Cristo sou porta-voz, não posso me omitir.
Eu não vou me calar, Cristo me ordenou: ide ao mundo e pregai a mensagem de amor.
Eu sou mensageiro, porta-voz do Senhor; seja em terra estranha ou aqui, falarei deste amor.
Onde quer que eu vá, farei soar no infinito a mensagem de amor, deste amor bonito de Cristo, o Senhor, que no alto da cruz Ele demonstrou.
Onde quer que eu vá, seja em terra estranha, distante daqui, falarei deste amor que vivo a sentir; de Cristo sou porta-voz, não posso me omitir.
Cícero Marcos
Secret Sorrows…
⸻
Eu não te amei —
eu me perdi em você.
E isso é diferente.
Porque amar ainda deixa saída,
ainda permite retorno,
ainda guarda alguma dignidade intacta.
Mas o que houve…
foi como cair de um lugar que não tinha fundo
e, no meio da queda,
descobrir que eu não queria parar.
Em você, eu cruzava um limite que não permitia retorno.
E ainda assim…
eu fiquei.
Fiquei no teu olhar
quando ele já não me via inteiro,
fiquei nas pausas que você não explicava,
fiquei até quando comecei a perceber
que o amor em você
já não crescia —
apenas resistia.
E mesmo assim…
eu continuei.
Porque havia momentos —
malditos momentos —
em que tudo voltava.
Um gesto teu,
um quase sorriso,
um silêncio que parecia abrigo…
e pronto:
eu acreditava de novo.
Você nunca soube
o que fez comigo.
Ou talvez soubesse
e tenha escolhido não olhar.
Mas eu sei.
Eu sei porque ainda sinto
essa falta estranha
que não é ausência —
é excesso sem destino.
É como carregar algo
grande demais para existir sozinho.
E o pior…
é que, se você voltasse agora,
se dissesse qualquer coisa
com aquela voz que desmontava tudo —
eu não sei
se eu teria força
para não me perder outra vez.
Porque a verdade,
a mais feia, a mais crua, é essa:
eu não superei você.
Eu apenas aprendi
a continuar vivendo
enquanto isso não passa.
Eu fico pensando como, às vezes, ainda somos ignorantes… com os outros e até com nós mesmos.
Como ainda é comum ver pais tentando prender os filhos, em vez de deixá-los voar. Sim, faz parte ensinar o certo e o errado, mostrar caminhos, formar caráter com amor, respeito e limites. Mas a gente não pode esquecer de algo essencial: filho a gente cria pro mundo, não pra si.
Porque chega um momento em que aquela criança cresce. E quando cresce, ela passa a ter suas próprias opiniões, seus próprios sonhos, seus próprios caminhos. E ninguém tem o direito de decidir por ela o que é viver “certo” ou “errado”.
A verdade é que a gente tem pouco tempo aqui. Pouco tempo pra viver, pra sonhar, pra sentir felicidade de verdade.
E mesmo assim, as pessoas insistem em rotular.
Se alguém estuda, trabalha, corre atrás de um diploma, é motivo de orgulho. Mas se outro alguém escolhe viver mais leve, viajar, sair, curtir, logo é julgado.
Se um jovem decide focar na carreira, tudo bem. Mas se ele vira pai ou mãe cedo, parece que “acabou a vida”.
Mas quem decidiu isso?
Quem disse que existe só um jeito certo de viver?
Cada pessoa tem sua própria história, seu próprio tempo, seu próprio jeito de crescer. Tem gente que encontra felicidade construindo uma família cedo. Tem gente que encontra felicidade conhecendo o mundo. Tem gente que precisa se perder um pouco pra depois se encontrar.
E tá tudo bem.
A vida não é uma fórmula. Não é uma linha reta.
Eu sei como é cansativo viver nessa cobrança de “tem que estudar, tem que trabalhar, tem que vencer”. Eu vivo isso. E por isso, eu nunca vou julgar quem escolhe ser feliz do seu próprio jeito.
Porque no fim… todo mundo aprende. De um jeito ou de outro, a vida ensina.
Alguns se perdem, e isso entristece. Mas muitos se encontram no caminho. E é isso que importa.
Então, pra quê tanto julgamento?
Pra quê tantos rótulos?
No final, todos nós vamos para o mesmo lugar. A gente nasce, cresce, vive… e um dia parte. E com o tempo, quase tudo se apaga.
Então por que não viver da forma que faz sentido pra você?
Por que não aproveitar a sua própria vida?
É isso que eu penso.
MABUJES
No deserto quando eu era menino
Uma voz bem ao longe sussurrava
Que a verdade não estava no destino
Mas em cada passo que eu dava.
Cresci sobre dunas de areia
Aprendi com a observação
Segui a luz que clareia
Na candeia da intuição.
Vi homens brigando por certezas
Que julgavam ser a única verdade
E outros chorando de tristeza
Por terem confiado em falsidades.
Não estão no fim da jornada
As respostas que tanto procuro
Elas estão nas várias pegadas
Que deixo nos longos percursos.
E a voz que me chama
É o outro eu que reside
No âmago das entranhas
Que minha mente não atinge.
Vi impérios desmoronarem
E o poder deixar os poderosos
Vi pessoas se digladiarem
Por conceitos religiosos.
Servi sem esperar recompensas
Ouvi opiniões contraditórias
Aprendi sobre os pais das crenças
E sobre personagens da história.
Mas foi no templo do silêncio
Que encontrei as respostas
Aos muitos questionamentos
Que pesavam em minhas costas.
A luz que o peregrino
Anseia encontrar
Só estará no destino
Se lá ele a colocar.
O viajante que junta azeite
Nos trajetos que permeia
No destino encontra deleite
Ao ver brilhar sua candeia.
Limpe o vidro do espelho
Até que ele consiga
Revelar o ser mais belo
Que seu interior abriga.
E caso ele se quebre
Não interrompa a viagem
Porque o que ele reflete
Vai além da sua imagem.
Ele exibe o outro eu
Que sua essência ilumina
E que o liga a Deus
Por ser centelha divina.
Não no fim, mas no caminho
Está a chance de redenção
Para quem nos pergaminhos
Anota sua evolução.
Se a noite roubar as cores
Das flores que você plantou
Deixe o sol devolver às flores
As cores que a noite roubou.
Seja guia e inspiração
Para quem caminha a esmo
Porque no fundo todos são
Peregrinos de si mesmos.
Eduardo de Paula Barreto
02/04/2026
VC É MEU SANTUÁRIO 💯%
O único lugar onde o barulho finalmente morre
Onde eu não preciso ser nada além disso aqui seu color seu abraço
Essa baixinha aqui meia torta e cheia de falhas não sou perfeita mais terto muito ser mais
Obrigado por ser meu canto sagrado meu tudo
No meio dessa zona toda
Sem pose sem legenda
❤️SÓ NÓS ❤️
Por que brigamos tanto assim? Eu sempre te falei pra não ficarmos intrigados por pouca coisa. Você mesmo disse que sempre faríamos de tudo pra dar certo. E agora? Vai me deixar dormir angustiada? - Onde está aquela convicção em fazer tudo dar certo? - Tudo bem que as vezes te tiro do serio, mas eu não quero que seja assim, pois isso me mata a cada dia e eu sei que você sabe disso.
Eu quero dormir com você mais uma vez, quero te abraçar mais uma vez, quero te fazer meu esconderijo todas as vezes que o medo estiver a minha procura. Eu quero estar bem com você quando seus problemas te fizer perder a cabeça. Quero poder dizer: "Amor estou aqui, sempre vou estar aqui".
Sua presença
Eu não posso dizer que amo seu corpo, porque antes de tudo me apaixonei pela pessoa que você é.
Cada detalhe seu… sua voz, seu sorriso, seus olhos.
Eu nem sei dizer o que amo mais.
Talvez seja a forma como você fala e prende minha atenção já te disse que passaria horas te ouvindo falar sobre qualquer assunto, só pelo prazer que sua presença me traz.
Quando você sorri e mostra suas covinhas no canto da boca…
Seus olhos escuros e profundos…
Quando estou com você, esqueço do mundo.
Tudo desaparece…
E ficamos apenas nós.
É loucura se sentir assim, eu sei.
Mas ninguém tem o mesmo sentido que você tem pra mim.
E agora o filme se repete, você volta a viver sua vida normal e eu me tranco no meu quarto tentando juntar os cacos, tentando arrumar a bagunça que nós dois fizemos aqui dentro.
Quem sabe a culpa seja minha, por ter me doado demais a você. Quem sabe eu tenha sido boba, uma tola em pensar que com você seria diferente. Eu estava disposta a lutar, engolir sapos, quebrar murros e escalar montanhas por esse relacionamento, porém você na primeira pedra que te fez tropeçar resolveu recuar... Espero que encontre lugares amplos.. Eu ficarei aqui com a terra acidentada.. Já estou quase acostumada.. Adeus...EU AMEI SOZINHA... E VOU SOFRER SOZINHA TAMBÉM.... ADEUS...
Posso eu magoar alguém sem ser magoado? Posso eu pensar errado de alguém e não ser pensado mal? Posso eu utilizar a minha boca para maldizer alguém e não ser maldito em minhas palavras? Posso eu fazer algo ruim para alguém e não receber algo ruim do destino?
Quando o ser humano entender sobre a lei da reciprocidade, ele entenderá que o seu semelhante também é parte dele.
Eu terminei com você
E terminei com todos os outros
Agora só me resta esquecer
Fingir que não tenho sentimentos
Que eles não fazem parte de mim
Que a dor não existe
Que o conflito interno não existe
Que eu não sinto a sua falta
Que não me faz bem estar sozinha
Que eu não penso em você
Mas ao mesmo tempo eu lembro do meu juramento
Ao mesmo tempo eu aguardo ansiosamente
Acreditando que um dia eu estarei entendendo isso tudo o que acontece com os meus sentimentos
Que um dia serei família
Que existe alguém olhando por mim
E que essa angústia toda vai passar.
Confiança
Confidere
Quatro meses, e o tempo nos molda em silêncio.
Você e eu — nossos desertos e nossas sobremesas.
Você é o sal, eu sou o açúcar.
Sou lágrimas, e seus olhos, cor de mel, me enxergam além da dor.
Ancestralidade nos chama.
Você chegou, as plantas vieram contigo, e com elas, nosso legado floresceu.
Vencemos barreiras geográficas, culturais e linguísticas.
Você, a matéria-prima; eu, a obra.
Abdu luz ida por você.
Pelas montanhas que nos unem,
pelos desertos que atravessamos até aqui.
Eu, fogo; você, água.
Eu, leoa; você, compaixão.
Eu sinto você dentro de mim.
Vejo você em meus olhos.
Vejo você nos eucaliptos, nas araucárias, nas nuvens e no éter.
No sonho que me visita,
no cheiro da tua pele,
nos passos cuidadosos de nossas danças.
Para sempre.
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