Texto Qm sou eu

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Porque é que te vivi?
E deixei de ser quem eu era
Para nunca mais o poder ser?
É quando eu acho que tenho tudo sob controlo
Que controlar-me é suficiente
Que me perco
Acho que esse é o problema do fogo
Tu não te queimas a menos que acredites que ele não te vai magoar
Quando te aproximas o calor é conforto
Mas só quando entras é que percebes quе também ardes
Ardemos os dois
Será quе ele percebe que me queima?
Será que é só a mim?
Será que também sofre por não saber o porquê da cinza?
São estas dúvidas que me agarram a mão
Onde acaba ele e começo eu
Quando é que deixa de arder?
Se arde espera que cure
Mas mesmo o que cura deixa cicatrizes
Eu não tenho ar para todas neste ato.

Eu tive que perdoar até oque não me foi feito,
Para que eu pudesse "SOBREVIVER"
eu tive que te perdoar pela dor que me foi causada, mas fui eu quem "ESCOLHI" AMAR você,
Eu busquei sentimentos em vaso vazio, e ele se quebrou, ainda não sei se junto os cacos ou "VIVO" com o pouco da dignidade que me sobrou
Recomeçar é cansativo, buscar amor em pessoas rasas não é um bom "CAMINHO"
Mas como posso eu saber ? Sem me envolver.
Apenas seja feliz e aceite aquilo que "O CRIADOR DEU A VOCÊ"

Quarto sem testemunhas

Amar foi escrever cartas
sem endereço de volta.
Eu as deixava na mesa do mundo
e o mundo nunca respondeu.

Meu nome não ecoa em ninguém —
é só um som que gasto
para provar que ainda existo
quando falo sozinho.

Os dias passam como móveis velhos,
ocupam espaço,
não contam histórias.
O relógio trabalha mais do que eu.

Não tenho sonhos:
apenas intervalos de sono.
Não tenho amigos:
apenas pessoas que passam
sem notar que passei também.

Há uma cama que me reconhece,
sabe meu peso,
minha forma de desistir da noite
sem fazer barulho.

Tenho medo não do fim,
mas do apagamento —
de virar objeto entre objetos,
lembrança nunca inaugurada.

Amar sozinho
é aprender a diminuir
até caber no canto da própria vida.

Ainda assim,
às vezes a manhã insiste
em abrir a janela
sem pedir licença.

E quando a luz entra,
mesmo sem promessa,
ela prova baixinho
que nem tudo desistiu de mim.

É preciso ser muito pra fazer eu desistir de mim
muito mais do que grito,
muito mais do que fim.


É preciso ser corte que nem o tempo cicatriza, vento que arranca raiz,
muralha que não se humaniza.


Porque eu me faço inteira até no caco,
me refaço no avesso do dia,
faço da dor um palco pra dançar minha poesia.

Dentro dessas linhas

Você chegou como um cometa,
iluminando um céu que eu já achava apagado.
Rasgou a rotina,
fez meu coração repensar seus próprios passos.

Dentro dessas linhas,
eu caminho sem pressa, sem medo,
absorvendo cada instante que você me oferece.

E pela primeira vez,
sem a necessidade de estar armado,
sinto que posso, enfim,
ser amado.

Mostrei meu mundo em tão pouco tempo,
cada esquina, cada pedaço de mim.
E você, sem reservas,
abriu o íntimo que antes era ferida —
e transformou silêncio em confiança.

Até quando nos desencontramos,
o destino fez questão de nos juntar depressa,
como se dissesse que não há fuga
quando duas linhas foram feitas
para correr lado a lado.

Vejo você no amanhã que sempre temi,
como calor nos meus dias nublados,
como ar leve nos dias ensolarados —
onde antes havia peso,
agora existe respiro.

Do Acaso

E mesmo sem querer te encontrar,
eu te procurava.
E mesmo sem saber o que buscar,
você me buscava.

Foi nesse acaso, disfarçado de sorte,
que o tempo rendeu-se ao nosso encontro.
Sem promessas, sem planos, sem norte,
mas com um sentir que venceu qualquer confronto.

Não era destino, era mera distração do universo:
um sopro breve que rasgou o céu cinza, perverso.
E entre meus vícios de solidão e razão,
teu olhar devolveu batidas do meu coração.

Eu, que me resguardava em meus invernos,
vi, em tua presença, uma fissura na minha muralha.
Um perigo silencioso e necessário:
o risco de sentir ainda me encontrar.

E se um dia duvidar de tudo outra vez,
recordarei o silêncio entre nossas palavras —
porque quaisquer que sejam feitas nossas almas,
a minha e a tua parecem ter sido feitas do mesmo.

Eu nunca fui realmente insano,
apenas atormentado
pela minha própria mente.
Consumido pelos extremos,
rendido ao esquecimento.
Perdoei quase tudo 
exceto as raras vezes
em que meu coração foi tocado
com mãos que não sabiam cuidar.
Trago comigo uma estranha devoção:
a morte não como fim,
mas como pensamento constante,
sombra fiel que nunca me abandona

Senhor Romeo

Senhor Romeo,
eu fiz isso de novo.
Um ano em cada dez
consigo lidar com isso.
Sou uma espécie de milagre ambulante
minha pele ainda intacta,
como se não tivesse aprendido
a lição do fogo.
Diga-me:
quantas vezes se pode morrer
dentro da mesma casa
sem que a vizinhança desconfie?
Colecionei pequenas mortes
como quem guarda cartas não enviadas.
Dobrei cada tentativa frustrada
e a escondi na gaveta do criado-mudo,
junto aos comprimidos
e aos retratos
onde ainda corríamos
como dois atores mal pagos
ensaiando eternidade.
Você dizia:
“amor é resistência.”
Eu resisti
até virar ruína.
Sempre havia um copo quebrado na pia,
uma frase suspensa no ar,
um silêncio armado
apontando direto para o meu peito.
Tentei ser um incêndio manso.
Tentei ser água morna.
Tentei ser o homem que não sangra
quando cortado por palavras.
Mas cada tentativa
Era um ensaio de funeral.
O primeiro amor morreu de frio
faltaram cobertores e coragem.
O segundo morreu de excesso
amor demais é veneno doce,
colherada de açúcar
numa garganta já em chamas.
O terceiro?
Ah, Senhor Romeo
o terceiro fui eu.
Enterrei minha voz no jardim.
Plantei rosas sobre os gritos.
Aprendi a sorrir de dentes cerrados
para que ninguém visse
a hemorragia discreta
escorrendo pela alma.
Quantas vezes se pode voltar?
Quantas vezes se reconstrói
uma casa incendiada
com os mesmos fósforos?
Você me chamava dramático.
Eu me chamava de sobrevivente.
Havia espetáculo na minha dor,
confesso.
Eu me levantava das cinzas
com as roupas ainda fumegando,
a barba desgrenhada
como se fosse condecoração.
Olhem
eu ainda estou aqui.
Mesmo depois de vocês.
Mas sobreviver
não é o mesmo que viver.
À noite
deito ao lado do vazio
e ele respira melhor que qualquer amante.
O vazio não promete.
Não mente.
Não diz “para sempre”
com a boca cheia de vento.
Senhor Romeo,
há um cemitério em meu peito
onde cada “nós” fracassado
Tem uma lápide discreta.
Aqui jaz
a tentativa de diálogo.
Aqui jaz
a paciência.
Aqui jaz
o homem que acreditava
que amor era salvação.
Aprendi tarde demais:
amar não ressuscita ninguém.
Amar não cura abismos.
Amar não transforma homens
em porto seguro.
Às vezes,
amar é apenas outro nome
para se oferecer em sacrifício
num altar que ninguém pediu.
E ainda assim
olhe para mim, Senhor Romeo
eu me levanto.
Com as mãos queimadas.
Com o coração em carne viva.
Com a dignidade remendada
como roupa antiga.
Eu me levanto
não por eles,
não por você,
mas por essa centelha obscena
que insiste em pulsar
mesmo depois de tantas mortes pequenas.
Talvez eu seja feito
de matéria reincidente.
Talvez eu goste
do gosto metálico do recomeço.
Ou talvez
apenas talvez
eu tenha descoberto
que a única relação que não fracassa
é esta:
entre mim
e o homem
que se recusa
a permanecer enterrado.

Minha insegurança eu escondo entre as indefinidas cores de minhas lembranças; entre as sortidas texturas dos meus pensamentos; entre a vaga loucura dos meus desejos. Minha insegurança é uma dissimulação da minha segurança em mim, que eu escondo nas entrelinhas do meu olhar...no meu secreto EU.

Flávia Abib

Talvez o que escrevo, seja uma lembrança de um passado que fez-se inconsciente ou mesmo que eu tenha trazido de maneira latente em mim. Talvez o que escrevo, tenha o mesmo significado, a mesma luz, num outro olhar. Talvez o que escrevo, seja somente a tradução do que tua alma ensina-me.

Flávia Abib

Meu Jesus, eu ainda não Te amo, mas eu não quero morrer assim. Me ensina a Te amar.
Oh meu Senhor, que cada fração de tempo da minha existência seja uma oração.
Que cada batida do meu coração seja um eu Te amo.
Que cada expiração dos meus pulmões seja um suspiro de amor.
Que cada piscar dos meus olhos seja um obrigado.
Obrigado meu Pai, infinitamente obrigado!

palavras não podem descrever
o quanto de amor
eu sinto por você...

palavras podem ajudar
mas infelizmente
não trazem você aqui
pra bem pertinho de mim...

palavras podem amenizar
mas infelizmente
não podem me abraçar
não me dão a mão
não podem me beijar...

palavras são apenas palavras
sopinha de letras que eu,
boba garota, insisto em postar
deixo aqui meu sentimento
minha emoção, meu carinho
minha dor, meu sofrimento...

palavras não expressam
a dor da minha saudade
palavras não descrevem
do meu amor, nem a metade
palavras tão uma idéia
de minha felicidade
mas não são certas...

palavras, palavras, palavras
me ajudam a traduzir os dias
me tão forças na caminhada
me inspiram pela vida
palavras, palavras, palavras
sem elas não viveria
sem elas não poderia te contar
como o Rô mudou minha vida!

Tu Sabias (Pretérito imperfeito), que eu nao sabia (Pretérito imperfeito), que eu saberia (Futuro do pretérito) viver por mim mesma, enfrentando "sozinha" qualquer dificuldade?

Se eu soubesse (Subjuntivo Pretérito imperfeito) eu teria forças para fazer mais coisas! Voce sabia? (Imperativo Afirmativo)

Eu soube (Pretérito perfeito) disso somente agora e tenho forças para lutar e vencer!!!

Mas, para que eu soubera (Pretérito mais-que-perfeito ), uma mudança radical aconteceu na minha vida!!!

Quando eu souber (Subjuntivo Futuro) de mais alguma coisa, eu te aviso!!!

Um pensamento carrego comigo: eu sempre saberei (Futuro Simples) de tudo que eu me permitir saber (Infinitivo)...

Agora eu sei (Presente, e este tempo é o que VALE a pena conjugar e viver na vida!) e nada pode me abalar...

Estás tentando esconder
o que eu já sei.
Vou te dizer:


não forçarei um relacionamento
onde o sentimento se esconde
atrás de silêncios.


Se desejas continuar assim,
guardando verdades
como quem fecha janelas,
eu não irei à guerra
para confrontar quem prefere esconder na sombra.


Mulher,
a decisão não pode ser apenas tua —
mas também não serei eu
a implorar permanência.


Só não demores demais…
porque até o mais paciente
cansa de esperar.


por quem nunca decide ficar.
O amor não esconde pra se proteger.
Ele é a liberdade de escolha.

⁠Hoje me lembrei o dia em q nos conhecemos, percebi q eu ainda amava vc, mas lembro toda vez que vc me machucou. Olhei para meus braços e vi as marcas que vc deixou em mim. Eu ainda amo vc, mas nunca vou esquecer o q vc me fez passar. Lembro da nossa música "hj foi bom te encontrar", mas nunca foi bom te encontrar. Eu sinto sua falta, mas de q adianta correr atrás sabendo o final? Isso é que nem um filme de terror, eu não posso mudar o final dessa história. Vc me fala para acreditar em vc, mas você nunca SEQUER teve a coragem de me fazer sentir bem ou até msm confiar em vc. E hoje percebo quão idiota eu fui de ter sentimentos por vc um dia. Vc fala "eu amo vc, n sei pq vc não sente o msm", mas quando eu senti vc me fez de otária, vc me trocou, fez a sua escolha e hoje eu vivo com as consequências de ter um dia escolhido vc em vez de ter escolhido quem me amava de verdade.
Eu te conheci, vc era a "min" não a Beatriz, horrível e imatura e sem coração de hoje, agr eu não sou aql menina q vc conheceu no começo. Fiquei fria, sumo quando percebo que você me machuca, essa sou eu, nunca mais vc verá meu lado bom de novo. Ontem eu era uma menina inocente, hj já vejo como vc me fez madura, aprendi com a dor e o sofrimento. Vc nunca mais vai me ver tentando colocar você em minha rotina.

Eu sei lá


Sabe quando você não está nem aí?
Quando você tá tão sei lá pra vida e só quer sumir ?
Deitar em campos verdes
E pedir pra pras tardes
Que elas nunca passem
Quer ficar tão entretido em seus próprios pensamentos
E esquecer o presente e todas essas gentes
Quando você quer ser você e não pode
Porque você ser você as pessoas irão embora sem dar boa sorte
As vezes eu penso que ninguém me entende
Mas como alguém me entenderia se nem eu mesma consigo me entender?
Eu não entendo
Nem sei por que eu tento
Talvez porque se eu nem tentar eu mesma vou me julgar e tenho medo da repressão própria
Será que isso?
Tenho medo de mim mesma e de me conhecer
Por que se eu encontrar algo ruim em mim mesma vou querer me esconder
Mas me esconder do que ?
Só que pra descobrir eu teria que me conhecer e aí só geram bolas de neve na minha própria mente e tudo começa novamente
Eu só quero pensar em motivos
Motivos pra correr
Motivos pra viver
Motivos pra morrer
Eu não sei
Essa é a verdade
Quero mentir pra mim dizendo que sei o que é a felicidade
Mas eu não sei
Eu não sei de nada
Não sei quem eu sou
Não sei quem eu serei
Não sei nem o que eu fui
E nem pra onde eu irei
Mas de uma coisa eu sei
Que as dúvidas sempre vão estar com a gente mesmo por mais que nós frisarmos em nossa mente
Que "só sei, que nada sei"


Fe Vaz ~ 6 de julho 2022

Sabe?


Meu coração tá doendo,
Mas eu não tenho certeza do motivo, sabe?
Não sei se é o ciclo acabando
Uma amizade findando
O mundo desmoronando


Só sei que tá doendo
E tá doendo bastante
Como se fosse em um instante
Tudo acabar


Como se minha vida estivesse a um passo de finalizar, sabe?
Com que finalidade?
Qual é essa identidade?
Eu me perdi no personagem


Tá tudo esquisito
Eu
Minha vida
Tudo a minha volta
Todos estão cheios de esquisitices assim como eu


Acho que ninguém se entende mais,
Tá tudo ao contrário, sabe?
Eu não entendo você
Você não entende fulano
Fulano não me entende
Vejo todos se julgando


Claro que eu julgo também
Eu não vou ser mentirosa
Acho que o medo maior
É me sentir hipócrita


Hipocrisia é a arte da autodestruição, sabe?
É como um geógrafo falar que a terra é plana
Professor de história apoiar a ditadura
Psicólogo não aconselhar terapia


Hipocrisia é igual fim
Fim da realidade
Fim da finalidade
Fim da verdade


Pior que o fim é o sentimento que ele causa, sabe?
A incerteza
A tristeza
O desânimo
A canseira


Tudo parece que fica bom no final
A nostalgia começa antes do fim realmente chegar
Você reflete antes de tudo se finalizar
A pior parte da existência é a dor de não conseguir se acostumar


Sabe?


Fe Vaz ~ 13/06/2025

Achei?


Eu vivo de achismos
Vivo de achados
Eu vivo de sentimentos
Vivo do que ainda não foi encontrado


Eu penso de menos
Falo de mais
Vivo nos meios
Onde não dá pra voltar atrás


Eu sou confusa
Mas decidida
Me sinto intrusa
Nas ruas da vida


Pareço desconhecida
Nas camadas da minha alma
São tantos vazios
Isso não me agrada


Parecem quadros sem fotos
Pedaços incompletos
Lacunas perdidas
Me sinto incompreendida


A vida parece perdida
Rodando sem direção
Talvez uma andarilha?
Ou ela perdeu a visão?


O mapa eu tenho
E a lanterna está em mãos
Mas onde está minha mochila?
Deixei na estação?


Acho que esqueci algo
Mas não posso voltar pra pegar
Já estou longe do início
Mais longe ainda de acabar


Perdi o que?
Eu não me lembro
Será que era algo chique?
Ou coisa de muito tempo?


Será que está na mochila?
Em qual estação eu a deixei?
Acho que foi aquela da vila
Eita, eu desleixei


Se eu olhar pra trás
Ainda tem como voltar?
Ainda estou com um pé atrás
Mas não posso arregar


Vou olhar rápido
Só pra não esquecer
Uau, bem válido
Como eu pude me perder?


Entre dúvidas e escolhas
A pressa me fez correr
Mas nos trilhos da saudade
Encontrei forças pra viver


Agora eu voltei
Preencheu os pedaços
Em meu coração te guardei
Senti falta dos abraços


Jesus, obrigada
Por me deixar voltar
Sem você eu não era nada
Era apenas mais uma a vagar


Fe Vaz ~ 04 de dezembro 2024

Prece de Amor (Luiz Maria Borges dos Reis)

Meu Deus como sois bom Senhor
Eu vos adoro, eu vos agradeço e vos bendigo
Pelo dom da vida
Por tudo que eu sou e tenho
Muito obrigado Senhor.

Socorrei-me neste momento de angústia e de dor
Livrai-me de todos os males
Valei-me Senhor.
Não me deixes perecer
Fortalecei-me e levantai-me
Mostrando-me o verdadeiro caminho a seguir
Pois sem vós nada posso e nada sou.

Vinde em meu socorro Senhor!
Vinde em meu socorro Senhor!

A busca em Mil Rostos


Eu ainda te procuro,
Mas não no mundo onde você está.
Minha busca se fez arte,
Um jeito secreto de quem não te alcança.
Procuro o gosto leve do teu beijo
Em páginas que um poeta dedicou,
Em versos que escrevo, só para você,
Onde a rima é o eu te amo que restou.
Eu me perco na melodia de um piano,
Esperando um acorde que me traga a tua voz.
Observo em cada tela de cinema
Um par de olhos que lembre os teus.
Ah, seria mais fácil te ter aqui,
Sem véus e sem metáforas,
Mas o destino tem seus muros, e sei que é impossível.
Meus pés estão cansados, mas a alma não recua.
Transformo a dor em beleza:
Ainda te encontro em cada livro lido,
Em cada canção que me faz parar e ouvir,
Em desenhos de um sol que se põe,
Em paisagens que parecem esperar por nós.
E assim, de formas tão sutis e belas,
Eu vou te amar eternamente.