Texto Qm sou eu

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⁠Nós desaparecemos do mundo um do outro
Porque você não achou que eu valia a última conversa
Eu vivi um inferno, nesses últimos dias
Tentando entender e esperando uma resposta
E de repente, como um sopro de clareza
Eu percebi que eu não preciso de resposta
A resposta que tanto procurava, estava em cada detalhe que vivi contigo

EU SINTO SAUDADES DE BRINCAR


Eu sinto saudades de brincar, tipo brincar mesmo, inventar cenários, brincar de casinha, brigar pela cor da calda, sair cedo e voltar só quando escurece, lembra do "posso ir beber água na sua casa? Se eu voltar, minha mãe não me deixa sair mais". Pra onde foi toda essa brincadeira? Em que momento paramos? Em que momento deixamos de ser crianças? Hoje em dia a vida é tão séria, sinto saudades de brincar...

Eu não decidi sair da sua vida por acaso.
Nada foi impulso, nada foi fraqueza. Houve um planejamento silencioso, construído a partir de gestos, ausências e escolhas que não foram minhas. Você mesmo desenhou o caminho e, dia após dia, deixou claro onde eu não cabia mais.


Eu apenas tive a coragem de seguir a estrada que você apontou. Permanecer teria sido insistir onde não havia lugar, aceitar migalhas onde eu oferecia inteireza. Não saí por falta de amor, saí por excesso de lucidez.

Manifesto do Insubmisso

​Eu escrevo a história dos ninguéns, dos que sofrem o horror da perversidade do sistema.
Eu pinto a tela social dos mais atormentados pela exclusão de um sistema estúpido que é vendido como progresso, mas que atua como máquina de fazer embutidos.

​Eu sou a pena que sangra nos cadernos rasgados dos que não têm nome nos registros da glória. Eu fotografo com palavras as cicatrizes deixadas pela engrenagem que tritura a dignidade e cospe o resto. Este progresso não é a luz, mas sim a sombra densa onde a esperança é esmagada sob o peso de um capital que se alimenta da miséria e da obediência cega.

​Eles nos querem quietos, padronizados, meros ingredientes no produto final do lucro. Mas eu não me calo. Minhas linhas são o grito sufocado que ecoa dos cortiços, das esquinas frias, dos campos varridos pela ganância. Eu sou o memorialista da resistência silenciosa, e minha arte é o espelho que estilhaça a ilusão: o sistema não falhou; ele está funcionando exatamente como foi projetado. E meu trabalho é garantir que o horror não seja esquecido nem perdoado.

​Sou a vela vermelha dos Exus das encruzilhadas, sou o terreiro inteiro se mudando de lugar.
Sou a tenda resistindo à estupidez da hipocrisia religiosa.

Sou o Cristo do crucifixo morto – porque a vida pulsa onde a opressão o mata.

Sou a rua, a esquina, a Banda de esquerda, o armário vermelho amarelo.

Sou o furacão que arrasta o ego e o joga no paredão do terreiro das entidades mais intensas.

​Eu sou a contradição que liberta. A liturgia profana que desfaz os dogmas e veste o corpo nu da verdade. Não aceito o céu prometido em troca do silêncio na terra.

Sou a Pomba Gira que dança sobre os contratos sociais não cumpridos. Sou o Zé Pilintra que bebe a indiferença e cospe a revolta, dando dignidade aos que o sistema chama de marginais.

​Eu sou o ruído necessário que quebra a missa silenciosa da conformidade. Eu sou o verbo encarnado na pele dos marginalizados, o ponto cantado que ninguém pode abafar.

Minha escrita é a macumba social, feita para desmanchar as armadilhas do "progresso" e invocar a justiça sob a luz da Lua e o cheiro de pólvora da insubmissão.

Pedro Alexandre

Queria ser um lápis de cor


Às vezes eu queria ser um lápis de cor,
viver na ponta suave de um sonho,
colorindo os dias cinzas que cruzam o caminho
com tons que a alma insiste em guardar.
Pintaria de amarelo o medo escondido,
de azul as tempestades que o peito inventa,
de verde os passos que ainda vacilam,
de vermelho o amor que nunca se cansa.
E, quem sabe, em cada traço simples
de alegria, esperança e abrigo,
eu descobriria que o mundo muda
quando a gente começa
pelas cores que carrega dentro.

⁠⁠Se eu pudesse,
estaria num lugar lindo e pacífico,
sentindo um raro sentimento de leveza
com a brisa do mar invadindo,
levando embora qualquer conflito
ou tristeza,
enquanto o vai e vem das ondas
numa dança suave e intensa
e o céu estaria deslumbrante
com a arte do sol e suas cores fortes
com uma divina essência,
espero que não demore pra que assim aconteça.

⁠Eu tenho uma franca admiração muito especial pelas rosas vermelhas, cujas pétalas são graciosamente envolvidas pela elegância desta cor notável e tão significativa numa bela fulgência romântica incomparável, então, um desabrochar amável de vida.

São lindas flores profundamente cativantes, basta uma delas para se declarar um amor sincero ou uma gentileza genuína, com certeza, uma declaração calorosa por meio de um simples gesto que tanto emociona quanto vivifica.

O florescer de cada rosa vermelha é como a veemência de uma emoção que desabrocha num tom atraente que mescla na sua aparência de forma muito harmoniosa a sutileza aliciante e a presença marcante e impetuosa.

⁠Num momento raro,
quero eu e você,
homem e mulher,
banhados em êxtase,
sentir a tua pele na minha
com uma vontade insaciável
num misto de loucura e euforia,
uma união de corpos
beijos entrelaçados
como se a tua língua fosse
uma extensão da minha.
Não sei se isso ainda será um fato,
mas bem que eu gostaria.

Uma das coisas que eu aprendi na vida é que quem quer alguma coisa, não cria dificuldade, porque sabe que isso não é desculpa pra continuar na merda. Assume responsabilidades, honra compromissos, supera limites, quebra barreiras, têm interesse e se esforça.
Quem tem objetivos honestos, não se freia por medo e nenhum vício.
Todo mundo sabe exatamente o que está fazendo.

*Meu Plano de Fé*

Eu sempre acreditei que a fé é como um plano de voo. Você precisa ter um destino, um objetivo, e confiar que o piloto (Deus, no caso) vai levar você lá. Mas, às vezes, a turbulência da vida pode te fazer questionar se você está no caminho certo.

Eu me lembro de um amigo que sempre dizia: "Se Deus quer, Ele pode me dar o que eu quero. Se não, é porque não é para ser." Era uma frase simples, mas que carregava uma profundidade incrível. Ele estava dizendo que, independentemente do que acontecesse, ele estava em paz, sabendo que Deus tinha um plano.

Eu comecei a refletir sobre isso e percebi que, muitas vezes, nós queremos controlar o resultado, queremos saber o que vai acontecer amanhã, queremos ter a certeza de que tudo vai dar certo. Mas, a verdade é que a vida é imprevisível e, às vezes, o melhor que podemos fazer é confiar.

Confiar que Deus sabe o que é melhor para nós, confiar que Ele tem um plano, mesmo que não entendamos. É como estar em um avião, sem saber exatamente o que está acontecendo lá fora, mas sabendo que o piloto está no controle.

E, quando a fé é forte, você pode até mesmo aproveitar a turbulência, sabendo que ela é apenas uma parte do voo. Você pode dizer: "Ok, Deus, estou aqui, estou pronto. Leve-me para onde você quiser."

E, no final, é isso que importa. *Não é o destino, é a jornada*. Não é o que acontece, é como você lida com isso. E, com fé, você pode lidar com qualquer coisa, sabendo que Deus está ao seu lado, guiando-o em cada passo do caminho. 🙏 Leila Boas 05/12/2025

Eu te vi como ninguém nunca viu...

Te vi nua, sem máscaras, magra, linda, insegura, com medo de errar...
Te vi grávida, vulnerável, com o corpo transformado e a cabeça triste, sem autoestima.
Te vi flácida, fragilizada, achando que eu iria te olhar diferente — e eu fiquei, eu te ajudei, te cuidei, te mudei.
Te vi irritada, doente, chorando, tremendo... Sem dormir, com dor nas costas, irritada mas sempre sem saber pra onde ir.

Eu te vi e te cuidei nos dias q você queria sumir.
Naqueles dias que só meu cafuné e meu abraço te acolhiam.

Eu te vi nos surtos, quando tu empurrava teus medos pra cima de mim.
Eu te vi mentindo por pânico, com medo de me perder, quando outras vezes tudo o q quis foi me abandonar.

Eu te vi fazendo ultrassom tensa, segurando minha mão forte demais com medo de não escutar o batimento.
Eu te vi no hospital, 12 horas chorando pela dor e pelo medo, e te vi me culpando quando não pude estar perto.

Eu via teus olhos sorrindo quando sentia o Murilo mexer.
Eu te vi comendo rápido pra tentar esconder a ansiedade.
Te vi reclamando das dores nas pernas, no peito, nos pés e eu fiz massagem naqueles pães.

Eu te vi vomitando, deitada no chuveiro porque não tinha força.
Eu te vi chorando arrependida, querendo se jogar do carro pra provar amor.

Eu te vi no parto, momento que só eu e você sabemos.
Eu te vi cuidando do Murilo bebê.
Te vi corcunda, dizendo que doía tudo...
E eu fiquei ali, o Murilo numa mão e você na outra.
Eu te vi tentando esconder tuas estrias, teu cansaço, as quedas de cabelo.
Eu te vi querendo ser forte o tempo todo e eu sempre contigo, das 6 e 30 da manhã dos domingos q você trabalhava, as madrugadas com o Murilo na clínica enquanto você fazia as medicações com a tua mãe.
Eu te vi pegar o Murilo recém-nascido sem saber como seria dali pra frente
Eu te vi chateada por eu não poder passar a noite com vocês...
Eu te vi mãe pela segunda vez — e foi lindo, mesmo na bagunça.

Eu te vi dormindo sentada, exausta.
Eu te vi com olheiras que nenhum filtro ia esconder.
Te vi rindo e chorando no mesmo minuto.

Eu te vi sem poder levantar da cama.
Eu te vi com medo da chuva
Eu te vi desamparada,
Eu te vi em êxtase, após o melhor amor da tua vida, falando que não existia nada como aquilo...

Eu te vi por completo, Jaine — a mãe que queria eu como pai da filha, a mulher magoada pelo marido não confrontar a ex enquanto ela era insuportável, eu te vi perder a linha e culpar o Be pelas atitudes da mãe dele.
E eu nunca quis ir embora.
Eu te mediquei, te curei, passei madrugadas te fazendo cafuné já separados.
Eu te cuidei e te vi em situações que nenhuma outra pessoa vai ver,
Eu toquei em partes que ninguém vai tocar, não por prazer, mas por cuidado.

E mesmo tendo visto a tua alma nua...
Visto mentiras e teu lado perverso, vendo a manipulação e a humilhação e por isso te disse coisas horríveis, tudo o q eu sempre quis era que tu me provasse que era mentira... As palavras que eu disse foram mais reflexos dos machucados que eu absorvi do que o q eu sentia, doeu em mim muito mais porque eu te amei de um jeito que nem você se amou...
Mas tu escolheu me tratar pior do que alguém q você conheceu no dia anterior.
Não entendo pq riu da minha dor.
Escolheu usar o amor que te cuidava pra me humilhar.
Escolheu se magoar por palavras que já entraram em mim me machucando e só repassei pra ti a dor de se apagar toda a história que um dia escrevemos.
Tu escolheu testar, manipular, diminuir o homem que sempre só se dedicou a ti.
Mas mesmo assim eu te entendo.
Eu tinha amor, muito amor pra te dar e não me importava em ser humilhado.
Tu tinha esse buraco na alma que eu tentei preencher com amor mas nunca foi suficiente.
Hoje eu fecho o ciclo, o amor que eu te dei, pode ficar,
Eu aprendi a criar amor de onde deixaste cicatriz.

Eu em meu silêncio criei um mundo teu
pra te ver feliz, onde és rainha, imperatriz.
Nos corredores da minha alma, teu nome ecoa,
como sinfonia que não se cala, como chama que não se apaga.


És o sol que rasga minhas madrugadas,
a lua que embala meus segredos,
o destino que me guia quando tudo é sombra.


Em ti, encontro o infinito,
a eternidade que não se mede em horas,
mas em suspiros, em olhares, em promessas não ditas.


E se o universo ousar ruir,
erguerei em meus versos um trono eterno,
onde teu sorriso será lei,
e teu amor, soberano.

A busca em Mil Rostos


Eu ainda te procuro,
Mas não no mundo onde você está.
Minha busca se fez arte,
Um jeito secreto de quem não te alcança.
Procuro o gosto leve do teu beijo
Em páginas que um poeta dedicou,
Em versos que escrevo, só para você,
Onde a rima é o eu te amo que restou.
Eu me perco na melodia de um piano,
Esperando um acorde que me traga a tua voz.
Observo em cada tela de cinema
Um par de olhos que lembre os teus.
Ah, seria mais fácil te ter aqui,
Sem véus e sem metáforas,
Mas o destino tem seus muros, e sei que é impossível.
Meus pés estão cansados, mas a alma não recua.
Transformo a dor em beleza:
Ainda te encontro em cada livro lido,
Em cada canção que me faz parar e ouvir,
Em desenhos de um sol que se põe,
Em paisagens que parecem esperar por nós.
E assim, de formas tão sutis e belas,
Eu vou te amar eternamente.

Eu tenho um espírito quieto e sereno,
Que busca na calma seu aconchego pleno.
Sonho com uma vida de paz e luz,
Onde o silêncio abraça, e a alma reluz.Que o vento suave cante a harmonia,
Que o tempo desacelere sua correria.
Nas manhãs serenas, o sol a brilhar,
No coração, só o desejo de amar.Sem pressa, sem presságios ou tormento,
Apenas o doce pulsar do sentimento.
Um refúgio manso, um porto seguro,
Onde o sonho floresce no mais puro.Eu tenho um espírito quieto e tranquilo,
E no sonho guardo o mais belo brilho.
Vida simples, vida de amor e ternura,
Meu anseio será sempre essa doçura.

Quando diz ser superlativa, eu acredito...
Há ecos de infinitivo
na forma como anuncia.


Vejo versos que caminham sem ponto,
mas não lhes falta direção;
há rimas que se escondem
na pausa do olhar.


E se pede para ser recitada,
não lida, não decifrada,
que seja assim:
em voz baixa,
como quem toca o sagrado
com a ponta dos lábios.


Porque algumas mulheres
não se explicam,
acontecem em poesia.

⁠⁠⁠⁠Desfrutando de uma inspiração a partir do pensamento de que talvez um dia eu seja surpreendido, apliquei a minha poesia e fiz estes versos a respeito de um tipo de declaração que eu não acharei ruim declarar, desde que seja para ela, aquela que aquecerá o meu coração, uma interação que valerá a pena, diferenciada, que em algum momento eu possa dizer

⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠"Desfruto de uma alegria demasiada por amar-te, uma que não pode ser comparada, que instiga a vontade de admirar o teu sono enquanto dormes, que faz eu querer usar o meu tempo contigo, envolver-te em meus braços, acariciar a tua pele suave, saborear a viveza do teu sorriso, demonstrar-te o meu amor de uma maneira incansável, fazendo parte do teu regozijo.

Desfrutarei ainda mais se for recíproco, serás amada com atos, verás que tenho mais do que palavras para te oferecer, provarás do meu amor na prática, então, serás a minha mulher, o meu abraço será para ti um abrigo assim como o teu será para mim, reciprocidade semelhante a que o céu tem com as estrelas, o refulgir de uma relação vitoriosa, naturalmente, intensa.

Desfrutaremos juntos de muitas bênçãos, os nossos encontros serão mais frequentes, sentiremos o aconchego do outono, dançaremos na chuva, enfrentaremos tempestades para depois aproveitarmos as primaveras, o verão com a sua vitalidade, beijos demorados, desejos correspondidos, vivências de felicidade, onde a simplicidade será sempre incrível."

“A vida é como um barco em um frasco
Eu tentei navegar, mas não havia nenhum mar
Às vezes eu desejava quebrar esse frasco
Às vezes só enxergava meu reflexo
Então faltava-me força, ou talvez razão
Muitas vezes havia fardo, e muitas vezes havia solidão
Quando cada dia me testava a determinação
Quando um dia me chamastes a atenção
Da frieza até a indiferença
Ao calor e a emoção, foi para onde me levastes
Então eu fui tolo, então eu fui imaturo
Então insisti em ser igual, então me tornei diferente
Você é a última coisa em que penso quando durmo
E a primeira coisa de que lembro quando acordo
Por que te amo hoje muito mais do que ontem
Por que te amarei amanhã, muito mais do que hoje...”

A Borboleta Azul

Ela tem tantos poemas…
Que eu nunca imaginei.
Muitos já a viram…
Não fui só eu.

Li vários significados,
não sei se todos são verdade.
Alguns, eu gostaria que fossem…
Outros, talvez.

O que eu sei é que
foi uma sensação maravilhosa —
algo mágico.

E não sei se mereço
o direito de presenciar
um milagre assim.

E isso me assusta.
Penso: “Quem sou eu
para viver todo esse encanto?”
Um pequeno grão de areia…

E, incrivelmente, é real.
E nesse momento de reflexão,
compaixão e humildade…
ela pousa em mim.

Meu coração se renova
e se enche de uma alegria inexplicável.

Me sinto completa.
Me sinto num mundo de fantasia,
de faz de conta.

Ela levanta voo,
dança feliz…
E em nenhum momento
pensei em detê-la.

Porque a maravilha
é a vida,
e está em ser livre.

Penso que talvez
seja um sonho
do qual eu nunca quero acordar.

Não vi só beleza…
vi magia.
Abaixo a cabeça novamente
e, humildemente, agradeço.

Obrigada, Borboleta Azul.
Obrigada, meu Deus.

O silêncio da minha alma


Fui me apagando aos poucos...
E eu nem percebi.
Lutava sem saber,
Implorava sem querer...


Demorou,
Mas entendi.
Tentei,
Briguei,
Estava numa guerra.


Eu queria de volta a minha personalidade,
A guerreira
Que vencia tudo
E todos.


Onde me perdi?
Onde deixei de existir?


Mas isso não era certo,
E eu não desistiria.


Na luta por me encontrar,
Já não sabia
Se me achava...
Ou mais me perdia.)

Só não fuja de mim...


Quando eu me aproximar,
depois de criar coragem
e falar do nada,
mesmo sem sentido algum...


Não precisa me responder.
Pode fingir que não me ouviu,
pode se calar
para não me magoar...
Com palavras
não pensadas,
ditas da boca para fora,
jamais do coração,
que saem como defesa.


Defende-se de um sentimento
que é cura,
não tormento.


Pode ficar quieto, parado,
e até me ignorar,
mesmo que eu não saiba o porquê:
se é amor, desejo ou desprezo...


Já não me importa tanto.
Posso até me enganar,
sem conhecer o real motivo.


Apenas fique.
E não fuja de mim!