Texto para um Bebe
Tanto tempo juntos que parece que ficamos, cada dia, mais parecidos um com o outro. Olho pra ela e é como se estivesse de frente a um espelho. Muito mais que isso é que nossos espíritos se fundiram e desapareceram portanto o “meu” e o “dela”, agora é o “nosso” espírito.
Obrigado SENHOR por ter-nos selados para a eternidade.
Ney Paula B.
“Na vida é preciso ter cuidado com o “sim” que damos… para que não seja fruto de um descuido do “não”. É que podemos, sem ponderar, aquiescermos a sugestões ou convites que podem nos levar por caminhos não compatíveis com aqueles aprovados pelo SENHOR, o que certamente irá desagradá-Lo.”
Ney Paula B.
Viver não é lutar para ter… É esforçar-se para ser, ser um virtuose em coragem, justiça, autocontrole, relacionamentos e sabedoria.
-Coragem para enfrentar e saber lidar com os constantes reveses da vida e a inevitabilidade da morte.
-Justiça para não permitir-se aquiescer ao que não é moral, ético. Não ser indulgente com erros recorrentes e ser imparcial em seus julgamentos.
-Autocontrole para ser capaz de dominar as próprias emoções ou os impulsos decorrentes dessas emoções e também ter domínio dos desejos, apetites e paixões.
-Relacionamentos para saber cativar e deixar-se cativar, usar de empatia, generosidade e paciência.
-Sabedoria para fazer boas escolhas e saber distinguir o certo ao errado e o que é fundamental ao que é importante.
-Luz para que onde chegues a paz de Cristo Jesus seja sentida.
Ney Paula B.
Mude uma palavra de um poema alheio
Cultivando-a em versos próprio
Ponha-a para tomar olhares
Regue-a compartilhado
Quando olhares neles pousares
Leve pelo açúcar que há
Levará na orelha
Versos
Mude palavras
Cultivando...
Salve a poesia incendiando o pensar
Esse grito queimando
Pede iluminar
Cultivar palavras
Para educar
E não arrancar do
Coração a moral da história
Vai xandão salva a Amazônia
Plant/ e boca é tigela e açaí
(Leonardo Mesquita)
poema curto
tudo
todo linguarudo
curte um assunto absurdo
espalha poesia
em poeminhas de intortar
e o drible da palavra não faz vergonha levar
ganha o driblador e driblado
curto ou da vaca
fica no mapa
do peito pro texto que jogada
absurdo linguarudo diga tudo
e não diga nada
passa passa a palavra
Um poema
Não tem tamanho
Não ocupa espaço
Porém fica no olhar
Uma folha de papel molhada pode apagar
Ajuda dá opinião
Mexe na emoção
É uma arma carregada de balas intelectuais
Dessas tantas perdidas na poeira das prateleiras...
Já foi o melhor amigo de gerações
É o melhor amigo da educação
Ele alegra o homem com imaginação
Não morde e quando morde
é palavra no contexto exato
Deixando alguém mais esperto
Ele tem o que nele não cabe
É apenas uma chave
Junta as pistas de um fato
É os cisnes dos patos
Pro alfabeto não passa nem perto do patinho feito
Para as letras ele tem o charme
Se é um poema não me fala de algo alheio
Ele é eu no meio...
Leonardo Mesquita
O homem é um ser que cria.
E a alegria com o movimento do objeto de seu pensamento como palavras
inventadas para leva-lo ao sempre presente ainda não dado aos olhar como a poesia que mora no encontro de palavras que convida para a frase que diz uma imagem presente no que se sente — na estadia da frase que empolga, a mente se acomoda no luxo de pensar uma frase nova, palavras compram a atenção e pagam com imaginação seus interessados que encontram a alegria sempre presente
na casa do imaginário...
Leonardo Mesquita
A conclusão de um poema espreita
o bobo poeta entretido com o ser criança das palavras convidadas pra
brincadeira de serem emoção em vez
da coisa catada do alfabeto, elas entram na brincadeira fluindo nos versos dizendo olha tio, pro poeta,
a catada não cata ela veste essa, e de
fantasia em fantasianesse universo
de repente o Booo! no começo longe da tia chata da norma padrão...
a explosão da palavra criança
o que é um fantasma?
e um dinossauro?
Leonardo Mesquita
Um rio tem curso e não diploma
um poema, mesmo, tem discurso
para, só, emocionar não funciona
tem o ponto da surpresa
a força do pensamento e a
claridade da beleza
os braços do argumento
e pontos profundos
tem o peixe para o anzol do outro
e um banho de dopamina
o ah! ah! ah! de raciocínio
no decorrer do discurso
derrubando barreiras
tirando a palavra poema
do preço de peixes baratos
e vendendo-a ao valor do mar aberto
esperto é o pescador
que um peixe esperado assim
morda a isca
Leonardo Mesquita
Um poema grande morde a isca do poeta ai começa a luta pela palavra certa, o jogo é indo cansando o danado em frase aberta, dando linha pra não perder a pesca, o bruto pesa na rima — o poeta enrola o raciocínio focado na meta; o branco rabeia na mente negando a palavra: o poeta astuto solta mais linha vendo a oportunidade na água, sabe que usou isca pra grande sinestesia quem narra embarca no peso da pesca criando o gosto por frases onde tem
poesia
Leonardo Mesquita
Com um bom raciocínio martelar o pensamento dando pernas a uma frase... colocando sobre ela delícias da linguagem e, reunindo em torno dela leitores famintos, pregada com esmero assim ela conforta a imaginação dos convidados a baterem pernas, nas delícias da linguagem, puxar conversa e sentar-se à mesa — o papo rolando
e o raciocínio toc! toc!ler é abrir a mente... como pregos na mão de carpinteiro pensamentos sustentam poemas e na alegria dessas palavras
em torno dessa mesa, mesa cara de imagens (de madeira) das terras das letras...
Leonardo Mesquita
A poesia tem utilidade? quem sabe que a linguagem é um antídoto para a mente... sabe que já se encontrou em muitos poemas vida afora... e já tá medicado pelo ser humano que cura-se no muito de si — que é o outro: que não precisa de um medicamento, mas falar coisas que se encontram sem frases... e essas substâncias sem frases; não incomodadas pelo encontro com o justo — era isso que eu sabia, sentia, pensava; mas não tinha palavras para olhar o eu, o seu ser que encontra-se em tratamento — de pensar — que o quê ainda não foi poetizado: leva o alto custo da sociedade com fármacos — agora com o susto que me dar a frase, que encontro no meu silêncio... essas palavras são pílulas de razão para o quê do outro... na cirurgia de um poema,
no corte preciso que palavras poetizadas fazem para o humano que se pega na frase do outro...
já sente melhoras do que antes não ter palavras. Assim: essas palavras —
poema de doze em doze horas e escutar o humano que não foge a regra.
Leonardo Mesquita
Abrir um verso entre as infinitas possibilidades...
é como cortar uma fruta ou abri-la com a mão
então, já com letras na boca saborear palavras narrando
um verso gostoso
entre outros maduro maduro que colho na ocasião...
o léxico da verso o ano todo, as margens da possibilidade com suas raízes profundas tem sempre contexto,
só cabe encontrar o jeito
de derrubar palavras sempre amadurecendo a imaginação...
Leonardo Mesquita
Pensamentos na Roda de Chimarrão
A roda de chimarrão se forma sem aviso. Um chega, outro puxa a cadeira, alguém esquenta a água. Quando se percebe, o tempo já diminuiu o passo e ninguém sente falta da pressa.
Na roda de chimarrão sempre tem quem fale menos. Não é silêncio vazio, é escuta. A cuia vai e volta, e junto dela um pensamento que ainda não terminou.
O silêncio na roda de chimarrão nunca constrange. Ele se senta junto, toma um mate e fica. Às vezes diz mais que a conversa inteira.
Tem roda de chimarrão que começa leve e, sem combinar, vai ficando funda. Quando vê, alguém falou de infância, outro de ausência, e ninguém tentou consertar nada.
A roda de chimarrão mostra o ritmo de cada um. Tem quem devolva a cuia rápido, tem quem demore. Ninguém apressa. O mate não gosta disso.
Na roda de chimarrão se encontram pessoas que talvez não se encontrassem em outro lugar. Ali, todo mundo bebe do mesmo amargo e isso iguala.
Algumas conversas só existem na roda de chimarrão. Fora dali não teriam espaço, nem clima. São feitas do vapor da água e da confiança que se cria sem anúncio.
Quando alguém chega atrasado na roda de chimarrão, a roda abre. Não precisa pedir licença. A cuia já sabe o caminho.
Tem roda de chimarrão em que ninguém resolve nada. E mesmo assim todo mundo sai melhor do que entrou. Resolver nunca foi o objetivo.
Na roda de chimarrão, a ansiedade vai ficando menor a cada gole. Não some, mas aprende a sentar e esperar.
Sempre tem uma risada que nasce do nada na roda de chimarrão. Não é piada ensaiada, é convivência se reconhecendo.
A roda de chimarrão não cobra explicação. Quem fala pouco fica. Quem fala demais também. O mate não mede ninguém.
Tem histórias que se repetem na roda de chimarrão. E ninguém reclama. Porque não é a história que importa, é quem está contando de novo.
Quando a água esfria na roda de chimarrão, alguém levanta e esquenta de novo sem dizer nada. Cuidar ali é gesto pequeno.
Às vezes a roda de chimarrão fica só no som da bomba. Ninguém se incomoda. Aquilo também é conversa.
A roda de chimarrão ensina que dá pra discordar e continuar sentado. A cuia passa mesmo assim.
Tem roda de chimarrão curta. Alguém precisa ir, outro chega só pra um mate. Mesmo assim valeu.
A cuia passa por mãos diferentes na roda de chimarrão e nunca muda. O que muda é o jeito de segurar.
Quando a roda de chimarrão termina, ninguém anuncia. Ela se desfaz como coisa viva, deixando um resto de calma no ar.
No fim, a roda de chimarrão não é sobre o mate. É sobre estar. O resto acontece sem esforço.
Saio sem mapa...
Sem promessa no bolso...
A noite aberta...
Um talvez no olhar...
Não espero milagres...
Só deixo o vento decidir onde vai dar...
Levo expectativas leves, quase nada...
Pra não pesar o passo...
Nem o coração...
Se vier riso, ótimo.
Se vier estrada, que seja canção...
Talvez um encontro...
Talvez o vento...
Um bar qualquer...
Conversa sem fim...
Ou talvez apenas um simples momento...
Vou assim: “vamos ver o que acontece”,
Sem cobrar do mundo...
Sem pedir um sinal...
Porque às vezes é quando a gente não espera...
Que a vida resolve surpreender no final.
Sandro Paschoal Nogueira
"Hoje sou um intervalo.
Não estou triste o bastante para gritar,
nem inteiro o suficiente para seguir.
Sinto demais, penso demais,
e vivo nesse cansaço elegante
de quem acreditou com seriedade.
Não peço explicações ao mundo.
Apenas descanso do que sou,
até voltar a caber em mim."
Isaías Freitas
09 Jan. 2026
PARA VOCÊ QUE lê essa msg neste instante.
Saiba/aprenda a valorizar a vida como um todo,
Valorize o fôlego de vida que tem,
Valorize a presença do outro, da pessoa que te faz feliz,
Valorize a sua existência,
Valorize a companhia...
Tenha para si que a vida nada é mais do que este exata momento em que vc ler essa msg,
a vida não é o hoje, a vida é o AGORA. Daqui a alguns segundos tudo pode não mais existir diante de teus olhos... Sendo assim, não perca tanto tempo chateado(a) com algo ou com alguém, se esforce mais, mude e tente aproveitar cada oportunidade que lhe parecer conveniente para ser feliz ou ao menos tentar ser...
A vida, minha cara(o) amiga(a) nada mais é do que um sofro, tire proveito disso e divirta se, aproveite o quanto puder.
Luciana M. Silva
A CARAVANA DOS DESALENTADOS
Pelas estradas sem destino eles andam
Buscando um lugar pra chamar de lar
Mas só encontram nada além de espinhos
E o silêncio que os faz chorar.
É a caravana dos desalentados
Dos que perderam a esperança,
É a caravana dos desalentados
Dos que o sistema trata com indiferença.
Muitas portas fechadas eles já bateram
Muitos nãos e desculpas já ouviram
Como inúteis já se sentiram
De tanta luta já se cansaram.
É a caravana dos desalentados
Dos que enfrentam a tempestade e nada encontram,
É a caravana dos desalentados
Dos que no peito a dor carregam.
As primeiras vítimas da crise
Desse possesso mercado,
Do privilégio da elite
E do seu atraso escancarado.
É a caravana dos desalentados
Dos que buscam apenas um sustento e direção,
É a caravana dos desalentados
Dos que precisam de menos julgamento e mais atenção.
William Contraponto
Fora da Sombra
Viveu na sombra por muito tempo
Sem questionar o que via ou ouvia
Mas um dia sentiu uma vontade
De explorar o mundo que existia.
Você saiu da sua zona de conforto
E descobriu que havia muito mais
Do que apenas sombra e zunido
Muito mais do que havia aprendido.
Sair da caverna traz consequências
A luz fora de lá é intensa
Ela liberta mas faz exigências,
Já que agora você pensa.
Diante de uma nova realidade
Viu que nem tudo era como imaginava
Se encantou com a beleza e a diversidade
Mas também se deparou com a maldade.
Você aprendeu tudo o que podia
Para enfrentar os desafios apresentados
Ganhou novos inimigos e aliados
E percebeu que as coisas mudavam todo dia.
Sair da caverna traz consequências
A luz fora de lá é intensa
Ela liberta mas faz exigências,
Já que agora você pensa
Às vezes até sente saudade
Da época em que vivia na ignorância
Mas sabe que não pode voltar
Pois agora você tem consciência.
Sair da caverna traz consequências
A luz fora de lá é intensa
Ela liberta, mas faz exigências
Já que agora você pensa.
Agora você tem consciência
E isso faz toda a diferença.
O Desafio
O desafio é diário
Para ser um sobrevivente
E não aparecer no noticiário
Vítima duma intolerante corrente.
São discursos, pregações
Pegando mentes desavisadas;
São estórias, discriminações
Estimulando as piores ações imaginadas.
Quem tem a sala estreita
Não vê nada além dela
Mesmo que janela esteja aberta
Prefere a luz da vela,
Até parece alguém acostumado
A nunca enxergar o outro lado.
Mas quando todo preconceito
Ficar apenas no passado
Ninguém será considerado suspeito
Devido a sua cor
Ou por viver o seu amor.
E o desafio se tornará
Caminho sem crueldade
Com garantia que chegará
Em favor da nossa diversidade.
- Relacionados
- Poemas de aniversário: versos para iluminar um novo ciclo
- Frases de efeito que vão te fazer olhar para a vida de um novo jeito
- 58 textos motivacionais para equipe de trabalho
- Frases para falsos amigos: palavras para se expressar e mandar um recado
- Frases de perda de um ente querido para encontrar conforto em palavras
- Textos de volta às aulas para um começo brilhante
- 31 mensagens de aniversário para a melhor amiga ter um dia incrível
