Texto para um Bebe
Oh, solidão acerba
Que, em mares desconhecidos,
Navega rumo à mansidão do infinito
Buscando um horizonte perdido
Através de espelhos d'água
Que se confundem com reflexões
Profundas como o mais vasto oceano
Que abraça cada pedaço de saudade
De quem, só, sofre calado.
Pensamentos que afogam
Embaraçam, pressionam.
Só te arrosta quem amou
E quem ama em vastidão
Outro coração, outros corações
Em distante escalada.
Eis o que move a vida:
Aprender a dançar
A dança da Solidão.
Esperava calmaria em minha solidão
Frente aos mares mais severos
Perante ira de um grande furacão
E da seca de meus prantos austeros
Vi a sombra do meu desespero
Com os olhos que ardem de paixão
E a chuva mais tórrida de janeiro
Que leva minhas lágrimas em vão
Misturei-me ao soneto que lhes trago
Como forma de manter-me em ilusão
De que a vida nos concede seu afago
A fim de dar sossego à minha aflição
Escrevo estas palavras tão simples
Como versos vindos de meu coração.
Desadormecer
Um atual despertar dá-se início, onde o desamor impera com um coração passível de angustia.
O oxigênio se torna pesado e os olhos trêmulos piscam com pânico de um novo dia a se enfrentar.
Um choque aparenta não conhecer limites. É preciso se revestir com armadura ou que será de um ser maníaco sem sua proteção?
É frequentemente considerado forte, mas ao se levantar, percebe que aquele dia comum e tão menos importante se torna um grande tormento.
Invisível
No mar de rostos, sou a sombra esquecida, um eco perdido, sem voz, sem vida.
Mas em meu silêncio, encontro a beleza, a força de ser invisível, uma sutileza.
Nas entrelinhas da multidão que passa, eu me escondo, observo sem ser visto.
É nos detalhes que encontro meu encanto, na solidão, sou livre, um ser em pranto.
Não ser notado é uma dádiva secreta, um refúgio para a alma que inquieta.
Pois na quietude encontro meu abrigo, e na invisibilidade, sigo meu caminho.
Não busco aplausos nem olhares atentos, prefiro a paz dos cantos mais desertos.
Sou o verso esquecido nas páginas do tempo, um segredo guardado no vento.
Então sigamos na sombra do anonimato, descobrindo a magia do ser ignorado.
Pois é no silêncio que encontramos a luz, e na singeleza do invisível, somos conduzidos à cruz.
Um amor até o fim
Um amor eterno, uma chama que não se apaga,
Um sentimento puro, que nunca se desgasta.
É um amor para toda vida, e não tem fim.
É um amor que enfrenta todas as tempestades,
Que supera as dificuldades e as adversidades.
É um amor que cresce a cada dia que passa,
E se fortalece com o tempo, sem pressa.
É um amor que se enraíza na alma e no coração,
Que transcende todas as barreiras e a razão.
É um amor que se doa por inteiro,
Sem pedir nada em troca, verdadeiro.
Um amor para toda vida é raro de encontrar,
Mas quando se encontra, é preciso valorizar.
É um tesouro precioso, uma dádiva divina,
Que ilumina nossas vidas e nos ensina
Ó Amor Infinito, Vazio Eterno
Ó amor infinito, quão vazio és tu,
Tua imensidão, um abismo sem fim.
Promessas eternas, que se desfazem ao vento,
Deixando-nos à mercê do desencanto sem fim.
Neste mar de sentimentos, afogamo-nos sem cessar,
Tentando agarrar-nos a um amor que não pode parar.
Mas, ai de nós, pois esse amor, tão grande e intenso,
É, na verdade, um vazio que nos consome por dentro.
Que ilusão cruel é este amor sem medida,
Que nos faz crer em uma paixão infinita.
Porém, a realidade nos mostra, sem piedade,
Que esse amor, na verdade, é pura vaidade.
Ó amor, quão enganoso és tu em tua grandeza,
Pois, em tua imensidão, encontramos apenas a solidão e a tristeza.
Que nos reste, então, a sabedoria de aceitar
Que o amor infinito, muitas vezes, é um vazio a se contemplar.
"A Torre que tocava o céu"
Construiu-se um dia, em pedra dourada,
uma torre tão alta, tão bem desenhada,
que o próprio céu, em sombra e fulgor,
curvou-se ao seu ápice, tomado de dor.
O rei que a erguia dizia sorrindo:
— Tocaremos os deuses, estamos subindo!
Ninguém mais morrerá, ninguém mais cairá!
Seremos eternos, além do que há.
Mas quanto mais alto se erguiam os muros,
mais fraco tornavam-se os elos futuros.
A torre, tão firme, perdeu sua base,
e o rei, cego em glória, ignorou a fase.
Até que um dia, sem som ou aviso,
uma pedra caiu do paraíso.
Depois outra, e outra, e então o trovão
desfez a torre com a mesma mão.
O rei foi soterrado no brilho que quis,
num império que nunca o fez feliz.
E dizem que ainda, por entre os escombros,
ecoam seus gritos: desejos sem donos.
Pois a queda é o fim de quem se recusa
a aceitar que a alma também tem sua lusa.
A ruína não nasce da noite ou da sorte —
ela é o preço de zombar da própria morte."
O Tecelão de Fios Invisíveis
"Um velho chamado Telmar, o Tecelão,
vivia no alto da torre da mão.
Tinha um tear de fios tão sutis
que ninguém via, mas todos sentiam.
Ele tecia o destino dos homens,
criava vitórias, moldava os nomes.
Com um puxar, fazia um nascer,
com um laço, fazia esquecer.
O povo dizia: “Telmar é poder”,
e o temiam, sem nunca o ver.
Mas um dia, um menino subiu
até a torre onde o medo fluiu.
— Senhor dos fios, por que nos prende?
— Porque vocês me pedem, e nunca compreendem.
Vocês temem a vida que escapa das mãos,
e preferem viver em minhas ilusões.
O menino então cortou um fio,
e o mundo parou, caiu o frio.
Pois todos estavam atados demais
às tramas que Telmar fazia por trás.
Aprenderam, então, que o poder que domina
é aquele que nasce do medo que mina.
E que o controle é a mais doce prisão
para os que recusam ouvir o coração."
O Umbral Invertido
Há um véu que se ergue no fim da ladeira,
tecido de névoa, bordado em madeira.
Ali onde os olhos já não têm abrigo,
a morte se curva — e retorna contigo.
Não vem como faca, nem sombra de açoite,
mas como um regresso ao ventre da noite.
Um porto sem nome, um espelho sem rosto,
um vinho ancestral sorvido com gosto.
O corpo se cala, mas algo persiste:
um traço, um sopro, um rumor que resiste.
E tudo que foste — promessa e engano —
recolhe-se ao pó do primeiro arcano.
A morte é um caminho que volta ao princípio,
um sino que ecoa num templo fictício.
Não leva, devolve; não cessa, transborda,
abrindo no nada uma porta sem corda.
E os que partem, dizem, não vão tão distantes —
permanecem na alma em forma de instantes.
São brisa que sonda o mundo adormecido,
são nome esquecido num canto contido.
Morrer é despir-se da forma do vento,
e ser o que sempre se foi por dentro.
É ter, no silêncio, um berço escondido —
é mais que um fim: é um umbral invertido.
A cultura do espetáculo, humilhação e eliminação transformou-se em um palco coletivo para a catarse das sombras humanas.
A sombra coletiva, camuflada de moralidade, encontra no tribunal digital uma forma segura de extravasar pulsões que não foram elaboradas internamente.
O que está por trás desse mecanismo é o desejo de não olhar para dentro, ignorância da própria sombra.
Quando te vi pela primeira vez
Já sabia que era um furacão
Que passa e leva tudo pela frente
Leva
A tristeza
A solidão
A falta de carinho
Você é o que se diz
Tudo de bom
Traz alegria para os dias
E contagia o ser
Você é o que eu quero
Para o resto da vida
Porque é a luz que ilumina
A alma é como
Montar um quebra-cabeça
Os desejos
Perdidos
Achados
Inclusivos
Conclusivos
Não se sabem
Se perdem
Se acumulam
Em apenas segundos
Às vezes reprimidos
Às vezes expressados
Não se sabem
Como
São manifestados
Mais são transbordados
Pra dentro do ser
E por muito tempo
Viram uma bagunça
Organizada
Desorganizada
Que só quem
Tenta se conhecer
Percebe o quanto
É possível
Desvendar os sentimentos
Que vêm do âmago do ser
Muito são os pensamentos
Que a noite vem com tudo
Fazendo um enorme barulho
Barulho no qual me avisam
O que sentir e o que esperar da vida
Barulho que me diz pra onde devo ir
E aonde estou errando
É tão sublime pensar
Que a vida é passageira
Que precisamos viver
Os pensamentos na mesma
Intensidade que se vive a vida
A vida é constante e cheia
De pensamentos que precisam
Ser postos na prática a cada minuto
Evidenciando o sentido de concretizar
Os sonhos que foram pensados
E alcançar os objetivos almejados
O que é beleza pra você?
Ter um rosto limpo.
Ter um corpo magro e sem cicatrizes.
Ou é ter um olhar límpido
que até a alma é visível.
A beleza verdadeira não está na estética do corpo , mas sim o quê esse corpo produz ao olhos de quem as enxergam.
Enfim a beleza verdadeira é a essência interna de dentro do corpo físico!
Estou aprendendo
A viver um dia após o outro
Não me cobrando
Não me ferindo
Apenas esvaziando
O coração dos sentimentos negativos
Estou aprendendo a olhar
Com mais amor as minhas cicatrizes
Deixando os traumas de lado
E reconstruindo um mundo
Mais leve dentro do peito
Estou me cuidando
Me amando
E aproveitando os momentos de solitude
Pra me reconectar com a essência do amor próprio
Estou me cuidando
Me amando com tudo
Quer há de melhor dentro do coração
Porquê estou aprendendo a mim
Colocar como centro da minha vida
E como prioridade da minha alma
A vida é intensa
Você planta
Você colhe
Um dia você está por cima
No outro você pode está por baixo
Que os caminhos sejam
Os mais leves possíveis
Que o otimismo e a humildade sejam os combustíveis
Quando os obstáculos vierem
E que a luz do amor
Seja a única a ser deixada visível aos olhos
Por que só o bem precisa prevalecer
Em meio as tempestades
Da imaturidade e dos egos aflorados
No meu coração existe um buraco
O seu tamanho é enorme
Não queria
Mas você quis que fosse assim
E assim será até minha carne fechar
E o buraco não mais existir
E a cicatriz que ficar será
Pra me lembrar de novo
Que devo
Te tirar do meu peito
Por que o teu sentimento
De não me querer
Foi o causador da ferida
No meu ser
Mas enfim ela se curou
E por isso vou buscar
A felicidade nos braços de quem
Me disser
Meu bem querer
Te quero
Pra te amar
E te cuidar
A dita solidão
Poderia resolver
A busca de ser encontrar
Um tempo, um tempo
De se permitir
Se entender como ser
Entendendo as incógnitas
Os medos
As estranhezas
Que a vida se tem
Tão imensa mas
Tão necessária
Pra se aprender
A amar sua própria companhia
E assim vivendo a essência da solidão
Na virtude do profundo da alma
Rosa V é um pseudônimo usado pela escritora Debora Pereira dos Santos.
Foi criado num momento de conflito ideológico com o seu próprio ser, seus pensamentos e sentimentos.
Ela é uma escritora Brasileira que escreve sobre poesia profana, amor correspondido, amor não correspondido e frases aleatórias sobre a vida.
É também Formada em Educação Física e Pós Graduada em Psicomotricidade. Em 2024 começou seu Mestrado em Intervenção Psicológica no Desenvolvimento da Educação.
Já participou da Antologia Nosso Amor da organizadora Lucélia Santos em 2023 da editora Brunsmarck.
Também participou da Revista Conexão Literatura onde foi publicado três
poemas de amor em 2023.
A menina anjo peregrina
Um lindo dia uma
Menina com poder de voar
Resolveu sair do lugar
Onde morava
E buscou explorar
Outros lugares
Ela saiu voando
Até que encontrou
Um lugar
Com um jardim
E decidiu parar
Para descansar
E aí deitou em baixo
De uma árvore
E o tempo passou
E ela acabou dormindo
Quando estava já no finalzinho
Da tarde abriu suas asas
E começou a
A voar de novo pelo céu
Voou, voou
Até que chegou em uma cidade
E aí parou num parque
E sentou em um banco
Onde se deparou com
Uma menina brincando
Logo a sua frente
E as duas começaram a se falar
E a menina perguntou
Porque você tem asas?
E a menina anjo peregrina
Respondeu:
Porque eu sou de um outro lugar!
E a menina falou: que lugar é esse?
E a anjo respondeu:
De um lugar depois dos céus
E então a menina ficou surpresa
E disse: e porque você está aqui
Em baixo?
E a peregrina respondeu
Porque eu vim explorar esse lugar
E descobrir como é a vida de vocês aqui
Passou mais um tempo elas conversando
E a menina anjo peregrina falou:
Agora eu preciso ir
Foi um prazer te conhecer
Tchau
E a menina respondeu
Tchau até mais
E as duas se abraçaram e
A anjo abriu suas asas e começou a voar no céu
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