Texto eu Amo meu Namorado
A ROSA ESCURA DA DOR.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão. Ano, 2025.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Todos temos dores que não pedem cura, apenas permanência.
Elas florescem no interior como uma rosa que se alimenta do próprio sangue do sentir.
Não gritam. Não suplicam. Apenas se abrem, pétala por pétala, no silêncio mais denso da consciência.
A dor que aqui habita não deseja redenção.
Ela existe como rito, como escolha íntima de quem compreendeu que certos sofrimentos não são falhas, mas revelações.
Há uma voluptuosidade secreta no padecer que se reconhece, uma dignidade austera em suportar a própria sombra sem implorar por luz.
O espírito inclina-se diante de si mesmo, não em derrota, mas em reverência.
Cada pensamento torna-se um espinho necessário, cada memória um perfume escuro que embriaga e ensina.
A alma aprende que nem toda ferida quer ser fechada, algumas precisam permanecer abertas para que a verdade respire.
Há uma doçura austera no ato de suportar-se.
Uma forma de amor que não consola, mas sustenta.
A consciência, exausta de fugir, ajoelha-se diante da própria dor e a reconhece como mestra silenciosa.
Assim floresce a rosa escura.
Não para ser admirada, mas para ser compreendida.
Não para enfeitar a vida, mas para dar-lhe gravidade.
Pois somente quem aceita sangrar em silêncio conhece a profundidade do que é existir.
MEU CÃO - A FIDELIDADE QUE SOBREVIVE AO TEMPO E À RUÍNA DOS CORPOS.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
* “Prefiro confiar em meu cão São Bernardo do que confiar na criatura humana.”
Dr. Axel. Munthe, autor do best-seller: O Livro De San Michele. Escrito originalmente em 1929.
A história de Argos, o cão que aguardou por vinte anos o retorno de seu senhor, permanece como uma das mais elevadas expressões éticas legadas pela tradição clássica. Mais do que um episódio secundário da epopeia homérica, ela constitui um testemunho silencioso acerca da natureza da fidelidade, da memória e da lealdade que resiste ao desgaste do tempo, à corrosão da matéria e à falência moral dos homens. Nessa narrativa, a condição animal não se apresenta como inferior, mas como depositária de uma virtude que a civilização, em sua complexidade, gradualmente perdeu.
O retorno de Odisseu a Ítaca não se dá sob o brilho do triunfo, mas sob o véu da decadência. Após vinte anos de ausência, dez consumidos pela guerra e outros dez diluídos em errâncias e provações, o herói regressa envelhecido, marcado pela dor, pela fadiga e pela experiência. Aquele que outrora fora símbolo de engenho e vigor já não possuía o corpo que o consagrara, mas carregava em si a memória viva de tudo o que fora perdido. A própria astúcia, outrora instrumento de glória, agora servia apenas à ocultação de sua identidade.
Atena, expressão da prudência e da razão estratégica, aconselha-o a ocultar-se sob a aparência de um mendigo. A pátria que deveria acolhê-lo transformara-se em território hostil. Os pretendentes haviam tomado sua casa, dissipado seus bens e ameaçado a integridade de sua linhagem. Nem mesmo Penélope, símbolo da fidelidade conjugal, foi capaz de reconhecê-lo sob o véu da decrepitude. A visão humana, condicionada pelas aparências, falhou. O olhar viu, mas não reconheceu.
Foi então que a fidelidade se manifestou onde menos se esperava. Argos, o velho cão abandonado à margem do palácio, esquecido entre a poeira e os detritos, conservava intacta a memória do seu senhor. O corpo exausto já não sustentava a vida com vigor, mas a essência permanecia desperta. Ao ouvir a voz e sentir o odor daquele que amara, ergueu-se como pôde, moveu a cauda e reconheceu. Nenhuma máscara, nenhum disfarce, nenhuma degradação física foi capaz de enganá-lo. O reconhecimento foi imediato, absoluto e silencioso.
O gesto de Argos possui uma força simbólica que transcende a narrativa. Ele não exige palavras, recompensas ou reconhecimento. Sua fidelidade não depende de promessas nem de reciprocidade. É fidelidade ontológica, inscrita na própria natureza do ser. Odisseu, impedido de revelar-se, contém as lágrimas, pois compreende que ali, naquele instante, se manifesta uma verdade mais profunda do que qualquer triunfo humano. Logo após cumprir sua última função, Argos morre. Não por abandono, mas por consumação. Sua existência encontra sentido no ato final de reconhecer aquele a quem sempre pertenceu.
Esse episódio, narrado no Canto XVII da Odisseia, ultrapassa o campo da épica para inserir-se no domínio da reflexão ética. Ele revela que a fidelidade não é produto da razão discursiva, mas da constância do ser. Enquanto os homens se perdem em interesses, disfarces e conveniências, o animal permanece fiel àquilo que reconhece como verdadeiro. A memória afetiva, nesse contexto, revela-se mais poderosa do que qualquer construção racional.
É nesse ponto que a reflexão de Axel Munthe se insere com notável precisão. Ao afirmar que * " Prefere confiar em seu cão a confiar no ser humano " , o médico e pensador não profere um juízo de misantropia, mas uma constatação ética fundada na observação da realidade. Sua experiência com o sofrimento humano ensinou-lhe que a razão, quando desvinculada da integridade moral, converte-se em instrumento de dissimulação. O cão, ao contrário, desconhece a duplicidade. Sua fidelidade não é estratégica, mas essencial.
A frase de Munthe revela uma crítica severa à condição humana moderna. O homem, dotado de linguagem, inteligência e consciência, frequentemente utiliza tais atributos para justificar a traição, disfarçar interesses e legitimar a ruptura dos vínculos. O animal, desprovido dessas faculdades, conserva uma coerência ética que o eleva moralmente. Ele não promete, mas cumpre. Não calcula, mas permanece. Não racionaliza, mas é fiel.
Há, portanto, uma convergência profunda entre a figura de Argos e a reflexão de Munthe. Ambos denunciam a fragilidade moral do homem civilizado e exaltam uma fidelidade que não depende de convenções sociais, mas de uma adesão silenciosa ao outro. Essa fidelidade não se anuncia, não se exibe, não se justifica. Ela simplesmente é.
Assim, a história de Argos e a sentença de Munthe convergem para uma mesma verdade essencial: a de que a grandeza moral não reside na eloquência, no poder ou na razão instrumental, mas na capacidade de permanecer fiel quando tudo convida ao abandono. Nesse sentido, o cão torna-se espelho daquilo que a humanidade perdeu ao longo de sua história. E ao contemplar esse espelho, resta ao homem reconhecer que, por vezes, a mais elevada forma de humanidade habita silenciosamente no coração de um animal.
O DEGRAU QUE NÃO CONDUZ.
CAPÍTULO XIX.
DO LIVRO: NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO.
- Dissertações Psicológicas.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
O porão não se revela de súbito. Ele consente. Há dias em que apenas respira por entre frestas invisíveis, exalando uma umidade antiga que não é da terra, mas da memória. Descer é sempre um gesto tardio, porque aquilo que aguarda já estava ali antes do primeiro passo. Nada no porão começa. Tudo continua.
Assim aprendi que o degrau mais perigoso não é o primeiro, mas aquele em que julgamos já conhecer a profundidade. É nesse instante que o chão parece firme, quando na verdade apenas se acostumou ao peso da dúvida. O corpo avança, mas a consciência hesita, pois sabe que cada descida remove uma camada de esquecimento cuidadosamente construída para tornar a vida possível.
Ali há objetos que não pedem nome. Permanecem imóveis não por estarem mortos, mas por saberem demais. Uma cadeira vazia conserva a forma de quem nunca mais voltou. Um espelho opaco não reflete o rosto, apenas devolve a sensação de ter sido visto por algo anterior a nós. No porão, a matéria é cúmplice do silêncio e o silêncio é uma professora severa .
Não há consolo ali. E talvez por isso haja verdade. A dor não se exibe, não suplica, não dramatiza. Ela apenas permanece, como um animal antigo que aprendeu a conviver com a própria ferida. Descobri que sofrer não é o pior destino. O pior é fingir que não se sofre, porque isso exige um esforço diário de mentira que corrói mais do que qualquer ferida aberta.
Então o amor também desce ao porão, mas não como promessa. Ele chega como recordação imperfeita, manchada, por vezes irreconhecível. Ama-se aquilo que não pôde permanecer. Ama-se aquilo que não soube ficar. E nesse amor tardio reside uma ética silenciosa, a de aceitar que nem tudo o que foi verdadeiro conseguiu durar, por isso é ética e não verdade.
Quando retorno à superfície, levo menos do que trouxe. Essa é a única regra que o porão ensina sem palavras. Ele não oferece respostas, apenas retira ilusões. E ao subir, compreendo que viver não é escapar da escuridão, mas aprender a caminhar com ela sem pedir permissão à luz.
Porque quem ousa descer com honestidade jamais sobe vazio, sobe mais lúcido, mais inteiro, e suficientemente forte para sustentar o peso da própria verdade diante do mundo.
CAPÍTULO XX
A NOITE NUPCIAL DA CONSCIÊNCIA.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A noite não chegou como ameaça
veio como véu.
Camille não a esperou
apenas ficou
e o escuro reconheceu nela aquilo que sempre foi seu.
Não houve testemunhas
pois toda união verdadeira acontece fora do mundo
a consciência não pediu permissão à razão
nem explicou-se à memória
ela apenas desceu até onde não havia mais nome.
O porão tornou-se câmara nupcial
não de carne mas de sentido
ali a sombra não foi negada
foi acolhida
como quem recebe enfim o rosto que sustentou a vida inteira.
Camille não lutou contra si
pois já sabia
toda guerra interior é atraso
a maturidade começa quando o eu depõe as armas
e consente em ser inteiro”
“Nessa noite não houve promessa
porque prometer é ainda temer
houve entrega
e na entrega a consciência deixou de se fragmentar
o que era dor tornou-se forma
o que era medo tornou-se escuta.
A sombra não lhe pediu absolvição
pediu presença.
Camille respondeu ficando
e ao ficar selou a união
não com palavras
mas com silêncio suficiente para sustentar o real.
Desde então ela não busca luz
pois a luz que se busca cansa
ela carrega dentro de si o escuro reconciliado
e caminha
não para fora
mas a partir do centro.
E assim a noite nupcial não termina
pois tudo o que é verdadeiro continua
e aquele que ousa unir-se a si mesmo
ergue no íntimo um reino que não desmorona jamais.
SOBRE O PESO INTERIOR QUE SE REVELA AO CORAÇÃO SENSÍVEL.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão. Ano: 2025.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Há momentos em que a alma, fatigada de suportar o rumor do mundo, recolhe-se como quem se abriga de uma tempestade invisível. Não é fuga, mas necessidade íntima. Sinto então que tudo em mim se torna excessivamente vívido, como se cada pensamento tivesse adquirido uma respiração própria, e cada sensação, uma gravidade que me curva o espírito. Não sofro por algo definido. Sofro porque sinto demais.
Nesse estado, o mundo não se afasta, mas se aproxima com intensidade quase insuportável. As coisas mais simples assumem um peso desmedido. Um gesto, uma lembrança, um silêncio bastam para abrir abismos interiores. Não é a dor que domina, mas uma espécie de lucidez ardente, que torna impossível a leveza. Como se o coração tivesse aprendido a ver além do véu das aparências e, ao fazê-lo, descobrisse que tudo o que vive está condenado à transitoriedade.
Há uma estranha doçura nesse sofrimento. Ele não clama por socorro, nem deseja ser extinto. Antes, quer ser compreendido. É como se a alma, consciente de sua própria fragilidade, recusasse a superficialidade do consolo fácil. A melancolia torna-se então uma forma de fidelidade a si mesmo, uma recusa silenciosa a trair a profundidade do sentir.
Sinto que, nesse estado, o tempo perde seu curso habitual. As horas deixam de avançar e passam a pesar. Cada instante carrega uma densidade que oprime e, ao mesmo tempo, enobrece. Há algo de sagrado nessa demora, como se a existência exigisse contemplação antes de qualquer movimento. Não se trata de inércia, mas de um recolhimento que prepara o espírito para suportar o mundo com mais verdade.
E assim permaneço, não por escolha deliberada, mas porque minha natureza assim o exige. Há almas que se expandem no ruído, e outras que só florescem no silêncio. A minha pertence a estas últimas. Carrego comigo a consciência de que viver, para alguns, é sentir demais e suportar esse excesso com dignidade silenciosa.
Se há dor, ela é também a prova de que algo em mim ainda pulsa com intensidade. E talvez seja isso que nos distingue dos que passam incólumes pela existência. Sentir profundamente é uma forma de fidelidade à própria essência. E mesmo que esse sentir me conduza à solidão, aceito-a como quem aceita um destino inevitável, pois nela reside a verdade mais íntima do meu ser.
A VIGÍLIA DO SILÊNCIO VIVO.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão. Ano: 2025.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Há imagens que não se oferecem ao olhar, mas o convocam. Esta é uma delas. Não se trata de um retrato, mas de uma presença suspensa entre o visível e o indizível, como se a própria matéria hesitasse em existir sob a luz que a toca. A figura feminina emerge não como corpo, mas como um enigma antigo, daqueles que a memória reconhece sem jamais ter conhecido.
O olhar que se ergue em sua direção não implora, não acusa, não seduz. Ele aguarda. Há nele a serenidade dos que já atravessaram a perda e, mesmo assim, permanecem fiéis à delicadeza. Os olhos não refletem o mundo, mas o absorvem, como se todo o peso do tempo houvesse encontrado ali um abrigo silencioso. A expressão não pertence à juventude nem à velhice. Pertence àquilo que sobrevive às eras e insiste em permanecer sensível.
Nos braços, a criatura que repousa não é apenas um ser vivo. É símbolo. É o frágil confiado ao eterno. O animal repousa com a solenidade de quem reconhece o sagrado sem compreendê-lo. Há entre ambos uma comunhão anterior à palavra, um pacto silencioso firmado antes da linguagem. O gesto que o sustém não é de posse, mas de guarda. Não há domínio, há responsabilidade.
A luz que envolve a cena não ilumina, consagra. Ela não vem de fora, mas parece exalar da própria quietude que os envolve. É uma luz antiga, quase mineral, que lembra a poeira dos séculos e o ouro gasto dos ícones esquecidos. Tudo ali sugere recolhimento, como se o mundo tivesse sido temporariamente suspenso para permitir aquele instante absoluto.
Nesta imagem, o tempo não corre. Ele contempla. E ao contemplar, revela que a verdadeira beleza não clama por atenção, apenas permanece. Há uma melancolia serena que não dói, apenas ensina. Uma melancolia que compreende que existir é sustentar a fragilidade do outro sem pedir nada em troca.
Quem observa sente o peso suave de uma pergunta sem palavras. Que espécie de silêncio é esse que nos reconhece? Talvez seja o mesmo silêncio que antecede toda verdade profunda. Aquele que não se explica, apenas se sente.
E é nesse ponto exato que a imagem deixa de ser vista e passa a habitar quem a contempla. Porque certas visões não foram feitas para os olhos, mas para aquilo que em nós ainda sabe sentir sem defesa.
"O tempo passou, branqueou-me os cabelos, pôs rugas em meu rosto,
tirou-me o vigor dos passos,
levou-me as ilusões da mocidade,
mas deixou-me ainda muitos sonhos...
Tô bem!
Tô legal!
Continuo acreditando na beleza da vida
e na grandeza do amor.
Amar é um dom, e se amar é o melhor de tudo!"
Haredita Angel
21.12.24
Ilumina-me Jesus!
Jesus, meu irmão, Ilumina meu coração, meu modo de pensar e agir.
Mas acima de tudo ajuda-me a viver bem, a querer-me bem, convivendo com pessoas de bem.
Que todos possam me ver como gente de bem que eu sou, e que os meus passos sigam sempre pelos bons caminhos.
Não permita que minha vida seja desmontada por más palavras, más ações, más influências, más amizades e más companhias.
Que assim seja!
"Sinto muito!
Me perdoe!
Eu te amo!
Sou grato!
Haredita Angel
27.05.24
Meu sentimento tornou-se vento, impulso encarcerado no gesto imperfeito, no sentimento que vira pó... Havia muito pra ser vivido, mas em um faz de conta insistente que não sobrevive, que há começo e não chega ao fim! Como se vive algo que se desmancha a cada palavra impensada, a cada silêncio de abismo, a cada fuga de si mesmo? E como se mata o que é tão vivo no lado de dentro e só poeira no lado de fora? E nessa busca incessantemente, inerte vou ensaiando sonhos de não te lembrar, vou treinando fantasias de te esquecer...
Saudades!!!!!
... SE UM DIA...
Se um dia os meus olhos não te ver...
Se um dia o meu cheiro você não sentir...
Se um dia minha boca na sua não se abrir...
Se um dia meu coração no seu não disparar...
Se um dia os meus braços nos seus... Forças não tiver...
Se um dia a sua alma em mim não reagir...
Se um dia o meu corpo junto ao seu não se unir...
E nesse dia sem sentidos eu estiver!
...então paixão, me desculpe... Morri! ...
simplesmente "Yonne"
PAIXÃO... SAUDADE DE VOCÊ !!!
É engraçado
Mas ainda espero você voltar
Meu desejo é surreal
Mas a realidade está presente...
Bem sei.
É Impossível!
Minha Ilusão!
Meu desabafo!
Procuro o choro
E ele vem
Ele é meu amigo.
Amigo que sentindo dó resolve chamar o sono para me ajudar.
Durmo!
Mas depois eu acordo.
Me acalmo
O cansaço me domina com lembranças
Faz-me imaginar você melhor
Muito mais conformado.
Eu até vejo-o sorrir...
Um arrepio cobre o meu corpo.
Sinto você aqui e nos meus lábios um sorriso surge.
Desculpe-me.
Mas eu escrevo timidamente
Pra minha vida fazer um sentindo.
Envolvo-me com minhas palavras
Sinto-as quando escrevo
Mesmo traçando rabiscos do que sinto.
Paro e me calo
Continuo sentindo o que sinto
Que desatino
Fico triste, sinto saudade.
Mas não dá para parar de pensar em você
Hoje um ano em dias completou
Fico triste, sinto saudade.
Mas não dá para parar de pensar em você
E hoje vou beber aquela bebida
Você ainda lembra?
Aquela nossa preferida
Para lembrar nitidamente o gosto gelado
Dos seus lábios e da sua boca louca!
Hoje um ano em dias completou meu Tuca.
Você se foi, moço do sorriso largo.
Minha linda e eterna paixão!
A música é minha companheira
Ela está comigo no meu dia a dia
Vai comigo para o passado, está no presente e pro futuro estamos sempre lá.
Ela é minha confidente
Está comigo na dor
Na alegria,
Na tristeza
Em qualquer hora.
Em qualquer lugar
Quando estou com a música tudo suporto
É a salvação da minha alma
Mantém meu sorriso renovado
Educa minha dor
Enxuga minhas lágrimas
E todos os dias me dá aquela sensação
De que não estou só
É lindo quando se tem na alma as notas musicais,
A sensibilidade de entendê-las
Eu amo a música
Ela fala comigo sem cobrar.
Música... FáLá Mi Sol DóSi
Há vezes
Constantemente por vezes
Que a saudade invade minha alma.
Meu coração inflama.
A dor é forte
E na fúria dessa dor
Eu olho para o céu e busco conforto
Busco socorro.
Sinto-me carente de ar.
Mas de repente sou envolvida por um efeito surpreendente
Uma magia de momento passageiro.
A chuva vem em meu auxilio
Lentamente caem sobre mim
Gotas frias lambendo as minhas feridas
Confortando a dor por espaço de instante.
Por segundos de momentos cicatrizantes.
Esta ferida nem o tempo estancou.
Essa sangria tem dor e um nome
O qual a morte já levou!
Meu amor por ti é milenar
Te procuro
Não te enxergo
Não te vejo
Você está presente
Mas preciso de um sinal
Que seja seu
Sinto falta da tua presença
Sinto falta das trocas de sorrisos
É além do normal
Mas é real
Tudo aconteceu
Em um curto minuto
Espaço de tempo
E que tempo!
Gritantes segundos
Por um fio
Roncos que enganam
Parecem respiros
Foi um Adeus
Rumo ao infinito
Agora busco-o
Em todas as ilhas
Do mundo dos meus sonhos
São tantas milhas
Maravilha!
Meu choro emperra na garganta
Não consigo chorar
Como tirar esse sentimento?
É possível?
Mas não dá!
Meu éter
Desfaleço
Sobrevivo
E você não vejo
Minha paranoia do além
Há você em mim
Desconheço
Entre o conhecer
E o desfalecer
Eu vou procurando você.
AMOR GELADO
Estou muda
Estão levando o meu ex amor
A quem outrora
Abandonei tudo e a todos por ele
Meu primeiro amor
Vão levá-lo
Não posso ajudar
Aos poucos o estão levando
Está frio
Igual à neve que cai
Olha a meu rosto
Estou carente daquele amor
Antes era tão perfeito!
Era como um filme
Agora
Impossível um remake
Dá saudade
Eu não ficava triste
A vida feliz era a minha marca
Agora deixa acontecer…
É triste, mas é a realidade
Aqui se faz
O retorno vem
Ajoelhar e pedir perdão
Seria mais fácil!
Vê-lo assim e me amar…
É difícil
Não sou mais aquela pessoa
A roda da vida muda tudo
A transformação é inevitável
O Amor em adaptação
O Ódio em arrependimento
A Vida à dois em solidão
Conversas e risos em silêncio
Não há toque entre peles
Não há olhares longos e maliciosos
Não há cumplicidade
Somente o frio
Somente o afastamento
Distância
Somente a distância
Sem olhares,
sem amor!
Choro em meu quarto escuro
Olhos inchados
Lembranças…
Foi bom ter sido sua princesa
Se tudo fosse perfeito
Não seríamos humanos
Amei-o com todas as minhas forças
Primeiro amor
O primeiro a me transformar
…Em mulher!
Meu querido, você é o melhor
Você é meu lance, minha luz
Você teve a sorte em ter- me
Você sabe?
Sabe sim
O prazer e a dor
Podem andar juntose serem parceiros
Somos dois loucos
Loucos pelos momentos, pelo êxtase
Loucos pelo orvalho que cai e escorre
Entre os lençóis
O meu prazer ultrapassa a dor
Meu querido
Você não gosta de está na linha de frente
Eu consigo romper a dor
E só sinto o prazer de ter você
Bom menino
Você é um bom menino
Vamos dá play
Sei que você vai querer
Você tem certeza que
algum dia vai me ignorar?
Não vou conseguir ser indiferente
Consigo sim
Romper a luz por você
Morrendo de saudades
Você sabe
Gosto muito de você
Gosto daquele quarto
De seus olhos brilhantes
Das lágrimas derretendo em sua face
Do seu corpo trêmulo
Tudo parece um dialeto
Tudo é surreal
Você lembra?
Dos meus gritos silenciosos
Pedindo mais e mais?
Rompendo barreiras
Sinto-me livre
É nesse momento que ninguém dita a minha vida
Você quer dar umbreak?
Bem sei
Mas você não consegue
Não esqueça
Consigo ser a melhor
Na sua linha
Na dúvida
Então, me ignore
Tornar-me-ei invisível aos seus olhos
Mas em seu corpo
Em sua mente
Em seu coração
Estarei viva
Caso você consiga
Esqueça-me
Não estamos em um reality.
Meu querido
Você é um bom menino
É,
Bom menino
Você é um bom menino
Por favor, envolva-me em seu abraço, apenas mais uma vez.
Ouça meu clamor, seja a bússola da justiça ao meu favor.
Outras dores me acompanham; sou uma dinamite, à beira do limite.
Contudo, se você me abraçar, minhas dores se dissolverão como o vento.
Sozinha, a tristeza é minha única companhia.
Estou quase sem forças, ciente do meu limite.
Se recusar, compreenderei.
Reconheço que sou seu souvenir, mas neste momento, anseio por um abraço.
Não é um pedido de amor, mas sim a angústia clamando por socorro.
Por favor, envolva-me em seu abraço, apenas mais uma vez.
Evo
O coração está em pedaços.
As flores estão mortas; não há mais o que colher.
Meu mundo congelou, e não sei como aquecê-lo.
São tantos pensamentos que mal consigo respirar.
Deslizo por essa estrada fria.
As luzes piscam. O momento do colapso se aproxima,
Mas você não está aqui.
Estou me desfazendo.
Tive a chance de correr, mas só consegui respirar, e o frio se instalou em mim.
Então, eu rezo.
Preciso de calma. Tenho que me manter sereno.
É estranho, como se vivesse em uma monarquia.
Me curvo diante de você, me vejo aos seus pés.
Estou furioso, há um fogo em mim,
Mas tudo parece um delírio.
Isso não é real — é cruel.
Não é um jogo, deveria ser amor.
Estou exausto, tão cansado.
Parece que o tempo já ultrapassou o limite.
Sabe aquele vazio?
O meu ainda não foi preenchido.
Não quero perder o que sou.
Liberta-me.
Preso ou livre,
Liberta-me.
Quero salvar meu destino, mas o que leva alguém a preferir o silêncio profundo, onde a paz prevalece, ao ruído caótico da vida moderna?
O que faz uma pessoa se sentir em casa no vazio, em vez de encontrar conforto nas vozes daqueles que compartilham sua humanidade?
O que nos faz amar mais nossos pets, seres irracionais, do que aqueles que se dizem racionais?
O que nos leva a duvidar da humanidade visível e, ao mesmo tempo, a buscar fé no invisível?
E o que, afinal, ainda me faz acreditar em você?
Quero salvar meu destino, mesmo sabendo que em sonhos te vi roubando o meu. Tenho minhas dúvidas. Será que estou me tornando um eremita da era moderna? Ou será que estou apenas à beira da loucura humana?
Sempre fui diferente, nunca me encaixei. Sempre quis ser a louca da vez, mas nem nisso consegui me encontrar.
O Sítio de meu Tio!
Fui passar uns dias no sítio de meu Tio Celso. Cheguei em uma tarde de sexta-feira, chegando, desfiz as malas e me acomodei, minha tia já vem com uma xícara de café, leite, umas bolachas, biscoitos, pão, tudo caseiro e feitos por ela mesma. Comi, logo mais tarde teve outro café e logo depois a janta. Depois da janta, assistimos a novela e fomos dormir, acordei bem cedo, bem cedo mesmo, aproximando-se das 05:00 horas, minha tia se levanta, vai ao banheiro, lava o rosto e vai preparar o café. Logo meu tio se levanta eu fico a observar a rotina deles. Meu tio se levanta vai ao banheiro, se lava, vesti a roupa que usara no dia anterior, sai do banheiro vai até a varanda, pega uma xícara de café e “bola um cigarro”. Tomando o café, fumando eu argumentei;
- Rotina já, né tio? Todos os dias!
Ele diz;
- Sim meu fio, todos os dias o tio se levanta, tira o leite, entrega no tanque. As vezes a gente se cansa mas é mil veis mió que trabaia pru zotro.
Chegando no curral, minha tia já peia uma vaca, meu tio outra e eu me sentei em umas tábuas do curral e fiquei a observa-los, me senti livre. Eu que moro no terceiro andar de um prédio no centro da cidade grande. Após tirar o leite, voltamos para casa, meu tio vai entregar o leite, minha tia prepara algo para comermos, Meu primo mais velho já foi para escola e meu priminho se levanta, minha tia prepara o mamar do próprio. (Minha tia o teve após uma certa idade, então foi uma gravidez de muito risco). Meu tio retorna, tomamos café e eles vão matar um suíno.
No dia seguinte, acordo às 04:00 horas e se repete a rotina, minha tia se levanta, prepara o café, logo meu tio também repete as atividades, tiram o leite e para mim, tudo é novidade. Aproveitei ao máximo, brinquei bastante com meu priminho. Ah! Eles cuidam com uma mamadeira, um bezerro recém-nascido e órfão. Eles vivem tão livres, plantão, colhem, vendem, compram e por mais que eles podem acordar a hora que bem quiserem, eles acordam cedo para aproveitar o dia e para finalizar, finalizo com um pequeno conselho de vida que refleti enquanto os observava.
Amanhã pode ser tarde, a vida está passando rápido! E se perdemos tempo é porque temos tempo! Mas depois lá na frente ao olhar para trás, veremos o rastro que deixamos. E este mesmo rastro irá nos mostrar quem fomos, e o que recebermos será consequência do que plantamos durante este caminho. Sempre é tarde para se viver verdadeiramente. Seja breve! Você manda em sua vida, não deixe o comando nas mãos de quem não tem controle, porque a queda pode ser fatal. A Vida fácil do mundo errado te escolhe, e você vira presa fácil!
SILVA ROCHA Valdemiro
