Selecção semanal
5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

Texto de Saudade Profunda

Cerca de 38637 frases e pensamentos: Texto de Saudade Profunda

Eu costumava chamar de saudade. Hoje percebo que era apenas o nome mais fácil para algo que eu ainda não entendia. As pessoas que passaram pela minha vida não ficaram — e talvez nunca fossem feitas para ficar. Foram capítulos breves, lições rápidas, presenças que o tempo levou sem pedir licença.
As lembranças que desapareceram não foram injustas comigo. Só mostraram que aquilo já não me pertencia. E os amigos que se perderam no caminho revelaram uma verdade silenciosa: às vezes, a gente oferece mais do que recebe — e chama isso de amizade.
Dói admitir, mas existe um momento em que o vazio não é abandono. É início. Quando ninguém sobra ao nosso lado, sobra a chance de olhar para nós mesmos.
Então eu entendi: não era saudade. Era crescimento. Era a vida empurrando o que não fazia sentido.
E, no fim, fica uma descoberta simples e forte: algumas partidas não deixam falta — deixam espaço para a gente se reconstruir.

Já não me encontro no amor ou na dor. Na saudade ou no vício. Na espera ou na vontade de algo melhor. Não há razão ou sentido. Tudo pelo que vivi, hoje são flores mortas em um jardim sem vida dentro de um cemitério abandonado, frio e amaldiçoado. Não resta nada pelo que viver.
- Marcela Lobato

Cada coisa não dita gira e ecoa no vento. Cada grama de saudade destrói por dentro. Não quero mais fingir estar tudo bem, ou esconder a intensidade que avassala o peito. Há uma década meu maior desejo é apenas um.
O frio que congela engole o meu corpo e me lança ao abismo. Eu peço a luz que me deixe apagar. Que não seja preciso conhecer o inverno. Que a noite me leve, como vênus leva o sol. Se não há uma saída desse labirinto, que eu não precise mais caminhar nessa prisão.
- Marcela Lobato

Sinto saudade das nossas conversas,
daquelas que falavam de virtudes,
de escolhas, de amor dito sem pressa,
como quem ensina e aprende ao mesmo tempo.

Conversas que às vezes tinham sentido profundo,
às vezes nenhum rumo

e ainda assim eram tudo.
Porque não precisavam chegar a lugar algum
para valerem a pena.

O tempo passava distraído entre palavras,
e o mais importante nunca foi o assunto,
mas o estar junto,
o silêncio confortável entre uma frase e outra,
a presença que aquecia.

Hoje, a saudade não cobra respostas,
só guarda esse lugar bonito
onde conversar era uma forma de permanecer.

"A saudade virou poesia; deixou de ser ausência física para tornar-se presença escrita! É como se esse papel fosse um ponto de encontro: você num quarto de motel, nossos corpos a suar, suas mãos a deslizar no meu corpo inteiro, sua boca em cada canto da minha pele. Eu, querendo você por inteiro, rezando para a hora não passar e o nosso momento mágico não acabar. Mal sabia que a hora passou, e tudo acabou! E agora estou aqui, contando essa saudade de amor.
Essa lembrança é de algo que ainda queima como fogo, uma daquelas saudades que a gente guarda no peito como um segredo. É o tipo de saudade mais perigosa e, ao mesmo tempo, a mais viva. Aquela que não precisa de ninguém por perto para incendiar o pensamento; basta fechar os olhos e o calor volta exatamente onde parou.
Manter esse fogo aceso ajuda a aliviar o peito ou só faz a vontade de reviver o momento aumentar ainda mais? Não sei, só sei que hoje está doendo; a saudade está maltratando demais da conta.
'Podemos não ter nosso final feliz', mas 'o nosso amor é eterno', independentemente de onde cada um esteja ou com quem esteja; uma dimensão onde nós seremos sempre um do outro."
Autora: Alessandra Santiago
Data: 13/03/26

Saudade da 88

Um suspiro, e a lembrança da goiabeira — aquela cujas folhas secas forravam o chão do quintal, enquanto apenas o brilho da lua e das estrelas testemunhava a magia do amor. Lentamente, em esteira, a mente do ontem e as lembranças invadem, sem pedir licença, o meu hoje. Saudade da 88!

Entre Órion e a Saudade

Eu o via como um menino,
daqueles que não querem crescer.
Carinhoso, um Peter Pan.

Ele prometeu me mostrar a constelação de Órion,
visível a olho nu — um presente do universo.

Certo dia, disse-me que, quando a saudade chegasse
e a noite estivesse em prantos,
bastaria eu fechar os olhos
para que o manto negro surgisse.

Mas que eu não me preocupasse,
pois logo a claridade apareceria,
com estrelas brilhantes e felizes.

Lixão da Saudade:


Vossa tristeza chegou ao fim
Comprovou-se que o infinito tem fim
E que existe outro infinito que não existe fim
Mas existem tipos de tristezas que nos comprovaram diversos boatos da vida


Existe tristeza que se foi Existe tristeza que ainda não se foi
Mas a saudade, é ferida que arde a alma
E ela ainda tem seu reflexo num lixão


E quando ela volta
Ela contra-ataca com imensa vontade
Dessa vez, o infinito não vence
Mesmo com ajuda


Quando se envolve em meus braços
Podem ter infinitas lógicas
Mas quando se trata de saudade
Ela é nunca infinita


Se oferecerem para ela 5000 átomos
Ou um emprego na Via Láctea
A saudade ainda se recusa
Pois o infinito ainda permanece por lá⁠


Saudade é um sentimento instantâneo que muito rapidamente nos atinge!
É um sentimento avassalador que causa dor no peito de quem chegou, de quem partiu, de quem não veio, de quem não mais voltará....As vezes dói e nos entristece, outras, nos alegra, nos faz sorrir e chorar, nos faz sentir o quanto é bom estarmos juntos... Faz e acontece dentro do coração. Não há ser no mundo que nunca tenha sentido uma dor no peito, uma tristeza na alma, um vazio, uma saudade.
♡Conceição Enes.
27/07/2016

Saudade do que foi vivido


Sinto saudade não do que faltou,
mas do que existiu inteiro,
do riso que aconteceu sem esforço,
do tempo em que o corpo não doía por lembrar.
É uma saudade estranha,
porque não pede volta,
só reconhecimento.
Ela diz: isso foi real, isso me atravessou.
Tenho saudade do jeito que eu era
quando aquilo cabia em mim,
quando o mundo não pesava tanto
e amar não exigia sobrevivência.
Não é ausência.
É memória viva.
Algo que passou, mas não morreu.
Algo que vivi, e por isso, deixou marca.
Saudade é isso:
não um buraco,
mas uma cicatriz quente
provando que houve vida ali.

San Telmo


Tenho saudade de San Telmo
não como lembrança bonita,
mas como falta física.
Daquelas que apertam o peito sem pedir licença.
Saudade das ruas gastas,
do chão que já ouviu passos demais
e ainda assim sustenta quem passa.
Ali, o tempo não corre. Ele observa.
Sinto falta do cheiro antigo das casas,
do tango escapando pelas esquinas
como quem não quer ser esquecido.
Em San Telmo, até o silêncio tem memória.
Ali eu era parte do cenário,
não visita.
O bairro me reconhecia
antes mesmo de eu dizer meu nome.
Hoje carrego San Telmo dentro,
feito ferida que não infecciona,
mas também não fecha.
É casa que virou ausência.
Não dói por ser passado.
Dói porque ainda é meu.

Há quem olhe de longe
não por saudade,
mas por inquietação.
Curiosidade não é cuidado.
É a pergunta que se faz
sem coragem de escutar a resposta.
Quem observa em silêncio
costuma carregar dúvidas
que não sustenta em voz alta.
Espia para confirmar
se a escolha feita
ainda se justifica.
Mas olhar não é presença.
E visitar não é permanecer.
Há histórias que não aceitam plateia
de quem escolheu não ficar.
Algumas portas seguem visíveis
não por convite,
mas por transparência.
Outras jamais se reabrem,
mesmo quando vistas.
E se alguém entende ao ler,
entende porque sabe.
Curiosidade reconhece
aquilo que não foi resolvido.

harmonia....de paz!

“ O sossego da solidão desponta perfeita
Harmônica com a saudade...
e quando estiver calado o coração...
Quero que a tua voz me fale aos ouvidos
Que o tempo é infinito...não volta ...não regressa...que o agora é a
memoria do dia de ontem...
- quando estivemos juntos -

Mas que amanhã será um novo dia e que este silencio
não é... nem será solidão....E sim uma harmonia de paz de nossos sentires...acordes de canções onde
as notas musicais serão nossos afagos ... carícias e
sussurros de amor...

Serão sempre e para sempre eternos...
quieta nesta ilusão...eu creio e enlaço-te docemente
olhando-me no cristalino do teu olhar...!”

Procurei a saudade...

O meu amor procurou a saudade que se escondeu...
Busquei passagens,
trilhas abandonadas... Encontrei
No fundo do baú desta paixão que já morreu...
fui lá...não achei quase nada só destroços..
Um coração despedaçado... Ilusões arrancadas...
Verdades que não foram ditas...
Lágrimas... E muitas mágoas ... desenganos
Segredos de sonhos passados...
Deixei plantados ali meus versos ...e pedi aos céus
Uma estrela cadente para pedir que a saudade volte pra
mim... para sempre!

Reina em mim um jeito, misto de alegria e saudade.
Quando eu vejo teus olhos por mim a brilhar
De tamanha ansiedade
Em me ver...

Mora em mim o absurdo da palavra escrita
Dos poemas saudosos que jamais voltam
Saudade da moça bonita
Bem querer...

Quando nossas bocas trocaram profundos beijos
Ardentes, voluptuosos.
Nas noites frias ainda me lembro
Dos nossos abraços saudosos...

E da inveja perfídia dos laços
Que se romperam na madre aurora
Ficarás sempre em meus braços
Minha paixão de agora...
















Nesta linda noite
Noite de luar
Sinto tua presença infinita
A presença do amar

Deixei vossa lembrança
Inundar a minha mente
De belíssimos pensamentos
Se materializarem na minha frente

A Ligação Que Eu Queria Fazer
Homenagem ao Meu Pai, Edilson Alves


No silêncio da saudade
Que insiste em me abraçar,
Muitas vezes olho o céu
Com vontade de falar,
Com quem foi luz em minha vida
E hoje mora em outro lugar.


Meu pai foi homem direito
De palavra e de valor,
Ensinou-me desde cedo
O caminho do amor,
Da coragem e humildade,
Do respeito ao Criador.


Se a vida fosse mais simples
E tivesse solução,
Talvez houvesse no céu
Um fio de comunicação,
Pra gente matar a saudade
Que aperta o coração.


Se eu tivesse só uma ligação
E pra o céu eu pudesse ligar,
Mataria a saudade do meu velho
E assim sua voz escutar.
Contava da minha vontade
De poder lhe abraçar.


Eu diria: “Pai, tá tudo bem?
Como é que o senhor está?”
Contaria das minhas lutas
Que continuo a enfrentar,
Mas seguindo os seus conselhos
Que nunca deixei pra lá.


Falaria das lembranças
Que o tempo não apagou,
Dos momentos da infância
Que o destino guardou,
Do orgulho de ser seu filho
E de tudo que me ensinou.


E no fim dessa conversa
Que eu tanto queria ter,
Diria olhando pro alto
Antes da ligação se perder:
“Pai, obrigado por tudo,
Um dia eu encontro você.”


Porque amor de pai é chama
Que o tempo não desfaz,
Mesmo longe ele protege
Como sempre foi capaz,
E quem vive nas lembranças
Não é esquecido, jamais.

⁠Nesse 2 de novembro.
A saudade aumenta
A memória aflora
A tristeza não aguenta

Pelo Pai que já partiu
A saudade vai a mil
No coração que já sentiu;
A perda varonil

A certeza que me anima
É o reencontro no céu
Onde Jesus está acima
Com o arcanjo Miguel

Terminando a poesia
Confesso ser a melancolia,
A culpada de tal ato constrangedor
Querendo rimar sentindo dor.

Sinais do Silêncio


Ele, também poderia se retratar – entrar em contato, dizer que a saudade consumiu os seus dias. Que o seu corpo sentiu a mesma intensidade que o meu. Dizer que tudo não passou de um mal-entendido, explicar as suas razões, de ter sumido, talvez deixar clara a situação.


Desmontar toda essa confusão e revelar o que se passa dentro do seu coração. Esses mal-entendidos poderiam ser esclarecidos. Eu poderia tentar entendê-lo. Mostrar que tudo o que se passou foi intenso, sublime. Mostrar que fui importante.


Entendo que talvez o sentimento seja apenas de minha parte. Mas então, porque há invasão em meus pensamentos? Invasão em meus dias ternos e serenos? Tudo vira uma revolução, uma guerra interior, quando, sem permissão, ele vem - sem ser convidado.


Há pendências batendo à porta. Esse estranho caminho que me conduz por encruzilhadas desconhecidas, me mantém em alerta.
Os sinais que a vida dá são claros. Dizem tudo o que eu preciso saber. Mostram caminhos.


Rita Padoin
Escritora

Às vezes a saudade não tem nome.

Não é de uma pessoa específica,
não é de um rosto,
nem de uma história que acabou.

É de algo mais raro.

Saudade de uma conexão real.

Daquelas conversas
que começam simples
e de repente parecem tocar lugares
que a gente nem sabia que existiam.

Saudade de um toque
que não encosta só na pele…
mas parece tocar a alma.

Saudade daquele silêncio confortável
onde duas pessoas não precisam provar nada.

Do som de uma voz
que fica ecoando na memória.

De uma risada
que aparece do nada na cabeça
e faz o coração apertar
sem motivo aparente.

Não é saudade de alguém.

É saudade
do sentimento de ter alguém.

Alguém ali…
não para preencher um vazio,
mas para dividir o que existe dentro.

Porque às vezes
o que mais faz falta na vida
não é uma pessoa.

É lembrar
como é se sentir acompanhado

⁠Às vezes fico com saudade
De momentos que eu ainda não vivi
Às vezes peco na vontade
De sentimentos que eu ainda não senti

Te vejo nas paredes dos hotéis
Eu vivo interpretando papéis
Às vezes não sei mais quem sou
Me deu vontade de voltar

Pois eu sei, que você quer viver comigo outra vez
Que você quer viver ao lado meu, até a luz do sol se apagar