Texto de Reflexão de Amor

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⁠E QUANTO A MIM

E quanto a mim, não me vais dizer nada para me sentir melhor, vens sempre com perguntas tão difíceis de responder. Eu não sou boa a criar encrencas, nem a resolver os meus problemas. Será que tu não sentes compaixão de mim quando me vês, com essa personalidade que eu tenho tão difícil de entender, nem eu me compreendo, nem eu me entendo apenas convivo comigo e lido com tudo isso, não é fácil e sim é difícil, mas dá para sobreviver
Se a minha imaginação fosse poder eu nunca teria nada a perder.

Inserida por Monotomia588

⁠O silêncio pode ser uma forma de presença tão plena quanto as palavras. Não ter algo a dizer não implica vazio ou ausência; pelo contrário, pode ser um sinal de serenidade, de quem encontra na quietude o espaço para estar.

Vivemos numa era onde o ruído constante é quase obrigatório — opiniões, comentários, respostas imediatas. Mas o silêncio, por vezes, é a maior das respostas. Ele não é sinónimo de tristeza ou desconforto; pode ser a companhia de quem se sente confortável consigo mesmo, que não precisa preencher cada momento com palavras para existir.

Há também uma força no silêncio. Ele carrega o que as palavras não conseguem alcançar: a profundidade dos pensamentos, o peso das emoções, a verdade das pausas. Estar em silêncio é estar inteiro, permitir que o mundo se desenrole sem a necessidade de intervenção constante, e aceitar que nem tudo precisa ser dito, porque nem tudo pode ser traduzido.

Assim, o silêncio não é ausência, mas presença num outro tom.

⁠Uma vez, uma colega me disse que era impossível ter empatia. Segundo ela, a definição em si era impraticável: “colocar-se no lugar do outro”. Afinal, como seria possível sentir exatamente a dor do outro?
Fiquei pensando por alguns minutos e respondi: “Eu gostaria que as pessoas tivessem empatia quando precisei. Talvez não sentir a minha dor, mas demonstrar empatia suficiente para não apontar, não julgar, acolher e respeitar.”
Já passei por muitas coisas. Lembro que, em um momento da minha vida, até julguei a dor da minha irmã. Achava que era “drama”. Mas, se era ou não, o que realmente importava era acolher. Ela só queria ser ouvida. Aprendi isso quando perdi meu pai e me vi sozinha, lutando para dar dignidade à minha família e tentando esconder minha dor em saídas noturnas.
Naquele período, me senti completamente só. Quando a turbulência passou, finalmente consegui viver o luto pela perda dele. Mas, mesmo assim, ouvia coisas como: “Nossa, mas já faz tempo, por que você ainda está sofrendo?” Essas palavras me afundavam ainda mais, porque eu não tinha me curado e nem conseguia entender meus próprios sentimentos. Foi um tempo difícil, mas eu sobrevivi.
E aqui estou eu, tentando conscientizar as pessoas ao meu redor. Não quero ser amiga de todos; só não quero ser alguém que machuca. Quero ser alguém que acolhe. Já conheci pessoas que desistiram da vida e outras que estavam ao redor, completamente perdidas. Se eu puder ser luz na vida de alguém, serei. E, se outras pessoas não entenderem isso, tudo bem. Escolhi ser assim.
Não sou perfeita. Tenho erros e defeitos, mas sou humana. E todos nós somos. Antes de ser pai, irmã ou amigo, cada pessoa é humana e precisa ser acolhida, tratada com gentileza. Não sabemos as dores nem os processos que o outro está enfrentando.
Mesmo diante de arrogância, escolherei ser gentil. Algumas pessoas podem não merecer, mas vou tentar, porque é isso que quero ser.
Em 2025, trabalharei para ser a minha melhor versão. E assim será nos anos seguintes. Que o Criador deste Universo me permita continuar nesse caminho e esteja sempre ao meu lado. Amém!

Inserida por camarapaulaana

Esses dias, após uma conversa com meu irmão, me peguei refletindo. Ele foi fazer um bico como ajudante de pedreiro, trabalhando sob um sol escaldante. Ele é trabalhador, tem estudo, e enquanto está no seguro-desemprego decidiu arriscar. Sentiu na pele um pouco do que nossos pais vivenciaram durante
Meus pais eram trabalhadores rurais, assim como grande parte da minha família: meus tios, meus avós. Eles trabalhavam cortando cana, enfrentando o sol quente, e voltavam para casa exaustos, com a pele queimada. Cresci ouvindo que não queriam essa vida para nós.
Estudamos, não somos ricos, mas tivemos oportunidades melhores graças ao esforço deles. Apesar de meu irmão ser teimoso e carregar suas mágoas, ele sabe, no fundo, que devemos muito aos nossos pais. Hoje, quando olho para trás, vejo que não tenho metade da força que eles tiveram. Criar quatro filhos, morar de aluguel, trabalhar sob o sol ardente e, ainda assim, usar os domingos de folga para fazer bicos e garantir o alimento na mesa… Isso é algo que me inspira profundamente.
Minha infância não foi fácil. Não sinto falta da escassez, mas sinto saudade da simplicidade que tínhamos. Quando crianças, não nos importávamos com o que faltava, éramos felizes com o que havia. Com o passar dos anos, começamos a dar mais valor ao que não temos do que ao que temos.
Hoje, somos a chamada “geração de cristal”. Não somos ricos, mas temos condições melhores, e isso só foi possível graças à geração de luta e sofrimento que veio antes de nós. Devemos muito a eles, que carregaram o peso de uma vida dura para nos proporcionar as oportunidades que temos hoje.

Inserida por camarapaulaana

⁠Processo

O vento empurrava meu peito
Acinzentado
Mas tudo direito
Ainda assim, acabado

Caminhara
Com destino
Orara
Buscara o trino

Caminho
Não importa a direção
Como pássaro fora do ninho
Ação pela reação

Pouco tempo passou
Assim senti
O destino chegou
Nem vi

Tinha que viver
Jamais parar
Entender
Não chorar

Doce professor
Estava na hora de criar
Se permite a dor
É para ensinar

A epifania é constante
Desesperado
Mas o remédio era calmante
E logo estava acabado

Fim do grão de trigo
Novo progresso
Ele é pai e amigo
"Sem retrocesso"
"Deixe seu peso comigo"
Depois disso, apenas rezo.

Inserida por Samuel_Okaras

⁠Nestes anos que se passaram, aprendi muitas coisas boas, mas para isso precisei enfrentar situações muito difíceis, tanto na minha vida quanto na vida das pessoas que amo. Hoje, consigo enxergar parte da história de Jó, que nos ensina sobre como Deus, às vezes, permite que enfrentemos o mal para nos transformar.

Muitos acreditam que a esposa de Jó morreu, mas isso não é verdade. Quem morreu foram os filhos dele. Jó perdeu tudo o que lhe pertencia, tudo o que o mal conseguiu tirar. Ainda assim, ele perseverou e suportou o sofrimento. Esse mesmo tipo de mal, acredito, muitos de nós enfrentamos, tanto homens quanto mulheres, enquanto lutamos diariamente para buscar o melhor para nossas famílias, sem fazer distinções ou preferências.

Entro em mais um ano com essa reflexão: que possamos aprender com as adversidades e nos fortalecer nelas, sempre buscando o melhor para nós e para aqueles que amamos.

Inserida por jpcalisto

⁠Dia lindo dia bonito
Dia de abraçar o novo
Dia sombrio como todo
Dia iluminado em partes
Dia de viver? Eu anseio!
Afinal de contas, como?
O que é viver, nessa realidade?
Tô sem ânimo, sem amor próprio
Quer saber? to cansado de viver!
Mas não tanto quanto de sofrer!
O que sobra é lutar e lutar…
Um dia, dois, até o infinito e talvez além
Será que vale a pena lutar?
Talvez haja uma paz que não enxergo
Eu sinto que há, só não consigo alcançar.

Inserida por RottenCorpse7



Os humanos tem um incrível dom de disfarçar suas vidas angustiadas e sofridas com dinheiro. Seu papel não é receber nada em troca, humanos querem ser reconhecidos, quando queremos pagamentos pelo que fazemos, mostramos que somos tão comuns quanto aqueles que ajudamos. Temos que apenas ajudar a quem precisa, e tudo aquilo de bom que fazemos retorna para nós em resposta.

Inserida por celebres

⁠Do tempo que me foi dado, um relógio foi posto em meu peito. Este, era um coração em constantes ticks e tacks, tirando assim minha força, vigor e desconsoladamente minha juventude.
Por diversas vezes pensava que teria parado de contar os segundos, pois não o sentia bater. Mas precisava acerta-lo, tendo em mente que não poderia pôr ou tirar um segundo sequer que fosse de meu tempo.
A bomba relógio que em meu peito batia, já havia de ter a sua hora de explodir. Não sabendo eu quando meu tempo terminaria. Me via em euforia de saber que não o tinha como prever.
Poderia algo fazer com que o tempo dele chegasse antes do que o destinado? Talvez aquilo que o fazia bater haveria também de cessar seus batimentos ?
Seria por amor ou pela falta dele? Será então pela arte que já não fora mais nada alèm de uma expressão vazia de sentimentos extravagantes e conturbados. E caso tais eventos o fizessem de fato parar de bater antes do tempo.
Quem poderia deduzir ou mesmo afirmar que fora antes do tempo determinado?

Inserida por Jcpz

⁠Oque eu poderia dizer sobre a indigência social deste mundo?;o individualismo a causou e dês de que foi inventada nunca mais sessou.
Passarei despercebida por essa terra;mesmo meu que meu nome estivesse escrito na história dos homen;quem homem restará para lembrar da história?
Mesmo quem me amou me esquecerá;pois o tempo e a morte irão garantir que isso aconteça.
Terei pouco tempo antes que tudo aconteça; para ser lembrado antes de tornar ao pó e tudo desapareça.

Inserida por Jcpz

⁠A nossa geração é a geração mais triste da história, nós somos uma geração sem propósito, não somos guerreiros ou exploradores, a gente nasceu tarde demais para explorar a terra e cedo demais pra explorar o espaço.

É meio doloroso engolir que nosso único propósito aqui é ser a engrenagem da máquina que vai sustentar as próximas gerações.

Inserida por Denus

O Brasil é um país de contrastes, de riquezas e de desigualdades, de diversidades e de intolerâncias, de potencialidades e de desafios. O Brasil é um país que se construiu a partir de múltiplas influências culturais, étnicas, religiosas e políticas, mas que nem sempre reconhece e valoriza essa pluralidade. O Brasil é um país que tem um hino nacional que fala de um “sonho intenso, um raio vívido, de amor e de esperança à terra desce”, mas que muitas vezes se deixa levar pelo desânimo, pelo pessimismo, pelo ódio e pela violência.
O patriota que usa o hino nacional como um símbolo de sua identidade, que diz que defende a igualdade, que diz que pertence a um povo guerreiro, que diz que ama o seu país, precisa se perguntar se essas palavras correspondem às suas atitudes, se esses valores são praticados no seu cotidiano, se esses ideais são compartilhados com os seus semelhantes. O patriota que se orgulha da sua nação, precisa se questionar se ele respeita a sua história, se ele reconhece a sua diversidade, se ele contribui para o seu desenvolvimento, se ele participa da sua democracia.
O patriota que vem travando o Brasil, que se recusa a dialogar, que se fecha em suas convicções, que se alimenta de fake news, que se deixa manipular por interesses escusos, que se opõe a qualquer mudança, que se acha superior aos outros, que se isola do mundo, que se acomoda na sua zona de conforto, precisa se conscientizar de que ele está prejudicando o seu próprio país, de que ele está impedindo o seu próprio progresso, de que ele está negando o seu próprio futuro, de que ele está traindo o seu próprio povo.
O Brasil precisa de patriotas que sejam críticos, que sejam reflexivos, que sejam abertos, que sejam solidários, que sejam responsáveis, que sejam cidadãos. O Brasil precisa de patriotas que saibam que o patriotismo não é uma questão de bandeira, de hino, de partido, de ideologia, de religião, de raça, de gênero, de classe, de região, de futebol. O Brasil precisa de patriotas que entendam que o patriotismo é uma questão de ética, de justiça, de respeito, de diálogo, de cooperação, de educação, de cultura, de ciência, de saúde, de meio ambiente, de paz.
O Brasil precisa de patriotas que não se deixem levar pela luta para provar quem é o pior gestor da presidência, que não se esqueçam das necessidades do Brasil que crescem a cada dia, que não digam que esse Brasil não tem jeito, que não se dediquem a travar o governo, que não se limitem a falar do governo anterior, que não se confrontem com a bancada opositora. O Brasil precisa de patriotas que se empenhem em buscar soluções para os problemas do país, que se lembrem das potencialidades do Brasil que podem ser exploradas, que digam que esse Brasil tem sim jeito, que se comprometam a apoiar o governo quando ele acerta e a criticar quando ele erra, que se respeitem com o governo atual, que se unam com a bancada aliada.
O Brasil precisa de patriotas que deixem a política para as eleições, mas que não deixem de fazer política no seu dia a dia, que não deixem de exercer a sua cidadania, que não deixem de fiscalizar os seus representantes, que não deixem de reivindicar os seus direitos, que não deixem de cumprir os seus deveres, que não deixem de se informar, que não deixem de se manifestar, que não deixem de se educar, que não deixem de se transformar, que não deixem de se orgulhar de ser brasileiro.

Inserida por joao-simas

⁠Não creio que haja um novo ciclo.
Mas posso lhe dizer no que acredito...
Recomeçar todos os dias, até que tudo aquilo que nos pareça infinito, encontre seu fim.
Viver, respeitar, amar, compreender...
E todas as manhãs ao acordar possamos nos deparar com o reflexo de nós mesmo e todos esses bons atributos sejam translúcidos e envolventes, onde essa energia faça de qualquer ambiente o melhor lugar para se estar.

Inserida por AbioyeBrown

⁠⁠⁠Eu queria escrever uma coisa bonita,
Mas queria que essa coisa não fosse clichê nem cafona,
Queria que fosse inspirador e forte,
E não palavras vazias como as promessas de um estadista,
Tem que ser profundo e não raso como uma poça,
Se raso for, que seja claro e simples para que todos entendam.

Mas ainda não decidi se falo sobre os conflitos do passado, presente ou futuro,
Ora, ainda são e serão os mesmos conflitos, não?
E não me prendo somente ao que acontece em nosso mundo externo,
Na realidade o objetivo sempre foi falar dos nossos conflitos internos,
Pois resolvendo estes, resolvemos o mundo e a sua destruição pode ser adiada um pouco mais,
Pelo menos até eu conseguir ter um neto e vê-lo crescer.

A melhor maneira de sanar um problema está em sua origem,
Então eu queria escrever uma coisa bonita à respeito,
Mas queria que não fosse clichê nem cafona,
Precisa ser inspirador e bem forte,
Nada vazio,
Precisa ser claro e leve.

Bem desafiador seria escrever de uma forma bonita,
Que o grande câncer que nos matou, mata e matará,
Nada mais é que nós mesmos, e nossas pulsões egoístas,
Mas você já sabia disso, não é?
Cada ato de destruição cometido pelo homem,
Guarda um universo problemático no coração do ser.

Ainda vou escrever algo bonito à respeito,
Que não seja clichê nem cafona...

Inserida por fuzarka

⁠Mano, a sociedade é muito louca. Tem tanta gente diferente no mundo, com culturas, valores e padrões diferentes. Mas em vez de valorizar essa diversidade, a sociedade tenta padronizar todo mundo, como se fosse uma fábrica de clones. Aí muita gente se sente pressionada a seguir o que a sociedade manda, sem questionar, sem pensar, sem sentir. Parece que são marionetes, controladas por cordas invisíveis. E aí elas não vivem plenamente, não vivem o que sentem em seus corações de viver.
Mas eu acho que isso não precisa ser assim. Eu acho que cada um tem que ser livre para ser quem é, para expressar sua identidade, sua cultura, seus valores, seus sonhos. Eu acho que cada um tem que respeitar as diferenças dos outros, e aprender com elas, e não julgar ou discriminar. Eu acho que cada um tem que buscar o seu próprio caminho, sem se deixar levar pela sociedade. Só assim, a gente pode viver de verdade, e fazer do mundo um lugar melhor.

Inserida por joao-simas

⁠" Não menospreze, o que desconheces pois, sua ignorância vai lembrá-lo que disseres serão rasas, é tudo o disseres serão reflexões de quem eres verdadeiramente em tua existência.
O pior destes ignorantes -----
são aqueles que agem pelo que acreditam, sem estabelecer dois pontos em intersecções do alinhamento do desconhecido. "

Inserida por Knodes

"⁠Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim que eu mesmo, com o entendimento, sirvo à lei de Deus, mas, com a carne, à lei do pecado."
Lendo este texto bíblico me ponho a questionar, quantas vezes mais, irei eu contra os desígnios de Deus! Se tenho a convicção que tudo é segundo a sua vontade... Gratidão não é mera ilustração é ação é decisão!

Inserida por AbioyeBrown

⁠O Saber Não Grita

Não fales alto,
se o que tens no peito
é só o eco do vazio.

O que gritas
são móveis partidos
de um sótão esquecido,
falsas certezas
com cheiro a mofo.

Prefiro o silêncio
do que leu e guardou,
não para vencer a discussão,
mas para entender o mundo.

Há em cada estante
um tempo escolhido
para não responder,
para ser livre
da necessidade de ter razão.

Não te imponhas:
quem precisa de gritar
já perdeu.

Ser é deixar estar.
Pensar é não temer
o que não se diz.

⁠**☀️ Bom Dia! Uma Pausa Antes do Mundo Girar...**
Antes de mergulhar no dia, pare por 10 segundos:
➡️ **Respire fundo 3 vezes** (sinta o ar entrando e saindo).
➡️ **Toque seus pés no chão** e lembre: você já carrega dentro de si a força que precisa.
💡 *Os obstáculos? São oportunidades vestidas de medo.
O dia será tão leve quanto sua mente permitir.*
✨ Hoje, escolha **um pequeno passo** em direção ao que realmente importa.
*"Suas habilidades únicas farão um hoje diferente"*.

Inserida por marcos_makarara

⁠Reflexões Sobre o Desabafo
(crônica)

É comum — quase corriqueiro — encontrar alguém que, no intervalo do café ou numa conversa despretensiosa, deixa escapar o peso dos próprios dias.
Despejam, sem cerimônia, as frustrações que apertam o peito:
o trabalho que exige demais,
a casa que nunca está em ordem,
o marido bagunceiro, ranzinza, pão-duro,
os filhos que não colaboram, que não estudam, que vivem grudados ao celular.

Falam dos pets que dão mais trabalho que companhia,
dos negócios que andam tropeçando,
dos sonhos adiados que já nem sabem se ainda são seus.

E a gente escuta — porque também precisa ser ouvido.
Porque falar parece aliviar.
Desabafar parece resolver.
Como se o simples ato de partilhar fosse suficiente para reorganizar o caos.

Mas será que estamos mesmo lidando com os problemas… ou apenas empurrando-os para fora, esperando que o outro nos ajude a carregá-los?
Será que desabafar, sempre, não vira um atalho para fugir de nós mesmos?

E se, em vez de apenas falar, a gente aprendesse a escutar… mas escutar a si.
Se olhássemos com mais cuidado para o que está dentro, onde os verdadeiros incômodos fazem morada?
Talvez, então, estivéssemos dando um passo além da queixa — rumo ao amadurecimento.

Porque crescer dói.
Dói encarar que, às vezes, o que mais nos irrita no outro é o reflexo do que não curamos em nós.
Dói perceber que não temos controle sobre tudo, nem todos — mas temos escolhas.
E, entre criticar ou ser exemplo, o segundo costuma ecoar mais fundo.

É preciso parar.
Nem que seja por um instante.
Um gole de silêncio entre as falas.
Um olhar mais suave sobre o mundo.
Uma escuta mais atenta para quem somos — e para quem estão ao nosso lado.

Pergunte-se:
O que me afeta, realmente?
Cabe a mim mudar algo?
Isso fala de mim ou do outro?
Onde está o meu papel nessa história?

Talvez a gente descubra que a vida não é sobre estar certo, mas sobre estar presente.
E que ninguém é perfeito — nem precisa ser.
Mas todos temos a chance de sermos mais gentis, mais compreensivos, mais inteiros.
Com o outro.
E, principalmente, com nós mesmos.

Inserida por WisleneCardoso