Teto

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Posso perder o teto, o dinheiro, as roupas, a comida, tudo.. Mas que nunca falte a sua amizade, o seu amor, o seu carinho a sua preocupação comigo. Porque eu sei que voce me apoia em todos os momentos e esta comigo independente da situação.

Quando está chovendo é que percebemos onde o teto está quebrado.

APRENDIZ DE DIVAGAÇÕES

O teto, acima de mim,
Jaz sólido:
Ainda sim,
Transidamente,
Eu o olho.

Escalavrado pela impotência,
Pelo vácuo, pelo tédio
De afluirmos,
Deliberadamente,
Ao estuário da vida,
Deixo-me domar
Pelo sobrepujante cavalgar
Do heliocentrismo da elegia.

Pesarosas lágrimas silentes
E invisíveis rolam-me
Por sobre a epiderme:

Crianças ao bel-prazer
Do ódio como agasalho
Da devoluta alma,
Devoluta pele e osso,
Devoluta mente,
Devoluto corpo
Sorvem a seiva da ira
Contra o Éden misericordioso.

A eloquente voz de um homem
Esculpe, esmerila e grita
A oração: --- Sim, nós podemos, irmãos!

No entanto,
Será que esta sentença
Ganhará eco de materialização
No reino, hein, das vis-metais mentes e preconceituosos corações?

Não,
Tal convicção não acalenta
Meu escaldado ente-razão,
Mesmo quando agora
O contemplo segurando,
Firmemente, o poderoso cetro
Que norteia o rebanho
Das extáticas cabeças
Que, pelo oblíquo caminho, vão.

Na verdade,
O que, cotidianamente,
Vejo é a construção
--- cada vez mais célere ---
De megalópoles quatro palmos
Abaixo do chão.

Na verdade,
O que, cotidianamente,
Vejo são vales de incauto sangue derramado
Regozijarem os galhardos iconoclastas
Da sábia vida prolífica:
O escárnio á longevidade da sua celebração, sua mádida magia!

Testemunho
Querelas que libam,
Avidamente,
O vinho da ganância por poder
Abrir sulcos e crateras
Na mansão do nosso altruísmo.

Testemunho
O gradiente do egoísmo e da maldade
Açambarcar-se, avolumar-se,
Caminhar de mãos dadas com a ubiquidade,
Tornar-se loquacidade, astuto
E voraz canibalismo onipotente:
O arrebate do arrebol da crueldade iminente e a corrosão selvagem,
Chama alimentando a sequidão leviana, alarve
Qual ansiosamente se encontra
Ás portas do sol que liberta
A aura da universal supernova hecatômbica, fúnebre, funesta!

Enfim,
O teto, acima de mim,
Jaz sólido:
Contudo o liquefaço
Com o lume dos pensamentos
Que emana da íris dos meus olhos opacos.

Sim,
Contemplo, como se estivesse
Confinado numa câmara
Hermeticamente fechada,
A insensibilidade degustar-nos
Incomensuravelmente deleitada.

Doa-se um velhinho já bem passado dos sessenta, sem dinheiro, sem teto, sem esperança! Doa-se um ser humano, que ainda acredita na loucura da poesia, na panaquice dos sonhos, e na impossível mulher que orgulha-se de sua feminilidade, doa-se esse ancião que apesar de bravamente colocar-se de pé é visto como algo fácil de descartar-se, como se fora regra as pessoas
envelhecerem e perderem a alma...

⁠Até que o teto, o teto caia!
O teto cai, o teto cai!
Até minhas pernas
Fraquejarem debaixo de mim!
Eu, eu não vou cair, eu vou ficar de pé
Sinto como se ninguém pudesse me atingir agora!

Eminem

Nota: Trecho da música 'Till I Collapse.

O trovador é o arquiteto
qual no menor espaço.
Faz dos planetas seu teto,
e dos cometas seu terraço.

⁠Estar junto não é sobre dividir o mesmo teto é sobre dividir o mesmo sentimento.

⁠Ontem, no meu teto, uma aranha. Hoje, são duas. Será que estão a namorar?

⁠A vida não é sobre ficar rico e sim, sobre estar com saúde, ter um teto, ter o que comer, ter um ganho honesto para pagar as contas em dia, ter quem te ame e se preocupe com você e estar com saude para viajar e viver em paz, mas acima de tudo ter Deus acima de todas as coisas!

⁠Quem Tem Escada Alcança o Teto Primeiro

⁠Beijo cada um dos meus bíceps, aponto para o teto e agradeço ao camarada lá de cima por criar um espécime tão perfeito.

Elle Kennedy
O acordo. São Paulo: Paralela, 2016.

⁠Tenho os mares e terra como morada, o firmamento como teto e a vida como crença. Nesse vasto espaço fica meu lar sempre pronto a acolher amizades, amores e histórias!

⁠O problema da traição é que ela vem de quem tá perto. E quem puxa teu tapete tá debaixo do teu teto.

GREGO (rapper)

Nota: Trecho da música Só Deus (Sou um moleque sangue bom).

C(ASA)

o repique da libélula
tamborilando o cácere
desse teto-imenso-céu
do meu quarto, sala e cozinha
um pé direito alto
um passo de cada vez
as roupas já usadas ontem
se espraiam nas encostas de cuatro cadeiras vazias
y a mesa é a mesma
cheia: orna fartura quando você está

um bule no escorredor
volta sempre pro mesmo lugar esperado
um fogão ainda apagado
um coração sempre tão aceso
eu sou a casa
você a asa

desabrocham as flores de íris
qu'eu pensei serem tulipas
desabrocham as dores de saudade que eu pensei
serem infinitas

pero passa nas distais das'mnhas falanges o brim do jeans que esquecestes em meu balde
meu oceano familiar ao teu tráfego
meu dorso fértil eriçado ao teu beijo-occiptal

dessa rede
fiz teus braços
quis um traço
treco y trapo
não vai ser o mal do
abismo / espaço
que teu amor
vai me
afastar

Pra quem tá no frio…
Sem teto ou com pouco teto,
Sem voz, mas com fé.
Deus olha por nós.
Ele é paz, ele aquece...

Amar não é dividir o mesmo teto...é morar um no coração do outro...

É base e não teto! O saber te firma no chão, mas é a iniciativa e o propósito que te faz voar.

O Saber é base e não teto!

Estamos no mesmo caminho, debaixo do mesmo teto, vou te tratar com carinho, poesia e afeto.⁠

É tarde.
O mundo dorme.
E eu estou aqui,
olhando pro teto,
como quem espera
uma resposta que nunca vem.


Tem dias que parecem semanas.
Tem noites que duram uma vida.
E mesmo quando tudo está quieto,
aqui dentro
continua gritando.


Me disseram, por tanto tempo,
que ser eu era errado,
que eu comecei a acreditar.
Fui apagando pedaços de mim
pra caber em lugares pequenos
demais pra quem só queria existir.


Olhar no espelho
e não reconhecer nada:
nem os olhos,
nem o nome,
nem a história.


Não saber quem sou.
Não ser o que esperam.
Não ser nada que baste.
Só esse lugar nenhum em mim.


Viver tentando lembrar
de quando foi que começou a doer tanto,
e não achar o começo.


Não saber se ainda sente,
ou se está só copiando emoções
que aprendeu a demonstrar
pra não parecer
vazia demais.


É dizer “tá tudo bem”
porque é mais fácil
do que explicar
o que nem se entende direito.


Pensar em desaparecer,
e depois se sentir culpada
por pensar nisso
como se até a dor
fosse um erro.


Queria ter coragem.
De gritar.
De não me calar.
De admitir que está difícil.


Mas, ao invés disso,
eu só fico aqui,
escrevendo pra ninguém,
deixando que o papel segure
o que eu não consigo mais
carregar sozinha.