Terra
Tudo que está fora do nosso mundo é alienígena. Assim como nosso mundo é alienígena para todo o resto.
Assim como na astronomia se olha para fora, para entendermos nossa origem na Terra, às vezes devemos olhar para fora para entendermos algumas coisas dentro de nós também.
O ateu que eu não respeito é aquele que não acredita que existem Deuses e Deusas andando por essa Terra...
Os únicos ateus que eu não respeito são os que duvidam que existam Deuses e Deusas andando nessa Terra.
Ritual de Reverência a Terra
Por que nós, filhos da ancestralidade,
Colocamos nossas cabeças no chão?
É gesto de amor, é pura verdade,
Um ato sagrado, uma profunda conexão.
Respeito à Onilé, à divindade da terra,
Que nos dá sustento, que nos faz viver.
Na terra tiramos o que a vida encerra,
Desde o grão que brota até o fruto a crescer.
É na terra que encontramos o equilíbrio,
A força que nos une, a raiz do nosso ser.
Cada toque no solo é um ritual de brilho,
Um reconhecimento do que nos faz renascer.
Quando partimos, é para lá que voltamos,
À mãe-terra que nos acolhe em seu abraço.
O ciclo da vida, em seus braços nos chamamos,
E assim seguimos em harmonia e laço.
O
Por isso batemos a cabeça no chão,
É reverência à vida e ao nosso lugar.
Um tributo à terra, à nossa missão,
De cuidar e respeitar o que nos faz caminhar.
Mãe Terra, em teu seio profundo,
Teus braços verdes abraçam o mundo.
Em meio à dor da devastação,
Teu coração pulsa em renovação.
Desmatamento e fumaça a pairar,
Poluição que insiste em ficar.
Mas mesmo assim, com força e amor,
Brota vida, renasce a flor.
Geleiras choram sob o sol ardente,
O aquecimento grita, é urgente.
Mas tu, Mãe Terra, não te deixas cair,
A esperança renasce em cada porvir.
Teus rios serpenteiam com sabedoria,
E a fauna dança em harmonia.
Em cada semente que a brisa traz,
Tua essência se renova e refaz.
Que possamos aprender a cuidar,
Respeitar o que nos faz respirar.
Mãe Terra, forte e resiliente,
Teu amor é eterno e presente!
Que possamos juntos preservar teu lar,
E em cada gesto, um novo despertar.
LATIFÚNDIO
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O primeiro dono da Terra
Abriu mão de fazer escritura
Apenas a distribuiu em glebas
Para a subsistência das criaturas
Que plantavam para comer
E comiam para viver
Cuidando dos pedaços de chão
Chão que alimentava os animais
E que com ricos mananciais
Fazia germinar os grãos.
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Como vassalos do suserano Deus
Tinham que cuidar da terra recebida
Permitindo a todos os irmãos seus
O livre acesso às bênçãos Divinas
Como trabalhar para alimentar o corpo
E exercitar a fé no verdadeiro dono
Das terras cheias de minérios nobres
Deus dava tudo e não exigia nada
Mas das Suas criaturas Ele esperava
Que na terra não houvesse pobres.
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Os que receberam as terras como dádiva
Nelas fizeram semeaduras de prantos
Pois com a cobiça produziram lágrimas
Que caindo regaram os campos
E como água salgada não nutre o solo
Nas plantações de dor só vingou o ódio
Que até hoje alimenta as guerras
Pela posse da terra pessoas se consomem
Mas a terra não pertence ao homem
É o homem que pertence à terra.
TERRA DE EGOS
Na visão olho por olho
Creio todos ficam cegos
Trancados com ferrolho
E aplainar os egos
É lição que eu recolho.
