Termino de um Amor Proibido

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A ciência, até hoje, consegue estudar a consciência enquanto existe atividade cerebral. Ela consegue observar relações entre estados cerebrais e percepção, memória, sonhos, emoções e experiências subjetivas. Mas a pergunta fundamental permanece aberta: a consciência é produzida pelo cérebro ou o cérebro é, de alguma maneira, um instrumento através do qual a consciência se manifesta?
Não temos uma resposta definitiva.

Durante o sono, nosso cérebro produz experiências extremamente convincentes sem que exista necessariamente um estímulo externo correspondente. Podemos conversar com alguém que morreu, visitar lugares impossíveis, sentir medo, amor, dor, saudade e até experimentar uma presença com uma realidade emocional impressionante.

Talvez aquilo que chamamos de “contato espiritual” seja uma experiência produzida pela consciência enquanto estamos vivos.

“Deus pode muito bem ter feito todos nós para viver determinado tempo e depois ir embora, desintegrando-nos para sempre.”

“Eu acredito em Deus, mas às vezes considero intelectualmente possível que a consciência termine com o corpo.”

Não transformar aquilo que eu desejo que seja verdade em aquilo que afirmo saber.
Eu posso acreditar em Deus e dizer:
“Eu creio na vida eterna, mas não consigo demonstrar empiricamente como ela funciona.”
Também posso dizer:
“Tenho dúvidas sobre a existência da consciência depois da morte, mas continuo acreditando em Deus.”
E posso ainda dizer:
“Não sei.”

Às vezes, “não sei” é intelectualmente mais honesto do que construir uma certeza inteira em cima de uma experiência subjetiva.

“Eu passei por algo que mudou minha maneira de enxergar a morte.”

Todos nós fazemos isso, diante da morte: imaginar o inimaginável.
Porque existe uma dificuldade quase absurda nessa questão.
Se a consciência continuar depois da morte, queremos saber como será.
Se ela não continuar, não haverá um “eu” para experimentar o nada.
E aqui existe um paradoxo fascinante.
Se realmente não houver consciência depois da morte, você nunca experimentará estar morto.
Não haverá escuridão eterna.
Não haverá silêncio eterno.
Não haverá uma pessoa pensando “estou no nada”.
Porque não haverá alguém ali para experimentar coisa alguma.

Você não passou bilhões de anos sofrendo porque ainda não existia. Simplesmente não havia uma experiência subjetiva daquele período.
A possibilidade pode assustar enquanto estamos vivos porque somos seres conscientes tentando imaginar a ausência da própria consciência. E isso é quase como tentar usar os olhos para enxergar a própria ausência de visão.
Talvez por isso a morte seja um dos maiores mistérios humanos.

Se você acredita que existe eternidade, pode viver esta vida com esperança.
Se você considera que talvez esta seja a única vida, pode viver esta vida com presença.
Em ambos os casos, esta vida importa.
Porque, se existe algo depois, este momento é uma parte da sua jornada.
E, se não existe, este momento é ainda mais precioso porque é tudo aquilo que temos.
Talvez a pergunta mais honesta não seja “o que existe depois da morte?”
Talvez seja:
“Se eu nunca conseguir descobrir essa resposta enquanto estiver viva, como quero viver enquanto ainda posso fazer perguntas?”

Quando começamos a comparar as religiões, aparece algo fascinante: elas discordam profundamente sobre o que acontece depois da morte, mas muitas concordam que a maneira como vivemos agora importa.

“A consciência surge do funcionamento do cérebro. Quando o cérebro deixa de funcionar definitivamente, a consciência termina.”
Nesse modelo:
nascer → viver → morrer → fim da experiência consciente.
Não existe céu.
Não existe inferno.
Não existe reencarnação.
Não existe espírito individual sobrevivendo.
Não existe “eu” observando a própria morte.

Mesmo quando elas discordam sobre o que acontece depois, muitas tradições concordam que a maneira como vivemos agora possui consequências ou significado.
O cristianismo diz: viva de determinada maneira diante de Deus.
O islamismo diz: suas ações têm consequências diante do julgamento divino.
O hinduísmo fala de karma.
O budismo fala das consequências das ações e da libertação do sofrimento.
O jainismo enfatiza profundamente a não violência e a purificação.
O confucionismo enfatiza a ética, os relacionamentos e a harmonia.
O humanismo secular pode dizer: você não tem uma segunda existência garantida, portanto esta vida concreta merece ser vivida com responsabilidade e dignidade.

“Talvez essas experiências aconteçam enquanto estamos vivos, dentro da nossa própria consciência.”

Se existir algo depois da morte, nós descobriremos quando chegar a hora.
Se não existir absolutamente nada, não haverá um “eu” decepcionado por não ter encontrado nada.
Enquanto isso, existe uma coisa que nenhuma religião precisa convencer você a fazer:
viver o presente.
Porque seja qual for a resposta final, este instante é o único que você tem nas mãos agora.
E talvez seja justamente essa a pergunta que todas essas religiões, filosofias e tradições estão tentando responder de maneiras diferentes:
se ninguém consegue me garantir o que encontrarei depois que esta vida terminar, quem eu escolho ser enquanto ainda estou aqui?

BOM, eu não tenho religião, nunca me identifiquei com uma! Mas, a religião que conheço sempre diz que a bíblia sagrada, é o único livro confiável que existe, mas existem TROCENTos livros sagrados por aí de OUTRAS religiões pregando as mesmas coisas ou não. Tipo, eu nasci no Brasil, a religião daqui predominante é o Cristianismo, é a que eu conheço e tenho acesso. É normal para mim, porém muito questionável também. Mas, imagina eu ter nascido na Índia, cultuar vários deuses, também seria normal para mim, porque nasci lá e está tudo certo, é o que conheço. BOM, se eu tivesse nascido na Coreia do Norte, por exemplo, não poderia ter nenhuma religião, e sim, está tudo certo, porque é a adaptação que conhecemos desde a infância. Bom, por isso não tenho religião, cada um condena a outra religião por isso e aquilo, e no final, se Deus é Deus, ele criou todos os humanos na terra, independente de religião. Não é porque não sigo tal doutrina, que Deus irá me condenar, como vai condenar, se nunca ouvi falar disso? A fé é individual. Cada um acredita no que acha adequado. Mas, os cristãos que conheço por aqui, querem empurrar goela abaixo "tem que ir para igreja, porque se não não vai ser salvo" bom, eu tenho a minha fé, eu acredito em Deus, eu parei de ir para a igreja porque me julgavam demais e me excluíam de coisas importantes. Quem estava lá no púlpito, fez isso. Então, se era para ter comunhão, não é o que se vê, dentro de um templo, que seria para trocar ideias sobre a vida e a fé. Também vejo gente maldosa, que mata animais, onde está sempre indo pra igreja todos os dias, e faz da sua casa, um inferno, nunca melhoram como pessoas. Eu também não gosto de ficar sempre ouvindo as mesmas coisas e mensagens, e é o que sempre fazem. Eu não quero estar junto de pessoas assim, que fingem ser o que pregam, quando vivem na verdade outra realidade. Bom, se existe Deus, ele vai sempre amar todos, mesmo aqueles que nunca ouviram falar de religião, porque na verdade, não faz sentido, uma pessoa obrigar outra a seguir algo, onde somente ela acha que está correta, e se acha a dona da razão.


UM desabafo! Affs...

Fé não é propriedade privada de nenhuma religião
Se Deus criou seres humanos diferentes, talvez a pergunta mais importante não seja “qual religião você segue?”, mas “que tipo de pessoa você se tornou?”

Até que ponto aquilo que chamamos de “verdade religiosa” é uma escolha livre e até que ponto é consequência do lugar, da família e da cultura em que nascemos?

Se eu nascesse em uma família hindu na Índia, poderia crescer ouvindo histórias de diferentes divindades e aprendendo outra maneira de interpretar o universo. Se nascesse em uma família budista, provavelmente receberia outra estrutura espiritual. E, se crescesse em um ambiente profundamente secular, talvez religião sequer ocupasse espaço significativo na minha formação.