Termino de um Amor Proibido

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A Magia Contra o Tédio ...
Imaginação é como "feitiço"


Alma inquieta,
foge do tédio que a rotina projeta.
Sonha com truques, com criação,
com literatura em transformação.
Na sala, olhos atentos e curiosos,
crianças em mundos maravilhosos.
Cada história é uma porta aberta,
cada verso, uma estrada descoberta.
Infância pulsa em imaginação,
em perguntas, em inquietação.
Ela planta atenção com afeto,
colhe ideias num campo repleto.
E o tédio, que ousa se aproximar,
é vencido pelo ato de imaginar.


Tédio existe ali na sala. É o chamado comum. O bom seria entrar em sala como quem prepara um espetáculo: Meu desejo é fazer um truque de mágica — não com varinha de condão, mas com palavras que brilham, com aulas que façam os olhos saltarem do rosto.
Sempre que possível, o plano será transformar cada aula de literatura em uma experiência viva/imersiva, onde os livros são apenas o ponto de partida, para que os olhos das crianças, atentos e curiosos, revelem que algo mágico está acontecendo.
O desejo é que mergulhem nas histórias, questionem, criem, reinventem. A literatura deve ser sentida, encenada, vivida.
O desejo é que todos os dias seja como se fosse um "feitiço"/encanto que nunca acabe. Que nunca falhe.
Folclore...
Ele falha/Eu falho.

Orar é vencer a guerra antes que ela comece.

Louvado sejas, meu Senhor,
com todas as tuas criaturas,
especialmente com o senhor irmão Sol
que clareia o dia e com sua luz nos alumia.

E ele é belo e radiante
com grande esplendor:
de ti, Altíssimo, é a imagem.

O Senhor me deu e me dá tanta fé nos sacerdotes que vivem segundo a forma da Santa Igreja Romana – por causa da ordem deles – que, se me perseguirem quero recorrer a eles (…) Não quero considerar neles o pecado, porque vejo neles o Filho de Deus e eles são meus senhores

Maior urgência

Entre tantas urgências
Permita-me ir,
Sem questionamentos,
Sou meras estações
Tenha de mim a que preferir.

Não recomendo o inverno
aconselho-lhe o verão
Sou leve nem tente,
O vento não guia as folhas
Nem aponta a direção.

Nas crises,
Não tente me desvendar
Exijo só o contato
E no que em muitos faltam
Em ti irá transbordar.

Você não precisa fazer bondades, basta que não faça maldades.

Não existe pior vício que o conforto.

Não tenha o hábito de copiar o Estilo dos outros. Estilo, são Palavras da Alma!

Tamborilando da cinza abóbada celeste, serenamente pousa nas folhas.
Verdes copas, ao balanço de uma dança, fresco sabor do ar que se enevoa.
Vento frio, de suave toque, em torvelinhos e espirais escoa.
Como é bela a canção do vento na floresta com garoa.

As pessoas não são o que elas demonstram mas o que elas escondem.

Não confunda ser forte na vida, com ignorar tudo e todos que estão ao seu redor.

Quem revida a bondade, acredita na plena certeza que mais felicidades virão.

Não basta entender e respeitar, estenda a mão e ajude como puder.
A dor do próximo pode não ser igual a sua, mas uma palavra um gesto pode aliviar seu sofrimento e muitas vezes até curar.

O silêncio nos mostra tudo e também traz a verdade !

⁠Se você não esta preparado para escutar a verdade !!!!
Não saia por ai destilando veneno e falando em nome da razão, ou se escondendo atras do que é sagrado....!!!
Muitas casas possuem telhado de vidro.

⁠A água e o azeite podem conviver por anos no mesmo pote. Mas jamais se misturam em sua essência.

Diante do tal riso de deboche, afaste-se. Não existe algo mais ignóbil, ridículo e asqueroso do que esse comportamento. Mostra claramente o nível de putrefação intelectual e com risco de contaminação por tal verme cuja raça intitula como "Homo Sapiens".

Empatia é a suposição do que o outro está setindo, modulado pelas suas próprias experiências.

Manifesto do Insubmisso

​Eu escrevo a história dos ninguéns, dos que sofrem o horror da perversidade do sistema.
Eu pinto a tela social dos mais atormentados pela exclusão de um sistema estúpido que é vendido como progresso, mas que atua como máquina de fazer embutidos.

​Eu sou a pena que sangra nos cadernos rasgados dos que não têm nome nos registros da glória. Eu fotografo com palavras as cicatrizes deixadas pela engrenagem que tritura a dignidade e cospe o resto. Este progresso não é a luz, mas sim a sombra densa onde a esperança é esmagada sob o peso de um capital que se alimenta da miséria e da obediência cega.

​Eles nos querem quietos, padronizados, meros ingredientes no produto final do lucro. Mas eu não me calo. Minhas linhas são o grito sufocado que ecoa dos cortiços, das esquinas frias, dos campos varridos pela ganância. Eu sou o memorialista da resistência silenciosa, e minha arte é o espelho que estilhaça a ilusão: o sistema não falhou; ele está funcionando exatamente como foi projetado. E meu trabalho é garantir que o horror não seja esquecido nem perdoado.

​Sou a vela vermelha dos Exus das encruzilhadas, sou o terreiro inteiro se mudando de lugar.
Sou a tenda resistindo à estupidez da hipocrisia religiosa.

Sou o Cristo do crucifixo morto – porque a vida pulsa onde a opressão o mata.

Sou a rua, a esquina, a Banda de esquerda, o armário vermelho amarelo.

Sou o furacão que arrasta o ego e o joga no paredão do terreiro das entidades mais intensas.

​Eu sou a contradição que liberta. A liturgia profana que desfaz os dogmas e veste o corpo nu da verdade. Não aceito o céu prometido em troca do silêncio na terra.

Sou a Pomba Gira que dança sobre os contratos sociais não cumpridos. Sou o Zé Pilintra que bebe a indiferença e cospe a revolta, dando dignidade aos que o sistema chama de marginais.

​Eu sou o ruído necessário que quebra a missa silenciosa da conformidade. Eu sou o verbo encarnado na pele dos marginalizados, o ponto cantado que ninguém pode abafar.

Minha escrita é a macumba social, feita para desmanchar as armadilhas do "progresso" e invocar a justiça sob a luz da Lua e o cheiro de pólvora da insubmissão.

Pedro Alexandre

Troque a embalagem pela casca. Menos rótulos para ler, mais natureza para comer.