Tentando te Esquecer
Um pro outro...
Jurei para as estrelas que não iria te esquecer,
No silêncio da noite a saudade cresce, as lembranças vão e vêm,
Existe algo no ar da madrugada quando estou sozinho pensando em nós,
Por vezes nas noites de domingo o tempo fica mais lento, tudo parece se mover diferente, as imaginações são profundas e isso me atinge,
Nós fomos feitos um pro outro e eu sei que depois das nuvens densas vêm um arco-íris e é lá que seremos felizes outra vez.
A dor é uma constante lembrança de algo que insistimos em querer esquecer: a vida é dura, cíclica, complexa e incerta.
Caminharei por suas flores e espinhos.
A dor está sempre presente. Ainda que algumas coisas melhorem, aparentemente outras permanecerão como estão.
Levo em consideração dados, fatos que sempre acontecem e se repetem. Ainda que eu seja tentado a acreditar de uma maneira diferente.
Por isso, não devo fugir dela. Se está sempre presente, o único caminho é ter que passar por ela, senti-la, sofrê-la.
O ambiente contribui significativamente para a sua atenuação ou aumento.
Só posso ir até onde sei.
Descansar, respirar.
Não vale mais a pena gastar energia mental se eu já entendi como a vida funciona.
Gastar com o supérfluo e dizer "não tenho" para o trabalhador é esquecer que o amor ao próximo se pratica com atitudes, não com palavras vazias.
O coração ferido só cura quando a mágoa é exilada, a beleza não está em esquecer, mas em ressignificar. O tempo não tem que nos encantar, ele precisa apenas nos oferecer a maturidade de ver o perdão como um ato egoísta de libertação própria.
Nada pesa mais do que aquilo que tentamos esquecer. A tentativa de apagar memórias as torna ainda mais nítidas, como fotos que queimam, mas não desaparecem. E cedo ou tarde, precisamos olhar para o que evitamos. Só assim o passado deixa de nos perseguir.
O corpo tem memória de batalhas que a mente quer esquecer. Há dias em que ele se recusa a colaborar, cobra presença no presente. Quando obedece, eu celebro em silêncio, quando nega, aprendo a negociar, ofereço chá, música, paciência, pequenos tratados de trégua.
A sua voz é a música que me faz esquecer que a cidade é feita de muros, cada palavra sua derruba a muralha da minha solidão.
Passas,
indiferente, não me diriges o olhar.
Como posso esquecer teu sorriso menino,
Teus lábios tocando aos meus,
A paixão que nos envolvia,
Como posso esquecer nossas noites,
nossas aventuras, o corpo vibrando de prazer...
Agora a vida não tem mais sentido,
Estou solta pelo mundo,
Esperando pela vida,
Por ti que me queres fazes sofrer,
Domina-te e não me faças morrer,
Só quero te amar, ser feliz e viver...
Não há como esquecer!
Não há como apagar!
Não há como parar de sangrar!
Não há como esquecer!
Não há como apagar!
Você matou o meu amor!
Mesmo com o ritmo
frenético dos dias,
jamais devemos
esquecer a beleza,
os mistérios
e a imensidão da noite.
Sempre descobrimos
um motivo para acordar
amanhã; deixe a paz
noturna tomar conta
de tua alma.
Que luto é esse?
O que é pior?
Esquecer alguém que morreu
ou enterrar alguém vivo?
As lembranças vêm à tona o tempo todo…
Ele está ali.
Existe. Respira. Caminha no mesmo mundo.
Mas eu não posso vê-lo,
não posso senti-lo,
não posso tocá-lo,
nem ao menos ouvir a sua voz.
Que luto estranho é esse
que não tem velório,
não tem despedida,
não tem última oração?
É o luto de quem precisa
eliminar da própria vida
alguém que ainda vive.
Não apenas nas memórias,
não apenas nas fotografias —
mas vive, aqui, na realidade.
E o pior de tudo…
vive aqui dentro de mim.
Como uma presença silenciosa
que o tempo ainda não levou.
O segredo de Uma Alma
"...E de quem eu deveria esquecer…
lembrei ainda mais.
A solidão me leva por outros caminhos,
onde só me faz sentir errada.
Não entendo o que o destino está fazendo…
e isso me assusta."
Um dia, a felicidade nos abraçou
Há momentos em que fazemos de tudo para esquecer coisas boas vividas no passado, por vários motivos: ódio, ranço, apatia — enfim, um leque de razões.
Só que nos esquecemos de que a mente já está carregada, preenchida por aqueles momentos de amor. Eles estão fotografados, grifados, tatuados por dentro. E, por mais que tentemos, não conseguimos apagar — e talvez nem devamos. Eu penso assim.
Então, não é que não saímos do passado; há vezes em que precisamos esquecer a ira e voltar apenas para sentir que, um dia, a felicidade nos abraçou.
O amor, a paixão, foram tão marcantes, tão intensos, tão deliciosamente vivos, que não conseguimos esquecer por completo. Ou, quem sabe, fazemos questão de voltar para reviver a sensação do extraordinário que um dia experimentamos.
