Tenho um ser que Mora dentro de Mim
ESTA VIDA
Esta Vida
Um sábio me dizia: esta existência, não vale a angústia de viver. A ciência, se fôssemos eternos, num transporte de desespero inventaria a morte. Uma célula orgânica aparece no infinito do tempo. E vibra e cresce e se desdobra e estala num segundo. Homem, eis o que somos neste mundo.
Assim falou-me o sábio e eu comecei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer
Um monge me dizia: ó mocidade, és relâmpago ao pé da eternidade! Pensa: o tempo anda sempre e não repousa; esta vida não vale grande coisa. Uma mulher que chora, um berço a um canto; o riso, às vezes, quase sempre, um pranto. Depois o mundo, a luta que intimida, quadro círios acesos: eis a vida
Isto me disse o monge e eu continuei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer.
Um pobre me dizia: para o pobre a vida, é o pão e o andrajo vil que o cobre. Deus, eu não creio nesta fantasia. Deus me deu fome e sede a cada dia mas nunca me deu pão, nem me deu água. Deu-me a vergonha, a infâmia, a mágoa de andar de porta em porta, esfarrapado. Deu-me esta vida: um pão envenenado.
Assim falou-me o pobre e eu continuei a ver, dentro da própría morte, o encanto de morrer
Uma mulher me disse: vem comigo! Fecha os olhos e sonha, meu amigo. Sonha um lar, uma doce companheira que queiras muito e que também te queira. No telhado, um penacho de fumaça Cortinas muito brancas na vidraça Um canário que canta na gaiola. Que linda a vida lá por dentro rola!
Sou alguém que fez da escuta um jeito de estar no mundo e da palavra um lugar de encontro. Não tenho pressa de respostas prontas, me interessa mais criar espaço para que cada um possa se aproximar da própria verdade, no seu tempo, do seu jeito. No fundo, é isso que me move: acompanhar processos onde a vida pode, aos poucos, fazer mais sentido.
Solidão...
Queria eu entender um coração que se afasta, que abandona e que deixa de amar.
Que propositalmente segue seu caminho sem nenhuma explicação.
Deixando no outro ser apenas a dor, a tristeza e a magoa
O amor tem destas coisas hora ama absurdamente talvez ate incondicionalmente.
De outro momento deixa de amar buscando novidade pra sobreviver.
Que sentimento bobo esse que provoca sorrisos e lágrimas
que deixa o chão repleto de flores e deixa o chao um mar infinito
Dentro do tempo que vivo nesta solidão procurei entender o coração, entender este sentimento tão volúvel!
Com isso aprendi a me desapega de sentimentos pra não sofrer mesmo com tempo avante ainda assim coração pode lembrar derrubar ate montanhas.
Quero aprender nesta solidão que pode se viver, de um sonho, de uma palavra e de verdades.
Aprendendo a ser guerreira e lutar, lutar e lutar!
Shirlei Miriam de Souza
O barco está afundando,
Antes era um avião caindo.
Parece melhor estar no barco,
Mas não quando se está só;
Desesperados, quase sempre estamos sós.
É estranho se desidratar em meio ao oceano.
Beber a água imprópria pode ser pior que esperar,
Só que simplesmente esperar não te tira dali.
Embora a água seja líquida, ao pular, ela é como concreto.
Por vezes, a gente é obrigado a filtrar a própria urina
E encontrar sustento em nós mesmos, por mais repugnante que seja.
Nas dobras invisíveis da memória, onde datas se fundem a tamareiras douradas, um eco de encontros desfez-se em pó. Palavras inglesas pairam como fantasmas: date, um instante capturado; date, um laço efêmero de peles e olhares; date, a polpa doce que escorre entre dedos esquecidos. O abstrato devora o linear, tecendo fios de um novelo sem fim, onde o romântico se perde em desertos de silêncios.
Sombras dançam em relógios parados, namorando o vazio com passos tortos. Corpos se inclinam para o nada, inventando amores de névoa, frutas que não caem, calendários que se desfazem em confetes de ontem. O humano reside no rompante, na frase que se quebra como vidro fino, no pulsar irregular de um coração que ignora o tempo. É o caos que respira, o tropeço que encanta, o desalinho que pulsa vivo.
Entre curvas de sentido ausente, a alma se desdobra – não em mapas precisos, mas em rios que correm para lugar nenhum. Desconexo como o sonho acordado, abstrato como o vento em folhas mortas. Humano, porque sangra nas bordas, sonha nos vãos e persiste no eco das ausências.
Talvez eu esteja melhorando de alguma forma, após mais de um ano sem conseguir ou ter vontade de assistir um filme ontem eu assisti, e hoje consegui assistir outro, quando eu digo isso me refiro a simplesmente sentar e assistir sem distrações, sem pensamentos em outra coisa, sem por um breve momento fugir da história e talvez até sentir algo em deteremos dos momentos. Não sei o que isso pode indicar, se estou ficando melhor mentalmente ou esteja quebrando algum trauma que sofri e não sabia, ainda que eu não consiga me expressar ou sentir sentimentos reais, a não ser alguns que eu mesmo inventei ou me forcei sentir. Passei a voltar a fazer coisas sozinho e a me recompensar por isso, coisa que até então nunca havia saído papel, passei a definir metas e a cumpri-las, por mais que pequenas são satisfatórias poder cumprir algo por mim mesmo, ainda tenho medo de certa forma de diversas coisas, porém acreditar em um amanhã melhor está conseguindo me fazer levantar da cama e fazer coisas que antes eram impossíveis, pequenas tarefas diárias como sair e tentar puxar um assunto, sair pra algum lugar sem rumo, visitar lugares que eu desejava, ter momentos meus, ainda que estrema mente monótonos e até então sem graça, me deixam mais vivo? Talvez?
No palco da vida,
quando as cortinas se fecharem de um lado,
todas as coisas nos serão reveladas do outro.
Descobriremos então o que valeu a pena,
mas muito mais, o que não valeu a pena viver,
pois estávamos presos às ilusões do mundo material.
Por isso,
aqueles que mais se entregarem às experiências espirituais,
serão os que menos sofrerão do sentimento
de terem desperdiçado a vida.
Chovia como se o céu abrisse uma ferida antiga sobre a cidade, e cada gota trouxesse consigo um fragmento daquilo que ainda não aconteceu. Eu caminhava dentro desse rumor líquido com a sensação estranha de estar tocando a quarta dimensão, como se o tempo deixasse de ser linha e se tornasse um quarto secreto dentro do peito. Havia, na parede de uma casa esquecida, um relógio sem ponteiro. Ele não marcava horas; marcava ausências, retornos, aquilo que a memória inventa quando a saudade precisa sobreviver.
No bolso, eu carregava uma bússola de areia. Ela não apontava para o norte, mas para dentro, para esse lugar onde seguimos olhando o futuro reescrevendo o passado, sem perceber que ambos se misturam na mesma água escura. Talvez viver seja isso: atravessar a chuva sem querer secar demais, aceitar que o destino também hesita, e compreender que o amanhã nem sempre vem à frente. Às vezes, ele chega ontem tocando nossas cicatrizes, mudando o nome das antigas dores e devolvendo sentido ao que parecia perdido antes que a alma aprenda a chamá-lo casa.
O céu nublado e a chuva forte formam um cenário sombrio. Mas, sendo passados, implicam no crescimento da vegetação, que valorizará ainda mais a beleza dos dias de sol...
Saudade é:
O encontro sempre adiado
O gelo que não derrete
Um grito de dor inaudível
Uma partida sem chegada
Tristeza e alegria numa só lembrança
O coração batendo no passado...
A visão de Fabricio de Spontin não é exatamente um ataque à moral individual do juiz, mas sim uma crítica sistêmica ao funcionamento do Judiciário.
Em vez de rotular o juiz como "antiético", a tese dele foca em como o sistema influencia o comportamento humano. Aqui estão os pontos principais para entender essa distinção:
1. Pragmatismo vs. Malícia
O autor sugere que o juiz é um ser humano inserido em uma estrutura com volume de trabalho desumano.
A lógica: Se o juiz recebe milhares de processos, ele desenvolve mecanismos de defesa para sobreviver à carga de trabalho.
O resultado: O juiz busca a solução que exige o menor esforço cognitivo (o "custo-conforto"). Se a petição do advogado é genérica, o juiz tende a decidir de forma genérica ou formalista para "limpar a pauta".
2. A Responsabilidade do Advogado
Para Spontin, se um processo morre, a culpa muitas vezes é da estratégia do advogado, que não soube "tensionar" o sistema.
Ele defende que o advogado não pode esperar que o juiz, por "bondade" ou "ética pura", escave a verdade fática - que não foi realçada, que não foi esfregada na cara do processo e não, as vezes, sequer não provada.
O juiz não seria "mau", ele seria apenas reativo. Se o advogado não gera o "desconforto" do prejuízo real, o juiz não se sente compelido a agir fora do padrão burocrático.
3. Ética das Estruturas
A tese se aproxima mais de uma visão de que o sistema é ineficiente, e não que os indivíduos são corruptos.
O "antiético" no caso seria a aceitação passiva de que o processo judicial se torne uma fria troca de papéis, onde a realidade das pessoas (a verdade fática) se perde.
O autor propõe uma advocacia que obriga o juiz a encarar a humanidade e o prejuízo do cliente, impedindo que ele decida apenas pelo conforto da regra abstrata.
Conclusão:
Para Spontin, o juiz decide "onde dói mais". Se a decisão confortável do juiz (negar um pedido por falta de provas, por exemplo) não causar um incômodo moral ou jurídico maior do que o esforço de analisar profundamente o caso, ele escolherá o caminho mais fácil. O papel do advogado seria, então, tornar a decisão injusta insuportável para o juiz.
“Quando um juiz não é tensionado para agir, não se decide primariamente entre certo ou errado, mas entre consequências caras ou baratas do ato decisório, como qualquer ser humano faria. Se eu decidir assim vai incorrer no que? Se em nada, por que não fazer? O juízo moral vem depois; o cálculo do custo do ato vem antes — sempre. Se não gerar problemas eu faço, porque é confortável, já que o advogado não estruturou o processo para determinado enfrentamento” Fabricio von Beaufort-Spontin, Livro NÃO EXISTE LIDE SEM PREJUÍZO – Processo contencioso - Livro 1 - Por que os Processos Bons Morrem?, 2026.
Por um tempo eu cheguei a acreditar que existia amor nas pessoas, mas, observando bem, vi que quem mais amar se machuca.
Agradeço a noite de descanso que tive
Agradeço um novo dia que se inicia
Agradeço pelo ar que respiro e que me põe na cadência Universal
Agradeço cada pessoa que passa em minha vida .
Pois elas são instrumentos do meu crescimento
Agradeço por cada desentendimento pois eles foram professores do meu caminho de evolução .
Agradeço toda abundância que verte em minha vida
A energia de gratidão permeia a minha Mente, meu coração e minhas ações .
E é nessa frequência que eu manifesto amor nesse dia.
O nacionalismo é uma forma sútil de violência: começa-se amando, com um olho fechado, a própria pátria, e termina-se desprezando, com ambos os olhos fechados, todas as outras.
A felicidade é um sentimento pouco autêntico. Só quando naufragamos no inferno da desesperança nos encontramos - ou melhor, encontramos algo além de nós mesmos.
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