Tenho um ser que Mora dentro de Mim

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Onde não me encontro


Tem horas que eu me procuro aqui dentro e parece que a casa está vazia. Bato na porta, chamo meu nome, mas o que volta é só um silêncio estranho, um eco de nada.


Dá um desespero bobo, um sem sentido, de não saber se sou eu que estou sentindo ou se a vida está só passando por mim enquanto eu fico aqui, parado, testando se eu existo de verdade.


É como se eu fosse um rascunho de alguém, uma vontade de ser que não se concretiza. Não sei se sou, não sei se sequer estou aqui, dentro de mim.

Há guerras demais dentro de nós.


Por que então tomarmos parte nos conflitos alheios?

Não costumo engolir sapos pois não quero sapos hibernando dentro de minha alma, prefiro digeri-los com o perdão, prefiro fazer adubo do lixo que jogam em mim e semear sementes de paz na minha alma e nela fazer meu jardim só de sentimentos edificantes que enobreçam meu ser.

Com(A)escrevo AMOR
Com(P)escrevo PAIXÃO
Com(M)escrevo MÃE
DENTRO DO MEU CORAÇÃO ♥

“Confiar em Deus não apesar do tempo, mas dentro do tempo.”

— Sandro Gonçalves,
Pré-ocupação, 2025

“Solidão não é tortura, é destino. Ninguém leva outra pessoa para dentro do próprio caixão.”

Olha pra dentro, se encara sem medo
Reconhece o brilho que vive aí dentro
Nem todo erro foi perda de tempo
Te moldou no fogo, lapidou teu talento
Não existe borracha pra apagar o que foi
O passado pesa, mas também constrói
Só muda quem encara, quem se reconhece
Cura começa quando a verdade aparece
- música Então busque conhecimento do dj gato amarelo

Olha pra dentro, sem filtro, sem cena
Reconhece o que presta, enfrenta o que pesa
Passado não apaga, não tem borracha
Cada erro que vivi hoje vira armadura na marcha
Só muda quem conhece a própria dor
Quem foge de si mesmo vive refém do pavor
- música Então busque conhecimento do dj gato amarelo

Estamos criando filhos fortes por fora, mas ensinando-os a esconder o que sentem por dentro.

Beleza que vem de dentro, força que ilumina. 💕

O silêncio é conhecer a alma dentro do vazio.
É se apresentar à solidão num abraço acolhedor.
É olhar nos olhos da angústia
e convidá-la para entrar.


Refrão
A dor me acolheu caindo do precipício.
A fraqueza fez de mim um homem
forte.
Você não viu.
Você não estava aqui.


A tristeza acolheu o triste
em lástima, chorando só.
Meus pensamentos viajam de férias.
Não vou esperar você chegar.

Teu destino está dentro de você, velado no teu coração, cravado na tua alma.

Flávia Abib

"Como podemos dizer que somos, sem sermos aquilo que somos, dentro daquilo que sequer conseguimos ser?"

​“Buscamos aplausos humanos para silenciar a insegurança divina que criamos dentro de nós.”

— Douglas Santos, em O Deus Silencioso

A palavra de Deus é a voz de Deus dentro do nosso coração.

Papai

Papai,
por que o senhor faz isso?
Com suas botas negras, ruidosas,
marchando dentro da minha cabeça,
eu vivi à sombra do seu pé
por vinte e dois anos —
pálido, pobre,
quase sem ar.
Eu mal respirava
para não provocar sua ira.
Papai,
eu morri jovem.
Morri antes do tempo.
Não de doença —
mas de ausência.
Pesado como mármore,
carreguei um saco cheio de mágoas,
um banquete de argila na boca,
um espectro de louça suja na memória,
e uma cabeça rachada
pelos seus gritos
e pelo medo.
Eu rezava por redenção.
Mamãe, com o rosário trêmulo,
batia a cadeira no chão
como se pudesse expulsar o demônio
que o senhor chamava de filho.
Mas eram suas palavras, papai,
que doíam mais que seus punhos.
Punhos na mesa.
Punhos na guerra.
Guerras, guerras e mais guerras —
e o nome da cidade era comum demais
para justificar tanto ódio.
Meus amigos invejavam o senhor.
Eu invejava os pais deles.
Nunca fui suficiente.
Nunca firmei o pé na sua terra.
Minha língua apodreceu presa
na armadilha da minha mandíbula.
Nosso amor —
arame farpado.
Eu, eu, eu, eu —
ecoando num quarto sem portas.
Eu mal respirava
para não provocar sua ira.
Papai,
eu pensei que todos os homens
fossem feitos da sua fúria.
Que todo idioma
nascesse como motor engasgado
e palavra obscena.
O senhor me tratava
como se eu fosse o erro da casa.
Comecei a falar como estrangeiro.
A viver como intruso.
A existir como culpa.
Papai, eu fui embora.
Mas esta carta
não é despedida.
É uma autópsia.
O livro negro terminou.
Segue o diário
de um menino
que só queria ser amado.
Fui expulso com asas queimadas,
um anjo caído
na sarjeta da própria família.
Três anos sem vocês.
Três anos tentando arrancar
as botas da minha memória.
Mas o senhor ainda dança,
pisoteia,
marcha dentro do meu peito.
Há uma estaca cravada
no meu coração —
negro de medo,
branco de silêncio.
Eles nunca souberam quem eu era.
Chamaram-me monstro
porque ousei sangrar.
Papai…
o senhor pode descansar agora.
Chega das botas.
Chega do peso.
Chega do medo.
Mas, se ainda houver
um resto de homem
sob esse couro e essa fúria —
me ame.
Porque eu ainda sou
o garoto assustado
que treme
ao som dos seus passos.

Fique em off! Silencie o barulho, respire fundo e olhe pra dentro. Recalcule a rota.Não importa quantas vezes precise recomeçar, o importante é não parar. E, quando sentir que está pronta… aperte o play. A vida não espera, mas o seu tempo é precioso demais para ser desperdiçado.

‘‘Enquanto houver desejo de recomeçar, a Páscoa ainda pode acontecer dentro de nós.
E eu também a desejo!’’

"Festeje a sua mãe, se você puder encontrá-la dentro do seu coração, é claro."

Emanuele

Era numa noite sem lua
ou talvez fosse dentro do meu peito
que teu nome começou a ecoar
como um sino rachado
anunciando minha própria ruína.
Amada minha,
mais pálida que a névoa que rasteja
sobre túmulos esquecidos,
mais doce que o veneno lento
que se mistura ao vinho.
Eu te amei antes do primeiro delírio,
antes que os anjos, invejosos, cruéis
sussurrem maldições nas frestas do céu.
Eu te amei quando teu riso
ainda não sabia que me condenava.
Teu nome
ah, teu nome
é uma lâmina que percorre
as paredes da minha mente,
entalhando tua face
em cada pensamento que ousa nascer.
Dizem que o amor é chama.
Mas o que sinto é incêndio em catedral antiga:
vitrais estilhaçados,
santos decapitados,
o altar consumido
pela fome da tua ausência.
Eu não durmo
vigio.
Vigio o vento,
como se ele pudesse trazer teu perfume.
Vigio as sombras,
pois nelas imagino teus passos.
Vigio meu próprio coração,
temendo que ele ouse bater
sem pronunciar teu nome.
Ó minha amada
minha febre, minha sentença
teu silêncio é um oceano negro
onde me afogo todas as madrugadas.
Se te afastas,
meus ossos rangem como portas de mausoléu.
Se te aproximas,
minha carne treme
como se a eternidade estivesse
a um sopro da perdição.
Eu te quis mais do que o céu quis as estrelas.
Mais do que a noite deseja a lua.
Mais do que os mortos desejam
Um último suspiro.
E, no entanto,
quanto mais te possuo em pensamento,
mais te perco na carne do mundo.
Te imagino deitada sob constelações frias,
teus cabelos espalhados
como raízes que me prendem
ao chão da loucura.
Ah, se a morte viesse
não para te levar,
mas para selar-nos
num túmulo partilhado,
onde minh’alma pudesse se enroscar na tua
como hera sobre pedra antiga!
Porque amar-te, minha sombria estrela,
não é gesto
é destino.
Não é escolha
é corrente.
E mesmo que os anjos se levantem
com suas espadas de luz invejosa,
mesmo que o mar se abra
em fúria contra meu delírio,
ainda assim
ainda assim
meu espírito rastejaria pela eternidade
sussurrando seu nome
como oração profana.
Pois és minha
não por direito,
mas por obsessão.
E se um dia disserem que não me amas,
o mundo se partirá em duas metades ocas,
e eu vagarei entre elas
como espectro faminto
que só reconhece
um único altar:
Teu coração
mesmo que ele jamais
bata por mim.